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Hapisten Kaçması ve Tekrar Vezir Olması

7. SİYASİ VE İDARİ HAYATI

7.3. Hapisten Kaçması ve Tekrar Vezir Olması

O infográfico Jogadores da Copa16, infográfico 1, é uma visualização de dados gerados de uma pesquisa com o intuito de apontar a origem dos jogadores de futebol que participaram das Copas do Mundo de futebol, torneio internacional desse esporte, em 2010, 2006, 2002,

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Jornal O Estado de S. Paulo é o mais antigo dos jornais da cidade de São Paulo, estando ainda em circulação desde 1875. Em março de 2000 foi lançado o portal estadao.com.br, com informativo em tempo real, que possui publicação intensa de infográficos digitais.

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Mais informações ver em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estado-ganha-premio-inedito-de- infografia,697500,0.htm

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Para melhor compreensão das análises e funcionamento do infográfico digital Jogadores da Copa, acesse-o em http://www.estadao.com.br/especiais/onde-atuam-os-736-jogadores-da-copa-2010,107780.htm

1998 e 1994. É importante salientar que não se trata de nacionalidade, mas de origem do clube de futebol em que cada um dos jogadores participantes da Copa atua no momento em que não está jogando futebol por sua seleção do país natal.

O infográfico possui um gráfico para cada uma das Copas. Nele é possível visualizar duas informações principais. Primeira, saber de quantos países diferentes uma seleção recebe jogadores. Segunda, quantos jogadores e para quais seleções um país enviou jogadores que atuam nele para a Copa do Mundo.

Outras informações, não menos importantes, se localizam à margem dessas duas informações principais. Uma delas é a de que uma seleção pode inscrever 22 jogadores para participarem de uma Copa do Mundo, portanto, é possível saber de quais países vieram esses 22 jogadores de cada seleção. Mas, ao desejar saber quantos jogadores um país, através dos seus clubes, enviou para a Copa do Mundo, esse número é variável. Isso porque um país pode ter em seus clubes jogadores de diversas nacionalidades, entretanto, em um evento como a Copa, esses jogadores vão atuar em sua seleção de país natal.

Outro dado que o infográfico deseja mostrar é que o número de jogadores atuando fora de seu país de origem vem aumentando desde 1994. Isso está representado no gráfico pelos cruzamentos das linhas, mais intenso na Copa de 2010 do que nas outras. O cruzamento acontece porque os países europeus e suas seleções estão posicionados à direita do gráfico. Como recebem jogadores de futebol de diversos países e continentes, em decorrência dos altos salários pagos a esses atletas na Europa, esses países e seleções concentram os melhores jogadores. Dado o momento de esses jogadores estrangeiros, não europeus, no gráfico, se apresentarem a sua seleção de futebol de país natal, as linhas se cruzam, pois jogam na Europa, localizada à direita do gráfico, entretanto, na Copa, atuam por sua seleção de outro continente, localizada no centro ou à esquerda do gráfico.

Além dessas informações, o infográfico apresenta gráficos menores à margem desse maior. Um para indicar as Confederações continentais de futebol, outro para apresentar a porcentagem de jogadores, participantes da Copa em cada continente e um terceiro para indicar a quantidade de jogadores que atuam em clubes estrangeiros em cada um desses torneios. Informações verbais também são usadas para indicar nome de jogador, seu país natal, clube e país onde atua.

Figura 12: Infográfico 1 – Página inicial

Fonte: estadao.com

Processo menor encaixado ao maior pelas legendas-cores. Sua estrutura de processo é o analítico topográfico, que representa com precisão o espaço físico (continentes) do atributo (as Confederações de futebol desses continentes) (KRESS; VAN LEEUWEN, 1996, p. 99).

Outros gráficos de estrutura analítica espaço-temporal, porém menores, encaixados ao maior. Quantidade de jogadores por função no jogo de futebol e suas Confederações de futebol a que o clube em que joga pertence, representadas pelas cores.

infográfico. Sua estrutura de processo é o analítico espaço-temporal. As linhas são quase-vetores do processo narrativo ligam portadores a seus atributos (KRESS; VAN LEEUWEN, 1996, p. 101-102). Ao fixar o cursor na barra de bandeiras inferior, a bandeira se torna portadora e as bandeiras de cima, ligadas pelas linhas se tornam

atributos. Ao fixar em bandeira da barra superior, a relação se inverte.

Sua organização é centro, gráfico maior e principal na parte central e superior; e margem, gráficos menores abaixo e nas margens. As barras de bandeiras funcionam como framings que separam o gráfico principal dos demais. As cores são legendadas, cada qual representa uma Confederação de futebol.

Essa configuração sugere exposição de informações.

Título introdutório no modo verbal, herança dos infográficos impressos, tem a função de topicalizar a leitura. Gráfico que aponta a quantidade de jogadores que atua em seu país de origem.

Figura 13: Infográfico 1 – Outras páginas

Fonte: estadao.com

O infográfico possui esse menu horizontal cujas opções vão da última Copa do Mundo de Futebol em 2010 até a Copa do Mundo de 1994. Ao clicarmos nessas opções, mudam-se os gráficos principais. Essa estrutura é chamada de Classificacional mostrada múltiplos níveis (KRESS; VAN LEEUWENVAN LEEUWEN, 1996, p. 84). A classificação acontece com um subordinador, no caso o menu horizontal, e subordinados, no caso, os gráficos de cada Copa. É de múltiplo nível, porque apresenta diferentes subordinados com níveis de hierarquia diferentes, um gráfico para cada ano. A estrutura de composição de cada um deles é a mesma.

A diferenciação de cores das linhas mais a modalidade de padrão tecnológico formam imagens cuja representação necessita ser compreendida pelo leitor, diferentemente de imagens naturalísticas, que são conhecidas a priori pelo leitor.

No gráfico de 2002, as linhas estão mais cruzadas do que no gráfico de 1994.

O objetivo de apresentar muita informação em uma página apenas, já observado nos infográficos impressos (PAIVA, 2009a), está presente também nesse infográfico digital. Manovich (2011) é crítico dessa tendência. Segundo ele, as visualizações de informação seguem dois princípios, redução de dados e privilégio das variáveis espaciais. O primeiro princípio diz respeito à ação de reduzir informações para caber no espaço disponível, herdado do impresso, meio no qual as informações deveriam ser desenhadas para preencher páginas de livros, jornais ou revistas. O segundo, por sua vez, refere-se ao privilégio de escolha de topografias que representam o objeto visualizado e não todo o objeto. Manovich (2011) chega a propor um novo modo de visualizar informação que seria o de visualização direta ou visualização sem redução (MANOVICH, 2011, p. 158). Em vez de usar técnicas utilizadas no meio impresso por falta de espaço desse meio transpondo-as para o digital, a visualização direta criaria imagens integrais do objeto visualizado, utilizando as vantagens do armazenamento de informações do meio digital. Ele mesmo reconhece ser uma prática ainda incipiente, pois de modo geral predominam as visualizações que reduzem e abstraem as formas reais em topologias. De qualquer forma, a composição do infográfico Jogadores da

Copa só foi possível pelo uso de recursos do meio digital, caso contrário seriam necessárias

páginas impressas diferentes para veicular os cinco gráficos principais, um de cada Copa do Mundo, além das listas de jogadores em modo verbal que aparecem em cada fixação de bandeiras de países. Podemos afirmar que houve redução de informação, porém elas se encontram em páginas diversas habilitadas através do menu horizontal na parte superior do infográfico, sendo que as informações verbais aparecem somente quando são acionadas pelas bandeiras selecionadas com o cursor. Não podemos afirmar que houve excesso de infografia estetizante (CAIRO, 2008b), pois o uso de cores se justifica, os cruzamentos das linhas são gerados pelos dados e ao posicionarmos o cursor em alguma bandeira, aparecem apenas as linhas relacionadas a ela. Portanto, há privilégio da apresentação das informações sem abrir mão de uma construção de um gráfico atraente para o leitor. O padrão de modalidade das imagens é tecnológico, exigindo do leitor a compreensão do que as topologias representam, diferentemente do padrão naturalístico, em que o sujeito acessa nos primeiros olhares a representação de imagens de padrão fotográfico, isto é, representações mais próximas do real possível. Em relação aos processos de composição dos modos semióticos, trata-se também de um arranjo herdado dos infográficos impressos (PAIVA, 2009a), pois neles também predominam processos conceituais, seja analítico, seja classificacional, o que se deve ao fato de esses textos terem como objetivo expor informações sobre diversos assuntos. Quando muito, há processos narrativos justamente para narrar fatos históricos ou que encadeiam fatos

um após o outro como em uma linha do tempo. Portanto, o infográfico 1 é um tipo de infográfico bastante comum nas publicações como o jornal estadao.com do qual foi retirado e em outras publicações na Web. Nas figuras 14, 15, 16 e 17 a seguir, apresentamos e comentamos os recursos digitais desse infográfico.

Figura 14: Infográfico 1 – Recurso de seleção barra inferior

Fonte: estadao.com

Figura 15: Infográfico 1 – Recurso de seleção barra superior

Fonte: estadao.com

Fixação do cursor em bandeira da barra inferior faz surgir as informações verbais abaixo do gráfico principal. As informações verbais são os nomes e os clubes dos jogadores do país selecionado que foram para a Copa. Fixação do cursor em bandeira da barra superior faz surgir as informações verbais abaixo do gráfico principal. As informações verbais são os nomes dos jogadores, sua posição, nome do clube e bandeira do país onde ele joga pelo clube. Com cursor fixado em alguma bandeira de qualquer barra, o infográfico destaca apenas as linhas relacionadas a essa bandeira. A direção da informação orientada pela linha é debaixo para cima. Jogadores que jogam no Brasil, em informação verbal, que vão para a Copa do Mundo e por qual país. Em ambos os casos, seja posicionando o cursor em bandeiras na barra inferior ou superior, a direção da informação orientada pela linha é debaixo para cima. Aqui, temos os jogadores que jogam na Alemanha, informação no modo verbal, que vão para a Copa.

Surge também mais uma barra indicando a quantidade de jogadores daquela seleção que atua no exterior e no país de origem.

Países que recebem jogadores que atuam em clubes do Brasil.

Quanto mais espessa a linha, mais jogadores ela representa.

Figura 16: Infográfico 1 – Recurso de seleção mapa-múndi

Fonte: estadao.com

Figura 17: Infográfico 1 – Recurso de seleção Como funciona

Fonte: estadao.com

Além desses recursos, destacamos o menu horizontal com os anos das Copas do Mundo. Diante do exposto, sugerimos, no Quadro 3, oito habilidades com suas habilidades específicas para ler o infográfico 1, todas relacionadas as três habilidade complexas.

Cursor fixado no continente seleciona apenas as linhas relativas à Confederação do continente. Neste caso, as laranjas do gráfico principal, relativas à UEFA, Confederação de futebol da Europa. Indicação de que a barra superior se refere a seleções e a inferior a clubes. Há pouca saliência dessa informação em relação às demais do gráfico, o que pode prejudicar sua visibilidade pelo leitor. Ao fixar o cursor sobre o “Como funciona o gráfico”, aparecem balões explicando o funcionamento do gráfico. Também há pouca saliência, diminuindo sua visibilidade, além de ficar em zona de pouca atenção do leitor.

Descrição navegar-localizar relacionar-avaliar compreender-usar Habilidades específicas para o infográfico 1

Informações como número exato de jogadores, nomes dos clubes, nomes dos países desconhecidos pelas bandeiras estão disponíveis no modo verbal.

Localizar informação no modo verbal.

Fixar o cursor nas bandeiras da barra adequada e localizar a bandeira correta. Verificar se as bandeiras são ícones clicáveis.

Relacionar a bandeira ao nome do país. Avaliar as abas Clubes e Seleções e relacioná-las com a barra de bandeiras.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Há informações que são possíveis de serem localizadas no modo verbal e no visual.

Localizar informação no modo verbal ou no visual.

Fixar o cursor nas bandeiras da barra adequada e localizar a bandeira correta.

Relacionar a espessura da linha (visual) com a quantidade de jogadores (verbal).

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas. Há informações que precisam ser

comparadas devido ao alto número delas.

Localizar e

confrontar dados no verbal ou no visual.

Localizar a bandeira correta. Fixar o cursor nas bandeiras da barra adequada alternadamente, guardando suas posições.

Relacionar as informações verbais ou visuais surgidas após fixação em duas ou mais bandeiras.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Há informações que são identificadas mais facilmente no modo visual como nas escalas, cores etc. Identificar informação no visual (espessura e escalas de tamanhos das imagens)

Fixar o cursor nas bandeiras da barra adequada e localizar a bandeira correta.

Avaliar a largura das linhas e relacioná-las.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Algumas informações do visual são identificadas pela relação que estabelecem.

Identificar

informação no visual (relação entre as imagens),

Fixar o cursor nas bandeiras da barra adequada e localizar a bandeira correta.

Avaliar as relações estabelecidas entre as barras pelas linhas.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Algumas informações não estão explícitas no infográfico, por isso o leitor precisa inferi-las,

Inferir a partir de informações contidas no próprio

Não necessariamente, mas é possível fixar o cursor sobre o continente europeu no mapa-múndi para selecionar apenas as

Relacionar as bandeiras ligadas pelas linhas. Avaliar relação entre as bandeiras ligadas pelas

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

utilizando informações presentes no próprio texto.

infográfico. linhas laranja do gráfico principal. Fixar em bandeiras das quais partem linhas laranja para identificar os nomes dos países. Ou escanear toda a página.

linhas nas barras. Avaliar globalmente o gráfico principal.

As informações do infográfico estão distribuídas em processos maiores e menores. É preciso identificar também informações que estão nos menores, que geralmente não têm o mesmo destaque do maior. Relacionar partes e subpartes do infográfico (processos menores encaixados nos maiores).

É possível fixar o cursor sobre o continente europeu no mapa-múndi para selecionar apenas as linhas laranja do gráfico principal.

Relacionar informações entre partes do infográfico desde o processo maior que é o gráfico central até de processos menores. Relacionar e avaliar as cores presentes no infográfico.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Algumas informações não estão explícitas no infográfico, por isso o leitor precisa inferi-las, utilizando informações presentes no próprio texto mais o seu conhecimento prévio.

Inferir a partir das informações do infográfico mais o conhecimento de mundo.

Localizar o menu horizontal clicável. Relacionar informações de partes diversas do infográfico. Avaliar o comportamento das linhas. Relacionar essas informações com seu conhecimento prévio sobre futebol e Copa do Mundo.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas. Usar o conhecimento prévio. Após a leitura do infográfico, o

leitor pode opinar, criticar, posicionar-se sobre as informações do texto.

Opinar sobre o tema tratado no

infográfico.

Navegação livre. Relacionar as informações do

infográfico com as que ele já possuía. Avaliar as pertinência e utilidade das informações.

Demonstrar

compreensão do infográfico e usar as informações

Destacamos nesse momento que as habilidades complexas e específicas se relacionam numa matriz, entrelaçando-se. Por motivos didáticos e metodológicos, elas estão dispostas em linhas e colunas no Quadro 3, a fim de obtermos uma visão global delas e, até mesmo, para ser aplicado o teste de leitura com tarefas baseadas em cada uma dessas habilidades como será tratado no próximo capítulo. No entanto, no processamento da leitura do infográfico pelo leitor como ele ocorre realmente, não é possível prever que o processamento acontecerá tal como está no Quadro 3. Por se tratar de leitura, um fenômeno não diretamente observável, fizemos apenas uma projeção idealizada e controlada de como seria o processamento da leitura do infográfico digital. Entretanto, é perfeitamente natural que o leitor comece sua leitura por outra parte do infográfico. Em uma leitura real, sem o controle de um teste de leitura, ele pode, por exemplo, usar todas ou apenas algumas dessas habilidades, pelo fato de não precisar usar todas, pois já antecipou a sua compreensão ou ainda não usou determinada habilidade, porque não a tem desenvolvida ou não conseguiu desenvolvê-la até o final da leitura. Enfim, o leitor pode ou não precisar usar todas as suas habilidades, desde que avalie ser preciso ou não ter que fazer isso, influenciado pelas suas experiências de outros eventos de letramento de que participou no meio impresso ou no meio digital, pelos seus esquemas pré-concebidos e conhecimento prévio sobre o assunto.

O motivo de as habilidades específicas relacionadas à habilidade complexa de compreender-usar se repetirem no Quadro 3 se deve ao nosso entendimento, segundo o qual o leitor aprende a ler um texto, à medida que navega-localiza nele e relaciona-avalia suas informações. Portanto, acreditamos que, ao empreender uma habilidade, o leitor produz esquemas que o auxiliam a empreender outra habilidade na sequência da sua leitura.

Benzer Belgeler