3. İSEÇ YÖNETİM SİSTEMİ GEREKLERİ
3.1 İSEÇ Politikası
Nesta subseção de cunho exemplificativo, destacam-se algumas ferramentas usadas em experimentos antecedentes e que têm contribuído para a busca de resultados mais efetivos das regras jurídicas.
3.4.1.1 Racionalidade
As pessoas escolhem dentre duas ou mais opções, conforme suas preferências, de modo que essa escolha gere a maior satisfação pessoal, pois atinge a maximização da utilidade (resultado desejável). Normalmente, tal seleção recai na hipótese de maior eficiência, i.e., naquela opção que oferecer os benefícios maiores que os custos referentes ao exercício dessa escolha (custos em geral).
3.4.1.2 Equilíbrio
As relações interpessoais no âmbito dos diversos sistemas sociais induzem as pessoas a escolherem de maneira similar às escolhas valorizadas pelos integrantes do sistema social, gerando comportamentos coletivos aceitáveis. Exemplifica-se esse equilíbrio com o uso de calça jeans, cuja utilização individual pela maioria produziu o comportamento coletivo caracterizado pela normalidade do uso dessa peça de vestuário, tanto masculino como feminino.
3.4.1.3 Eficiência
Normalmente, as pessoas estão preocupadas apenas com seu próprio bem- estar e os benefícios que possam selecionar para desfrutar, esquecendo-se das
externalidades negativas que venham gerar para as outras pessoas componentes da sociedade. Exemplifica-se tal comportamento quando a pessoa mora e trabalha junto a estações do metrô, mas usa seu carro fazendo transporte individual sem considerar os gastos de combustível, a geração de gases tóxicos, o aumento de veículos no trânsito, a necessidade de estacionamento, dentre outras possíveis. Lembra-se que tal escolha gera maiores custos sociais com vias de transporte, poluição ambiental e outras possíveis. Isto é, as pessoas querem as maiores facilidades/utilidades, mas nem sempre elas constituem e/ou adotam as situações de maior eficiência comportamental. Cooter & Ulen (2010, p. 26), assim escrevem: “A eficiência sempre é relevante para a definição de políticas já que é melhor atingir qualquer política dada a um custo menor do que a um custo mais alto. As autoridades públicas nunca defendem o desperdício de dinheiro”.
Em verdade, ser eficiente significa que se fique com aquilo que mais se valoriza no contexto de uma transação que tenha custos. Assim, entende-se que qualquer alteração/mudança geradora de maiores ganhos que perdas demonstre a conquista da eficiência.
Sob o ponto de vista da (AED), lembra-se que uma regra jurídica será eficiente quando ela contribuir para maximizar os benefícios auferidos com a sua vigência, i.e., ela será efetiva, pois produz resultados pretendidos e satisfaz a coletividade.
As regras jurídicas são entendidas como mais eficientes quando elas incentivam a sua adoção na busca dos resultados/benefícios aspirados, maximizando os ganhos das pessoas/organizações envolvidas no processo de sua utilização.
Da análise das ilações discutidas anteriormente, pode-se concluir que o objetivo primacial da lei deve ser o da conquista da sua eficiência, pois assim ela servirá de estímulo ao seu cumprimento no interesse público.
Dessa maneira, casos os tribunais apliquem as regras jurídicas gerando incentivos corretos para a sociedade, significa que a regra jurídica pode contribuir para a melhoria do bem-estar coletivo. Assim, se se pretende que a lei conduza a resultados eficientes e efetivos, há que se “desenhar a lei” conforme tais pretensões. Portanto, se atinge a eficiência quando o benefício total das ações tomadas é maior
77 que o custo total (custos de transação) delas mais as externalidades que possam agir na busca desse benefício pretendido.
Nesta abordagem, em que se procura melhorar as regras jurídicas da gestão sustentável dos recursos hídricos pátrios, pode-se considerar que a eficiência existirá pelo simples fato de algum recurso hídrico (qualquer que seja ele) venha a possuir maior longevidade gerando maior lucro, valor e usufruto das pessoas, i.e., a regra provoca o bem-estar de mais pessoas da sociedade nacional e por maior período de tempo. Segundo Granziera (2014, p. 204) a regra pode conquistar a sua efetividade, mas sofre limitações contingenciais, conforme ela leciona:
Há, no Brasil, mais leis do que se consegue cumprir, como ocorre em matéria ambiental e urbanística, por exemplo. Não há como negar que, embora as leis ambientais representem um avanço no sistema normativo brasileiro, pela sua abrangência, conteúdo e modernidade, o Estado encontra-se, de maneira geral, longe de estar preparado para garantir a efetividade desse sistema normativo.
A lei, na sua elaboração, deve ser compatível com a possibilidade de ser executada. É certo que, no processo legislativo, em que há uma série de pressões e interesses envolvidos, nem sempre a questão técnica é a que prevalece, o que é inerente à própria democracia, em que valem os interesses da maioria.
3.4.1.4 AED como indutor comportamental
A conquista de comportamentos sociais e econômicos efetivos, como reflexos e/ou consequências dos resultados das mudanças legais ensejadas pela associação entre o Direito e a Economia, suscita diversos estudos quanto aos fenômenos geradores dessas alterações comportamentais. Constantemente, o Estado busca melhorar sua capacidade preditiva decorrente da associação Direito e Economia, provocando atuações comportamentais mais efetivas e realistas dos agentes intervenientes.
Entende-se que as regras jurídicas possam induzir a três comportamentos básicos, como decorrência de seus incentivos e coerções implícitos e/ou explícitos. Inicialmente, a regra jurídica pode vencer as pessoas quanto aos respectivos comportamentos, pois os reflexos e consequências de sua violação inibem do modo impactante a adoção deles; exemplifica-se tal ilação com a “lei seca”, haja vista que as sequelas de sua burla geram custos e consequências severas para o infrator e de difícil mitigação ou absorção (custo elevado). Em seguida, compreende-se que as
pessoas possam ser convencidas pela regra jurídica, i.e., como ocorre com a legislação que busca inibir os fumantes, pois nesse caso há os que seguem as regras e aqueles que procuram espaços para alimentar os respectivos vícios, de modo que há pessoas que aceitam as posições legais, mas procuram brechas para adotar os comportamentos eleitos. Enfim, acredita-se que exista a persuasão causada pela regra jurídica, ou seja, as pessoas alteram ou modificam os respectivos comportamentos, pois entendem que tal ajustamento constitua a maneira ideal de obter a harmonia e a convivência social, bem como a melhoria de relacionamento e de redução de custos; exemplifica-se tal ilação com as regras de distribuição de água, pois as pessoas incorporam comportamentos considerados mais racionais (escolhem e exercem suas preferências), equilibradas (servem de indução às condutas e procedimentos coletivos) e eficientes (traduzem os comportamentos minimizadores dos custos em geral). Nessa direção, ao tratar da interface entre dispositivos de direito, ensina Granziera (2014, p.18) que:
Por meio de instrumentos econômicos estabelecidos na legislação, esse ramo do Direito tem por finalidade a indução de comportamentos, visando à adoção de práticas ambientalmente adequadas. Um exemplo a destacar consiste na cobrança pelo uso de recursos hídricos, prevista na Lei nº 9433/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos.
Na verdade, as ações estatais produzem resultados modificadores de comportamentos sociais caso haja a redução dos desequilíbrios e dos custos sociais, bem como os comportamentos econômicos são identificados mediante a maximização dos benefícios e/ou ganhos auferidos pelas pessoas.
3.4.1.5 Consideração parcial
Considera-se conveniente destacar-se o ensinamento de Rodrigues (2007, p. 34) acerca da importância da AED como ensejadora de comportamentos das pessoas:
As questões a que a Análise Econômica do Direito tem dado mais atenção são de dois tipos: Quais são os efeitos de um determinado
enquadramento jurídico? Qual o enquadramento jurídico que deveria existir? O primeiro grupo de questões decorre diretamente da definição da
79 as escolhas que as pessoas fazem são influenciadas pelos sistemas de incentivo a que estão sujeitas, porque estes alteram os custos e benefícios das diversas opções disponíveis. O comportamento individual é alterado pelo enquadramento legislativo: se determinado comportamento é proibido, e punido, a sua relação custo – benefício torna-se menos atractiva do que se não o é. A lei pode, assim, ser pensada como um sistema de
incentivos e analisar os efeitos de diferentes sistemas de incentivos é uma das grandes preocupações dos economistas. Este tipo de questões
corresponde à análise positiva do direito. Já o segundo tipo de questões corresponde a uma análise normativa, que decorre da preocupação dos
economistas com a eficiência. Diferentes sistemas de incentivos, e portanto diferentes enquadramentos legais, não são igualmente eficientes: um economista defenderia que se devem preferir
enquadramentos legislativos mais eficientes a enquadramentos legislativos menos eficientes. (grifo nosso).