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2. BÜTÜNCÜL YAPIDAKİ GÜVENLİKLEŞTİRME SÜRECİ MODELİ

2.1. Güvenlikleştirme Süreci ve Temel Unsurları

2.1.6. Alımlayıcı Kitlenin İknasında Söz Edimi, Yazılar, Görseller

2.1.6.1. İletişimde Paradigma Değişimi ve Sosyal Medya

A aplicação de programas de letramento informacional em bibliotecas escolares conduziu naturalmente à necessidade de avaliação. Os praticantes mostram interesse em medir o processo de aprendizagem pela busca e uso da informação, identificando evidências não apenas das vantagens da aprendizagem construtivista, mas também do papel do bibliotecário nesse processo, quando trabalha juntamente com os professores.

A questão da avaliação não é recente na biblioteconomia. Estudos e propostas de avaliação de serviços vêm sendo realizados há longo tempo, estabelecendo a prática de buscar argumentos mais sólidos para justificar a ação da biblioteca, modificando a situação anterior em que se tentava provar a importância da biblioteca com base em argumentos subjetivos e “missionários”. O tema foi consolidado graças à obra de Frederick W. Lancaster (1996), que se tornou clássica, tendo um de seus livros (If you want to evaluate your library...) sido traduzido no Brasil. Esse livro trata, na sua maior parte, de questões ligadas à avaliação de serviços, mas há um capítulo específico dedicado à avaliação da instrução bibliográfica, em que o autor alerta para o aspecto peculiar desse tipo de atividade, que exige a avaliação da aprendizagem, mais do que a avaliação de serviço. Tratando do assunto na perspectiva de programas formais de instrução bibliográfica, o texto, apesar disso, auxilia no entendimento dos fatores envolvidos na avaliação das atividades educativas do bibliotecário em geral.

O autor levantou inicialmente a questão de que, na avaliação de um programa de habilidades informacionais, pode-se verificar se os alunos obtêm bom desempenho em exames que envolvem o uso de fontes de informação, ou se usam os serviços da biblioteca de modo mais eficaz, mas, em última análise o critério definitivo seria a melhoria dos trabalhos escolares dos estudantes. Assim, na avaliação da atividade, o importante, segundo o autor, é focalizar não a satisfação dos mediadores, mas a dos alunos que

participaram. Lancaster (1996, p. 228) destacou a ineficácia de processos de macro- avaliação, mostrando que eles apenas informam se os resultados estão sendo alcançados, mas não como. Se o objetivo da avaliação é aperfeiçoar o serviço, então torna-se necessário o que o autor chama de micro-avaliação, mais pormenorizada, capaz de identificar as falhas e as razões dessas falhas.

O autor não simpatiza com métodos subjetivos de avaliação, que se originam de opiniões dos participantes, ou mesmo dos mediadores, e propôs estratégias objetivas que “tentam se afastar pura e simplesmente de opiniões e chegar a uma avaliação que seja mais sistemática e eventualmente mais quantificável” (LANCASTER, 1996, p. 229). Sugeriu então estratégias que meçam as aptidões dos alunos antes e depois das atividades, podendo esse tipo de avaliação ser feita também com grupos de alunos expostos a estratégias didáticas diferentes, que mostraria, além do resultado da aprendizagem, a estratégia mais eficaz. (LANCASTER, 1996, p. 229).

Baseando-se em autores da área de educação, Lancaster apontou os benefícios da avaliação formativa que, ao contrário da somativa, permite melhorar o programa antes do seu término. Explorou a idéia de Kirkpatrick (1967) e Hampton (1973) que sistematizaram os “passos” da avaliação na educação, obtendo o seguinte esquema:

− avaliação da reação dos participantes; − avaliação dos conhecimentos adquiridos; − avaliação da mudança comportamental; − avaliação dos resultados do programa.

Lancaster considerou a avaliação da reação dos participantes como a mais fácil de se realizar, advertindo para o fato de que ela é completamente subjetiva, embora os dados possam ser coletados sistemática e coerentemente (LANCASTER, 1996, p. 231). Esse tipo de estratégia destina-se a indicar basicamente o grau de “contentamento” dos estudantes com a atividade, mas pode ser útil, pois “é razoável supor que os participantes que gostam de um programa sejam os que provavelmente dele obterão o máximo de

benefícios” (HAMPTON, 197340 citado por LANCASTER, 1996, p. 232).

Com relação à avaliação dos conhecimentos adquiridos, Lancaster lembrou que, no que diz respeito ao desenvolvimento de habilidades informacionais, “os objetivos serão, na sua maior parte cognitivos, embora alguns objetivos afetivos também possam estar envolvidos (por exemplo, imbuir nos estudantes uma atitude mais positiva em face da biblioteca em geral)” (LANCASTER, 1996, p. 247).

Quanto à avaliação da mudança comportamental, o autor identificou as seguintes possibilidades: maior utilização da biblioteca, utilização maior e mais aprimorada

de fontes e recursos informacionais, maior êxito na aplicação de recursos informacionais nos trabalhos escolares (LANCASTER, 1996, p. 253).

Finalmente, no que diz respeito à avaliação dos resultados do programa, o autor explicou que isso significa a avaliação do programa como um todo e só é possível quando objetivos são traçados a priori (Lancaster, 1996, p. 255).

Atualmente, quando se utiliza o conceito de letramento informacional, e não mais de instrução bibliográfica, a necessidade da avaliação se mantém e estratégias têm sido implementadas para entender se – e como – os estudantes aprendem por meio da informação.

A criação do SLIM (School Library Impact Measure) por um grupo de pesquisadores do CISSL (Center for International Scholarship on School Libraries) constitui uma dessas estratégias. O SLIM constitui instrumento para facilitar a avaliação das ações da biblioteca escolar no que diz respeito à aprendizagem pela busca e pelo uso da informação. Foi elaborado na perspectiva de avaliar um projeto escolar baseado na aprendizagem por questionamento (inquiry learning), em que os estudantes se envolvem ativamente com fontes de informação diversas e geralmente conflitantes, para descobrir novas idéias, construir novas compreensões e desenvolver pontos de vista e perspectivas pessoais. A metodologia do SLIM fundamenta-se na reflexão do aluno sobre sua aprendizagem. Consiste em levá-lo a fazer essa reflexão em três etapas específicas do processo: no início, no meio e ao final, quando o trabalho é completado. A avaliação explora o conhecimento prévio do estudante sobre o assunto, seu interesse no tema, as facilidades e dificuldades que ele encontra e percebe e, finalmente, o que aprendeu. Esse tipo de metodologia permite verificar as mudanças ocorridas na aprendizagem, fornece esclarecimentos para melhorar a mediação, ao mesmo tempo em que proporciona evidências a respeito do papel pedagógico da biblioteca. (TODD; KUHLTHAU; HEINSTRÖM, 2005, p. 5).

O SLIM caracteriza-se como modelo de avaliação formativa, de abordagem cognitivista, envolvendo operações mentais dos alunos, procurando entender os diferentes processos que utilizam ao se apropriar dos conhecimentos, centrando-se nos significados que atribuem às suas ações ao longo do percurso de aprendizagem. Esse tipo de avaliação afasta-se dos modelos normativos, restritos à contabilização de erros e acertos, que caracterizam as práticas avaliativas tradicionais, que consistem de exames e provas de caráter certificativo, classificatório e punitivo. Percebe-se o compromisso com a formação do aluno e com a gestão da aprendizagem (PINTO; SILVA, 2006, p. 113-122).

Em síntese, a implementação de programas de letramento informacional implica práticas planejadas, fundamentadas em evidências e teorias, constando de atividades sistemáticas e seqüenciais, que envolvem não só o bibliotecário, mas são compartilhadas

com outros membros da equipe escolar. O objetivo é o desenvolvimento de competências e, portanto, o foco desloca-se das atividades da biblioteca para a capacitação dos alunos, o que conduz à necessidade de processos avaliativos direcionados para verificação da aprendizagem. O apoio ao usuário é feito de forma coletiva, envolvendo grupos de estudantes, e não apenas individualmente.