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3.9. İşyerinde Mobbingin Sonuçları

3.9.1. İşyerinde Mobbingin Bireysel Sonuçları

Dentre os três estudos de caso que foram apresentados no Capítulo III, dois — Estúdios Capelinha e Edifício Montevidéu — estão localizados em zoneamentos ZA — Zona Adensada — regiões ujo ade sa e to de e se o tido, po ap ese ta e alta de sidade de og fi a e i te sa utilizaç o da i f aest utu a u a a, de ue esulta , so etudo, p o le as de fluidez do t fego 90 e

o outro — Edifício Zider — em uma ZAP — Zona de Adensamento Preferencial — constituída por egi es passí eis de ade sa e to, e de o ia de o diç es fa o eis de i f aest utu a e topog afia 91.

Os valores utilizados nos parâmetros estudados foram retirados do Manual Técnico Aplicado a Edifi aç es pu li ado pela P efeitu a de Belo Ho izo te uja fu ç o difu di as p i ipais o as que conformam a legislação urbanística de Belo Horizonte visando orientar o profissional na elaboração de projeto de edificaç es 92. Vale ressaltar que o referido manual é composto por 558

páginas, enquanto a LPUOS-BH, atualmente definida pela lei n.º9.959/2010, tem 88 páginas, revelando a complexidade da aplicação da lei e do manual nos projetos de edificações.

O primeiro parâmetro de interesse é definido pelo artigo 45 da LPUOS-BH de 1996, o Potencial Construtivo. Esse corresponde a área líquida máxima para uma determinada edificação em um terreno e é obtido pela multiplicação da área do terreno por um Coeficiente de Aproveitamento (CA). Para cada zoneamento a lei determina dois valores de CA, o primeiro chamado de Coeficiente de

90 PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE – PBH. Lei Municipal m.º7.166 de 27 de Agosto de 1996. Estabelece Normas e Condições para Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo Urbano no Município. Disponível em: < https://www.leismunicipais.com.br/a/mg/b/belo- horizonte/lei-ordinaria/1996/717/7166/lei-ordinaria-n-7166-1996-estabelece-normas-e-condicoes-para-parcelamento-ocupacao-e-uso-do- solo-urbano-no-municipio?q=7166 >. Acesso em 09 jan 2015.

91 Ibidem.

92 PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE PBH. Manual Técnico Aplicado a Edificações – versão 2. [Online] Belo Horizonte. 2013. Disponível em: <http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/files.do?evento=download&urlArqPlc=manualdeedficacoes.v2.pdf>. Acesso em 12 de novembro de 2014. p.2.

Aproveitamento Básico (CAb), que é aquele atribuído aos diversos zoneamentos e ADEs e o Coeficiente de Aproveitamento Máximo (CAm), que consiste no oefi ie te at i uído o o i o a se ati gido mediante a aplicação do Instrumento Urbanístico denominado Outorga Onerosa do Direito de Co st ui ODC 93. Definido pelo artigo 74 da lei n.º7.165/96, a ODC é o instrumento que permite,

mediante pagamento, edificar acima do limite estabelecido pelo Coeficiente de Aproveitamento Básico definido para o zoneamento no qual o terreno se insere. No zoneamento ZA o CAb é 1,4 e o CAm 1,8 enquanto no ZAP o CAb é 1,5 e o CAm 2,0 (FIG. 15).

Figura 15 – Visualização do potencial construtivo para um lote de mesmas dimensões localizado em ZA e ZAP (LPUOS-BH)

FONTE: do autor.

O potencial construtivo de qualquer lote é sempre menor que a área construída total, uma vez que a lei permite que alguns tipos de áreas construídas não sejam computadas no potencial construtivo. Em edificações de uso residencial são elas:

1. área para estacionamento até o limite do potencial construtivo do lote; 2. área do pavimento de pilotis;

3. área situada no subsolo destinada ao lazer de uso comum; 4. área de circulação vertical coletiva;

5. área de circulação horizontal até o limite de duas vezes a área da caixa dos elevadores;

6. varandas abertas com área total de até 10% da área do pavimento onde se localizam;

7. caixa d´água, casa de máquinas e subestação;

8. compartimentos destinados a guarda de resíduos sólidos; 9. guarita de até 6m²;

10.zeladoria de até 15m²;

11.compartimentos de depósitos localizados no pilotis ou garagem; 12.antecâmara;

. ea de o e tu a e ui ale te a % da ea do últi o pa i e to tipo desde ue

a área total edificada da cobertura não ultrapasse 50% da área do último pavimento

93 Ibidem, p.253.

tipo ;

14.área das rampas acessíveis de acesso às áreas comuns.94

O somatório dos itens 3 a 12 não pode ultrapassar o limite de 14% do somatório das áreas dos pavimentos tipo, sendo o excedente deduzido do potencial construtivo. A quantidade de áreas descontáveis do potencial construtivo é bastante expressiva como demonstrado no Manual de Edificações por meio de um exemplo (FIG. 16) sobre como quantificar as áreas a serem descontadas para um edifício de uso misto com subsolo destinado ao estacionamento de veículos, onde dos 5.221,5m² de área construída total do edifício, podem ser descontados 1.828,5m², resultando em uma área líquida de 3.393m², equivalente a apenas 64,98% da área construída total.95

Figura 16 - Relação entre os tipos de áreas para o exemplo do Manual de Edificações (aplicação dos parâmetros da LPUOS-BH)

FONTE: do autor a partir dos dados do Manual de Edificações.

O próximo parâmetro é o da Quota Mínima de Terreno por Unidade Habitacional (QMTUH), instrumento definido pelo artigo 47 da LPUOS-BH de , espo s el pelo o t ole de ade sa e to as edifi aç es desti adas ao uso eside ial ou a pa te eside ial de uso isto PBH, 1996). A QMTUH é, por si só, um parâmetro controverso, pois sob a justificativa da regulação do adensamento, é segregacionista, pois define a área mínima da unidade habitacional em um determinado zoneamento, homogeneizando a ocupação e influenciando diretamente o preço médio dos imóveis daquela região. No zoneamento ZAR-1, por exemplo, a QMTUH é de 180m² enquanto no ZA e ZAP é de 40m² (FIG. 17). A aplicação deste parâmetro se dá pela divisão da área do lote pelo valor da QMTUH, resultando no número máximo de unidades para aquele lote.

94 Ibidem. p.262-279.

95 Ibidem. p.278-279.

64,98% 35,02%

Área Construída Total

Figura 17 - Exemplo de aplicação do QMTUH para zoneamentos diferentes, definidos pela LPUOS-BH

FONTE: do autor.

Outro critério definido pela lei é a Taxa de Permeabilidade (TP) que é a área permeável mínima, correspondente a 20% da área do lote, descoberta, sobre terreno natural e dotada de vegetação. Este parâmetro foi flexibilizado, por pressão dos empresários do setor da construção civil, para permitir uma ocupação maior dos terrenos, sendo possível impermeabilizar até 100% da área do terreno, desde que sejam instaladas caixas de captação de água de chuva, dimensionadas de forma a compensar a área impermeabilizada até atingir os 20% de área permeável mínima, e/ou jardineiras com mais de 20cm de camada de terra em qualquer nível da edificação.96 Além disso, a lei n.º7.166/1996 prevê no

a tigo ue: § 8º - A área permeável, livre e vegetada, implantada no afastamento frontal de edificação e inteiramente visível do logradouro público, poderá ser convertida em pagamento do potencial construtivo adicional utilizado o p p io lote [...] 97, de forma gratuita, desde que

respeitado o limite máximo do CAm para o terreno.

A tabela abaixo (TAB.9) apresenta um resumo dos parâmetros apresentados até o momento para os zoneamentos ZAP e ZA.

Tabela 9 - Resumo dos parâmetros apresentados ZONEAMENTO ZAP ZA QMTUH 40m² 40m² CAb 1,5 1,4 CAm 2,0 1,8 TP 20% 20%

96 PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE PBH. Manual Técnico Aplicado a Edificações – versão 2. [Online] Belo Horizonte. 2013. Disponível em: <http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/files.do?evento=download&urlArqPlc=manualdeedficacoes.v2.pdf>. Acesso em 12 de novembro de 2014. p.306.

97 PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE – PBH. Lei Municipal m.º7.166 de 27 de Agosto de 1996. Estabelece Normas e Condições para Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo Urbano no Município. Disponível em: < https://www.leismunicipais.com.br/a/mg/b/belo- horizonte/lei-ordinaria/1996/717/7166/lei-ordinaria-n-7166-1996-estabelece-normas-e-condicoes-para-parcelamento-ocupacao-e-uso-do- solo-urbano-no-municipio?q=7166 >. Acesso em 09 jan 2015.

FONTE: do autor.

O afastamento, outro parâmetro da LPUOS-BH, pode ser definido como a distância entre uma construção e um ponto de referência. São previstos três tipos de afastamentos: o afastamento frontal que consiste na distância entre o alinhamento do terreno (limite entre o terreno e o logradouro público)e a edificação; o afastamento lateral e o afastamento de fundos.

O afastamento frontal é definido em função da classificação viária e do zoneamento, variando entre 3,0m para vias coletoras e locais, ou 4,0m para vias de ligação regionais e arteriais. Caso o lote encontre-se em alguma ADE o afastamento frontal pode variar até o limite de 10,0m.98

Os afastamentos laterais e de fundo variam conforme a altura da edificação. A lei estipula que para edificações em terrenos lindeiros a vias coletoras e locais, a altura máxima na divisa é de 5m, não sendo necessário afastamento lateral ou de fundos até essa altura. Entre 5m e 6m de altura adota-se os afastamentos de 1,5m. Entre 6m e 12m de altura este valor aumenta para 2,3m. Acima dos 12m de altura deve-se utiliza a f ula da Reg a do H , defi ida pela f ula:

A = 2,30 + (H – 12,00) / b,

Onde H a dife e ça e ti al, e et os, e t e a laje de o e tu a de ada pa i e to a i a da ota alti t i a do passeio li dei o ao ali ha e to do lote e = pa a edifi aç es a ZCBH e a ZA ua do utilizado o CA de , ou = pa a edifi aç es a ZPAM, ZPs, ZARs, ZAP, ZCBA, ZCVN, ZE e ZA ua do utilizado o CA de , 99, ou seja, pa a os lotes estudados = . Na

figura abaixo (FIG.18) feita a de o st aç o g fi a, e ista f o tal, da apli aç o da Reg a do H considerando-se = .

98 PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE PBH. Manual Técnico Aplicado a Edificações – versão 2. [Online] Belo Horizonte. 2013. Disponível em: <http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/files.do?evento=download&urlArqPlc=manualdeedficacoes.v2.pdf>. Acesso em 12 de novembro de 2014. p.321-322.

Figura 18 - Diagrama de elevação da aplicação da Regra do H para os afastamentos laterais, conforme LPUOS-BH

FONTE: do autor.