• Sonuç bulunamadı

İbranın Şirket Ortaklarının Dava Hakkına Etkisi

HAKEMSİZ YAZILAR OPINION PAPERS

ANONİM VE LİMİTED ŞİRKETLERDE İBRA KARARININ SORUMLULUK DAVALARINA ETKİSİ

3. İBRANIN HUKUKİ SORUMLULUK DAVALARINA ETKİSİ 1. İbranın Şirket Tüzel Kişiliğinin Dava Hakkına Etkisi

3.2. İbranın Şirket Ortaklarının Dava Hakkına Etkisi

1992, pautou-se nas mudanças estruturais que incidiram sobre a autonomia da escola e no exercício da democracia. O avanço do nível da autonomia "foi o de permitir no seio da escola a gestação de projetos pedagógicos próprios que com

apoio da administração pudessem acelerar a mudança da escola" (FREIRE, 1991, pp. 79-80). Um dos primeiros atos de Paulo Freire, à frente da secretaria, foi restaurar o regimento comum das escolas municipais provendo os conselhos de escola com caráter deliberativo. Freire entendia os conselhos e os grêmios estudantis como importantes instrumentos de participação da comunidade.

Falar em gestão democrática significa pensar cidadania, práticas democráticas e participação ativa. É, pois, adentrar no tempo/espaço da Educação Popular no Brasil e no contexto da América Latina.

Em seu percurso histórico, a partir do final dos anos 50, a Educação Popular vem se constituindo um referencial teórico e instrumental para o fortalecimento de diversos atores sociais e políticos, sobretudo dos movimentos sociais, no terreno da sociedade civil, o que tem contribuído para a busca de uma nova qualidade da relação destes com o Estado.

A despeito dos muitos avanços conquistados no terreno da autonomia cidadã e no fortalecimento da democracia a partir de meados dos anos 90, diversos estudos foram realizados sobre os desafios da Educação Popular no final do século XX e início deste milênio. Em geral, segundo Pontual (2006), esses estudos apontavam a necessidade de uma revisão crítica das práticas e concepções da Educação Popular à luz das grandes transformações em curso no mundo e, de modo particular, nas sociedades latino-americanas.

Nesse debate, buscou-se uma redefinição do seu papel, tarefas, concepção metodológica, além da criação de novos instrumentos de intervenção. Do legado do conhecimento acumulado, constituiu-se a redefinição inscrita no documento Educación Popular para una Democracia con Ciudadania y Equidad, nos registros do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL):

A Educação Popular constituí uma prática referida ao fazer e ao saber das organizações populares, que busca fortalecê-la enquanto sujeitos coletivos e assim, contribuir através de sua ação-reflexão ao necessário fortalecimento da sociedade civil e das transformações requeridas, tanto para a construção democrática de nossos países, como para o desenvolvimento econômico com justiça social. (jan. 1994, p.73)

Castilho e Osório (1997) discutem a temática na perspectiva de educação para a cidadania na América Latina (AL) e redefinem a Educação Popular (EP) como sendo uma pedagogia do público, da decisão, da construção de um sentido do

comum. Dessa forma, ela mesma é uma educação cidadã, uma esfera pública. Correlacionam a EP “à criação em distintos âmbitos (escolas, bairros, movimentos sociais, famílias) de esferas públicas que permitam que as pessoas se reúnam em lugares diversos para falar, intercambiar informação, escutar, fazer negociações.” (1997 p. 42-43, apud PONTUAL, 2006, p. 2)

O ponto central dessa pedagogia é o de suscitar a necessidade de pensar novos horizontes e orientações para a prática educativa em todos os espaços sociais. Os autores entendem os objetivos gerais da EP na dimensão da cidadania e acreditam ser sua importante contribuição: o desenvolvimento de estratégias cidadãs de intervenção nos espaços e agendas públicas; a capacitação para o lobbing cidadão; as ações de interesse público; e a geração de movimentos cidadãos eficientes e criativos, capazes de trabalhar como redes de atores sociais. (v. CASTILHO E OSÓRIO,1997, p. 63)

O processo de democratização da gestão exige a ação educativa como um eixo articulador que assegure o alcance e a qualidade dos aprendizados produzidos. A partir disto, ressalta-se a pedagogia da gestão democrática como dimensão e instrumental indispensável para possibilitar que “os atores da sociedade civil e do governo adquiram eficácia e potência de ação no exercício da democracia, da cidadania ativa, na criação de esferas públicas democráticas e transparentes e na construção de uma nova cultura política.” (PONTUAL, 2004, p. 2)

No amplo campo de discussão da Educação Popular, destacar os aspectos e contribuições implicados nos processos de construção da cidadania ativa e da democratização das estruturas políticas e espaços públicos mostra-se de grande ajuda na reflexão da gestão democrática.

Estudos mais diretamente focados na democratização da gestão apontam elementos constitutivos da pedagogia pública, dentre os quais, destaca-se o de ser metodologicamente deliberativa e o de proporcionar o efetivo exercício de decidir sobre os assuntos públicos da cidade, tanto quanto o de buscar estimular práticas de co-gestão entre governo e comunidade local, desenvolvendo a co–responsabilidade e a prática de parceria entre os atores. A democratização da gestão se dá, pois, com “uma pedagogia do público, da construção do sentido do comum, a partir da construção de esferas públicas transparentes e democráticas, em que se exercita a deliberação a partir de critérios objetivos, compartilhados e impessoais.” (PONTUAL, 2004, p. 2), sem perder de vista que nos espaços e relações estabelecidas são

indispensáveis a transparência das ações, a capacidade de ouvir, dialogar e reconhecer legitimidade no outro.

No percurso histórico, a sistematização de experiências e o debate promovido no interior da Rede de Educação e Poder Local (REPPOL) do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL) apontam novas temáticas e novas ênfases que vêm sendo incorporadas aos programas de intervenção da Educação Popular, dentre as quais se destacam: os métodos democráticos de planejamento estratégico e participativo e, em especial, sua aplicação ao território e não só às organizações; incorporação ativa da pluralidade de saberes técnicos, a partir de uma pedagogia libertadora, contribuindo na qualificação e na abrangência dos programas de intervenção territorial e dos movimentos sociais; capacitação do funcionário público, através de novas metodologias e instrumentos participativos, como servidor público e como cidadão; e a capacitação tanto dos movimentos sociais como dos agentes da administração para o exercício de parcerias públicas, com autonomia dos atores e uma efetiva prática de descentralização do poder.

Outline

Benzer Belgeler