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4. TÜRKİYE’DEKİ ENERJİ KAYNAKLARI

4.2. Türkiye’nin Yenilenebilir Enerji Kaynakları Potansiyeli

4.2.5. Hidrojen Enerjisi

Ao estudar se a competição no mercado de produtos afeta a estrutura de governança corporativa das companhias, implicitamente assume-se que as estruturas de mercado são relevantes para a tomada de decisão. Logo, os conhecimentos provenientes da área de estudos conhecida como OI são úteis para embasar a relação estudada, visto que, de acordo com Fontenele (1995, p.1), a OI destina-se ao estudo da forma como os mercados estão organizados, com o objetivo específico de compreender as formas de concorrência e os potenciais efeitos para a sociedade. De acordo com Tirole (1989), estudos envolvendo OI estão relacionados ao estudo do funcionamento dos mercados, um conceito central nos estudos de microeconomia. Ferguson e Ferguson (1994, p. 1) afirmam que OI é melhor definida como a aplicação da teoria microeconômica para analisar firmas, mercados e indústrias.

Quanto ao objetivo do campo de estudos, Scherer e Ross (1990, p. 2) afirmam que os estudos de OI buscam compreender a forma pela qual: i) o sistema de mercado dirige as atividades dos produtores ao encontro da demanda dos consumidores; ii) os motivos que levam o sistema a falhar; e, iii) o que pode ser feito para ajustá-lo, a fim de tornar o desempenho mais próximo a algum padrão pré-estabelecido.

Fontenele (1995, p. 1) explica que o marco teórico deste campo surgiu no final da década de 30 do século passado, por meio do trabalho do Professor Edward Mason. Segundo Tirole (1989), dois grandes momentos marcaram o desenvolvimento da OI. O primeiro está atrelado aos estudos de Joe Bain e Edward Mason, cuja abordagem era baseada em testes empíricos, com poucos desenvolvimentos de modelos analíticos. O segundo momento iniciou-se por volta de 1970. Ainda segundo Tirole (1989), três fatores determinaram essa segunda onda de

interesse. O primeiro fator refere-se à crescente insatisfação com as limitações da abordagem empírica para explicar estruturas de mercado com oligopólios. O segundo fator refere-se ao fato de que até aquele momento, poucos economistas teóricos haviam dedicado esforço na formulação de modelos para o campo de estudos, sendo que a partir de 1970 um elevado número de renomados teóricos passou a se interessar pelo desenvolvimento de modelos para a OI. O terceiro fator foi a aplicação do instrumental proveniente da teoria dos jogos não- cooperativos como metodologia dominante nas análises de interação estratégica entre firmas.

Fontenele (1995) coaduna com as idéias apresentadas por Tirole (1989), ao afirmar que os estudos de OI foram construídos, inicialmente, por um caminho alternativo ao da Microeconomia Neoclássica, todavia, valendo-se do instrumental teórico advindo da Teoria dos Jogos, as pesquisas contemporâneas voltaram a ter um grau de abstração bastante elevado quando comparado ao seu estágio inicial. Assim, as pesquisas de OI estão no mainstream das pesquisas em Economia. Outro fato que corrobora a visão de Tirole (1989) é o fato, em geral, os capítulos iniciais dos livros-texto de OI contrapõem os procedimentos metodológicos utilizados pela chamada “Organização Industrial Clássica” com a da “Nova Organização Industrial”. As obras de Ferguson (1992), Waldman e Jensen (1998), Carlton e Perloff (2000), Norman e La Manna (1992), Shy (1995), Ferguson e Ferguson (1994) e Davies et al. (1989) servem como exemplo.

Norman e La Manna (1992, p. 2) afirmam que a diferença fundamental entre o paradigma clássico empregado nos estudos de OI e a abordagem contemporânea é a consideração da dimensão estratégica na decisão das companhias. Segundo os autores, as firmas não apenas reagem às condições, mas também tentam levar em consideração as possíveis ações futuras de seus concorrentes. Assim, Norman e La Manna (1992, p. 3) apontam que “A Nova Organização Industrial” utiliza-se de modelos teóricos advindos da Teoria dos Jogos para analisar os problemas provenientes da complexa interação entre agentes econômicos. De acordo com Jacquemin (1987, p. 5), comparado com os estudos iniciais, as pesquisas recentes em OI passaram a incorporar diferentes ferramentas microeconômicas, como modelos de competição imperfeita e noções de Teoria dos Jogos, aumentando dessa forma o número de soluções para situações intermediárias entre competição perfeita e monopólio. Uma implicação imediata da aplicação desse novo ferramental às pesquisas sobre OI é dificuldade na realização de testes empíricos (NORMAN; LA MANNA, 1992, p. 4)

Em complemento, Waldman e Jensen (1998, p. 5) afirmam ser possível utilizar duas abordagens para estudar a OI. A primeira refere-se ao chamado paradigma ECD, que foi a primeira abordagem empírica desse ramo do conhecimento. A segunda é chamada de abordagem da “Escola de Chicago”. Economistas adeptos dessa opção metodológica contestam os resultados dos estudos que utilizaram o paradigma ECD como arcabouço teórico e propõem outras formas de analisar os problemas desse campo de estudo. Fontenele (1995) cita que a partir da década de 70, passou a ser posto em cheque os achados dos estudos baseados no paradigma ECD, principalmente por três principais “novas escolas” da OI: i) Teoria das Estruturas Eficientes; ii) Teoria dos Mercados Contestáveis; e iii) Teoria dos Jogos aplicada ao estudo dos Oligopólios.

Os conceitos apresentados ensejam que o campo de estudos da OI visa compreender a dinâmica dos mercados ou indústrias nos quais as firmas atuam, com o intuito de estudar as implicações dessa dinâmica sobre as decisões das companhias e os impactos disso para a sociedade como um todo. Não obstante o desenvolvimento de diversos estudos teóricos sobre o tema, vale ressaltar o caráter prático deste campo de estudo. Exemplo disto pode ser observado no Guia para Análise Econômica de Atos de Concentração Horizontal, aprovado em conjunto pela Secretária de Acompanhamento Econômico (SEAE) e Secretária de Direito Econômico (SDE), em 2001, cujo conteúdo possui diversos conceitos advindos das teorias de OI.

Em síntese, estudos que utilizam conceitos advindos da OI podem recorrer a diferentes opções metodológicas dentro dessa área de pesquisa. Na pesquisa, será utilizado o arcabouço teórico do chamado paradigma ECD, cujos principais conceitos são apresentados na seção ulterior, bem como as críticas feitas a tal abordagem. Tentar-se-á demonstrar que mesmo com diversas críticas, o paradigma é útil para o estabelecimento de potenciais relações entre variáveis em trabalhos empíricos.