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DİLEKÇEDEKİ EKSİKLİKLERİN TAMAMLATILMASI KARARLARI

O conceito de uma vida segura está literalmente ligado à condição de vulnerabilidade social de certos extratos populacionais, como por exemplo, os jovens. Atualmente, esses atores sofrem risco de exclusão social sem precedentes devido a um conjunto de desequilíbrios provenientes do mercado, Estado e sociedade.

A vulnerabilidade pode ser interpretada como um conceito que se encontra entre a disponibilidade dos recursos materiais e simbólicos e o acesso a oportunidade sociais, econômicas e culturais que provém do Estado e da Sociedade.

Há ainda outros aspectos perversos da vulnerabilidade como:

- a escassa disponibilidade de recursos matérias ou simbólicos a indivíduos ou grupos excluídos da sociedade.

- não acesso a determinados insumos (educação, trabalho, saúde, lazer e cultura) diminui as chances de aquisição e aperfeiçoamento desses recursos que são fundamentais para que os jovens aproveitem as oportunidades.

Os desafios que os jovens têm de enfrentar a sociedade brasileira decorrem basicamente: da dificuldade de acesso a educação e do pouco estímulo para permanecer na escola, da falta de qualificação profissional, da falta de acesso a atividades culturais,

esportivas e de lazer e pela oferta crescente e perversa de possibilidades de envolvimento com drogas, violência e criminalidade.

Os jovens sofrem influências multiculturais e vivem problemas em comum: a globalização do crime ligada ao narcotráfico e a violência. Segundo CASTELLS, 1907, p.217, nas últimas décadas organizações criminosas têm levado a cabo operações em escala internacional, aproveitando da globalização econômica e das novas tecnologias de informação. Em torno do narcotráfico foi-se organizando uma poderosa rede de crimes como o tráfico de armas, tráfico de imigrantes, prostituição internacional, contrabando etc. Todas as transações se baseiam na coesão mediante uma violência extraordinária.

Os jovens são também os mais atingidos em nossa sociedade, pela violência. Segundo o Mapa da Violência, do ano 2000, 2/3 de nossos jovens morreram por causas externas e o maior responsável foi o homicídio principalmente nas capitais brasileiras. O Mapa da Violência de 2004, mostra que a taxa de homicídios dos jovens em 1993 era de 34,5% em 100.000 habitantes enquanto o de jovens brancos é de 39,2%.

PERALVA, 2002, p.87, assinala as razões para o aumento da violência entre a juventude: o aumento, do acesso a armas; a juvenilização da criminalidade; a violência policial; ampliação do mercado de drogas, cultura consumista que deriva em frustração e expectativas são satisfeitas.

A violência é um fenômeno social que preocupa a sociedade e os governos na esfera pública e privada. Seu conceito está em constante mutação visto que, não é fácil defini-lo, pois não existe um conceito absoluto. Em quanto um conceito mais restrito pode deixar de fora parte das vítimas, um definição muito ampla recorre no perigo de não levar em conta as micro-violências, a violência simbólica, moral, do cotidiano.

Em sentido estrito refere-se à violência física como a intervenção de um indivíduo ou grupo contra a integridade de outro(s) indivíduo(s) ou grupo(s) e também contra si mesmo. Tal definição abarca desde os suicídios, espaçamentos de vários tipos, roubos, assaltos homicídios até a violência ao trânsito (camuflada sobre o nome de “acidentes”) e todas as diversas formas de agressão sexual, ou seja, a violência que se encontra no Código Civil.

A tabela abaixo mostra como os jovens sofrem agressões ao seu cotidiano. Dos respondentes 30,3% afirma já ter sido assaltado, 30% ameaçado, 21,5% furtado e em números absolutos chamam a atenção que quase 600.000 jovens já sofreram tentativa de homicídio.

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Agressão física sofrida por jovens]

Tabela – Você já Sofreu Alguma Agressão?

Tipo de Agressão Porcentagem de respostas

Foi assaltado 4.395.357 30,3%

Foi ameaçado por alguns 4.395.357 25,9%

Foi furtado e/ou roubado 3.129.238 21,5%

Sofreu tentativa de homicídio 597.230 4,1%

Sofreu agressão policial 1.825.088 12,6%

Sofreu agressão a mais de 2 anos

281.919 1,9%

Nenhuma destas 535.196 3,7%

Total 14.529.126 100,0%

FONTE: IBGE - Pesquisa “Os jovens no Brasil.” 2004.

Além da violência física os jovens enfrentaram vários tipos de preconceitos, o que significa que são vítimas não somente de uma violência física, como também de uma violência que não mata, mas muitas vezes, fere e muito profundamente que é a simbólica e a moral.

Mais de metade dos jovens já sofreram algum tipo de discriminação nos espaços públicos e são os da Classe D e E os mais discriminados, ou 48,8% dos da classe D e E contra 15% da classe A e B.

Tabela – Freqüência de sexo somente para quem sofreu discriminação em algum espaço público.

Sexo Nº 0%

Masculino 2.030.813 54,6%

Feminino 1.686.800 45,4

Total 3.717.612 100

FONTE: IBGE - Pesquisa “Os jovens no Brasil”, 2004.

Tabela – Freqüência de classe somente para quem já sofreu discriminação em algum espaço público.

Classe Socioeconômica 0%

Classe C 1.829.897 36,2

Classe D/E 5.050.349 100

FONTE: IBGE - Pesquisa “Os jovens no Brasil”. 2004.

Para que pensemos conjuntamente em vida segura é preciso combater a violência tanto física como simbólica, atacando de forma direta todos os fatores que levam a que nossos jovens apresentem uma situação de vulnerabilidade social.

É também fundamental que tenhamos políticas públicas, como foi bem acentuado no desenvolvimento do trabalho em alusão, as quais devem possuir em conteúdo de execução a fomentação e a inclusão juntamente com a emancipação juvenil fundamentado na responsabilidade, ampliando uma rede de proteção social, com oportunidades de estudo e trabalho, com uma política de vida segura, buscando incentivar a prevenção da violência dos jovens e contra os jovens, combatendo as diferentes violências existentes, sensibilizando a opinião pública e os meios de comunicação para o tema, promovendo espaços de arte, cultura, esporte e lazer, enfim dando respostas globais e continuadas, com políticas integradas e transversais e principalmente confiando nas nossas juventudes.

Os textos aqui delineados tiveram como fundamentação informações que fizeram pauta no Seminário “Direitos Humanos e Diversidade”, evento esse ocorrido nos dias 27 a 29 de abril de 2002.

Tais informações são amostragens que reflete a realidade juvenil em determinado lapso de tempo, no entanto as mazelas estão se propagando dentro do território brasileiro, visto que, as deficiências não estacionaram. A gravidade social está ocorrendo aceleradamente de forma quase que incontrolável. Aqui no Brasil se propaga intensas injustiças sociais que engloba toda a sociedade, onde os governos em suas respectivas esferas não agem de forma eficiente e eficaz. A gestão pública está muito longe de atender as aspirações sociais e principalmente juvenis, visto que, se mantém numa distância fora do foco da realidade social, se conhece apenas as superficialidades dos problemas existenciais e como conseqüência as atitudes de gestão quando articuladas não atingem o real propósito, permanecendo deficitária em realizações práticas.