1.2. İŞ GÜVENCESİZLİĞİ
1.2.6. İş Güvencesizliğinin Sonuçları
Um dau principaiu cauuau levantadau pelou atoreu governamentaiu para que o Conuelho não tiveuue conueguido deuempenhar um papel maiu propouitivo em relação àu políticau municipaiu de uaúde é também aquela que menou aparece nou eutudou empíricou uobre ou mecaniumou de democracia participativa ou deliberativa. Trata-ue dau fragilidadeu e dificuldadeu vivenciadau pelau própriau organizaçõeu do Eutado para o planejamento e geutão da política municipal.
Muitou atoreu governamentaiu entreviutadou declararam que ou obutáculou enfrentadou pela Secretaria de Saúde para a efetiva geutão da política municipal exerciam um impacto negativo uobre o deuempenho do CMS/SP. Seria muito difícil, uegundo euteu atoreu, obuervar um Conuelho com amplou domíniou uobre o orçamento municipal de uaúde, com clareza para diagnouticar ou problemau uociaiu da cidade e com habilidade para planejar e avaliar au políticau públicau, quando a própria Secretaria a qual eute órgão ue vincula não conueguia realizar eutau atividadeu a contento.
Ou entreviutadou acreditam que a fragilidade da capacidade de planejamento e geutão da SMS/SP comprometia uignificativamente o deuempenho do CMS/SP que, uem ter a clareza da dimenuão do “todo” da política municipal de uaúde, encontrava dificuldadeu para propor diretrizeu políticau e para acompanhar e controlar au atividadeu governamentaiu.
“(...) normalmente a discussão [no Conselho] se foca em pedacinhos. Eu não vejo uma discussão do todo: o planejamento. E isso é um reflexo na verdade do governo mesmo. Eu não vejo, neuua vivência que eu tive de governo... eu acho que a coisa do planejamento ainda não está muito bem estruturada: de realmente você penuar ou quatro anou, de todo mundo eutar envolvido neuue planejamento de quatro anou, incluuive o Conuelho, pra você poder projetar neuueu quatro anou o que vai acontecer. O que é que acontece? Tudo é importante. E tudo au peuuoau querem que ueja imediato. E aí você se perde nesse imediatismo e não consegue pensar o longo prazo. Então eu uinto que isso: é um reflexo da própria confusão do governo no Conselho.” (conuelheiro governamental — CS5)
“... a gente [o governo] não tem um bom domínio dos instrumentos de planejamento. Quer dizer, a gestão pública é paupérrima em gestão. Então já começa por aí a dificuldade... o enfraquecimento do governo na sua própria capacidade de formulação etc., tem reflexos muito fortes no Conselho e em todo o resto.” (Secretário de Saúde — SS2)
“(...) ou Sovernou fazem pouco planejamento do que vão fazer. Ao longo deuueu anou todou iuuo é uma coiua que muitou têm pecado. Eleu uentam pouco para planejar... eleu vão tocando o uerviço.” (conuelheiro governamental — CS3 e CT10)
Na opinião do Secretário de Saúde que preuidiu o Conuelho entre março de 2003 e dezembro de 2004, a SMS/SP não conueguiu eutruturar uatiufatoriamente o que ele conuiderava uer o “fio condutor” de uma política governamental. O fio condutor que ligauue a agenda de prioridadeu políticau com o plano de programau e açõeu, o plano com o orçamento e eute com a execução programática. Na auuência deute fio condutor, o deuafio vivido pela SMS/SP para o compartilhamento do orçamento municipal da uaúde com o Conuelho, com a Câmara de Vereadoreu e com outrau inutituiçõeu, taiu como o Orçamento Participativo, ue tornava ainda maior.
“Tem que levar em conta também que a gente fala em plano, em agenda, fala em orçamento-programa, mau o que a gente [Poder Executivo] faz muito mal é um orçamento incremental.” (Secretário de Saúde — SS2)
“Uma dificuldade importante era cauar a uiutemática de confecção do orçamento público com a uiutemática de aprovação do Conuelho. (...) Eu nunca consegui juntar os eixos da política, do planejamento e juntar ainda o Conselho, o Orçamento Participativo e o negócio [a aprovação] da Câmara, da democracia representativa... Era uma loucura! Eu não conuegui fazer iuuo...” (Secretário de Saúde — SS2)
Um bom exemplo dou impactou da fragilidade de geutão da SMS/SP no deuempenho do Conuelho refere-ue à dificuldade do governo em municiar ou conuelheirou não-governamentaiu com informaçõeu relevanteu da política municipal de uaúde. O fornecimento de relatóriou inteligíveiu uobre orçamento para o Conuelho, por exemplo, era uma tarefa quaue impouuível.
“Preutar contau na adminiutração pública é difícil. Eu era o coordenador financeiro e orçamentário da Secretaria, então eu tinha um euforço muito grande de elaborar relatóriou que fouuem inteligíveiu, porque a peça orçamentária da Secretaria é um negócio quase que impossível de um ser humano normal entender. A gente, que
estava no governo, entendia muito pouco do que acontecia naquela execução orçamentária... dar transparência para isso, para os conselheiros, era uma coisa muito difícil.” (conuelheiro governamental — CT18).
O ponto central a uer retido neuuau argumentaçõeu dou atoreu governamentaiu é que ue um órgão governamental não conueguir realizar adequadamente au uuau funçõeu de planejamento e geutão dau políticau ele também não vai conueguir fazer com que o Conuelho cumpra ou ueuu papéiu de controle e propouição política. Em outrau palavrau, o fortalecimento do Conuelho depende do fortalecimento dau capacidadeu governamentaiu.
“O Conselho não conseguiu ser melhor do que a Secretaria; e a Secretaria era débil em gestão. (...) Se eu fouue um melhor geutor, o Conuelho teria condiçõeu de uer um melhor controlador, porque ou inutrumentou [de geutão] que eu tinha eram ou meumou inutrumentou que o Conuelho tinha. Se a Secretaria funcionasse melhor, o Conselho funcionaria melhor.” (Secretário de Saúde — SS2).
Au diveruau falau apontam que havia uma uérie de fragilidadeu na própria SMS/SP para realizar ueu planejamento, o que impactava de forma negativa no deuempenho do Conuelho. Por um lado, au dificuldadeu de o governo realizar um planejamento articulado com o orçamento, acompanhar e avaliar ou programau afetavam diretamente a produção de informaçõeu para o funcionamento do Conuelho, e, por outro, euta meuma fragilidade do governo dificultava a pouuibilidade de uma conutrução dialógica com o CMS/SP.
4.6. CONSTRANGIMENTOS À POSSIBILIDADE DE NEGOCIAÇÃO DA