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ALACAKLARIN TEMİNAT ALTINA ALINMASI

HAKEMSİZ YAZILAR OPINION PAPERS

TİCARET ŞİRKETLERİNİN BİRLEŞMESİNDE TEMİNAT VE DENKLEŞTİRMELER

4. ALACAKLARIN TEMİNAT ALTINA ALINMASI

As práticas de participação cidadã têm dado uma significativa contribuição na constituição de novas esferas públicas democráticas e na promoção de um processo progressivo de publicização do Estadoe, por outro lado, dedesestatização da sociedade. Tais práticas desenvolvidas, sobretudo no âmbito dos espaços de poder local, buscam a superação de uma visão da relação Estado e Sociedade Civil como polaridades absolutas em favor de uma compreensão mais dinâmica de relações de interdependência combinadas com o reconhecimento da especificidade e autonomia de cada ator.

Na cidade de São Paulo, os avanços conquistados na construção de novas práticas de exercício do poder ajudam delinear o percurso da conscientização crítica na formação da cidadania e no fortalecimento da democracia. A exemplo dessa autonomia e participação popular conquistadas com o caráter deliberativo dos Conselhos de Escolas, na gestão de 1989-1992, encontra-se em 2001-2004 a capacidade decisória do GAAE com uma participação da comunidade escolar ampliada pelos diversos segmentos da coletividade local. No debate deliberativo na

CE-VP/SB (2003-2004), as decisões contemplaram até mesmo a destinação das verbas e recursos.

A participação ativa foi também ampliada qualitativamente nos espaços criados pelos Conselhos Gestores dos CEUs, em que o caráter deliberativo incluiu a eleição do gestor da unidade, em que a análise dos projetos propostos por três candidatos serviu de embasamento da escolha da coletividade. (v. REVISTA FÓRUM, 2004, p. 24) Ao mesmo tempo, a partir do Grêmio Estudantil encontra-se a conquista de novos espaços de participação ativa da criança e do adolescente no Orçamento Participativo Criança (OP Criança) e sua relação com as esferas governamentais, nas propostas de prioridades e demandas sócioeducativas da coletividade.

Na envergadura do projeto do governo democrático de São Paulo, em 2001-2004, a gestão democrática significou investir na descentralização do poder, na criação de trinta e uma subprefeituras, na horizontalização das relações e na democracia participativa.

Dessa forma, no âmbito governamental, os espaços públicos de formação/ ação configuraram-se desde a integração intersecretarial e intersetorial, até às parcerias e diálogos com as associações e movimentos organizados. A título de exemplo, destaca-se a gestão nos CEUs, em que auxiliando os Gestores, além do Conselho Gestor, existiam três núcleos: o educacional, o cultural e o esportivo cujos membros representavam as respectivas secretarias (coordenadorias) objetivando a integração das políticas de cada pasta ao projeto político pedagógico. (v. PEREZ, 2007, p. 135)

No âmbito escolar, configurou-se na autonomia da construção de projeto político-pedagógico à pesquisa e reflexão teórico-prática em reuniões de coletivas de pólos e interpólos. Somados a estes, estiveram a participação ativa e organizada dos educandos(as) e da comunidade local nos espaços constituídos pelo Colegiado de SME/SP e das Coordenadorias, Conselho Regional dos Conselhos de Escolas (CRECE), Conselho Gestor do CEU, Orçamento Participativo Criança (OP criança), Grêmios Estudantis, GAAE e do Educom.rádio, promovendo o reconhecimento e a legitimação dos diferentes segmentos da sociedade.

Vale ressaltar que ao submeterem-se à avaliação e acompanhamento dos colegiados os conselhos e outros espaços de gestão, a educação tornou-se ela mesma um bem público, conforme as considerações de Osório e Castilho. As

práticas democráticas trouxeram consigo novas possibilidades de relações sociais e humanas, de aprendizagem e de política emancipatória e transformadora.

Dessa forma, em 2003-2004, exercitou-se a gestão democrática, substancialmente, pelo poder local nas subprefeituras e coordenadorias interligadas no diálogo e na participação ativa da coletividade. Parafraseando Pontual, este momento traduziu, fundamentalmente, a construção de novas formas de exercício do poder, “a partir do terreno da sociedade civil, mas também no exercício das ações de governo, no sentido de que estas estejam constantemente alimentadas e retroalimentadas pela prática viva dos processos e sujeitos sociais.” (PONTUAL, 2004, p. 3)

Neste contexto e na perspectiva da democratização, pode-se afirmar que as diversas práticas participativas, enquanto processos educativos, desenvolvendo- se nos espaços públicos, vêm proporcionando aprendizado tanto dos atores da sociedade civil como dos atores dos governos que nelas se envolvem. Nesta direção, delineia-se a importante contribuição do projeto inovador 2001-2004, no sentido de educar, formar e capacitar os diferentes atores na criação e no exercício de novas formas de poder. Como diz Ferreira Gullar, “A ética funda-se no bem comum, no respeito aos direitos do cidadão e numa vida digna para todos.” (in: ÉTICA, 2001, p. 12)

Dentro desta perspectiva, a Educação tem importante papel, tanto do ponto de vista ético e político, como de conhecimentos instrumentais, no sentido da qualificação dos atores da comunidade escolar, da local, dos movimentos sociais e dos governos, para melhorar a sua capacidade de intervenção na elaboração e gestão das políticas públicas.

“Só os que foram capazes de sustentar a utopia estão aptos para a batalha decisiva: recuperar a humanidade que perdemos.”

Ernesto Sábato, 1998 No que tange aos limites das práticas e da própria educação popular e cidadã, no aspecto formativo da cidadania, é preciso considerar, segundo Freire, que “Não dá para dizer que a educação crie a cidadania de quem quer que seja.

Mas, sem a educação, é difícil construir a cidadania.” (1995, p. 74), entendida esta

como presença ativa, qualitativamente, ou como “uma presença crítica decidida, de todos nós com relação à coisa pública. Isso é dificílimo, mas é possível. A educação

não é a chave para a transformação, mas é indispensável. A educação sozinha não faz, mas sem ela também não é feita a cidadania” (1995, p. 74).

Falar em alcances e limites da gestão democrática implica necessariamente falar da participação no viés da complexidade que esse processo assume, no nível individual e no coletivo, dentro do contexto histórico-sócio-político em que acontece. No que tange, mais especificamente, à participação no âmbito escolar, no Brasil, desde a CF/88, a gestão democrática figura como norma jurídica no Art. 206, inciso VI: gestão democrática do ensino público, na forma da lei. Entretanto, esse artigo da Constituição Federal ainda carece de regulamentação e tem sugerido uma diversidade de interpretações que variam segundo o lugar e os agentes envolvidos.

O documento referência para a Conferência Nacional de Educação Básica configura uma proposição e reflexão de conceitos que norteiam a prática da gestão democrática, além de políticas universais que se traduzem em procedimentos regulares e permanentes. Por outro ângulo,destaca-se como um subsídio resultante do movimento de mobilização e participação da sociedade brasileira na busca da cidadania, na melhoria e valorização da educação básica nacional.

A experiência prática da gestão democrática mostrou-se como importante desafio do projeto 2001-2004, no sentido do esforço e do comprometimento exigidos dos atores, pois tanto a construção dos espaços de reivindicação e negociação quanto as práticas das parcerias e convivências democráticas foram delineando-se e configurando-se na singularidade do tempo e no espaço em que foi vivenciada. De outro lado, mostrou-se um percurso coerente à concepção freireana de uma pedagogia nunca apartada da prática, apontado no movimento da construção do conhecimento através da ação-reflexão-ação, em detrimento da prescrição.

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Benzer Belgeler