• Sonuç bulunamadı

Ergonomi ve İşten Ayrılma Eğilimi İlişkis

1. KAVRAMSAL ÇERÇEVE

3.4. Araştırma Bulguları ve Bulguların Değerlendirilmes

3.4.3. Hipotez Test Sonuçları

pesquisa Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7 Mês 8 Mês 9 Pesquisa de opinião com alunos X X Pesquisa com professores e funcionários X X Tabulação do material coletado X X Lançamento do projeto X X Aprovação do projeto X Início das atividades com os alunos X X X Capacitação dos profissionais X X X Negociações e agendamento das visitas X X X Preparo dos alunos X X X X Realização da primeira visita experimental X Pesquisa de satisfação com alunos, professores e funcionários X Avaliação da primeira etapa do projeto. X

6.3 CONCLUSÃO

Ao fim deste estudo em que foram abordadas as possibilidades da educação patrimonial, retomamos uma citação de Fonseca (1997), anteriormente mencionada, onde a autora tratando dos processos de estabelecimento, valoração e preservação dos bens culturais, chama atenção para o fato de que essas referências contribuem, direta ou indiretamente, para o fortalecimento dos valores nacionais, pois se fundam em um sentimento de pertencimento a uma comunid ade ou nação (pág.32). Mas, pergunta Fonseca “de que forma pode-se construir um processo de identificação entre os povos e os bens patrimoniais, de tal modo que esses bens sejam a expressão da pluralidade cultural e social desse povo?” Ou, em outras palavr as, como o acervo cultural e patrimonial de uma comunidade pode ser representativo de seus valores se antes não houver, no próprio processo de constituição desse acervo, uma ampla participação dos diferentes sujeitos sociais na eleição/preservação desse pa trimônio?

O presente estudo defende a existência de parcerias educativas com vista a ampliar as relações entre instituições públicas educacionais e aquelas instaladas em bens tombados, desenvolvendo neles suas atividades, introduzindo educação patrimonial a fim de promover esses bens específicos junto aos alunos. Projetos culturais, envolvendo escolas públicas e instituições patrimoniais, podem significar uma estratégia de largo alcance, pois se espera que esses jovens estudantes se transformem

em agentes multiplicadores e atuem, como tal, nas suas escolas, famílias e comunidades.

Somente uma integração entre diversos setores da sociedade viabiliza a realização de projetos amplos, capazes de atender grande quantidade de jovens. Procurou-se mostrar que a formação de parcerias entre as instituições de preservação patrimonial e as que se dedicam ao exercício educacional em geral, como as universidades, escolas, centros educacionais etc., podem promover o conhecimento histórico específico sobre essas construções tombadas, além de contribuir para o desenvolvimento de um “sentimento de pertencimento nacional” mencionado por Fonseca (1997).

Ampliar a aproximação entre esse importante público jovem, os bens patrimoniais e seu entorno imediato, facilita um relacioname nto capaz de despertar a indispensável interação, necessária ao uso contínuo e gradativo dessas referências culturais.

Tradicionalmente o tombamento de um espaço público, pela sua importância histórica e simbólica, visa entre outros aspectos a constituição da memória nacional. Nesse contexto o papel do Estado tem se limitado à conservação/preservação e administração desses bens. Não incluindo um trabalho de relacionamento com a população que, sem um conhecimento maior, é excluída - ou assim se sentindo distancia- se dos mesmos, esquecendo-se de que se trata de bens públicos.

Grande parcela da população desconhece esses marcos culturais e seus valores históricos, embora políticas públicas ainda que tímidas sejam adotadas para mudar essa situação. Mais recentemente, entre outras

edificações, alguns museus, igrejas, fortes, foram restaurados e ganharam uma nova perspectiva, passando a promover projetos sociais.

O r e s g a t e d e m o n u m e n t o s q u a s e e s q u e c i d o s , a l i a d o a o d e s e n v o l v i m e n t o s o c i a l , d i n a m i z a e s s e s e s p a ç o s h i s tó r i c o s , e p o d e c o n t r i b u i r p a r a m u d a r a a t u a l s i t u a ç ã o s o c i a l d e j o v e n s c a r e n t e s

( B a r r e t o , 2 0 0 0 ) .

A tentativa de aproximar a população dos bens culturais revela a presença das desigualdades em diversos níveis: social, cultural, econômico, etc.. Apesar da educação formal deficitária e dos problemas daí decorrentes, os programas de incentivo ao acesso de grupos sociais e culturais distintos são uma boa iniciativa, pois despertam um interesse maior pelos bens públicos. Com a democratização desses espaços, pre tende- se aproximar a população das atividades culturais, possibilitando o conhecimento sobre a história nacional e seus marcos referenciais.

N o B r a s i l , a c u l t u r a e m p r o l d o s o c i a l p a r e c e f i n a l m e n t e t e r g a n h a d o o s c e n t r o s d e p o d e r e a s r u a s . A c a d a d i a , é po s s í v e l d e p a r a r-s e c o m i n i c i a t i v a s m o s t r a n d o a v i a b i l i d a d e e o s u c e s s o d e s t e t r a b a l h o . E m outros países, projetos semelhantes já são realizados há algum tempo. A união do patrimônio cultural com a educação tem-s e m o s t r a d o p o s i t i v a , p o i s s e v e r i f i c o u q u e a s o c i e d a d e c i v i l n e l a p a r t i c i p a a t i v a m e n t e . P r o g r a m a s d e d i v u l g a ç ã o c u l t u r a l e m c o m u n i d a d e s e escolas, entre outras atividades, são importantes, pois promovem e n c o n t r o s d e r e a l i d a d e s d i f e r e n t e s , d i m i n u i n d o d i s t â n c i a s s o c i a i s . ( M a g a l h ã e s , s / d ) .

O estudo re alizado procurou enfatizar o patrimônio como recurso pedagógico, defendendo que a formação de parcerias entre instituições existentes em bens tombados e escolas proporciona aos jovens assistidos pelo programa, o acesso à informação e o conhecimento do que é um bem público, ampliando suas noções da História do Brasil e dessas referências culturais tombadas.

Cabe destacar o surpreendente dado que aponta para a insuficiência de pesquisas de opinião com os alunos, ferramenta indispensável ao adequado atendiment o de suas demandas. Não somente restritas às investigações acerca dos seus interesses, essas pesquisas também abordariam suas expectativas e receptividade com relação aos projetos. Na medida em que se materializam os planos pedagógicos centrados na questão do patrimônio, a obtenção de dados estatísticos, capazes de revelar a eficiência dos trabalhos, é via de qualidade nos serviços educacionais prestados. Como apresentou a pesquisa, os funcionários se encontram completamente despreparados para dar orientação aos alunos e demais freqüentadores. Nesse contexto, como oferecer visitas ricas em conteúdo sem disponibilizar programas de aperfeiçoamento cultural aos funcionários e levantar pontos de interesse dos alunos? A pesquisa, como fonte de informações relevantes e norteadoras para o desenvolvimento dos projetos, é o principal instrumento capaz de beneficiar os programas de reformulação das políticas educacionais voltadas para o patrimônio.

Finalizando, a iniciativa privada ganha pela aquisição de uma positiva imagem pública de empresa socialmente responsável e também pelos incentivos fiscais como a Lei Rouanet (2002) e outros; os órgãos de preservação, por encontrarem parceiros interessados em investir recursos financeiros no patrimônio que, por sua vez, ganha uma maior visibilidade na mídia em geral obtendo mais recursos financeiros para sua manutenção e/ou outras necessidades. A comunidade, ela principalmente, tem garantida a preservação de seus marcos culturais e sua história. Além disso a

educação patrimonia l contribuirá ainda para criar uma cultura da memória que aproximará mais o patrimônio da coletividade social.

O estudo conclui, portanto, que as parcerias educativas e outras, podem dar sustentabilidade ao patrimônio, ao mesmo tempo em que desenvolvem na comunidade social uma cultura de preservação, que nasce da consciência de que esse patrimônio não é algo “morto” a nos falar de um passado construído por uma “elite econômica e social”. Ao contrário, se o patrimônio nos fala do passado o faz com perspectiva do futuro. Refletir de forma crítica sobre a sociedade que herdamos não deixa de ser um modo de lutar para que ela seja outra - mais democrática e justa.

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