Foi utilizada a técnica de discriminação alélica pelo sistema TaqMan (Applied Biosystems) com sondas MGB (minor groove binder) através de PCR em tempo real utilizando um conjunto de iniciadores e sondas específicas para cada SNP selecionado para o estudo (rs2057178, rs4331426, rs1800896 e rs1800629).
Na figura 3 está a representação esquemática da metodologia da PCR em tempo real utilizando o sistema taqman. As fitas duplas de DNA são desnaturadas pela temperatura elevada (+/-94ºC) seguido de anelamento dos
primers sense (sentido sense da fita de DNA) e reverse (que anela na fita anti – sense), anelamento das sondas alelo especificas marcadas com repórter VIC (alelo 1) e FAM (alelo2) ligadas a molécula Quencher (molécula necessária pela emissão da fluorescência) e a polimerização da cadeia pela DNA polimerase. Dependendo do alelo que estiver no sitio polimórfico poderá ser incorporado a sonda VIC (homozigoto alelo 1), VIC/FAM (heterozigoto) ou FAM (homozigoto alelo 2).
Figura 3: Representação esquemática da metodologia do PCR em tempo real utilizando o sistema Taqman.
Fonte: https://www.thermofisher.com/br/en/home/life-science/pcr/real-time-pcr/qpcr-education/how-taqman-assays-work.html, acesso em março de 2015.
A técnica de discriminação alélica consiste na utilização de um conjunto combinado de duas sondas TaqMan® alelo-específicas, marcadas com diferentes fluoróforos (FAM e VIC), uma complementar para cada um dos alelos (selvagem e mutante) e um par de iniciadores. O fluoróforo ROX é um padrão interno importante para mostrar a linha de base, o limite onde se discrimina amplificação e interferência. A sonda se liga ao seu alelo específico e a fluorescência é lida para o alelo presente na amostra. Se os dois alelos estiverem presentes, são lidos os dois tipos de fluorescência. A figura 4 representa um exemplo de uma leitura de um individuo heterozigoto
Fonte: Laboratório de Epidemiologia, UFOP
A amplificação foi realizada no equipamento 7500 Fast Real-Time PCR System (Applied Biosystems) a 95ºC por 10 minutos, seguida de 40 repetições de 95ºC por 15 segundos e 60ºC por um minuto. A PCR foi realizada com um volume total de 12,5 microlitros contendo 5,0 microlitros de master mix universal para o sistema TaqMan (Applied Biosystems), 0,5 microlitros do conjunto de iniciador/sonda (TaqMan SNP Genotyping Assay Mix 20X), 4,5 μL da amostra de DNA (1-20 ng) diluída em água), 4,5 microlitros da amostra de DNA (1-20 ng) diluída em água.
5.9- Processamento e análise dos dados.
O banco de dados construído a partir do questionário elaborado no programa Epi Info versão 7 (DEAN, A.G., et al, 2013) foi analisado no programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 22 (Chicago, IL, USA)
Foi realizada a distribuição de frequência das variáveis, permitindo estabelecer um perfil da população estudada quanto a sexo, idade, IMC, variáveis socioeconômicas, ambientais e clinicas.
A análise univariada foi realizada utilizando tabelas de contingência da distribuição das variáveis de exposição (sociodemografica, ambiental, comportamental e genótipos) entre casos e controles, analisada pelo teste do qui-quadrado e calculada a OR para quantificar o grau de associação entre duas variáveis categóricas de interesse. Quando o valor da OR foi igual a 1 ou o intervalo de confiança de 95% para a OR continha o valor 1 o resultado indicava que não havia associação entre as variáveis de interesse. Nos casos de variáveis com mais de duas categorias, foram definidas variáveis
indicadoras a partir do número de categorias menos 1, sendo uma das categorias utilizada como referência para comparação e a OR respectiva recebeu o valor 1 para identificá-la.
Isto é, as variáveis categóricas Cor/Raça, Estado Civil, Escolaridade, entre outras foram dicotomizadas, ou seja, foram transformadas em variáveis do tipo indicadora (Variável Dummy) e foram utilizadas para explicar o efeito que diferentes níveis de uma variável não-métrica (Variável categórica) teria na previsão da variável dependente / Desfecho. Este tipo de variável pode assumir apenas 2 valores, 0 (zero) ou 1. As categorias / nível de cada variável foram substituídas pelos valores 0 ou 1, onde, o número de variáveis a serem criadas para a variável categórica foi o número de categorias / níveis (Raça / Cor tem 3 categorias Branca, Negra ou Parda) que a variável de interesse possui, menos 1. Portanto, uma variável com 3 níveis necessitaria da criação de duas variáveis do tipo Dummy para representar a variável original.
As frequências alélicas foram obtidas por contagem gênica e testadas quanto ao equilíbrio de Hardy-Weinberg. Os genótipos mais frequentes de cada SNPs estudado foram considerados de referência na análise de associação relativa da doença para os modelos de herança dominante e codominante, expressa pelo cálculo do OR e seu IC (95%).
Para avaliar a presença de associação independente entre os as variáveis de exposição e o risco de TB foi utilizada a regressão logística multivariada condicional, que levou em consideração o pareamento por sexo, idade e residência, ressaltando que no pareamento buscaram-se indivíduos com diferenças nas idades de no máximo 5 anos, para estimar as OR no IC de
95%, ajustadas por fatores de confusão, tais como renda familiar, aglomerado domiciliar, contato prévio, etilismo, tabagismo, IMC e outros potenciais fatores de confusão. Foram selecionadas para inclusão no modelo logístico todas as variáveis que apresentaram-se na análise univariada, associação estatística ao nível de 0,20 (valor p).
Para a definição do modelo logístico final utilizou-se o método de seleção de variáveis Backward, que inicia com um modelo com todos os fatores de risco indicados (modelo cheio) e a cada passo eram excluídas as variáveis com os maiores valores para a probabilidade de significância. A cada passo foi verificada se a contribuição das variáveis retiradas na qualidade do modelo como determinante dos fatores de risco para a resposta (tuberculose pulmonar) era ou não significativa. Esta verificação foi realizada utilizando a estatística G que compara 2 modelos logísticos (antes e após a retiradas das variáveis). A retirada das variáveis foi realizada até que todas as variáveis presentes no modelo apresentassem a probabilidade de significância inferior a 5% (p < 0,05).
Ressalta-se que as variáveis não significativas foram retiradas do modelo inicial uma a uma até que se cheguasse a um modelo final somente com as variáveis preditoras significativas, ressaltando-se que o teste da razão de Verossimilhança foi utilizado para verificar se a retirada dessas variáveis, realmente, não interferiria na variável desfecho (Tuberculose ativa) e, portanto, a redução de variáveis preditoras do modelo não prejudicou na predição da variável desfecho estudada.
No caso da Regressão Logística Condicional, com o objetivo de identificar possíveis outliers, a avaliação da qualidade do modelo foi realizada pela determinação dos resíduos de Pearson. Ou seja, unidades amostrais para as quais o ajuste do modelo não foi adequado, gerando altos valores residuais (superior a 3), foram excluídas.
Por fim, pseudo-R2 de Nagelkerke foi utilizado com objetivo de avaliar se
as variáveis utilizadas para explicar uma determinada variável desfecho categórica dicotômica (neste presente estudo, Tuberculose ativa ou não) eram ou não suficientes.
VI - RESULTADOS
Foram selecionados 68 casos de TB pulmonar ativa no período de 2013 a 2015, sendo 37 de Ponte Nova, 13 de Ouro Preto e 17 de Mariana. Contudo 1 caso se recusou a coletar sangue e foram eliminados 6 casos devido aos controles não terem realizado raio-x de tórax e ou recusado a coletar sangue. Dos 61 casos eletivos, 18 incidiram em 2013 e os demais em 2014 e 2015.
A tabela 1 apresenta os resultados referentes às variáveis de Identificação dos indivíduos pesquisados de acordo com o grupo a que pertenciam (Caso – Tuberculose pulmonar ativa e Controle). As variáveis Sexo e Idade dos indivíduos pesquisados tiveram como intuito somente mostrar suas características, dado que foram utilizadas como fatores de pareamento dos grupos estudados. Assim, 72,1% dos indivíduos com TB ativa eram do sexo masculino e 27,9% do sexo feminino independentemente do grupo estudado (Caso e Controle). Quanto às idades dos indivíduos, os resultados mostraram que, em média, os indivíduos do grupo Caso tinham 46,5 anos e do grupo controle 46,7 anos. No que se refere à cor / raça dos indivíduos pesquisados o resultado mostrou que não existiu associação estatisticamente significativa (p ≥ 0,05) com os grupos avaliados, isto é, as proporções de indivíduos de cor branca, negra ou parda foram semelhantes entre os indivíduos com (Caso) ou sem (Controle) TB ativa. O mesmo resultado ocorreu para as variáveis: estado civil, renda familiar e escolaridade dos indivíduos pesquisados, ou seja, não existiu associação estatisticamente significativa (p ≥ 0,05) destas variáveis com os grupos avaliados. Quanto ao tempo em que os indivíduos pesquisados moravam em sua atual residência, subdividida em faixas de tempo, os resultados mostraram que os casos residiram em média 5 anos a mais do que
os controles, e que os casos tiveram aproximadamente 4 vezes mais chance de residirem por mais de 30anos na residência (OR = 3,91, IC: 1,48-10,35) do que os controles.
A tabela 2 apresenta a caracterização dos pacientes dos grupos Caso e Controle quanto às variáveis: Teste tuberculínico (TT) e sua reatividade, realização e laudo do raio-X, baciloscopia do escarro (BAAR) e resultado de sua positividade na 1ª e 2ª amostras, sorologia para HIV, cultura e resultado do escarro para BK, resultado de sensibilidade para Rifampicina e realização de coleta de sangue. Em relação ao TT somente 26,2% dos casos realizaram o teste sendo 93,7% reatores. 60,7% disseram que não realizaram e 13,1% não souberam responder. Sobre o raio-X de tórax 10 controles se recusaram a realizar o exame, dessa forma foram excluídos do estudo. Todos os 61 casos que realizaram o raio-X (100% dos casos) tiveram como resultado suspeito para TB pulmonar. Entre os controles os resultados do raio-X foram de outra patologia em 1,6%; sendo o restante, normal. 100% dos casos realizaram BAAR, sendo 21,3% negativos, mas que positivaram na 2a amostra. Em relação à cultura somente 18,4% dos casos realizaram e todos foram positivos. O teste de sensibilidade foi realizado somente em 1 caso (1,5%) e foi negativo. Em relação à coleta de sangue, 1 caso e 1 controle se recusaram a coletar sangue e foram excluídos do estudo.
A tabela 3 apresenta os resultados da análise comparativa entre grupos de Caso e Controle em relação às variáveis comportamentais, e estes mostraram que ocorreu associação estatisticamente significativa com relação ao hábito de fumar, ao hábito de beber, ao problema com bebida (CAGE) e ao uso de drogas entre os grupos estudados. Casos tiveram 5,6 vezes mais
chance (IC95%: 2,28-13,79 p=0.001) de serem fumantes do que os controles e 3,03 vezes mais chance (IC95%: 1,21-7,57, p=0,025) de serem ex-fumantes. Com relação ao alcoolismo, os casos tiveram 10,97 vezes mais chance (IC: 4,24-28,37, p<0,001) de apresentarem triagem positiva para o alcoolismo (CAGE) do que os controles. E, quanto ao uso de drogas ilícitas os resultados mostraram que os casos tiveram 5,15 vezes mais chance (IC95%: 1,56-17,04, p=0,007) de serem ex-usuários de drogas do que os controles.
Conforme mostrado na tabela 4, os dados demonstraram que não houve associação estatisticamente significativa para as variáveis: número de quartos na residência, relação pessoas por quarto (Nº de pessoas divididas pelo número de quartos), número de pessoas que moravam na residência e presença em ambiente confinado com os grupos Caso ou Controle. Entretanto, ao se avaliar por faixas de nº total de quartos tem-se que os casos tiveram 3,57 menos chance de residirem em uma moradia com 2 quartos do que os controles (OR=0,28, IC95%: 0,09-0,93, p=0,037).
Os dados da tabela 5 demonstraram que não existe associação estatística entre a comorbidade em geral e diabetes com relação ao grupo de diagnóstico (Grupos Caso e Controle), ou seja, as proporções de indivíduos com TB ativa foi semelhante entre os indivíduos com ou sem comorbidades e entre os indivíduos com ou sem diabetes.
Em relação ao contato com pessoas com tuberculose, os dados demonstrados na tabela 5 mostraram que ocorreu associação significativa entre o fato de o indivíduo pesquisado ter tido contado com pessoas com tuberculose, isto é, de acordo com o grupo de diagnóstico, onde, contato contínuo ou esporádico foi respectivamente, 6,53 vezes (IC:2,68-15,91
p<0,001) e 6,77 vezes (IC: 1,74-26,32 p=0,006), respectivamente, mais frequente nos casos do que nos controles.
Conforme apresentado na tabela 6, não observou-se associação significativa entre ter recebido vacina de BCG e os grupos estudados (Caso ou Controle).
Em relação às análises dos polimorfismos estudados tabelas 6 e 7 os resultados mostraram que também não houve diferença estatística significativa entre casos e controles das frequências alélicas e genotípicas dos SNPs rs2057178, rs4331426, rs1800896 e rs1800629.
Os resultados da Regressão Logística Condicional Binária multivariada inicial, considerando-se todas as variáveis pré-selecionadas na análise univariada, estão apresentados na tabela 8. As variáveis selecionadas para o modelo final foram: Alcoolismo, uso de drogas, numero de pessoas por quarto e contato com TB.
Conforme o modelo final mostrado na tabela 9, as variáveis que apresentaram uma influência estatisticamente significativa e conjunta com a variável desfecho “Tuberculose ativa ou não” foram: “ “Problema com bebida (CAGE)”, “Uso de drogas” e “Contato com pessoas com tuberculose”.
Os casos tiveram 12,73 vezes mais chance de apresentarem triagem positiva para o alcoolismo (CAGE) do que os controles. Os casos tiveram 9,48 vezes mais chance (O.R. = 9,48) de serem ex-usuários de drogas do que o grupo controle. Entretanto, os casos tiveram cerca de 22% menos chance de serem usuários de drogas do que os controles. E, por fim, os resultados
mostraram que contato contínuo ou esporádico foi respectivamente, 4,85 vezes e 8,52 vezes mais frequente nos casos do que nos controles.
A tabela 10 mostra que nenhum dos 4 tipos de SNP´s avaliados, de acordo com o modelo dominante, se mostrou associado significativamente (p ≥ 0,05) quando avaliados conjuntamente com a variável desfecho “Tuberculose ativa”. Ou seja, estes 4 tipos de SNP´s, com base no modelo dominante, avaliados não foram suficientes para predizer um indivíduo com tuberculose ativa (Grupo Caso).
A tabela 11 mostra que, também, nenhum dos 4 tipos de SNP´s avaliados, de acordo com o modelo codominante, se mostrou associado significativamente (p ≥ 0,05) quando avaliados conjuntamente com a variável desfecho “Tuberculose ativa”. Ou seja, estes 4 SNP´s, com base no modelo codominante, avaliados também não foram suficientes para predizer um indivíduo com tuberculose ativa (Grupo Caso).
Quantos aos sintomas avaliados neste estudo, os dados da tabela 12 (anexo 7) mostraram que não houve associação estatisticamente somente entre emagrecimento no último mês e o grupo de paciente, isto é, a proporção de indivíduos que emagreceram ou que não emagreceram foi semelhante entre os indivíduos com (Grupo Caso) ou sem (grupo Controle) TB ativa. Em relação aos demais sintomas os resultados mostraram, como esperado, que existiu associação estatisticamente significativa (p < 0,05) com o grupo diagnóstico, corroborando com a sintomatologia e fisiopatologia da TB.
TABELA 1: Análise de comparativa entre os grupos Caso e Controle em relação às variáveis sexo, idade, cor de pele, estado civil, renda, escolaridade, tempo de residência.
Grupo
Caso Controle
Variáveis n % N % O.R. IC95% O.R. P
Sexo Feminino 17 27,9 34 27,9 Masculino 44 72,1 88 72,1 TOTAL 61 100,0 122 100,0 Idade (anos) Média ± d.p (Mediana) 46,5 ± 14,8 (45,0) 46,7 ± 14,9 (46,5) I.C. da média (95%) (42,7; 50,3) (44,0; 49,3) Mínimo – Máximo (n) 19,0 – 83,0 (61) 18,0 – 83,0 (122) Cor Branca 9 15,3 27 22,9 1,00 Negra 19 32,2 32 27,1 1,73 (0,68; 4,40) 0,247 Parda 31 52,5 59 50,0 1,54 (0,65; 3,66) 0,329 TOTAL 59 100,0 118 100,0 Estado civil Solteiro(a)/ Viúvo/Separado 29 50,0 44 37,9 1,70 (0,87; 3,31) 0,120 Casado(a) / União estável 29 50,0 72 62,1 1,00 TOTAL 58 100,0 116 100,0
Tempo que mora na residência (anos)
Média ± d.p (Mediana) 25,4 ± 13,6 (25,0) 20,0 ± 15,0 (17,0) 1,03 (1,01; 1,05) 0,014
I.C. da média (95%) (21,9; 28,9) (17,3; 22,7) Mínimo – Máximo (n) 3,0 – 50,0 (61) 2,0 – 76,0 (122)
Tempo que mora na residência
De 2 a 10 anos 13 21,3 46 37,7 1,00
De 11 a 30 anos 28 45,9 54 44,3 2,02 (0,89; 4,57) 0,093
Mais de 30 anos 20 32,8 22 18,0 3,91 (1,48; 10,35) 0,006
.... continuação
Caso Controle
Variáveis n % n % O.R. IC95% O.R. P
Renda Familiar ≤ 1 S.M. 27 45,0 39 32,5 1,00 De 2 a 4 S.M. 29 48,3 76 63,3 0,60 (0,33; 1,10) 0,099 ≥ 5 S.M. 4 6,7 5 4,2 1,16 (0,30; 4,55) 0,830 Escolaridade Analfabeto 4 6,7 5 4,2 4,74 (0,54; 41,76) 0,161 Fundamental 42 70,0 77 64,1 2,68 (0,55; 13,11) 0,225 Médio / Técnico 12 20,0 29 24,2 1,74 (0,35; 8,64) 0,499 Superior 2 3,3 9 7,5 1,00
TABELA 2: Análise descritiva dos grupos Caso e Controle em relação às variáveis relacionadas com o teste diagnóstico.
Grupo Caso Controle Variáveis n % n % Teste tuberculínico Sim 16 26,2 Não 37 60,7 Não sabe 8 13,1 TOTAL 611 100,0
Teste tuberculínico – Reatividade (Somente para os casos com teste)
Não reator 1 6,3 Reator 15 93,7 TOTAL 16 100,0 Realizou Raio-X? Sim 61 100,0 122 100,0 Não 0 0,0 0 0,0 TOTAL 61 100,0 122 100,0 Laudo do Raio-X Normal 0 0,0 120 98,4 Suspeito 61 100,0 0 0,0 Outra patologia 0 0,0 2 1,6 Não sabe 0 0,0 0 0,0 TOTAL 61 100,0 122 100,0 Baciloscopia do escarro Sim 61 100,0 0 0,0 Não 0 0,0 0,0 0,0 Não sabe 0 0,0 0,0 0,0 TOTAL 61 100,0 122 100,0
TABELA 3: Análise comparativa entre grupos de Caso e Controle em relação às variáveis fumo, consumo de álcool e uso de drogas
Grupo
Caso Controle
Variáveis n % n % O.R. IC95% O.R. P
Você fuma? Não 20 33,3 76 63,4 1,00 Sim 27 45,0 25 20,8 5,61 (2,28; 13,79) 0,001 Ex-fumante 13 21,7 19 15,8 3,03 (1,21; 7,57) 0,025 TOTAL 60 100,0 120 100,0 Ingestão de alcool Não 11 18,3 70 58,3 1,00 Sim 41 68,4 30 25,0 11,87 (4,34; 32,45) <0,001 Ex-consumista 8 13,3 20 16,7 3,92 (1,18; 12,99) 0,026 TOTAL 60 100,0 120 100,0
Problema com bebida (CAGE)?
Sim 31 50,8 10 8,2 10,97 (4,24; 28,37) <0,001
Não 30 49,2 112 91,8 1,00
TOTAL 61 100,0 122 100,0
Uso de drogas ilícitas?
Não 40 67,8 102 86,5 1,00
Sim 8 13,6 9 7,6 2,76 (0,84; 9,01) 0,094
Ex-usuário 11 18,6 7 5,9 5,15 (1,56; 17,04) 0,007
TOTAL 59 100,0 118 100,0
BASE DE DADOS: 183 indivíduos, no geral (Grupo Caso 61 casos e Grupo Controle 122 casos) NOTA: p Probabilidade de significância da Análise de Regressão Logística Condicional univariada.
O.R. Odds Ratio (Razão das Chances)
TABELA 4: Análise de comparativa entre os grupos Caso e Controle em relação às Condições Ambientais
Grupo
Caso Controle
Variáveis n % n % O.R. IC95% O.R. P
Quantos quartos na casa?
Média ± d.p (Mediana) 2,6 ± 1,0 (2,5) 2,7 ± 1,0 (3,0) 0,90 (0,65; 1,26) 0,544 I.C. da média (95%) (2,3; 2,8) (2,5; 2,8)
Mínimo – Máximo (n) 1 – 5 (60) 1 – 8 (120)
Quantos quartos na casa?
1 9 15,0 7 5,8 1,00
2 21 35,0 51 42,5 0,28 (0,09; 0,93) 0,037
3 19 31,7 42 35,0 0,31 (0,09; 1,04) 0,058
4 ou + 11 18,3 20 16,7 0,42 (0,12; 1,50) 0,179
TOTAL 60 100,0 120 100,0
Quantas pessoas moram?
Média ± d.p (Mediana) 3,6 ± 1,7 (3,0) 3,6 ± 1,7 (3,0) 0,98 (0,81; 1,19) 0,869 I.C. da média (95%) (3,1; 4,0) (3,3; 3,9)
Mínimo – Máximo (n) 1 – 8 (60) 1 – 8 (120)
Quantas pessoas moram?
1 6 10,0 14 11,7 0,80 (0,24; 2,65) 0,715 2 12 20,0 16 13,3 1,36 (0,51; 3,60) 0,542 3 15 25,0 31 25,8 0,92 (0,39; 2,18) 0,657 4 10 16,7 27 22,5 0,67 (0,25; 1,80) 0,727 5 ou + 17 28,3 32 26,7 1,00 TOTAL 60 100,0 120 100,0
Pessoas por quarto?
Até 1 28 46,7 47 39,2 1,00
> 1 até 2 21 35,0 66 55,0 0,54 (0,27; 1,09) 0,099
> 2 11 18,3 7 5,8 2,22 (0,80; 6,18) 0,125
... continuação
Grupo
Caso Controle
Variáveis n % n % O.R. IC95% O.R. P
Já esteve em ambiente confinado?
Sim 25 44,6 38 33,9 1,73 (0,83; 3,62) 0,143
Não 31 55,4 74 66,1 1,00
TOTAL 56 100,0 112 100,0
BASE DE DADOS: 183 indivíduos, no geral (Grupo Caso 61 casos e Grupo Controle 122 casos) NOTA: p Probabilidade de significância da Análise de Regressão Logística Condicional univariada.
O.R. Odds Ratio (Razão das Chances)
TABELA 5: Análise de comparativa entre os grupos Caso e Controle em relação às Comorbidades, Contato com Tuberculose, e Vacinação.
Grupo
Caso Controle
Variáveis n % n % O.R. IC95% O.R. P
Comorbidades? Sim 24 40,7 60 50,8 1,00 Não 35 59,3 58 49,2 1,63 (0,81; 3,263) 0,172 TOTAL 59 100,0 118 100,0 Diabetes? Sim 10 16,9 14 11,9 1,00 Não 49 83,1 104 88,1 0,68 (0,29; 1,59) 0,368 TOTAL 59 100,0 118 100,0
Teve contato com pessoas com tuberculose?
Não 28 47,4 99 83,9 1,00 Contínuo 24 40,7 15 12,7 6,53 (2,68; 15,91) <0,001 Esporádico 7 11,9 4 3,4 6,77 (1,74; 26,32) 0,006 TOTAL 59 100,0 118 100,0 Vacina BCG 1ª dose? Sim 49 90,7 96 88,9 1,25 (0,40; 3,89) 0,706 Não 5 9,3 12 11,1 1,00 TOTAL 54 100,0 108 100,0
BASE DE DADOS: 183 indivíduos, no geral (Grupo Caso 61 casos e Grupo Controle 122 casos) NOTA: p Probabilidade de significância da Análise de Regressão Logística Condicional univariada.
O.R. Odds Ratio (Razão das Chances)
IC95% O.R. Intervalo de Confiança de 95% para os valores da O.R..
TABELA 6: Análise de comparativa entre os grupos Caso e Controle em relação às frequência alélicas – Biologia Molecular
Grupo
Caso Controle
Variáveis n % n % O.R. IC95% O.R. p
Alelors2057178 T 100 82,0 191 78,3 1,27 (0,72; 2,17) 0,410 C 22 18,0 53 21,7 TOTAL 122 100,0 244 100,0 Alelo rs4331426 A 93 76,2 187 76,6 0,98 (0,59; 1,63) 0,931 G 29 23,8 57 23,4 TOTAL 122 100,0 244 100,0 Alelo rs1800896 A 84 68,9 154 63,1 1,29 (0,81; 2,05) 0,278 G 38 31,1 90 36,9 TOTAL 122 100,0 244 100,0 Alelo rs1800629 G 105 86,1 212 86,9 0,93 (0,50; 1,75) 0,828 A 17 13,9 32 13,1 TOTAL 122 100,0 244 100,0
BASE DE DADOS: 366 alelos, no geral (Grupo Caso 61 casos e Grupo Controle 122 casos) NOTA: p Probabilidade de significância do teste Qui-quadrado de Pearson.
O.R. Odds Ratio (Razão das Chances)
TABELA 7: Análise de comparativa entre os grupos Caso e Controle em relação aos genótipos.
Grupo
Caso Controle
Variáveis n % n % O.R. IC95% O.R. p
rs2057178
Modelo Dominante TT 41 67,2 80 65,6 1,00 CC + CT 20 32,8 42 34,4 0,93 (0,48; 1,80) 0,821 TOTAL 61 100,0 122 100,0 Modelo Codominante CC 2 3,3 11 9,0 0,35 (0,07; 1,66) 0,187 CT 18 29,5 31 25,4 1,18 (0,57; 2,45) 0,655 TT 41 67,2 80 65,6 1,00 TOTAL 61 100,0 122 100,0rs4331426
Modelo Dominante AA 36 59,0 73 59,8 1,00 GG + AG 25 41,0 49 40,2 1,04 (0,54; 2,02) 0,910 TOTAL 61 100,0 122 100,0 Modelo Codominante AA 36 59,0 73 59,8 1,00 AG 21 34,4 41 33,6 1,04 (0,52; 2,10) 0,905 GG 4 6,6 8 6,6 1,02 (0,28; 3,68) 0,979 TOTAL 61 100,0 122 100,0.... continuação
Grupo
Caso Controle
Variáveis n % n % O.R. IC95% O.R. p
rs1800896
Modelo Dominante AA 28 45,9 49 40,2 1,00 GG + AG 33 54,1 73 59,8 0,81 (0,45; 1,46) 0,484 TOTAL 61 100,0 122 100,0 Modelo Codominante AA 28 45,9 49 40,2 1,00 AG 28 45,9 56 45,9 0,87 (0,48; 1,59) 0,657 GG 5 8,2 17 13,9 0,52 (0,17; 1,55) 0,238 TOTAL 61 100,0 122 100,0rs1800629
Modelo Dominante GG 46 75,4 92 75,2 1,00 AA + AG 15 24,6 30 24,6 1,00 (0,51; 1,98) 1,000 TOTAL 61 100,0 122 100,0 Modelo Codominante AA 2 3,3 2 1,6 1,97 (0,28; 14,08) 0,500 AG 13 21,3 28 23,0 0,94 (0,46; 1,91) 0,857 GG 46 75,4 92 75,4 1,00 TOTAL 61 100,0 122 100,0BASE DE DADOS: 183 indivíduos, no geral (Grupo Caso 61 casos e Grupo Controle 122 casos) NOTA: p Probabilidade de significância da Análise de Regressão Logística Condicional univariada.
O.R. Odds Ratio (Razão das Chances)
TABELA 8: MODELO 1 da Análise de Regressão Logística para identificar fatores associados à Tuberculose ativa Modelo 1 - INICIAL
Variável
Qui-quadrado
(Wald) P O.R. I.C.95% p/ O.R. Tempo que mora de 11 a 30 -0,084 0,010 0,919 0,92 (0,18; 4,61) Tempo que mora >30 anos 0,545 0,416 0,519 1,73 (0,33; 9,02) Renda Familiar 2 a 4 SM 0,613 0,786 0,375 1,85 (0,48; 7,16) Renda Familiar >=5 SM 1,509 1,218 0,270 4,52 (0,31; 65,97)
Tabagista 1,012 1,056 0,304 2,75 (0,40; 18,96)
Ex tabagista 0,217 0,056 0,813 1,24 (0,21; 7,5)
Problema c/ bebida (CAGE) 2,467 7,020 0,008 11,79 (1,90; 73,1) Usuário de drogas -1,725 1,382 0,240 0,18 (0,01; 3,16) Ex usuário de drogas 2,742 3,365 0,067 15,52 (0,83; 290,64) Pessoas por quarto >1 ate2 -1,054 2,286 0,131 0,35 (0,09; 1,37) Pessoas por quarto >2 1,492 2,791 0,095 4,45 (0,77; 25,6)
Comorbidades -0,011 0,000 0,988 0,99 (0,22; 4,39)
Contato c/ tuberculose cont 1,453 4,474 0,034 4,28 (1,11; 16,43) Contato c/ tuberculose esp 1,890 1,975 0,160 6,62 (0,47; 92,28) BASE DE DADOS: 56 pares de pacientes (Grupo Caso 56 casos e Grupo Controle 112 casos)
5 pares sem informação devido uma ou mais variáveis com casos omissos NOTA: - O valor de p refere-se à probabilidade de significância do teste de Wald da Análise de
TABELA 9: Modelo 1 - FINAL da Análise de Regressão Logística para identificar fatores associados à Tuberculose ativa.
Variável
Qui-quadrado
(Wald) p O.R. I.C.95% p/ O.R. Problema c/ bebida (CAGE) 2,54 11,89 0,001 12,73 (3,00; 54,08) Uso de drogas usuário -1,52 1,23 0,267 0,22 (0,01; 3,20) Uso de drogas ex. 2,25 4,66 0,031 9,48 (1,23; 73,12) Pessoas por quarto >1 ate 2 -0,99 2,95 0,086 0,37 (0,12; 1,15) Pessoas por quarto >2 1,16 1,61 0,205 3,18 (0,53; 18,98) Contato c/ tuberculose cont 1,58 6,09 0,014 4,85 (1,38; 17,00) Contato c/ tuberculose esp 2,14 3,88 0,049 8,52 (1,01; 71,87) BASE DE DADOS: 56 pares de pacientes (Grupo Caso 56 casos e Grupo Controle 112 casos)
5 pares sem informação devido uma ou mais variáveis com casos omissos
NOTA: - O valor de p refere-se à probabilidade de significância do teste de Wald da Análise de Regressão Logística Condicional
TABELA 10: MODELO 2 da Análise de Regressão Logística para identificar marcadores genéticos associados à TB ativa
Variável
Qui-quadrado
(Wald) p O.R. I.C.95% p/ O.R.
rs2057178 Modelo dominante -0,07 0,04 0,850 0,94 (0,48; 1,84) rs4331426 Modelo dominante 0,05 0,02 0,875 1,06 (0,54; 2,07) rs1800896 Modelo dominante -0,21 0,48 0,489 0,81 (0,45; 1,47) rs1800629 Modelo dominante 0,02 0,00 0,961 1,02 (0,51; 2,03) BASE DE DADOS: 61 pares de pacientes (Grupo Caso 61 casos e Grupo Controle 122 casos) NOTA: - O valor de p refere-se à probabilidade de significância do teste de Wald da Análise de
TABELA 11: MODELO 3 da Análise de Regressão Logística para identificar marcadores genéticos associados à TB ativa
Variável
Qui-quadrado
(Wald) P O.R. I.C.95% p/ O.R.
rs2057178 Modelo codominante CC -1,03 1,65 0,199 0,36 (0,07; 1,72) Modelo codominante CT 0,19 0,26 0,607 1,21 (0,58; 2,54) rs4331426 Modelo codominante GA 0,11 0,09 0,765 1,12 (0,54; 2,33) Modelo codominante GG 0,16 0,06 0,810 1,17 (0,32; 4,37) rs1800896 Modelo codominante GA -0,13 0,18 0,673 0,88 (0,47; 1,62) Modelo codominante GG -0,67 1,35 0,246 0,51 (0,17; 1,58) rs1800629 Modelo codominante AA 0,33 0,10 0,754 1,40 (0,17; 11,26) Modelo codominante GA -0,10 0,07 0,788 0,90 (0,43; 1,89) BASE DE DADOS: 61 pares de pacientes (Grupo Caso 61 casos e Grupo Controle 122 casos)