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İKİNCİ MES’ELENİN HÜLÂSASI

Trinta e três espécies da subtribo Myrciinae (família Myrtaceae) foram investigadas (Ta- bela 2) e foram realizados estudos de biotransformação de geraniol, (+)-a-pineno e (-)-a-pineno e (-)-bisabolol como substratos exógenos em suspensões celulares de Bipolaris sorokiniana, Saccharomyces cerevisiae, Rauvolfia sellowii e Psychotria brachyceras. As espécies analisadas estão distribuídas nos seguintes gêneros: Calyptranthes (LIMBERGER et al., 2002a); Gomidesia (LIMBERGER et al., 2003a); Marlierea (LIMBERGER et al., 2004a); Myrceugenia (LIMBERGER et al., 2002b; 2002c, 2005); e Myrcia (LIMBERGER et al., 2004b).

TABELA 2: Lista de espécies estudadas da subtribo Myrciinae

E S P É C IE S E S P É C IE S

C a ly p tra n th e s co n cin n a D C . M . g la u ce sce n s (C a m b e ss.) D . Le g ra n d & K a u se l C . lu cid a M a rt. e x D C . M . m e so m isch a (B u rre t) D . Le g ra n d & K a u se l C . ru b e lla (O . B e rg ) D . Le g ra n d M . m ie rsia n a (G a rd n e r) D . Le g ran d & K a u se l G o m id e sia an aca rd ia efo lia (G a rd n e r) O . B e rg M . m y rcio id e s (C a m b e ss.) O . B e rg

G . p a lu stris (D C .) Le g r. M . m y rto id e s O . B e rg

G . se llo w ia n a O . B e rg M . ox yse p ala (B u rre t) D . Le g ra n d & K a u se l G . sc h a u e ria n a O . B e rg M . p ilo ta n th a (K ia e rsk .) L a n d ru m

G . sp e ctab ilis (D C .) O . B e rg M y rcia a rb o resce n s O . B e rg G . tiju ce n sis (K ia e rsk .) D . Le g ra n d M . h atsc h b a ch ii D . Le g ra n d M a rlie re a e u g e n io p so id e s (D . Le g ran d &

K a u se l) D . Le g ra n d M . laje a n a D . Le g ra n d M . o b sc u ra O . B e rg M . o b te c ta (O . B e rg ) K ia e rsk . M . silvatic a (G a rd n e r) K ia e rsk . M . o lig a n th a O . B e rg

M . to m e n to sa C a m b e ss. M . p u b ip e ta la M iq . M y rce u g e n ia c am p e stris (D C .) D . Le g ra n d &

K a u se l M . rich a rd ia n a (O . B e rg ) K ia e rsk . M . cu cu llata D . Le g ra n d M . ro strata D C .

M . e u o sm a (O . B e rg ) D . Le g ra n d M . se llo i (S p re n g.) N . S ilve ira M . fo ve o la ta (O . B e rg ) S o b ral

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Acúmulo de óleos voláteis foi verificado em todas as espécies, com teores variando de 0,1 a 0,7%. De forma geral, os óleos apresentaram constituição química complexa com predo- minância de sesquiterpenoides cíclicos de núcleo germacrano, cadinano e cariofilano, sendo biciclogermacreno, espatulenol, globulol, germacreno D, d-cadineno, a-cadinol, b-cariofileno e óxido de cariofileno, os principais constituintes caracterizados. Os óleos de Marlierea eugeniopsoides, Myrceugenia alpigena e M. mesomischa distinguiram-se dos demais por apre- sentar predominância de monoterpenos (pinenos, p-cimeno e terpinoleno), enquanto nos óle- os de Myrceugenia cucullata e M. euosma foi detectado alto conteúdo de (E)-nerolidol (92,6 e 46,7%, respectivamente). Nos estudos de transformações enzimáticas (LIMBERGER et al., 2003b), todos os sistemas testados apresentaram potencial biocatalítico na conversão do geraniol, sendo observadas reações de isomerização da dupla ligação, com formação de nerol, redução de dupla ligação alílica à hidroxila, fornecendo citronelol e processos de oxidação com forma- ção de citral (geranial + neral) e metil-heptenona. Na bioconversão do a-pineno (LIMBERGER et al., 2007), foi observada a formação de trans-verbenol, com posterior oxidação alílica, resultan- do em verbenona, sendo os melhores resultados alcançados com (-)-a-pineno e P. brachyceras (80,9% de (-)-verbenona em 10 dias), e com (+)-a-pineno e B. sorokiniana (31,7% de (+)- verbenona em 5 dias). S. cerevisiae e P. brachyceras demonstraram seletividade ao enantiômero (-) do a-pineno, e o fungo B. sorokiniana, ao isômero (+). Nenhum dos sistemas testados promo- veu alteração de centro estereogênico. Na biotransformação do a-bisabolol, o melhor sistema caracterizado foi B. sorokiniana, sendo o óxido de bisabolol B o principal produto obtido (84,2% em 7 dias de incubação). R. sellowii apresentou lenta metabolização do substrato, com detecção de produtos de oxidação após 15 dias de incubação, enquanto S. cerevisiae e P. brachyceras não apresentaram capacidade biocatalítica frente ao (-)-a-bisabolol.

No conjunto das espécies das subtribos avaliadas, foi verificada a predominância de sesquiterpenos, seguida por onoterpenos, conforme apresentado na Figura 8.

FIGURA 8: Proporção de monoterpenos e sesquiterpenos para a subfamília Myrtoideae. Cinza: monoterpenos; branco: sesquiterpenos

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Família Asteraceae

O gênero Eupatorium, amplamente distribuído no Rio Grande do Sul, foi investigado visando ao estabelecimento da composição química de óleos voláteis obtidos por hidrodestilação das folhas e inflorescências frescas, bem como pela técnica de headspace. Trinta e três espécies foram coletadas em diversas localidades desse estado. Duas espécies de outro gênero estreitamente relacionado, Symphyopappus, foram também analisadas (Tabela 3) (SOUZA, 2007; SOUZA et al., 2007).

TABELA 3: Lista de espécies estudadas dos gêneros Eupatorium e Symphyopappus

Os óleos voláteis das espécies analisadas apresentaram um padrão qualitativo recor- rente, com compostos acíclicos ou de núcleo pinano e p-mentano entre os monoterpenos majoritários e de compostos de núcleo cariofilano, germacrano, aromadendrano e cadinano entre os sesquiterpenos. Além desses, foram observados esporadicamente sesquiterpenos de núcleo bisabolano, santalano, elemano e compostos alifáticos entre os principais constituintes

ESPÉCIES

ESPÉCIES

Eupatorium ascendens Sch.Bip. ex Baker E. macrocephalum Less. E. betoniciiforme (DC.) Baker E. nummularium Hook. & Arn. E. buniifolium Hook. ex Arn. E. oblongifolium (Spreng.) Baker E. bupleurifolium DC. E. pedunculosum Hook. & Arn. E. clematideum Griseb. E. picturatum Malme

E. congestum Hook. & Arn. E. polystachyum DC.

E. consanguineum DC. E. purpurascens Sch.Bip. ex Baker E. ericoides DC. E. rufescens P.W. Lund ex DC. E. gaudichaudianum DC. E. serratum Spreng.

E. grande Sch.Bip. ex Baker E. serrulatum DC.

E. hecatanthum (DC.) Baker E. spathulatum Hook. & Arn. E. intermedium DC. E. subhastatum Hook. & Arn.

E. inulifolium Kunth E. tanacetifolium Gillies ex Hook. & Arn. E. ivifolium L. E. tremulum Hook. & Arn.

E. laete-virens Hook. & Arn. E. tweedieanum Hook. & Arn. E. laevigatum Lam. Symphyopappus casarettoi B.L. Rob. E. lanigerum Hook. & Arn. S. reticulatus Baker

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dos óleos. As variações quantitativas observadas entre os óleos foram relevantes, com muitas diferenças tanto na proporção entre monoterpenos e sesquiterpenos, como entre sesquiterpenos hidrocarbonados e oxigenados. A fração volátil analisada por headspace foi composta principalmente por monoterpenos, sendo majoritários os mesmos componentes observados na fração monoterpênica dos óleos obtidos por hidrodestilação. Adicionalmente, foram avaliadas as atividades antioxidante e anticolinesterásica dos óleos obtidos. A ação antioxidante foi determinada por bioautografia frente ao radical 1,1-difenil-2-picrilidrazila (DPPH). A grande maioria dos óleos avaliados apresentou resultado positivo, sendo este bem pronunciado para o óleo de E. laevigatum, do qual foi isolado o sesquiterpeno furânico levigatina, também apresentando marcada atividade. A ação anticolinesterásica dos óleos voláteis foi avaliada por bioautografia frente à enzima acetilcolinesterase. Muitos óleos voláteis exerce- ram atividade inibitória, especialmente aqueles contendo grande percentual de monoterpenos (SOUZA, 2007).

O gênero Baccharis pertence à subtribo Baccharidinae, tribo Astereae. Foram investigadas oito espécies de Baccharis pertencentes à seção Caulopterae: B. articulata (Lam.) Pers., B. crispa Spreng., B. microcephala Baker, B. cf. milleflora DC., B. myriocephala DC., B. stenocephala Baker, B. trimera (Less.) DC. e B. usterii Heering (SIMÕES-PIRES, 2004). A maioria das espécies apresentou predominância de sesquiterpenos, com exceção das duas espécies bialadas estudadas, B. articulata e B. stenocephala, as quais apresentaram quantidades apreci- áveis do monoterpeno b-pineno, e da espécie farmacopeica, B. trimera, com a predominância de acetato de carquejila. Devido à dificuldade na diferenciação das espécies B. trimera e B. crispa por meio de caracteres morfo-anatômicos, estas tiveram a composição química de seu óleo volátil acompanhada ao longo de diferentes épocas e locais de coleta. Os extratos hexano dessas espécies foram também analisados por CG e CG/EM a fim de detectar a presença de acetato de carquejila em amostras coletadas no Brasil e na Argentina. Os resultados sugerem a presença de acetato de carquejila como um marcador da espécie B. trimera (SIMÕES-PIRES et al., 2005). Os óleos voláteis de B. articulata, B. crispa, B. microcephala, B. myriocephala, B. trimera e B. usterii foram investigados quanto à atividade antimicrobiana pelo método da bioautografia e todas elas apresentaram alguma atividade. Os óleos voláteis de B. articulata, B. crispa e B. trimera apresentaram fraca atividade antinflamatória in vitro pelo método da câmara de Boyden modificada (SIMÕES-PIRES, 2004).

Espécies do gênero Mikania são popularmente conhecidas pelo nome de guaco e são largamente utilizadas em afecções das vias respiratórias. Cinco espécies desse gênero foram estudadas quanto à constituição química do óleo volátil e atividade antimicrobiana: M. burchellii Baker, M. glomerata Spreng., M. hirsutissima DC., M. micrantha Kunth e M. paranensis Dusén. Os resultados demonstraram a predominância de sesquiterpenos para todas as espécies analisa- das. Para a fração monoterpênica, a-pineno, b-pineno, mirceno e linalol foram os principais constituintes. A fração de sesquiterpenos hidrocarbonetos foi caracterizada por b-cariofileno e germacreno D, enquanto os principais sesquiterpenos oxigenados foram óxido de cariofileno e espatulenol (LIMBERGER et al., 1998; 2001e).

Outra espécie estudada pertencente a essa família foi Heterothalamus psiadioides Less., um arbusto conhecido popularmente no sul do Brasil como alecrim-do-campo. Essa espécie ocorre ainda na Argentina e no Uruguai, sendo empregada na medicina tradicional contra ve- neno de cobra. A análise do óleo volátil destacou a presença de germacreno D e

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biciclogermacreno. Entre os monoterpenos, b-pineno foi o mais abundante, seguido de d-3- careno (SUYENAGA et al., 2004).