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4. BULGULAR VE YORUM

4.5. Hipotezleri Test Etmeye Yönelik Regresyon Analizi

A cidade de Rio Claro, situada na região Central, está, atualmente, a cento e setenta e três quilômetros da cidade de São Paulo, destacando-se, desde tempos remotos, como uma das localidades mais proeminentes do interior paulista. Rio Claro, segundo Dean (1977, p. 15), “tinha sido teatro de transições importantes: do regime colonial para o de sesmarias, do império para a república (sua sede foi uma das primeiras a criar um diretório do Partido Republicano) e da escravatura para o trabalho livre”.

Na sequência, o pesquisador estrangeiro, acrescenta:

Seus fazendeiros encontravam-se entre os de maior influência na política provincial e mesmo nacional. Além disso, a sede municipal de Rio Claro, devido a circunstâncias geográficas, tornou-se um centro urbano de certo destaque, como centro ferroviário, industrial e de serviços, e sua economia serve de exemplo para a diversificação que viria a se tornar uma extraordinária característica do estado de São Paulo. (DEAN, 1977, p.15)

A referida cidade, a partir de meados do século XIX, mostrou-se bem próspera, sem que fossem anuladas, no entanto, as naturais diferenças vigentes em relação à capital do estado de São Paulo. Após o início do cultivo do café, em Rio Claro, e com a inauguração do ramal férreo, em 1876, ligando-a a Campinas, pôde-se sentir o acelerar do desenvolvimento, refletindo-se em melhoras na infra-estrutura urbana da cidade e intensificando-se a sua expressão econômica.

65 Informações extraídas, e adaptadas, de Gallota (2004) e Gallota; Porta (2004).

66 A maior parte das informações contidas neste texto foi extraída dos sites http://www.rioclaro.sp.gov.br, http://www.visiterioclaro.com.br e http://www.achetudoeregiao.com.br (Acessos em: 12 nov. 2009), devido

Quanto ao seu processo de ocupação, datado no início do século XVIII, no ano de 1718, sabe-se que ocorreu devido à descoberta de ouro na região de Mato Grosso. As suas terras, até então inaproveitadas e ermas, passaram a ser pouso de bandeirantes e aventureiros que atravessavam a Província de São Paulo em busca desse objeto valioso. Assim, esses primeiros habitantes, nas margens do Ribeirão Claro, acomodaram-se, estimulando o surgimento de um pequeno comércio que suprisse as necessidades primárias da região.

A partir das concessões de sesmarias, no começo do século XIX, deu-se o efetivo processo de ocupação da região, dirigindo-se ao local poderosos fazendeiros, acompanhados de agregados, escravos, força e dinheiro. Dentre os primeiros povoadores, destacaram-se: Manoel Paes de Arruda, Francisco Costa Alves, Antônio Paes de Barros e Nicolau Pereira de Campos Vergueiro.

Em meio às preocupações dos novos habitantes do local estava, também, a da formação de um patrimônio religioso. Assim, algumas terras foram doadas para a construção de uma capela dedicada a São João Batista. O povoado, então, recebeu o nome de São João Batista do Ribeirão Claro, sendo elevado à categoria de Capela Curada, com a nomeação do Padre Delfino da Silva Barbosa como o seu cura.

Posteriormente, com a transferência da imagem de São João Batista a uma nova capela, ainda inacabada, situada na região do Largo da Matriz, verificou-se, ao seu redor, o início de uma aglomeração de casas para moradias e para negócios.

Em 1832, de acordo com o Conselho Geral da Província, o povoado foi elevado à categoria de freguesia de Itu. Nesse mesmo ano, organizada pelos grandes proprietários rurais, fundou-se a Sociedade do Bem Comum – extinta quando os seus interesses foram de encontro aos do governo provincial –,

cujo objetivo era atuar como um governo local, enquanto se enviava á província uma petição para que incorporasse a área formalmente. A Sociedade decidiu onde seria o centro da vila, um ato político significativo, pois determinaria o custo do transporte para cada fazendeiro. Como o centro constituía um patrimônio, isto é, terra doada, a Sociedade arrogou-se o direito de dividi-lo em lotes e vendê- los. Os fundos foram usados para objetivos da administração local e para a construção da igreja. (DEAN, 1977, p. 36)

A Assembleia Provincial de São Paulo, em março de 1845, criou o Município de São João Batista do Rio Claro. O município, atento à necessidade da constituição de sua administração política, em novembro do mesmo ano, teve a sua Câmara empossada. Em 1857, o município foi emancipado, criando-se, no ano de 1859, a comarca de São João do Rio Claro. O nome Rio Claro foi aceito somente em 1905.

Quanto à agricultura desenvolvida na região, desde as primeiras décadas do século XIX, foram dois tipos de lavouras – a cana-de-açúcar e o café – que se mantiveram em destaque ao lado da atividade de pecuária, sempre contínua. No entanto, a valorização do povoado – projetando-se econômica e politicamente – se deu com a cultura cafeeira. De acordo com Dean (1977, p.154),

Em 1886, Rio Claro era o terceiro maior produtor de café da província. A derrubada de matas virgens e o plantio de novas árvores não se completara. Havia ainda 16153 hectares de floresta em 1905, mais de 10 por cento de sua área, ainda que parte da mesma pudesse ser constituída de capoeira. O apogeu da produção de café deu-se em 1901, quando 14824 toneladas foram colhidas, mas então Rio Claro já não se encontrava entre os dez principais municípios cafeeiros de São Paulo [...].

Devido à cafeicultura, até 1842, verificou-se a chegada de grande número de escravos para o trabalho nas fazendas e, por volta de 1850, representados por imigrantes europeus, houve a vinda de trabalhadores livres, acentuando-se mudanças nos costumes da população ali existente.

Os imigrantes alemães foram os pioneiros; em seguida, os italianos. Porém, tantas outras nacionalidades – imigrantes portugueses, espanhóis, árabes, austríacos, e outros – puderam contribuir com o desenvolvimento local.

Nos últimos anos do século XIX, em São João do Rio Claro, já se esboçava o início de um processo de industrialização, através da abertura de um número significativo de pequenas fábricas manufatureiras artesanais, instaladas por imigrantes acostumados a realizar tais trabalhos em seus países de origem. No entanto, começou-se a expansão industrial entre as décadas de 1930 e 1970, reforçada com a criação, em 1970, de um distrito industrial.

Ainda, cabe salientar que a cidade de Rio Claro foi a primeira da Província de São Paulo e a segunda do Império a receber energia elétrica, a partir de um contrato da Câmara Municipal com a firma Real e Portella. Anos depois, em 1895, representando o pioneirismo dos empresários locais, inaugurou-se a Usina Hidrelétrica Corumbataí, que passou a fornecer a energia para a cidade.

Assim, a partir dos fatos evidenciados, destaca-se, novamente, que, embora Rio Claro possua aspectos de uma cidade interiorana, já que o é, sempre se mostrou em contínua progressão.