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İdari İşlemlere Bağlılık

2.3 Çevre Ceza Hukukunun İdare Hukukuna Bağlılığı Sorunu

2.3.3 İdare Hukukuna Bağlılığın Türleri

2.3.3.3 İdari İşlemlere Bağlılık

Figura 2 kit Astronômico em MDF

Fonte: Prado, 2004. Kit para o ensino de Astronomia.

O material que resultou de toda essa investigação durante a docência e no trabalho atual com a formação de professores/as e na sistematização feita por Prado em seu trabalho acadêmico concluído em 1987, aborda temas que podem fazer parte de qualquer curso de iniciação à astronomia, integrando diversos conteúdos dos ensinos fundamental e médio e atendendo, principalmente, à formação de professores. Da determinação da altura de objetos (árvores, prédios, postes etc) pela observação das sombras, passando pela duração dos dias em diferentes regiões da Terra, alternância entre dias e noites, estações do ano, localização e observação dos planetas de nosso Sistema Solar, cada recurso (modelo ou aparelho) vem acompanhado de um texto explicativo e pode se desdobrar em possibilidades de inserção de outros textos e recursos, sejam eles ilustrativos, complementares ou que caracterizem a interdisciplinaridade do uso de tais mediações. Ao apresentar e trabalhar conceitos e dados a partir das atividades práticas, muitas delas de observação e acompanhamento de fenômenos astronômicos, reforça-se o princípio de que a realização da atividade prática com o uso dos recursos mediacionais auxilia a apropriação do conhecimento. No processo de construção

desse material, incluem-se ainda publicações em CDrom pelo Projeto Foco (2004) e um para- didático contendo o Anuário Astronômico sob o título Astronomia e Geociências.

Os recursos que utilizei no desenvolvimento do Projeto Astronomia na escola em que se concretizou esta pesquisa, fazem parte do conjunto de modelos e aparelhos construídos por Prado (2001) e foram selecionados e adaptados conforme era a demanda do grupo de crianças para contextualização e favorecimento de seu aprendizado. A construção de uma proposta de ensino e aprendizagem teve como objetivo tornar o conhecimento científico acessível e servir como parte importante nas narrativas dos indivíduos em seu discurso cotidiano.

Passo a apresentar, então, os modelos e aparelhos utilizados nas atividades com as crianças da referida escola pesquisada, as atividades desenvolvidas e algumas outras possibilidades que não foram necessariamente realizadas.

Haste e escala para as sombras (o medidor de sombras)12

As sombras produzidas pelo Sol estão presentes no nosso cotidiano. Durante o dia elas mudam continuamente de tamanho e posição. Essa variação das sombras chamou a atenção dos seres humanos e levou à retirada de vários conhecimentos úteis para sua sobrevivência a partir da construção de observações sistemáticas. Desde tempos remotos, a história da humanidade foi marcada pela observação das sombras e, decorrente disso, pela construção de instrumentos para observá-las e mensurá-las. Esses vários processos de interação do ser humano com as sombras e sua variação em direção e comprimento tornaram possível medir a passagem do tempo durante o dia ou prever a chegada de cada estação do ano, ou ainda, mensurar a altura de objetos diversos como os edifícios.

Descrição do aparelho

O aparelho das sombras tem uma haste vertical com a silhueta de uma pessoa em pé e uma escala horizontal com um comprimento quatro vezes maior do que a haste. Essa escala está dividida em quatro partes iguais – cada uma com o desenho de um contorno – subdivididas em dez partes também iguais.

Figura 2 Medidor de sombras

Fonte: Modelos e aparelhos do Kit para o ensino de astronomia, Prado, 2004

Atividades realizadas com as crianças desta pesquisa no Projeto Astronomia (2005)

observou-se como as sombras mudam durante o dia em comprimento e direção levando o aparelho para o pátio ensolarado e procedendo a observação dessa variação durante determinado tempo;

⇒ determinou-se a direção aproximada do meridiano local ou Norte-Sul no dia do equinócio de Primavera (22 de setembro de 2005);

⇒ um desdobramento dessa observação no plano horizontal foi transferir a mesma observação para uma bola de isopor com alfinetes nela fincados em pontos diversos e expostos ao Sol, representando o globo terrestre (nosso planeta) e habitantes em partes diferentes do mesmo. Pela variação da projeção das sombras dos alfinetes sobre a bola de isopor, as crianças iam conversando com as professoras sobre horários diferentes

em partes diferentes do globo terrestre, dias e noites, forma da Terra e fazendo previsões sobre a produção de diferentes sombras sobre o nosso planeta com a incidência dos raios solares com o passar do dia;

Uma atividade que não foi realizada com as crianças e que pode ser feita é aquela que se refere a achar altura de árvores, prédios e outros objetos, bem como a construção de uma escala a partir da comparação do tamanho diversificado das crianças presentes em sala de aula e sua representação a partir de um espaço (folha A4 ou quadro negro) escolhido previamente. Essa atividade consiste em que cada dupla de crianças meça o tamanho do colega com um barbante e dobre esse barbante quatro vezes ou mais para que caiba no espaço estipulado para a representação dos tamanhos. Pode-se, a partir dessa atividade e do grupo de trabalho, discutir uma escala para representação dos tamanhos dos planetas.

Bússola com escala de declinação magnética

Os povos hindu-europeus, antes de partir para suas caminhadas, observavam onde o Sol nascia e se posicionava olhando para ele. Abriam os braços e com isso, marcavam três rumos. É desse fato que se originou a palavra orientação, que quer dizer olhar para o oriente.

Descrição do aparelho

Este aparelho consta de uma bússola, de uma escala de declinações13 magnéticas, da direção do azimute do nascer e do ocaso do Sol nos solstícios e nos equinócios, na latitude 20º Sul e de sugestões para orientar a bússola. Além disso, no verso, foram registrados os valores das declinações magnéticas das capitais dos estados do Brasil para o ano 2002.

Figura 3 - Bússola de declinação magnética

Fonte: Modelos e aparelhos do Kit para o ensino de astronomia, Prado, 2004

Atividades realizadas com as crianças desta pesquisa no Projeto Astronomia (2005)

⇒ orientação do mapa de Belo Horizonte colocando-o sobre uma superfície nivelada (no caso, o chão da sala de aula) a partir da observação do nascente e posteriormente com a ajuda da Rosa dos Ventos e da bússola colocando-a sobre o mapa da cidade, orientando a direção Norte-Sul da bússola com a direção Norte-Sul da cidade;

fez-se a mesma atividade com a orientação do mapa do Brasil e em uma outra atividade, utilizou-se cartelas da declinação magnética de cada capital brasileira para que as crianças percebessem a variação da declinação conforme o lugar/latitude em que se está ou para o qual se dirige;

⇒ uma variação dessa atividade, a partir do trabalho que estiver sendo desenvolvido e do grupo que o desenvolve, seria consultar a tabela de declinação magnética aproximada das capitais dos estados brasileiros no ano 2004 fornecida por esse roteiro ou outra mais recente ou a tabela de declinação magnética aproximada de algumas cidades de Minas Gerais ou outras lçocalidades, confoirme se proceda às devidas adaptações no material.

Globo terrestre orientado com a Terra

Durante o ano, o Sol ilumina a Terra de maneiras diferentes. Assim no solstício de junho o pólo Norte está mais voltado para o Sol iluminando mais o hemisfério Norte que o Sul. Por isso, será verão no Norte e inverno no Sul. No solstício de dezembro, no entanto, o pólo Sul está mais voltado para o Sol e, devido a isso nessa data, o Sol ilumina mais o hemisfério Sul do que o Norte. Será então verão no Sul e inverno no Norte.

Nos equinócios de março e setembro, os dois hemisférios estão igualmente voltados para o Sol e recebem a mesma iluminação. Por isso ter-se-a nessas duas datas, primavera e outono respectivamente, a mesma iluminação em cada um dos dois hemisférios.

Descrição do aparelho

Um globo terrestre escolar de tamanho pequeno ou médio (aproximadamente 10 a 30 cm de diâmetro) sem o suporte que normalmente o acompanha.

Foto 1 Observação da projeção da sombra do barbante sobre o globo orientado para destacar o fenômeno da alternância de dias e noites no planeta Terra.

Fonte: tarefa realizada no dia 22 de setembro de 2005. Figura 4: Placas das estações do ano

Fonte:Modelos e aparelhos do Kit para o ensino de astronomia, Prado, 2004.

Nas placas acima, o globo da Terra foi desenhado nas posições que correspondem às datas do solstício de junho, equinócios de março e setembro e do solstício de dezembro. Pode- se observar a incidência dos raios solares em cada um deles o que explica as diferentes estações do ano nos dois hemisférios norte e sul.

Atividades realizadas com as crianças desta pesquisa no Projeto Astronomia (2005)

por meio da atividade desenvolvida com o globo terrestre orientado, ppôde-se verificar junto às crianças quando acontecem noites e dias em lugares diferentes do planeta Terra;

⇒ observou-se onde o Sol está nascendo e onde está se pondo desde a cidade de Belo Horizonte. Assim se poderia ter marcado onde acontece o meio dia solar. Esta atividade pode ser realizada a qualquer hora do dia;

pode-se verificar onde e quando acontecem os dias e noites polares;

⇒ utilizando um pedaço de barbante, projetou-se a sombra do mesmo sobre o globo paralela ao seu eixo e bem próximo dele como mostra a foto 1. A sombra do barbante sobre o globo passa a ser um indicador de onde o Sol está iluminando, isto é, onde é dia e onde é noite;

⇒ deslocando-se o barbante, sempre paralelamente ao eixo do globo é possível verificar quando a sombra passa por um dos pólos (ou pelos dois no equinócio, conforme foi a atividade que foi feita com as crianças no dia 22 de setembro/05. Ali demonstrou-se a passagem do inverno para a primavera). Pode-se também, na mesma demonstração, verificar a sombra do barbante marcando em que longitude da Terra é meio-dia solar nesse instante;

⇒ Ao continuar deslocando o barbante, pode-se verificar: onde está amanhecendo, onde o Sol está se pondo, onde é dia ou noite, qual a duração do dia e da noite no Equador, qual a duração do dia e da noite em latitudes próximas ao Pólo Norte e do Pólo Sul, e qual a duração do dia e da noite em latitudes próximas à linha do Equador.

Capítulo 3