İSLÂM’DA SOSYAL HİZMET KAYNAKLARI VE MÜESSESELERİ İslâm’da sosyal hizmet kaynakları ve müesseseleri birbirinden çok kalın
1.2. İslâm’da Sosyal Hizmet Müesseseleri 1 Vakıflar
As tipologias das inovações apresentam diferentes critérios de classificação (GARCIA; CALANTONE, 2002), em sintonia com as mudanças estabelecidas no desenvolvimento das inovações (DOSI, 1982), com interações entre o mercado e a tecnologia, as quais se refletem na gestão organizacional e política econômica.
Com uma descrição clássica no trabalho de Dosi (1982), as mudanças técnicas dos processos de inovação apresentam duas classificações distintas: (1) continuidade e (2) descontinuidade. Quando se refere ao procedimento de continuidade da tecnologia, equivale ao processo da tecnologia do tipo incremental; ao analisar a descontinuidade da tecnologia, equivale ao procedimento tecnológico do tipo radical.
Assim sendo, as diferentes tipologias podem ser classificadas como procedimentos radicais ou incrementais (DOSI, 1982; DEWAR; DUTTON, 1986; ETTLIE; BRIDGES; O`KEEFE, 1984; SONG; MONTOYA-WEISS, 1998). Não obstante, esta classificação dicotômica pode ser alterada para outros conjuntos que revelam similaridades entre os conceitos (GARCIA; CALANTONE, 2002), porém com enfoques distintos ou até semelhantes.
Para Kleinschmidt e Cooper (1991), a inovação radical é o conjunto dos novos produtos e/ou serviços fornecidos de maneira inteiramente nova para o mundo e, de acordo com Song e Montoya-Weiss (1998), contempla altos riscos no desenvolvimento, visto que apresenta uma natureza nova, o que dificulta o processo comercial. A tendência do desenvolvimento inovativo é ser endereçado para uma demanda desconhecida (GARCIA; CALANTONE, 2002; SANDBERG, 2007), tendo um aspecto crítico pela necessidade de criar potenciais consumidores (BERTHON; MAC HULBERT; PITT, 2004). Obtendo-se êxito comercial tem-se, como resultado, o domínio temporário do mercado, por meio da estrutura de monopólio.
A inovação incremental, no entanto, considera melhorias moderadas nos produtos e processos dos negócios em vigor e, de acordo com Ettlie, Bridges e O’keefe (1984), em comparação com a radical, exige poucos conhecimentos tecnocientíficos.Uma das principais características deste tipo de inovação, segundo Davila, Epstein e Shelton (2007), é extrair o valor máximo possível dos produtos e serviços existentes sem a necessidade de se fazer mudanças significativas ou de grandes investimentos no bojo do desenvolvimento com uma tipologia linear.
A inovação incremental não requer um complexo ambiente nas fases do desenvolvimento, apenas necessita de uma sinalização externa do mercado estimulada por meio da demanda. Para Dewar e Dutton (1986), este tipo de inovação exige pequenas melhorias nos produtos ou métodos de fabricação.
Com a função de aumentar a produtividade, para os economistas Freeman e Soete (1997), a inovação incremental emerge da engenharia de produção aplicada ao ―chão-de-
fábrica‖, uma vez que este tipo de inovação pode ser associado às diferentes formas de
organizar um novo ambiente de trabalho. Balachandra e Friar (1997) observam que o departamento de marketing geralmente incentiva o desenvolvimento de inovações incrementais devido aos menores riscos.
Nas inovações incrementais, uma característica importante a ser considerada é a necessidade de mobilizar um grupo de profissionais menor que nos demais tipos de inovação. Isso resulta em atividades menos custosas, e pode prover resultados mais previsíveis (YIN; ZUSCOVITCH, 1998; ETTLIE; BRIDGES; O’KEEFE, 1984), visto que são mais flexíveis (BALACHANDRA; FRIAR, 1997) sem necessitar de profissionais especialistas (ETTLIE;
BRIDGES; O’KEEFE, 1984).
Já no caso de ocorrer adaptação da inovação produzida em outros países, apresenta-se uma nova estrutura de inovação. Este tipo de mecanismo ocorre com freqüência, principalmente, em países emergentes, quando a inovação incremental é mais apropriada do que a radical (IYER; LAPLACA; SHARMA, 2006), o que possibilita atuar no mercado com baixo custo quando comparado com as demais empresas do mercado internacional. Ainda nesta linha de pensamento sobre países emergentes, Radas e Bozic (2009) revelam a importância da inovação para inserção das pequenas empresas na economia, tema que será discutido no próximo capítulo. O Quadro 2.2 ilustra os fatores e as dimensões necessárias para desenvolver os dois principais tipos de inovações.
As inovações radicais causam descontinuidade tecnológica e alterações profundas no
inovações incrementais, as mudanças ocorrem somente no nível micro. Este é principal motivo citado por Banbury e Mitchell (1995) pelo qual empresas mais estabilizadas são mais lentas para responder às mudanças, pois estão em uma zona de equilíbrio e preferem riscos amenos, em processos inovativos.
FATORES DIMENSÃO INCREMENTAL RADICAL
I
n
ter
n
o
s Recursos Utiliza os recursos existentes
Realiza novas aquisições para promover todas as modificações no
processo Conhecimentos Necessita utilizar os conhecimentos internos (Competência de melhoria) Exige um conhecimento completamente novo (Competência
destruidora) E x ter n o s Mudanças tecnológicas
Envolve poucas mudanças tecnológicas
Implementa grandes avanços tecnológicos Impacto na competitividade Pouca representatividade no mercado Grandes avanços
Quadro 2.2 – Os principais fatores internos e externos para cada dimensão das inovações
Ettlie, Bridges e O’keefe (1984) constatam que existe uma forte correlação entre a
necessidade de um grupo de especialistas e a inovação radical, o que não ocorre para a inovação incremental. Também, esses autores observam que as inovações incrementais são desenvolvidas em organizações maiores e mais descentralizadas. A Figura 2.1 representa a evolução dos efeitos da trajetória da inovação em cada etapa.
Figura 2.1 – As inovações radical e incremental na linha do tempo Fonte: Adaptado de Luecke e Ralph (2003, p. 4)
Tempo Desempenho/ Melhorias Inovação Incremental Inovação radical
Com o objetivo de sumarizar, Garcia e Calantone (2002) sistematizam as várias tipologias quanto ao grau de inovação alinhando as estruturas das inovações, conforme o Quadro 2.3.
CARACTERIZAÇÃO
DA TIPOLOGIA FASES AUTORES
Dicotômicos
Incremental/Radical
Dosi (1985); Schumpeter (1934); Balachandra e Friar (1997); Freeman (1994)
Contínua/ Descontinua Anderson e Tushman (1990) Evolucionárias/ revolucionárias Cheesbrough e Teece (1996);
Dewar e Dutton (1986) Original/ reformulada Yoon e Lilien (1985) Realmente novo/incremental Schimidt e Cantalone (1998);
Song e Montoya-Weiss (1998)
Instrumental/Final Grossman (1970)
Verdadeira/adoção Maidique e Zirger (1984) Inovação/ reinovação Rothwell e Gardiner (1988)
Radical/rotina Meyers e Tucker (1989)
Triangulares
Inovação baixa/ moderada inovação/ alta
inovação Kleinshmidt; Cooper (1991)
Incremental/nova geração/ novo
radicalmente Wheelwright e Clark (1992)
Incremental/ semi-radical/ radical Davila, Epstein e Shelton (2007)
Tetra-angulares
Incremental/ arquitetural/ modular/ radical. Henderson e Clark (1990) Incremental/ arquitetural/ fusão/ruptura Tidd (1997)
Criação de nicho/ Arquitertural/ regular/
revolucionária Abernathy e Clark (1985)
Incremental/ mercadologicamente evolucionária/ tecnologicamente evolucionária/ radical
Moriarty e Kosnik (1990)
Incremental/ruptura de mercado/ ruptura
tecnológica/ radical Chandy e Tellis (2000)
Pentangulares Sistemático/ maior/ menor/ incremental/
desconhecido (sem registro) Freeman (1994)
Octangulares
Reformulado/ partes novas/
remerchandising/ novas melhorias/ produtos
novos/ usuários novos/ mercado novo/ consumidores novos
Johnson e Jones (1957)
Quadro 2.3 –Tipologias de inovação tecnológica
Fonte: Adaptado Garcia e Calantone (2002, p. 119).
Expandindo os pensamentos dos autores clássicos, Wheelwright e Clark (1992) identificam três classes para inovação de produtos: (1) incremental; (2) nova geração; (3) novo radicalmente. A dimensão nova geração é uma fase intermediária entre a inovação incremental e radical.
Nessa esfera das tipologias, Davila, Epstein e Shelton (2007) apresentam outra classificação com três dimensões, porém, com outro foco em relação aos autores anteriores: (a) incremental; (b) semi-radical; (c) radical. A estrutura da inovação semi-radical pode ser constituída por dois planos de sustentação: (a) orientadas para tecnologia e (b) orientadas por modelo de negócio.
Ampliando esse escopo, Henderson e Clark (1990) registram quatro subgrupos de inovações: (1) incremental; (2) arquitetural; (3) modular; (4) radical. Para esses autores, a inovação arquitetural significa uma reconfiguração do sistema para interligar os componentes existentes em busca de novos caminhos. A inovação modular apresenta amplas trocas dos conceitos de design sem trocar as arquiteturas dos produtos (HENDERSON; CLARK, 1990).
A inovação radical ocorre também no nível arquitetural (HENDERSON; CLARK, 1990). Isso significa que os componentes passam a ser organizados de uma forma radicalmente nova sem que ocorra uma mudança significativa na tecnologia subjacente. As atividades de pesquisas e desenvolvimento (P&D) são decisivas na contribuição para as inovações radicais, afirma Freeman (1995).
A partir das tipologias das inovações, as empresas formulam estratégias, de acordo com os objetivos propostos, para interligar as necessidades do ambiente e as competências organizacionais.
2.5 Modelos de inovação tecnológica
Os modelos de inovação tecnológica surgem para representar uma realidade do ambiente inovativo por meio do nível de interação, colaboração e difusão entre os diferentes atores, para realizar o desenvolvimento e transferir o conhecimento. De acordo com Rosenberg (1982), parte-se de estruturas simples até estruturas complexas para interagir com o ambiente dinâmico, pois a gênese dos modelos é constituída por uma caixa preta.
Com o passar dos anos, os modelos foram alterados com o objetivo de conseguir captar as dinâmicas do mercado e as complexas relações da empresa. Entre as décadas de 1960 a 1970, a abertura para estimular o P&D e, conseqüentemente, o desenvolvimento de novos produtos/ processos, despertou o interesse para abrir a caixa preta dos modelos de inovação, conforme apontam Marinova e Phillimore (2003).
A evolução destes modelos é demarcada pela transposição de uma seqüência de modelos lineares para modelos complexos interativos. Para Rothwell (1992,1994) são cinco os modelos do processo de inovação: (1) modelo linear com a tecnologia puxada pelo mercado; (2) modelo linear com a tecnologia empurrada pelo mercado; (3) modelo com a
teoria acoplada e interligada com o processo de inovação; (4) modelo paralelo que consiste em formar alianças e interações do processo de inovação e, (5) modelo com sistemas de integração e redes no processo de inovação.
Por outro lado, a classificação apresentada por Marinova e Phillimore (2003) apresenta seis formas de modelo de inovação: (1) modelo da caixa preta; (2) modelo linear; (3) modelo interativo; (4) modelo sistêmico; (5) modelo evolucionário; (6) ambiente da inovação.
Para fins do presente trabalho, considerou-se que os principais modelos para representar o processo de inovação são os seguintes: (1) modelo linear (PADMORE; SCHUETZE; GIBSON, 1998; ROTHWELL, 1992; MARINOVA; PHILLIMORE, 2003); (2) modelo de elos de cadeia ou modelo de Kline (KLINE; ROSEBERG, 1986); (3) modelo do ciclo/ modelo sistêmico de inovação ( MARINOVA; PHILLIMORE, 2003).
2.5.1 Modelo linear de inovação
O modelo linear de inovação é traçado pelo desenvolvimento puro ou da ciência básica, por meio da ciência aplicada em todas as áreas do conhecimento. A proposta deste modelo parte da premissa de que todas as etapas são originadas por meio das descobertas (PADMORE; SCHUETZE; GIBSON, 1998).
Uma grande desvantagem deste modelo é retratar o desenvolvimento da inovação de maneira simples, pois este processo não reflete o que os cientistas, os inventores e os inovadores executam na prática (PADMORE; SCHUETZE; GIBSON, 1998). O caminho do desenvolvimento da inovação pode ser trilhado por duas categorias quando relacionado pelas estruturas de mercado, como propõe Dosi (1982): (1) empurrado pela descoberta científica (science-push) e (2) puxado pela procura (demand-pull ou market-pull).
A tecnologia empurrada por descoberta científica é desenvolvida de maneira independente de qualquer fator, consoante Dosi (1982). A tecnologia emerge no mercado sem atender a nenhuma necessidade específica demandada e, assim, o direcionamento das inovações define os nichos do mercado propícios para implementação.
Por outro lado, a tecnologia puxada pela procura é um desenvolvimento decorrente de forças do mercado (DOSI, 1982) para atender às necessidades dos usuários. Para sumarizar, neste tipo de estrutura de mercado, existem três fraquezas básicas: (1) um conceito passivo e mecânico de reatividade das mudanças técnicas vis a vis às condições de mercado; (2) a incapacidade das definições dos porquês e como surge um determinado desenvolvimento em vez de outros e de um determinado tempo em vez de outro; (3) a negligência das mudanças em relação ao tempo, dentro de uma capacidade inventiva, que não conduzem a qualquer relacionamento direto com as condições de mudanças no mercado.
Ambos os modelos assumem que as inovações são resultado de um processo linear, por diferentes estágios, e delineados por uma ordem seqüencial, e somente consideram as fontes da inovação de maneira interna à organização, desconsiderando a importância do relacionamento e interações com os demais agentes da cadeia produtiva.
2.5.2 Modelo dos elos da cadeia
O modelo dos elos da cadeia tem como função considerar as aplicações e as respectivas conseqüências para transferir a difusão do conhecimento no ambiente inovativo entre diferentes processos produtivos. Esta transferência pode existir entre companhias com fronteiras nacionais e internacionais ou até entre países (PADMORE; SCHUETZE; GIBSON, 1998). Segundo Rosenberg (1982), esse modelo tem como principal objetivo interligar todos os elos existentes de uma cadeia de conhecimento, uma vez que cria novos conhecimentos por meio de pesquisas e, em seguida, estes processos inovativos podem ser desenvolvidos de maneira aprofundada.
Nesse modelo, o processo inovativo é resultado de interação simultânea de conhecimento com três funções internas: a pesquisa e desenvolvimento; a manufatura; e o
marketing. Com esta cadeia de relações apresentam-se diversos feedbacks entre as diferentes
fases do desenvolvimento do produto e das fontes de conhecimentos externas à firma (PADMORE; SCHUETZE; GIBSON, 1998; KLINE; ROSENBERG, 1986). A vantagem desse modelo é caracterizada pelos loops contemplados nos feedbacks dos sistemas inovativos (GALANAKIS, 2006), o que torna o modelo mais consistente, porque alinha as necessidades do mercado e da demanda citadas no trabalho de Preez e Louw (2008).
2.5.3 Modelo do ciclo de inovação
O modelo do ciclo de inovação tem como objetivo desenvolver inovações por meio de redes com outras empresas, instituições de ensino, centros de pesquisas, fundações governamentais. A aproximação deste modelo contempla a interação dos vários elementos do processo de inovação. É concebido pelos feedbacks dos produtos, os quais definem o mercado potencial por meio do processo de melhoria contínua (PADMORE; SCHUETZE; GIBSON, 1998). Esse modelo interliga todas as atividades das empresas, organizadas de acordo com o processo de desenvolvimento do produto. As atividades inovativas dependem dos fluxos de conhecimentos entre as unidades da firma e os sistemas de inovação.
O Quadro 2.4 apresenta as principais definições, para cada geração das forças impulsionadoras dos modelos de inovação tecnológica, com as respectivas figuras para ilustrar o relacionamento entre os agentes.