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5. TARTIŞMA

5.2. İkili Görev Performansını Etkileyen Faktörlerin İlişkileri

A saída para a questão social da atualidade não pode partir dos antigos paradigmas do desenvolvimento nacional, visto que o capital se encontra transnacionalizado. De modo análogo, conforme João Bernardo, perfilhar a tese que atribui às grandes empresas o estigma de malévolas à sociedade, enquanto idealiza as pequenas empresas, é limitar-se a questionar a desigualdade entre os capitalistas, além de, por via reflexa, vincular os trabalhadores a certos grupos econômicos, estimulando a sua integração ao sistema e a sua maior exploração. O que é transformador, segundo o referido autor, é o combate a todas as formas de exploração, único quadro em que podem ser defendidos os interesses dos trabalhadores.14

Mas, para isso, é necessário elaborar uma alternativa à lógica do capital que encare, de frente, os seus fundamentos. Não se pode, por essa razão, sugerir como saída o sistema comunista ao estilo soviético, uma vez que este não questiona as bases do problema.

Segundo Robert Kurz, todas as características supostamente não- capitalistas do socialismo real já tinham sido formuladas pelo próprio capitalismo no limiar da industrialização, sendo encontradas nos sistemas econômicos mercantilistas dos séculos XVII e XVIII. Assim, o monopólio do comércio exterior, a fixação estatal dos preços e a propriedade estatal dos meios de produção mais avançados (vide as manufaturas), longe de serem elementos de uma sociedade que pretende superar o capitalismo, constituem, antes, mecanismos de um Estado que está desenvolvendo uma industrialização retardatária.15



13 KURZ, Robert. Com todo o vapor ao colapso. Juiz de Fora: Editora UFJF - PAZULIN, 2004. p.

220-221.

14

BERNARDO. João. Transnacionalização do capital e fragmentação dos trabalhadores: ainda há lugar pra os sindicatos?. São Paulo: Boitempo, 2000. p. 57. (Mundo do trabalho).

15

Todo o longo processo de acumulação primitiva que levou mais de dois séculos para se perfazer na Europa, foi empreendido em apenas algumas décadas pela URSS, devido à modernização de natureza recuperadora, a qual envidou todos os esforços na industrialização, implicando, a exemplo do que vem ocorrendo nos países em desenvolvimento e do que aconteceu na Europa de industrialização incipiente, ainda conforme Kurz:

A expulsão violenta, realizada em formas bárbaras, dos tradicionais ‘produtores diretos’, na maioria de proveniência camponesa, de seus meios de produção e as ‘torturas’ por eles sofridas ao serem forçados ao status moderno de trabalhadores assalariados, o qual exige o sistema da mercadoria moderna como status de grandes massas.16

Por outro lado, e principalmente, as categorias fundamentais do mercado (salário, preço e lucro) não foram eliminadas, preservando o caráter abstrato do trabalho, que manteve sua dominação sobre toda a sociedade. Desta feita, o modelo de tipo soviético, por preservar os fundamentos do sistema que planejava negar, merece mais ser denominado de capitalismo de estado do que de socialismo real, tendo em vista a manutenção da abstração do valor como base de reprodução da sociedade.

Da mesma forma, é insuficiente remeter a discussão para a falsa dicotomia entre a defesa de uma maior ou menor intervenção estatal, como se mercado e estado fossem inimigos. Nesse ponto, tanto a doutrina de viés keynesiano quanto a de inspiração neoliberal se contradizem, tendo em vista que a intervenção estatal sempre teve por marco o sistema de referência da forma mercadoria, assim como a defesa em prol do livre mercado nunca dispensou o pólo estatal político17, que o digam as grandes corporações ora em crise, mendigando agora subvenção dos governos para evitar a sua ruína.

Muitas das medidas estatais para reduzir o desemprego, aliás, apenas confirmam a lógica obtusa do metabolismo do capital. Apesar de a produção já permitir uma sobrevivência digna a todos os seres humanos, esta só é possível se a pessoa estiver sob o regime salarial. Por essa razão, o estado inventa empregos



16 KURZ, Robert. O Colapso da Modernização: da derrocada do socialismo de caserna à crise da

economia mundial. Tradução de Karen Elsabe Barbosa. 6 ed. rev. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. p. 177.

que, a rigor, são desnecessários, mas que podem assegurar a algumas pessoas condições para sobreviver. Nesse sentido, assevera Domenico de Masi.

Com muita freqüência no Brasil, mas às vezes também na Itália, sobretudo em hotéis ou nas diretorias empresariais, vejo rapazes que, para ganhar o pão de cada dia, passam o dia inteiro dentro de um elevador, apertando botões correspondentes aos andares onde os clientes desejam sair. Eu me pergunto: como é possível depreciar a este ponto a vida e a inteligência de um rapaz, mantendo-o fechado, mofando oito horas por dia num elevador, para fazer um trabalho completamente idiota e inútil? Não seria melhor para ele e para a sociedade que lhe dessem a mesma importância de dinheiro, pedindo-lhe, em troca, que continuasse a estudar.

Desse modo, é preciso conceber uma forma de sociabilidade que esteja desatrelada da dependência e da sujeição das relações salariais e dos imperativos da acumulação abstrata de valor, o que requer uma análise sob categorias novas, que ultrapassem o paradigma atual do trabalho abstrato, permitindo participação de todos na produção da riqueza social e na apropriação de seu produto.

Para tanto, é imprescindível a redução drástica do tempo de trabalho, de modo a permitir a colaboração de todos na produção da riqueza social. O sociólogo Domenico de Masi, valendo-se de estatísticas da produtividade italiana, apresenta claramente os dois pólos da questão:

Para a maioria dos empregos seria necessária uma redução do expediente em proporção direta ao aumento da produtividade. Serei repetitivo com um exemplo: se nos últimos dez anos as grandes empresas italianas produziram 18% a mais, com 22% a menos de trabalho humano, as soluções poderia ser duas: ou se demitem 22% dos trabalhadores, inflacionando o desemprego com todos os problemas socioeconômicos dele decorrentes, ou se reduz 22% da carga anual de horas de trabalho, incrementando desta forma o tempo livre e o consumo. Bem sei que é uma simplificação, mas vale a idéia.18

Segundo o mesmo autor, o próprio John Maynard Keynes, em 1930, já teriapercebido que o ritmo da liberação da mão-de-obra ocasionado pelo incremento dos instrumentos produtivos estava superando a capacidade de geração de novos empregos, motivo pelo qual a jornada de trabalho, para assegurar a inclusão de todos, deveria ser de três horas diárias, com uma carga semanal de trinta horas.19



18 DE MASI, Domenico. O ócio criativo. Entrevista a Maria Serena Palieri. Tradução de Léa Manzi.

Rio de Janeiro: Sextante, 2000. p. 278.

19

Essa limitação do tempo de labor a três horas diárias, entretanto, não foi uma concepção original de Keynes, tendo em vista que Paul Lafargue, ainda no século XIX, já a havia invocado em seu livro “O direito à preguiça”:

Mas convencer o proletariado de que a palavra que lhe inocularam é perversa, que o trabalho desenfreado a que se dedica desde o início do século é o mais terrível flagelo que já alguma vez atacou a humanidade, que o trabalho só se tornará um condimento de prazer da preguiça, um exercício benéfico para o organismo humano, uma paixão útil ao organismo social, quando for prudentemente regulamentado e limitado a um máximo de três horas por dia.20

Observando o raciocínio segundo o qual o aumento da produtividade deve acarretar redução de trabalho, o então senador brasileiro Geraldo Campos propôs, através do projeto de Lei nº 8, de 2000, a redução da jornada laboral para 35 horas semanais, sob a seguinte justificativa:

Observe-se os seguintes dados. Enquanto o aumento de produtividade na indústria, entre 1990 e 1998, foi de mais de 110 %, o aumento da produção no mesmo período foi de apenas 19 %, segundo dados do IBGE.

Isto significa que, para produzir a mesma quantidade de mercadorias que, em 1990, necessitavam de 100 trabalhadores numa jornada de 8 horas, eram necessários, na mesma jornada, apenas 48 trabalhadores. Ou que, para produzir a mesma quantidade de mercadorias que em 1990 era produzida em 8 horas de trabalho, em 1998 bastavam, 3 horas e quarenta e oito minutos. Para produzir 19% a mais, o quanto aumentou a produção neste período, bastavam 57 trabalhadores. Em resumo: em 100 trabalhadores empregados na indústria em 1990, 43 tinham perdido seus

empregos em 1998.21 (Grifou-se). Todavia, o referido projeto de lei, como se pode facilmente inferir, foi

enterrado. Isso porque a lógica que preside o lucro, como exaustivamente afirmado, submete a satisfação humana aos ditames do valor de troca, o que torna indiferente a elevação ou não da produtividade. Um administrador de empresas, ao verificar o adicional de produtividade alcançado com as inovações tecnológicas instaladas, continuará exigindo de seus subordinados o mesmo tempo de trabalho e permanecerá ele próprio laborando em igual período, considerando que ainda mais mercadorias poderão ser produzidas, significando uma vantagem sobre a concorrência, o que permitirá um rendimento superior ao que vinha sendo arrecadado até então.22



20 Disponível em <http://www.culturabrasil.org/direitoapreguica.htm>. Acesso em 21 de abril de 2009. 21 Disponível em <http://www.dieese.org.br/esp/jtrab/proplegis.xml>. Acesso em 15 de maio de 2009. 22 KURZ, Robert. Os últimos combates. Petrópolis: Vozes, 1997. p. 160.

Resta claro que só transformação radical da sociedade, com a abolição da lógica de auto-acumulação de valor enquanto fundamento básico de produção material e de reprodução social poderá emancipar os seres humanos do excesso de trabalho desnecessário a que estão sujeitos. Contudo, a reivindicação pela redução da jornada, embora tenha suas limitações, pode trazer resultados benéficos para o acúmulo de forças sociais, bem como para conseguir certa melhoria na qualidade de vida. Segundo o pensamento de Ricardo Antunes, a diminuição do tempo de trabalho nos dias atuais:

Ganha ainda mais concretude, pois mostra-se, contingencialmente, como um mecanismo importante (ainda que, quando considerado isoladamente, bastante limitado) para tentar minimizar o desemprego estrutural que atinge um conjunto enorme de trabalhadores e trabalhadoras. Mas transcende em muito essa esfera de imediaticidade, uma vez que a discussão da redução da jornada de trabalho configura-se como um ponto de partida decisivo, ancorado no universo da vida cotidiana, para, por um lado, permitir uma reflexão fundamental sobre o tempo, o tempo de trabalho, o autocontrole sobre o tempo de trabalho e o tempo de vida. E por outro, possibilitar o afloramento de uma vida dotada de sentido fora do trabalho.23

Assim, as mobilizações em prol da redução da jornada dentro dos marcos do sistema podem ensejar a reflexão sobre a qualidade do tempo na esfera da produção e fora dela, permitindo que avance essa perspectiva para além dos limites da sociabilidade do capital. Contudo, para construir uma verdadeira sociedade do tempo livre, é crucial subverter a noção de que o trabalho é elemento que dignifica o homem e que é um martírio a ser vivido.

Segundo Herbert Marcuse, os impulsos e as faculdades dos indivíduos não são satisfeitas por meio do trabalho, considerando que a função deste é preestabelecida para um fim útil que lhe é alheio. Todavia, reconhece que pode sim haver prazer no trabalho alienado, entretanto a satisfação associada à labuta não abrange as necessidades instintivas, tal como:

A datilógrafa que entrega um texto bem copiado, o alfaiate que apresenta um terno bem cortado, o cabeleireiro que monta um penteado impecável, o trabalhador que preenche sua quota – todos poderão sentir prazer num “trabalho bem feito”. Contudo, ou esse prazer é extrínseco (previsão de uma recompensa, ou é a satisfação (em si mesma um indício de repressão) de estar bem ocupado, no lugar certo, de contribuir com sua parcela para o funcionamento da engrenagem. Num caso ou outro, tal prazer nada tem a



23 ANTUNES, Ricardo. O caracol e sua concha: ensaios sobre a nova morfologia do trabalho. São

ver com a gratificação instintiva primordial. Associar o desempenho em linhas de montagem, em escritórios e lojas, com as necessidades instintivas, é glorificar a desumanização como prazer.24

Isso não quer dizer que a pessoa não tenha que contribuir para a produção da riqueza social. De fato, o metabolismo entre a natureza e os seres humanos requer destes últimos o exercício de uma atividade, a fim de produzir os meios necessários à sobrevivência. Contudo, os instrumentos disponíveis reclamam um tempo bastante reduzido de dedicação à labuta.

O que há de ser feito com o tempo livre é uma questão não menos importante, uma vez que é quase lugar comum o pensamento de que o ócio é prejudicial ao indivíduo. Não se pode negar que algumas pessoas, ao não saberem o que fazer com o tempo disponível, acabam canalizando suas energias para atos violentos, em vez de se dedicarem a alguma atividade lúdica, à leitura, ao aprimoramento da reflexão ou ao esporte.

Domenico De Masi alerta para o fato de que a alienação não é provocada apenas pelo trabalho, mas, também, pelo tempo vago daquele que não sabe desfrutá-lo. É salutar que a sociedade eduque para o ócio, estimulando a escolha de um filme, de uma peça de teatro, de um livro, bem como induzindo as pessoas a se habituarem à atividade doméstica e a formas autônomas de produção. Tudo isso é amparado com a crescente relevância que deve ser conferida ao repouso, ao lazer, ao divertimento e ao estudo.25

Essa cultura do ócio, no entanto, deve ser construída desde já, com suporte no tempo disponível atual. Não se pode mais conceber que alguém que esteja de férias fique lamuriando-se pelo fato de não conseguir encontrar algo agradável para fazer, aguardando ansiosamente o retorno ao emprego simplesmente para ocupar o tempo.

Consoante expressa Nietzsche, “expulsar o tédio de qualquer modo é vulgar, assim como trabalhar sem prazer”.26 Quanto ao trabalho que não oferece



24

MARCUSE, Herbert. Eros e civilização: uma interpretação filosófica do pensamento de Freud. 6. ed. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. p. 191.

25 DE MASI, Domenico. O ócio criativo. Entrevista a Maria Serena Palieri. Tradução de Léa Manzi.

Rio de Janeiro: Sextante, 2000. p. 325-326.

26 NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência. São Paulo: Martin Claret, 2005. p. 64. (Coleção a obra-

satisfação, este é um problema difícil de ser solucionado em curto prazo, entretanto, no que se refere ao tédio, é preciso procurar uma forma de aproveitamento do tempo que não se limite ao momento de consumo, mas que vislumbre no ócio, no exercício lúdico e na introspecção o adubo de outra sociabilidade humana, capaz de romper de vez com a lógica do valor que condena os seres humanos a se resignar ao domínio do capital e a viver sob o jugo do trabalho abstrato.

É relevante ressaltar que a perspectiva revolucionária que visualiza essa ruptura é imprescindível para o êxito desse intento, tendo em vista que a mera defesa do ócio desatrelada da crítica às estruturas básicas da produção não levará à libertação das amarras do tempo, tampouco promoverá a integração daqueles que foram considerados supérfluos ao processo produtivo. Afinal, conforme Robert Kurz: Desemprego no capitalismo, porém, não é tempo livre, mas tempo de escassez. Os excluídos da aceleração vazia não ganham ócio, antes são definidos como não-humanos em potencial. Assim, depois da utopia do trabalho, fracassou também a utopia do tempo livre. Não é por meio de uma expansão do tempo livre voltado para o consumo de mercadorias que o terror da economia sem freios pode ser contido, mas somente por meio da absorção do trabalho e do tempo livre cindidos numa cultura abrangente, sem a sanha da concorrência. O caminho para o ócio passa pela libertação da forma temporal capitalista.27

É preciso reconhecer que a solução adotada para a problemática do desemprego estrutural exige uma ação reflexiva de toda a humanidade, que demandará um grau de mobilização e de discussão nunca dantes visto. Isso pode até soar utópico e insustentável.

No entanto, utópico é acreditar que o sistema produtor de mercadorias vai absorver a massa excedente que foi engendrada. E insustentável é a manutenção da lógica destrutiva que rege o capitalismo, a qual aprofunda as desigualdades e degrada o meio ambiente, gerando não só o valor das mercadorias, mas também vulnerabilidade social.

A dificuldade de tal empreendimento reside não na inviabilidade técnica do que é proposto, mas na quebra dos grilhões paradigmáticos da mercadoria e do trabalho, os quais encarceram a mente e a coragem das pessoas.



27 KURZ, Robert. Com todo o vapor ao colapso. Juiz de Fora: Editora UFJF - PAZULIN, 2004. p.

CONCLUSÃO

Ao final desta pesquisa, pôde-se concluir que o desenvolvimento da tecnologia, sob a lógica de acumulação do sistema produtor de mercadorias, não veio ao encontro dos anseios de maior satisfação material e de mais tempo livre.

Em realidade, as inovações do processo produtivo, instaladas em meio ao advento da microeletrônica e das diversas formas de automação, acabaram engendrando aquilo que é a questão social da atualidade: o desemprego estrutural. Com isso, boa parte da população se tornou desnecessária à produção e não vai ser absorvida pelo mercado de trabalho. Por outro lado, eleva-se o número de trabalhadores regidos por relações de trabalho precárias, tendência essa acentuada pela flexibilização dos direitos trabalhistas.

No entanto, em que pese esse quadro de aumento da vulnerabilidade social, as forças produtivas atuais possuem totais condições de oferecer, a todos os habitantes do planeta, os meios de que necessitam para sobreviver e para se viver com dignidade e bem-estar. Ocorre que a extraordinária produtividade alcançada é direcionada para fortalecimento da rentabilidade, e não para o benefício social. Urge, pois, imprimir um novo caráter às relações de produção, a fim de beneficiar todas as pessoas.

Por esse motivo, a redução drástica da jornada laboral se apresenta como a alternativa mais viável para dividir a produção da riqueza social e para garantir o seu desfrute por todos, por intermédio de uma sociabilidade que privilegie o ócio. Contudo, isso somente será possível se houver uma efetiva ruptura com a lógica destrutiva e alienante da valorização do capital, a qual submete as necessidades humanas aos imperativos do valor, de modo que as pessoas se tornam meros instrumentos para o fim tautológico de acumulação do dinheiro.

Em todo caso, as reivindicações pela redução da jornada de trabalho, mesmo que se atenham inicialmente aos marcos do sistema capitalista, poderão servir de alavanca para a reflexão acerca do bom uso do tempo e para o acúmulo de forças sociais necessárias à mudança radical do modelo de sociabilidade existente. 

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