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A- Rehinli anonim ortaklık pay senetlerinin paraya çevrilmesi

1. İlamsız takip

Além das dificuldades de financiamento, o Sistema Telebrás (STB) enfrentou várias dificuldades de ordem administrativa e gerencial. As empresas do STB foram submetidas a fortes pressões para se adequar à contenção dos investimentos, ao crescimento da demanda de telefonia básica e de serviços mais avançados. Os impactos negativos acabaram por tomar diversas formas.

Por um lado, houve a “politização” negativa no processo de nomeação de dirigentes das empresas do STB, rompendo com o tradicional “profissionalismo de praxe” praticado até 1985. A mudança do regime político transformou o setor em um espaço de negociações para nomeações de natureza político-partidária. Nesse contexto, o projeto de fusão entre operadoras regionais não viáveis economicamente, que visava a racionalização dos custos operacionais e dos investimentos não pode ser levado adiante.

Por outro lado, o sistema de licitação pública, que se aplica ao processo de compras e contratações, torna ainda mais lento o processo decisório das operadoras permitindo o encaminhamento de inúmeros recursos judiciais das empresas concorrentes, contra os resultados das licitações. Com isso, o atraso na contratação de terminais e instalação de novas centrais tem sido cada vez maior.

Finalmente, deve ser mencionado também, que a introdução das novas tecnologias, exige a incorporação de recursos humanos com novas qualificações e maior ênfase no atendimento aos usuários. Nessa nova abordagem, os usuários precisam ser vistos como clientes, com necessidades diferenciadas. Para isso, as operadoras precisam substituir a cultura tradicional de serviço público e formar profissionais com perfil adequado nas áreas comerciais e de marketing.

A figura 2.42 ilustra a estratégia de implementação da proposta de privatização em andamento, já a figura 2.43 ilustra as posssibilidades do mecanismo de venda por opções proposto, ou seja, Venda a parceiro estratégico, Oferta pública, Capitalização e Construção, Operação e Transferência (BOT - “Build Operate and Transfer”).

Processo de Implementação Processo de Processo de Implementação Implementação Capacidade Capacidade técnica da técnica da equipe do equipe do Governo Governo Estratégia de Estratégia de privatização privatização bem definida bem definida Comprometimento Comprometimento da Direção da da Direção da TELEBRÁS com TELEBRÁS com o processo o processo

Processo de Relações Públicas

Processo de Relações Públicas

Venda

Venda

Venda

Venda da EMBRATEL e das HR no período de dois anos

Estratégia de venda a ser desenvolvida para diferentes regiões

6 a 8 meses para todo o processo, por companhia

Venda da EMBRATEL e das HR no período de dois anos

Estratégia de venda a ser desenvolvida para diferentes regiões

6 a 8 meses para todo o processo, por companhia

Preparação

Preparação

Preparação

Arcabouço operacional definido para 5 anos Cisão das HR

Determinar sequencia de vendas

Programa de ampliação dos interesses dos investidores

Coordenação

Coordenação

Estratégia de Implementação

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

FIGURA 2.42 - COORDENAÇÃO E PROCESSO DE RELAÇÕES PÚBLICAS

No projeto de privatização do setor de telecomunicações, as seguintes premissas foram utilizadas para a definição do cronograma de implementação:

• a concorrência não poderá fornecer serviços antes da privatização;

• as Teles (operadoras atuais de telecomunicações do país) de regiões menos atrativas poderão precisar de um período de estabilidade;

• as restrições regionais e de serviços das Teles serão removidas uma vez atingidas as metas de expansão, de serviços e de estabelecimento da concorrência; e,

• algumas bandas de espectro deverão ser licitadas ao mesmo tempo que a outorga de concessões regionais, para permitir o uso de tecnologias sem fio desde o início.

Mecanismo de venda - opções

Mecanismo de venda - opções

Transferência de controle do Governo para parceiro estratégico

Transferência de controle do Governo para parceiro estratégico Venda a Parceiro Estratégico Venda a Parceiro Venda a Parceiro Estratégico Estratégico Capitalização Capitalização Capitalização Oferta Pública Oferta Pública Oferta Pública Construção, Operação e Transferência (BOT) Construção, Construção, Operação e Operação e Transferência (BOT) Transferência (BOT)

Venda da parcela do Governo ao mercado de capitais nacional e internacional

Confere ao Parceiro concessão por tempo limitado e Governo recebe parcela da receita

Confere ao Parceiro concessão por tempo limitado e Governo recebe parcela da receita

Parceiro Estratégico obtém participação acionária em aumento de capital da empresa e recursos utilizados na compra são reinvestidos

Parceiro Estratégico obtém participação acionária em aumento de capital da empresa e recursos utilizados na compra são reinvestidos

Estratégia de Implementação

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

FIGURA 2.43 - ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO

No tocante à política de concessões, a mesma está baseada nos dois principais pontos: • Restrições iniciais das Teles atuais ou dominantes (“incumbents”):

◊ As Teles regionais não poderão fornecer nenhum serviço fora de sua região, incluindo o serviço de longa distância; e

◊ A Embratel não poderá fornecer o serviço local. • Concessões para os novos entrantes:

◊ Não deverão exceder as fronteiras geográficas das “incumbents”;

◊ As fronteiras entre serviços deverão coincidir com as das “incumbents”; e, ◊ Um mesmo novo concorrente poderá ter concessões múltiplas de forma que não fique sujeito às restrições impostas às “incumbents”.

O projeto de lei geral das telecomunicações, de acordo com os seus idealizadores, teve como objetivos principais:

• fortalecer o papel regulador do Estado e eliminar o seu papel de empresário, antes de tudo como uma decisão política do governo;

• de forma a viabilizar os dois objetivos anteriores: privatizar as empresas estatais de telecomunicações e criar um órgão regulador nos moldes concebidos hoje em inúmeros países;

• aumentar e melhorar a oferta de serviços num ambiente competitivo;

• criar oportunidades atraentes de investimento e de desenvolvimento tecnológico- industrial;

• criar condições para que o desenvolvimento setorial seja harmônico com as meta de desenvolvimento social (competição e universalização dos serviços); e, • maximizar o valor de venda das operadoras estatais, sem prejuízo dos objetivos anteriores. Este objetivo deverá ser alcançado mediante a recuperação de todo o acervo de telecomunicações do país e da preparação das empresas estatais para o novo estágio.

As principais disposições do projeto de lei (Livro IV - estabelece as linhas da reestruturação e desestatização) aprovado em tempo recorde pelo Congresso Nacional e Senado Federal e sancionado pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso no dia 16 de julho de 1997 são:

• Reestruturação compreendendo a cisão, fusão, incorporação, criação de sociedades inclusive subsidiárias, dissolução e/ou desativação parcial e redução do capital social destas;

• Desestatização significando transferência do controle acionário, através de: ◊ alienação de ações e

◊ cessão do direito de preferência à subscrição de ações em aumento de capital;

• Institucionalização imediata da separação estrutural nas empresas do STB das operações de telefonia fixa e de telefonia móvel celular;

• Comissão Especial de Supervisão instituída pelo Ministério das Comunicações utilizando rito próprio para contratação de consultorias e para o processo de venda; • Diversidade de controle acionário como resultado do processo de desestatização • Pagamento em moeda corrente; e,

• Preservação da capacidade em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Considerando que a privatização de serviços públicos é uma tendência que crescerá nos próximos anos, é importante examinar a privatização numa perspectiva instrumental de Governo. Vista com seu potencial de ampliar a disponibilidade de recursos ou como meio mais eficiente e mais econômico para a produção de serviços, a privatização é um instrumento que pode ser utilizado pelo Governo para fortalecer seus objetivos públicos e não para se despreocupar deles.

Nesta perspectiva, a privatização deve enquadrar-se em processos de descentralização das funções de Governo sem antecedê-los para não criar instâncias mais afastadas dos interesses comuns. Em nível nacional, é importante e urgente a consolidação de novas formas institucionais que permitam uma aproximação e uma relação mais democrática do Poder Público com a sociedade. Em nível local, as decisões de privatização podem ser resultado de um processo de articulação e mobilização dos vários agentes locais no sentido de lograr-se uma distribuição mais justa dos investimentos em equipamentos e serviços urbanos numa abordagem que contemple o aproveitamento do potencial e das condições locais.