Idade da menarca: foi considerada a idade em anos que ocorreu o primeiro episódio de menstruação.
Idade da primeira gestação: foi considerada a idade em anos em que ocorreu a primeira gravidez completa.
Número de gestações com filhos vivos: considerou-se o número de gestações no qual o filho, considerado nascido vivo quando, após a expulsão ou extração completa do corpo materno, independentemente do tempo de duração da gestação, manifestou algum sinal de vida (respiração, choro, movimento de músculos de contração voluntária, batimento cardíaco), ainda que tenha falecido em seguida (IBGE, 2000).
Número de abortos: considerou-se o número total de abortos sofridos pela mulher, o abortamento sendo caracterizado como a interrupção da gravidez antes da 22ª semana de gestação (WHO, 1994). Neste estudo não houve referência ao caráter espontâneo ou induzido.
65 Número de natimortos: considerou-se o número total de filhos nascidos mortos aquele óbito ocorrido antes da expulsão completa do corpo materno, de um produto da concepção que tenha alcançado 22 semanas completas ou mais de gestação e que após a expulsão ou extração desse produto do corpo materno ele não tenha manifestado qualquer sinal de vida, como respiração, choro, movimento de músculos de contração voluntária, batimento cardíaco (WHO, 1994).
Aleitamento materno: para a definição de aleitamento materno, considerou-se o aleitamento predominantemente exclusivo aquele que a única fonte de alimento para o recém- nascido era o leite materno, podendo ocasionalmente receber água ou chá; e aleitamento materno parcial, aquele no qual o bebê recebia outros alimentos como sucos e papas; ambos por um período mínimo de seis meses (COFFIN et al., 1997; TESSARO et al., 2003; OSIS et al., 2004)
Uso de contraceptivo oral (CTO): os CTO foram classificados como conjugados quando incluíam estrogênio e progesterona em cada ciclo e não-conjugados quando continham apenas progesterona em cada ciclo. A via de administração (intramuscular, intravaginal, intradérmico e oral) e o tempo de uso também foram questionados.
Idade da Menopausa: para caracterizar o estado pós-menopausal, avaliou-se a ausência de menstruação por um período de 12 meses anterior à entrevista (FAVARATO, 2000).
Terapia de reposição hormonal (TRH): para a presença da TRH, considerou-se o nome comercial do medicamento, a classificação do hormônio (conjugado ou não conjugado), bem como a via de administração e o tempo de uso.
66 4.1.5.4 VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS
Peso: as pacientes foram pesadas utilizando-se balança eletrônica TANITA - Tanita Body Fat Monitor Scale (Modelo TBF 531, Tanita Corporation of America, Illinois), com capacidade para 150 kg e sensibilidade de 100g. Para a aferição do peso, as pacientes foram orientadas a retirar o máximo de roupas, sapatos e adornos, permanecendo no centro da plataforma com o peso distribuído centralmente entre os pés até a confirmação do valor (JELLIFE, 1966; FRISANCHO, 1993).
Altura: a altura foi determinada utilizando-se um antropômetro vertical Alturaexata com uma haste rígida dotada de uma escala bilateral de 35 a 213 cm e divisão de 1 mm, bem como uma base de sustentação metálica. As pacientes foram medidas em posição ereta, com os joelhos juntos, de modo que as costas permanecessem o mais reto possível, possibilitando que os calcanhares, as nádegas e os ombros pudessem aproximar ou tocar a haste rígida do antropômetro (JELLIFE, 1966; FRISANCHO, 1993).
Índice de Massa Corporal – IMC: o IMC foi calculado pela relação do peso (kg) pela estatura (m) ao quadrado. Os pontos de corte estabelecidos para classificação do estado nutricional foram propostos anteriormente (OMS, 1995), conforme descrito no Quadro 1. Entretanto, para fins de análise, categorizaram-se mulheres apresentando baixo peso e eutrofia em um grupo e as que apresentavam sobrepeso e obesidade em outro grupo.
Classificação Valores de IMC (kg/m2 )
Baixo peso <18,5 Eutrofia 18,5-24,9 Sobrepeso 25,0-29,9 Obesidade I 30-34,9 Obesidade II 35-39,9 Obesidade III >40,0
Fonte: Organização Mundial de Saúde, 1995 (OMS, 1995).
67 Composição corporal: a composição corporal geralmente é definida como a relação entre a gordura e a massa livre de gordura, sendo freqüentemente expressa em porcentagem de gordura corporal (%GC) (MAHAN e ESCOTT-STUMP, 1995). O método utilizado para avaliação da %GC foi a bioimpedância elétrica vertical TANITA - Tanita Body Fat Monitor Scale (Modelo TBF 531, Tanita Corporation of America, Illinois), com precisão de 1% para gordura corporal (COSTA et al., 2001). A classificação do estado nutricional de acordo com a porcentagem de gordura corporal foi feita de acordo como demonstrado no Quadro 2.
Idade (Anos)
Classificação do Estado Nutricional
Baixo Peso Eutrofia Sobrepeso Obesidade 20 – 39 Até 20,9% 21 a 32,9% 33 a 38,9% > 39% 40 – 59 Até 23% 23 a 33,9% 34 a 39,9% >40% 60 - 79 Até 23% 24 a 35,9% 36 a 41,9% >42%
Fonte: National Institues of Health. (1998)(NIH, 1998; GALLAGHER et al., 2000)
Quadro 2 – Valores estabelecidos para %GC para sexo feminino.
Circunferência da cintura: a circunferência da cintura é uma medida conveniente e simples de realizar, além de ser um índice aproximado da gordura abdominal e gordura total (OMS, 1995). A medida da circunferência da cintura (cm) foi obtida por meio de uma fita métrica milimetrada e inelástica com divisão de 1 mm, no nível de 2,5 cm da cicatriz umbilical e abaixo da costela, na linha média axilar, com o indivíduo em pé, conforme proposto pela OMS (1995). Utilizou-se como ponto de corte um valor superior ou igual a 88 cm, para verificar risco de co-morbidades (WHO, 2003).
Estadiamento dos tumores: As neoplasias malignas da mama foram classificadas de acordo com a sexta edição do Sistema TNM, da American Joint Comittee on Cancer (GREENE et al., 2002). Foi realizado estadiamento patológico e não clínico, uma vez que os laudos foram analisados após as cirurgias da mama. Os dados do tumor incluindo o tipo histológico e pesquisa imuno-histoquímica de receptores de estrógeno e progesterona, foram obtidas dos laudos do exame anatomopatológico dos protocolos arquivados na Maternidade Odete Valadares. Nem todos os prontuários foram informativos para a totalidade dos dados clínicos. Todos os dados foram compilados em uma planilha, para arquivo e análise estatística.
68
T (Tumor)
Tumor in situ pTis
< ou = 2 cm pT1 < ou = 1 cm pT1 mic até 0,5 cm pT1a 0,5 a 1,0 cm pT1b 1 a 2 cm pT1c > 2 a 5 cm pT2 > 5 cm pT3
Invadir pele ou músculo ou carcinoma inflamatório
pT4 (T4 a –invade parede torácica, T4b pele, T4 c ambos, T4d- inflamatório) N (Linfonodo)
0 linfonodos pN0
Micrometástase, > 0,2mm e < ou = 2 mm pN1mi
1 a 3 linfonodos axilares pN1a
Linfonodos mamários internos com metástase microscópica por biópsia de linfonodo sentinela, mas não clinicamente aparente.
pN1b 1 a 3 linfonodos axilares e mamários internos
com metástase microscópica por biópsia de linfonodo sentinela, mas não clinicamente
aparente.
pN1c
4 a 9 linfonodos axilares pN2a
Linfonodos mamários internos, clinicamente
aparentes, sem linfonodos axilares pN2b
> ou = 10 linfonodos axilares ou infra
claviculares pN3a
Linfonodos mamários internos, clinicamente aparentes, com linfonodos axilares e
mamários internos com metástase microscópica por biópsia de linfonodos sentinela, mas não clinicamente aparente.
pN3b
Linfonodos supra claviculares pN3c
M (Metástase)
Sem metástase à distância M0
Com metástase à distância M1
Fonte: American Joint Comittee on Cancer (AJCC)
Legenda: T= tamanho do tumor; Tx= tumor primário não pode ser avaliado; Tis= carcinoma in situ; T0= não há evidência de tumor primário; Nx= linfonodos regionais não podem ser avaliados; N0= ausência de metástases em linfonodos axilares; M= metástases á distância.
69 Estádio 0 Tis N0 M0 Estádio 1 T1* N0 M0 Estádio IIA T0 T1* T2 N1 N1 N0 M0 M0 M0 Estádio II B T2 T3 N1 N0 M0 M0 Estádio IIIA T0 T1* T2 T3 N2 N2 N2 N1, N2 M0 M0 M0 M0 Estádio IIIB T4 N0, N1, N2 M0
Estádio IIIC Qualquer T N3 M0
Estádio IV Qualquer T Qualquer N M1
Fonte: American Joint Committee on Cancer (AJCC)1 Quadro 4 - Grupamento por estádios