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HMK Döneminde Delil Sözleşmesi Yoluyla İspat Hakkının

B. Delil Sözleşmesi Yoluyla İspat Hakkının Sınırlandırılması

2. HMK Döneminde Delil Sözleşmesi Yoluyla İspat Hakkının

Os quatro mecanismos de imersão definidos por Zukin e DiMaggio (DACIN,

VENTRESCA E BEAL, 1999) estão inter-relacionados e apresentam distintos

aspectos da ação econômica dos atores, onde a análise de um mecanismo revela

aspectos não denunciados por outros (HARDY, CURRIE e YE, 2005).

O mecanismo estrutural de imersão, ou imersão estrutural, corresponde à

perspectiva analítica de redes, que busca entender como a estrutura da rede afeta

as ações econômicas dos atores, destacando-se: tipo de laço (GRANOVETTER,

1973), qualidade dos relacionamentos (UZZI, 1997), posição dos atores na rede

(BURT, 1992).

De acordo com os Dacin, Vestresca e Beal (1999), existem duas formas

distintas de abordagem da estrutura social: (1) conceituação de estrutura social em

termos de laços inter-atores e relacionamentos diretos (2) a imersão tratada como

um constrangimento/restrição, que por um lado organiza a atividade econômica, por

outro introduz fatores sociais nas atividades de mercado.

O primeiro foco analisa os laços entre atores sociais (firmas ou indivíduos)

que resultam em uma variedade de arranjos de redes sociais, verificando os efeitos

da estrutura social sobre o comportamento da firma (aspectos da estrutura interna

e/ou externa de firmas ou outros atores organizacionais).

Partindo da perspectiva de imersão, os laços inter-atores residem em e ao

longo de fronteiras ou limites (DACIN, VENTRESCA e BEAL, 1999), onde a

atividade econômica não ocorre num vácuo social mas dentro de padrões de

relações econômicas e sociais. Os limites ao redor desses laços e as redes

resultantes servem para constranger bem como promover oportunidades para atores

interconectados.

Para Dacin, Vestresca e Beal (1999) o estudo de redes sociais tem tido um

papel central na abordagem de imersão social, destacando-se três focos: (1) o papel

de repetidas transações com os mesmos parceiros (Gulati, 1995), o que confere

confiança, (2) o conteúdo dos laços (Gulati, 1998; Uzzi, 1997) e (3) a estrutura dos

laços – como a estrutura social imediata de laços inter-atores facilita, constrange,

e/ou dá forma ao fluxo de atividades econômicas e de informação; onde a posição

ocupada por um ator na rede afeta as ações e oportunidades de um ator, assim

como os resultados.

A imersão cognitiva diz respeito à forma como as regularidades estruturais

do processo mental limitam o exercício da ação econômica, podendo identificar os

limites à racionalidade individual, bem como os limites à ação organizacional

coletiva, ou seja, afeta os níveis individual e coletivo (DACIN, VENTRESCA E BEAL,

1999).

O mecanismo cognitivo de imersão social analisa então como as

representações simbólicas e as estruturas de significado afetam o comportamento

de atores individuais e organizações, assim como sua interpretações e visões de

mundo. Neste sentido, são encontrados limites à racionalidade concebida na

economia clássica, ou limites ao exercício da racionalidade econômica impostos por

regulações estruturadas de processos mentais (ZUKIM E DIMAGGIO, 1990 apud

DACIN, VENTRESCA e BEAL, 1999).

Também são observadas fontes de enviezamento no processo de decisão

organizacional, na forma de escalação irracional de pessoas, excesso de confiança,

e uso de perspectivas e visões limitadas, onde categorias e sistemas de

classificação dão forma à ação organizacional.

Os processos sociais e coletivos de classificação e categorização que

suportam e constituem o significado da ação organizacional apontam fatores

normativos e afetivos que podem dar forma à estratégia organizacional.

Assim, podem ser analisados (DACIN, VENTRESCA e BEAL, 1999) os limites

cognitivos e efeitos sobre a identidade organizacional (Dutton e Dukerich, 1991);

como os gestores concebem a competição (Lant e Baum, 1995) e como a definição

e operação de práticas estratégicas são baseadas em concepções de controle

(Porac, Thomas, Wilson, Paton e Kanfer, 1995).

Quanto ao mecanismo de imersão política, analisam-se as assimetrias de

poder entre atores e entre estes e as instituições sociais, bem como a capacidade

de influência dos mesmos, considerando os laços com autoridades políticas e a

interferência do Estado, através de estruturas regulatórias, regras políticas, políticas

públicas e a definição de formas legais (DACIN, VENTRESCA e BEAL, 1999).

Neste sentido, analisa-se como as regras sociais de poder e distribuição de

recursos e oportunidades dá forma a relações interorganizacionais, bem como a

estratégias e resultados organizacionais, além da maneira como o Estado estrutura

o ambiente competitivo através de políticas públicas.

Pela alteração do contexto no qual os atores interagem, fatores políticos

podem potencialmente ter um enorme impacto sobre organizações e indústrias,

onde a ação organizacional sofre a influência de regras políticas e instituições, assim

como atores de poder na rede modelam os resultados organizacionais.

Dacin, Ventresca e Beal (1999) destacam que, embora as pesquisas sobre

imersão política tenham o foco nas pressões externas, a ação organizacional em

não conformidade com o ideal econômico pode estar relacionada a fatores políticos

tanto internos quanto externos.

Já a imersão cultural, corresponde aos entendimentos e significados

compartilhados que ganham forma para organizar atividades, estruturas, e

processos (DACIN, VENTRESCA e BEAL, 1999). Por exemplo, o entendimento

coletivo que dá forma a estratégias e regras organizacionais; ideologias que

prescrevem concepções de significado e os fins da ação individual; e sistemas de

regras que categorizam atores e sistemas de controle organizacional.

Neste sentido, as práticas culturais dão forma a sistemas de regras

organizacionais, imaginárias ou formalizadas, que constrangem ou habilitam as

ações. Ou seja, a cultura promove normas e convenções que constrangem a ação

dos atores.

Partindo desta perspectiva, regras culturais que partem de um significado

coletivo de valor para as entidades, e atividades construídas em esquemas amplos

dão forma a „instituições‟ (DACIN, VENTRESCA e BEAL, 1999), onde regras

culturais duradouras definem o significado e identidade de propósitos de

organizações e grupos de interesse.

Sendo assim, como destacam Dacin, Ventresca e Beal (1999) fatores

culturais devem ser considerados para compreender de maneira mais ampla as

ações estratégicas da organização (Goodstein, 1994), de onde tem-se duas visões:

(1) concepção de cultura como normas e valores (2) e como sistema de crenças e

lógicas em interface com esquemas cognitivos.

A aquiescência organizacional para influências culturais ou institucionais pode

gerar uma mudança voluntária submetida a processos racionais de decisão, sendo

que o escopo de considerações motivacionais, considerando fatores culturais,

constitui a diferença da economia clássica.

A maioria dos estudos de redes tem o foco na imersão estrutural dos atores,

sendo relevante a análise complementar dos demais mecanismos de imersão social.

Neste estudo, serão analisados os mecanismos estrutural e político de imersão

social, os quais são apresentados adiante de forma mais aprofundada.