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A análise estratigráfica e tectônica realizada neste trabalho propiciou a compreensão de diversas questões geológicas pendentes acerca do segmento estudado, além de trazer novas descobertas importantes para o entendimento da evolução tectono-estratigráfica da bacia Espinhaço, no domínio do Espinhaço Central. A seguir são apresentadas as principais conclusões referentes à geologia sedimentar e à estrutural da área.

7.1 – GEOLOGIA SEDIMENTAR

 A análise estratigráfica da área foi realizada com base no reconhecimento de unidades limitadas por discordância – o sintema, que favoreceu organizar e reconstruir seu arcabouço de forma mais sistemática;

 No total foram identificados e descritos três sintemas sendo cada intervalo assinalado quanto ao seu acervo faciológico, aos processos sedimentares e sistemas deposicionais assim como o estilo de preenchimento bacinal. Em adição foi efetuada uma formalização de todo o conjunto estratigráfico da área;

 As relações entre a assinatura sedimentar e os controles envolvidos na geração do espaço bacinal para cada sintema foram interpretadas da seguinte maneira:

a) O Sintema Mato Verde registra o preenchimento de um rifte e é limitado pela discordância D1 que o separa das unidades do embasamento cristalino. A configuração dessa bacia foi interpretada como dois hemigrábens, com falhas de borda orientadas segundo NE-SW e N-S. Essas falhas estão interligadas por uma falha de transferência de direção NW-SE. Em tais sub-bacias, as sucessões basais (Subsintema Panelas) foram depositadas, sobretudo, mediante sistemas de leques aluviais, fluvial entrelaçado e por um sistema delta-lacustre. O final do preenchimento é marcado por um vulcanismo ácido a intermediário e explosivo, marcado pelo Subsintema Riacho Seco. Os dados geocronológicos obtidos para esse vulcanismo indicam idade 207Pb/206Pb de 1524 ± 6 mA a qual foi interpretada como a idade máxima do fechamento da bacia.

b) O Sintema Vereda da Cruz se encontra imediatamente acima de rochas da sequência Mato Verde com a qual faz contato por meio de uma descontinuidade estratigráfica D2. Essa sucessão parece remontar o preenchimento de uma sinéclise no interior do continente, originada sob taxas de

subsidência bem baixas e sem tectonismo associado. Tal sintema é composto por uma sucessão de fácies monótona, constituída, sobretudo de quartzo-arenito originada por um sistema eólico.

c) O Sintema Montevidéu está em contato com a sucessão Vereda da Cruz por uma discordância erosiva angular D3 que causou a erosão profunda das partes superiores dos sintemas Mato Verde e Vereda da Cruz. Essa erosão foi indicada por meio de conglomerados basais com presença de clastos de rochas vulcânicas. Essa característica evidencia também o preenchimento dessa bacia a partir de um rifte que está superposto aos demais sintemas. Todavia o arcabouço sedimentar desse sintema exposto até o momento faz parte de análises preliminares que serão complementadas futuramente.

7.2 – GEOLOGIA ESTRUTURAL

 A área estudada foi dividida em três domínios com características distintas. O domínio I, no norte da ZTMA, o domínio II, situado no sul e o domínio III, na região de estrangulamento de Mato Verde;

 A geometria de pré-inversão foi estruturada no decorrer de três eventos de formação de bacia a saber: o R1, responsável pela formação das paleofalhas normais de borda do rifte Mato Verde; o evento R2 que formou a bacia para acolher o sintema C e o R3, responsável pela estruturação do Sintema Santo Onofre. Essa geometria foi crucial para o desenvolvimento da zona triangular de Monte Azul.

 O arcabouço estrutural compõe-se de uma fase de deformação progressiva e heterogênea em resposta a uma convergência frontal e/ou transpressiva entre o bloco Monte Azul e os blocos Montevidéu e São João do Bonito;

 O envolvimento do embasamento na deformação da cobertura é verificado ao longo da borda oeste da Serra Geral a partir do sistema de zonas de cisalhamento Caldeirão e São João do Bonito. O padrão de estruturação nele presente (NE-SW e NS) sugere um controle na deformação durante o evento de inversão. Além disso, a presença dessas estruturas deformacionais compressivas fornece argumentos satisfatórios para que o limite do cráton do São Francisco seja revisto;

 A idade 207Pb/206Pb obtida para o granito da Suíte Catolé de 1792 ± 7 mA indica que a inversão tectônica ocorreu posteriormente a essa idade e está relacionada ao Neoproterozóico.

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Apêndices

Anexo II – Tabela de pontos