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İptal Kararlarının Nasıl Yerine Getirileceği Hususu

B. İPTAL KARARLARININ UYGULANMASI

2. İptal Kararlarının Nasıl Yerine Getirileceği Hususu

A classificação é o ato de agrupar qualquer coisa, sejam recursos informacionais, seres vivos, objetos, dentre outros, organizando-os em classes, conforme suas semelhanças. Piedade (1983, p. 16) explicita que classificar é:

[...] dividir em grupos ou classes, segundo as diferenças e semelhanças. É dispor os conceitos, segundo suas semelhanças e diferenças, em certo número de grupos metodicamente distribuídos. É um processo mental habitual ao homem, pois vivemos automaticamente classificando coisas e idéias, a fim de as compreender e conhecer.

Souza (2010, p. 13) define também a classificação como “processo de reunir coisas, ideias ou seres, em grupos, de acordo com o seu grau de semelhança”. Por outro lado, Guinchat e Menou (1994, p. 167) conceituam a classificação como uma “operação da descrição de conteúdo de documentos, pela qual determina-se o assunto principal e, eventualmente, um ou dois assuntos secundários que são traduzidos para o termo mais apropriado da linguagem documental utilizada”.

Quando classificamos objetos, seres, ideias e conceitos, os inserimos em sistemas de classificação. A célebre autora Piedade (1983) explicita que a classificação pode ser vista sob vários aspectos: segundo seus tipos de características podem ser, naturais ou artificias; conforme o modo como foram compiladas são divididas em: dedutivas ou indutivas; levando- se em conta o campo de conhecimento que abrangem podem ser, gerais ou especializadas; segundo a finalidade a qual se destinam, são classificações filosóficas ou bibliográficas.

Por outro lado, Vieira (2014) sistematiza as classificações em três níveis:

a) classificação social – faz parte da natureza humana, é inerente ao ser humano, compõe parte de sua personalidade, auxilia cotidianamente na organização mental e na classificação do que lhe interessa;

b) classificação filosófica – considerada a mais elaborada, tem por finalidade a definição e a hierarquização do conhecimento humano;

c) classificação bibliográfica – destina-se à organização e à disposição física dos documentos no acervo, visando à sua localização e recuperação com eficiência. Os sistemas de classificação bibliográficos, também chamados de classificações documentárias, possuem a função de organizar objetos informacionais, facilitando a localização tanto dos temas tratados como dos documentos nas bibliotecas, mesmo quando se trata dos repositórios digitais.

As classificações bibliográficas são consideradas Linguagens Documentárias (LDs), especificamente elaboradas para organização e representação da informação e para facilitar o acesso e transferência da informação.

De acordo com Souza (2010) as classificações documentárias podem ser: enumerativas, por exemplo, a Classificação Decimal de Dewey (CDD), elaborada por Melvil

Dewey; facetadas, tal como, a Colon classification, elaborada por Shiyali Ramamrita

Ranganathan.

Em seu livro, Barbosa (1969) enfatiza três classificações bibliográficas: CDD; Library

of Congress Classification; Colon classification e aborda também outras classificações,

Quadro 4 – Caracterização de algumas classificações bibliográficas

Bibliographic classification - Nova Iorque - Henry Evelyn Bliss - em 1940 saiu o 1º volume, porém não teve grande aceitação. Possui notação mista, utiliza-se de números, letras maiúsculas, minúsculas e emprega a vírgula para separar as tabelas auxiliares das classes principais.

Classificação Decimal Universal - Bélgica - Paul Otlet e Henry La Fontaine - primeira edição publicada em 1905, em francês, sob o título: Manuel du Répertoire de Bibliographie Universelle. Além de números, usa símbolos de ligação, por isso caracteriza-se como flexível, o que permite a correlação de assuntos.

Classificação Decimal de Dewey - Estados Unidos - Melvil Dewey (1851-1931) - primeira edição publicada em 1876, é a classificação mais utilizada no Brasil, obedece ao princípio de que todo bom sistema de classificação deve ser memorizável, abordada com mais enfoque na obra de Barbosa (1969) para elucidar questões mais didáticas acerca de seu uso.

Library of Congress Classification - Estados Unidos - biblioteca do Congresso norte-americano - criada em fins do século XIX, constantemente atualizada, atuante e pouco conhecida no Brasil. Sua notação é mista, consiste de letras maiúsculas e números, a composição máxima da notação abrange duas letras maiúsculas e quatro algarismos na ordem aritmética, permitindo 9.999 subdivisões.

Colon classification - Índia - Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972) - primeira edição publicada em 1933, constitui-se um marco na história dos estudos da classificação, embora pouco difundida no Brasil. Apoia-se no conceito filosófico de que cada assunto pode ser visto sob as manifestações de facetas.

Expansive classification - Estados Unidos - Charles Ammi Cutter (1837-1903) - publicou em 1891 a primeira parte de seu sistema de classificação, porém não obteve ampla aceitação. Serviu de base para a classificação da biblioteca do Congresso norte-americano, porém o trabalho de Cutter foi mais expressivo no âmbito da catalogação e da notação de autor. Devido à morte do autor, não teve continuidade.

Subject classification - Inglaterra - James Duff Brown (1862-1914) - publicada em 1906, também devido à morte de seu autor, não teve continuidade. Representa os assuntos por letras maiúsculas do alfabeto, possui um maior número de subdivisões e vários cabeçalhos de assunto, quando comparada às demais classificações.

Fonte: Adaptado de Barbosa (1969).

A partir do século XIX, estendendo-se ao século XX, propiciou-se a efervescência dos sistemas de classificação bibliográficos supracitados, engendrados da supremacia ocidental, sobretudo de representantes europeus, sendo a CDD, ainda a mais utilizada.

Utiliza-se a classificação no âmbito da biblioteca tanto para o arranjo do acervo em estantes quanto para o arranjo de entradas de assuntos em catálogos, índices, bibliografias e notações, ou seja, números de chamadas técnicas que devem ser acessíveis e aceitas pelos usuários (LANGRIDGE, 1977).

Em suma, a aplicabilidade da classificação como fenômeno de mediação se estabelece por meio da representação localizadora do acervo, conforme o arrazoado parágrafo acima.

Por conseguinte, a próxima seção versa sobre mais uma atividade exercida pelo bibliotecário no processo de Organização da Informação: a indexação.