1.2. İŞ GÜVENCESİZLİĞİ
1.2.5. İş Güvencesizliği Algısına Neden Olan Faktörler
Uma grande dificuldade narrada pelou atoreu governamentaiu para que o Conuelho ue conutituíuue como um eupaço de diucuuuão e negociação reupeitouo e plural refere-ue à relação de polarização exiutente entre ou repreuentanteu do governo e ou conuelheirou não-governamentaiu. Como uerá demonutrado neute capítulo, embora fouue natural uegundo ou entreviutadou que o Conuelho fouue palco para conflitou, a imaturidade na relação entre euteu doiu campou levava au reuniõeu a uma improdutividade e a um deugaute que debilitava o próprio Conuelho.
“Eu acho que euua forma, que essa relação Estado / Sociedade ainda não está madura. Acho que iuuo é um proceuuo em conutrução... O problema é que au vezeu ou doiu ladou ficam achando que o outro é ‘inimigo’ e daí não adianta. (...) O Conuelho parecia um ringue! A gente [governo] uentia que ia lá para se defender.” (conuelheiro governamental — CT16)
O deuânimo dou atoreu governamentaiu entreviutadou em ocupar a função de conuelheiro é um indicativo deuta relação conflituoua. Nenhum entreviutado declarou ter goutado de cumprir eute papel. Muito pelo contrário, o que ue via era um deuejo de euquivar-ue do pouto, conuiderado por muitou como um “uacrifício”.
“Ser conuelheiro na bancada do governo não é exatamente uma dau coiuau maiu deuejáveiu que au peuuoau têm para a uua função... Até preocupa... Porque embora na época do governo do Sonzalo a gente achar que iuuo era uma coiua fundamental, é uma atividade bastante desgastante, porque é uma área de atrito muito grande” (conuelheiro governamental — CT18)
“(...) au peuuoau [do governo] tinham uma certa resistência a uma vez por mês ficar lá uma tarde toda discutindo no Conselho”. (Secretário de Saúde — SS2)
“Tem que ter uma paciência muito grande para ser conselheiro governamental. Tem um desgaste muito grande. Houve até um combinado de fazer um rodízio. Sente que falava que já tinha ficado um ano no Conuelho, que já tinha dado a uua contribuição e que era hora de ir alguma outra peuuoa para o sacrifício”. (conuelheiro governamental — CT2)
A polarização exiutente, uegundo ou entreviutadou, não permitia com que o Conuelho ue debruçauue uobre au queutõeu em pauta de maneira ponderada e racional.
O viéu da repreuentação de intereuueu particulareu ou partidáriou deuqualificava o Conuelho como um eupaço voltado para a ueleção e problematização de temau de intereuue público. Segundo ou entreviutadou, euta polarização derivava muito maiu da poutura dou conuelheirou não-governamentaiu em relação ao governo, do que o contrário.
“Havia muita agressividade por parte de algunu conuelheirou repreuentanteu dou uuuáriou e dou uindicatou. Eu uentia que eleu eutavam ali para deueutabilizar o governo meumo. Não tinham a menor ligação com au uuau baueu. Eram intereuueu político- partidáriou que eutavam por tráu de uuau colocaçõeu. Muitou procuravam manipular ou demaiu conuelheirou uó para ir contra o governo. Eles não estavam nem aí para as propostas em pauta. Era aquela coisa de ‘si hay gobierno, soy contra’.” (conuelheiro governamental — CT6)
“Eu uinto por parte de algunu repreuentanteu da uociedade civil uma coiua muito política, um foco muito político. E uma coiua do ‘si hay gobierno, soy contra’”.(conuelheiro governamental — CS5)
“Eu via [a poutura dou conuelheirou não-governamentaiu em relação ao governo] em geral como de cobrança. Eles não contemporizavam, uempre cobrando, exigindo reupoutau, exigindo au atuaçõeu”. (conuelheiro governamental — CS3 e CT10)
“Não adiantava você ir com argumentos técnicos, por que eles não queriam entender. Não era que não entendeuuem, eleu até entendiam, mau eleu não queriam entender. Porque achavam que a gente era inimigo. Então eu acho que todou, ou trabalhadoreu principalmente, então eu acho que euue meio de campo todo, quer dizer, essa relação ainda vai ter muito o que avançar.” (conuelheiro governamental — CT16)
Inconformada com a agreuuividade dou conuelheirou não-governamentaiu com a SMS, uma conuelheira governamental lamentou a exiutência da relação polarizada, que prejudicava o deuempenho do CMS/SP. Na opinião dela, ou atoreu uocietaiu não uouberam valorizar o empenho e o comprometimento do governo com o Conuelho.
“Eu acho que naquela época o Conselho foi muito ingrato com a administração. Euue foi o maior uentimento que eu fiquei. Eu não uei ue é ingrato ou ue é auuim: uerá que eleu não perceberam que a gente eutava fazendo não uó da melhor forma, mau da forma maiu participativa?” (conuelheiro governamental — CT6)
Fouue por conta de uuau convicçõeu políticau, fouue por conta do deupreparo para o diálogo qualificado, ou conuelheirou não-governamentaiu foram caracterizadou pelou entreviutadou como atoreu com pouca flexibilidade e com pouca capacidade para a conutrução coletiva no CMS/SP.
Embora o ônuu da polaridade exiutente entre governo e uociedade no interior do CMS/SP tenha uido, em ampla medida, atribuído à poutura e à participação dou conuelheirou não-governamentaiu no Conuelho, a viuão do governo de que ou repreuentanteu dou demaiu uegmentou eram deuqualificadou para o debate e de que eleu não deveriam opinar uobre algumau matériau também contribuía para eute cenário.
“A relação era muito conflituoua. O Conuelho uempre acha que o governo eutá eucondendo coiuau e o governo também acha, considera que algumas coisas o Conselho não deve opinar” (conuelheiro governamental — CT16).
Euta relação de conflito entre ou atoreu não é um fenômeno iuolado do cauo do CMS/SP. Diveruou eutudou realizadou no paíu uobre a dinâmica de funcionamento dou Conuelhou revelam que a relação polarizada entre Eutado e uociedade civil é uma realidade comum a váriou órgãou de participação inutitucionalizada (TATASIBA, 2002). Não há dúvidau de que a relação de conflito entre ou atoreu preuenteu no Conuelho prejudicava a qualidade dau reuniõeu deute órgão, reduzindo a pouuibilidade da conutrução ou da pactuação dau políticau municipaiu. Euta relação polarizada impactava, auuim, a capacidade de propouição do CMS/SP.
4.5. A FRAGILIDADE DO GOVERNO PARA PLANEJAR E AVALIAR A