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9. EDEBİ KİŞİLİĞİ

9.1. Şiiri

O infográfico 2, Tapuiassauro17, é uma visualização de informação, cujo design é feito a partir de imagens naturalísticas de dinossauros, embora sejam desenhos. É o que Kress e van Leeuwen (2006, p. 165-166) chamam de padrão naturalístico fotográfico, aquele que se aproxima mais da realidade, diferentemente do infográfico 1, que utiliza topografias na relação espacial de barras que formam um gráfico. O infográfico 2 é o que Manovich (2011) denomina

17

Para melhor compreensão das análises e funcionamento do infográfico digital Tapuiassauro, acesse-o em http://www.estadao.com.br/especiais/Tapuiassauro-o-novo-dinossauro-do-brasil,118436.htm

de outros designs feitos a partir de visualizações de imagens que provavelmente fazem parte do repertório do leitor. Para Hendersen e Ferreira (2004) é um infográfico cujo tópico global da cena é reconhecido de imediato pelo leitor.

É um infográfico que objetiva apresentar um novo fóssil de dinossauro chamado de

Tapuiassauro, descoberto no Brasil. Além disso, o infográfico 2 também expõe outras

informações tais como outros dinossauros encontrados no Brasil, a fossilização de um dinossauro e o passo-a-passo da Paleontologia para descobrir e estudar um fóssil.

Cada um desses temas está em uma página diferente, acessadas por abas em um menu horizontal na parte superior da página. Com isso, o infográfico 2 torna-se uma reportagem infográfica, ao veicular um conjunto de informações a partir da informação principal que é a descoberta do novo dinossauro. Valero Sancho (2000) chama atenção para esse tipo de prática de infografia existente desde o impresso. O infográfico impresso Che Guevara, apresentado anteriormente, é um exemplo de reportagem infográfica em revista impressa. Na primeira página, aba de nome Tapuiassauro, encontramos informações como a alimentação desse dinossauro, seu esqueleto formado com base nos fósseis encontrados, a comparação do tamanho dele com um ônibus e um elefante, uma imagem central naturalística de como seria esse dinossauro e marcas de mordidas em seu corpo, provenientes de ataques de dinossauros menores.

Na segunda página, aba de nome Dinossauros do Brasil, encontramos informações sobre os fósseis de dinossauros encontrados no Brasil e imagens desses dinossauros, dispostos de perfil, em um ângulo oblíquo, enfileirados em uma linha do tempo. Podemos obter informações de tamanho, ano de descoberta e idade de cada dinossauro e a comparação entre eles. Na terceira página, de nome A história de um fóssil, temos seis subpáginas, organizadas em um menu numérico horizontal. Cada uma das seis páginas contém uma imagem central acompanhada de legendas que narram e explicam como ocorre o processo de fossilização da morte do dinossauro até sua descoberta, transformado em fóssil. Na quarta página, de nome

Passo-a-passo, temos a explicação do trabalho do Paleontologista através de imagens

Figura 18: Infográfico 2 – Página 1 – aba Tapuiassauro

Fonte: estadao.com

Título introdutório no modo verbal, herança dos infográficos impressos, tem a função de topicalizar a leitura.

1-O infográfico possui esse menu horizontal. Cada aba clicável direciona para uma página.

2-Os títulos das abas topicalizam o assunto da página.

3- Essa estrutura é chamada de classificacional mostrada múltiplos níveis (KRESS; VAN LEEUWEN, 1996, p. 84). A classificação acontece com um subordinador, no caso o menu horizontal, e

subordinados, no caso, as páginas. É de múltiplo nível porque apresenta diferentes subordinados com níveis de hierarquia diferentes. É a mesma estrutura maior do infográfico 1.

Imagem central, formando a relação centro e margem, tendo a figura central do Tapuiassauro como portador e as informações na margem como

atributos. São atributos as circuladas em verde no sentido horário: legenda do mapeamento de campo, o croqui dos fósseis encontrados, a

comparação entre ônibus, elefante e Tapuiassauro , imagem da planta

acompanhada de legenda e legenda das marcas de mordida. Portanto, temos estrutura analítica exaustiva encaixada ao processo maior que é Classificacional. É exaustivo, porque representa exaustivamente osatributos do portador. (KRESS; VAN LEEUWEN, 1996, P. 95- 96)

Diferentemente das imagens do infográfico 1, as imagens do infográfico 2 possuem graus de saturação de cores e traços que as deixam no padrão naturalístico de imagem, bem próximo da fotografia, embora sejam desenhos. Nesse padrão, os leitores têm acesso direto ao que as imagens representam já nos primeiros olhares.

Figura 19: Infográfico 2 – Página 1 – aba Tapuiassauro

Fonte: estadao.com

Fixação do cursor na cabeça do Tapuiassauro faz surgir Quadro informativo que compara a cabeça do Tapuiassauro com a cabeça de um homem, além de texto verbal.

Trata-se de um novo atributo da estrutura analítica exaustiva. Os atributos estão juntos, mas retratados como partes separadas fazendo o compounded, como se fossem zooms de partes do portador (KRESS; VAN LEEUWEN, 1996, P. 97) .

Ao fixar o cursor sobre áreas do Tapuiassauro com legendas (pontos amarelos), o croqui ao lado seleciona apenas o osso no seu formato de fóssil para que o leitor entenda como se chegou à imagem do Tapuiassauro. Além disso, os pontos amarelos indicam mordidas no fóssil, que podem ter sido causa da morte. Também é uma estrutura analítica exaustiva compounded.

Figura 20: Infográfico 2 – Página 2 – aba Dinossauros do Brasil

Fonte: estadao.com

Posição central dos dinossauros. Interessa aqui a posição oblíqua deles e sem olhar de demanda para o expectador. Essa configuração sugere exposição. Acompanhado da linha do tempo na parte inferior, há sugestão de exposição dos dinossauros durante período da história. O Processo é analítico temporal, intermediário entre o narrativo e o analítico. Ocorre nas linhas do tempo, que sugerem dimensão temporal, o que sugere narração. Há análises graduais da

história “narrada”. O que é narrado é o portador e os estágios analisados desse

portador são os atributos.

Menu vertical habilitado na opção Descoberta, assim os dinossauros são enfileirados por ordem de descoberta. Já ao lado direito, a opção é por tamanho, mudando a disposição dos animais pelo tamanho. Assim também o é com a idade.

Ao fixar o cursor sobre um dos dinossauros, ele fica saliente em relação aos demais e informações sobre ele surgem como nome, altura e comprimento, alimentação e nome científico.

Atributo surgido com a fixação em um dinossauro. Indica estado do descobrimento e o ano.

O ponto na linha do tempo se movimenta de acordo com o dinossauro escolhido, indicando o período em que ele viveu.

Ao fixar o cursor no título “De onde vêm os nomes dos dinossauros?”, surgem

informações da etimologia dos nomes. Silhueta de um homem que serve para comparação com a altura dos dinossauros. Pouca saliência, o que dificulta sua visualização.

Figura 21: Infográfico 2 – Página 3 – aba A história de um fóssil

Fonte: estadao.com

Menu numérico de navegação para acessar às seis páginas da aba A história de um fóssil. Trata-se de um processo classificacional encaixado no processo maior também classificacional que são as abas do menu horizontal.

Setas para navegação direita e esquerda, alternativa ao menu numérico da parte superior da página.

Outro processo que ocorre nessas páginas é o analítico temporal, intermediário entre o narrativo e o analítico. As fases de transformação de um dinossauro em um fóssil são narradas, sem presenças de vetores, em fases temporais, divididas em seis páginas, juntamente com as legendas que as explicam.

Figura 22: Infográfico 2 – Página 3 – aba A história de um fóssil demais páginas

Figura 23: Infográfico 2 – Página 4 – aba Passo-a-passo

Fonte: estadao.com

O processo aqui também é classificacional, porém de nível único com portador, as ferramentas, e as legendas como atributos. Essa estrutura está encaixada à maior, que é formada pelas abas, também classificacional.

O único recurso digital nessa página são as

No infográfico 2, também encontramos uma configuração disposta para expor bastante informação. Os processos de classificação e análises, encaixados em um processo maior de classificação através das abas arranjam a informação no centro e na margem. Há, contudo um processo mais narrativo na página 3 da aba A história de um fóssil. Assim como no infográfico 1, no infográfico 2, essas estruturas são potencializadas pelo uso de recursos do meio digital, que tornaram possível, por exemplo, criar as quatro páginas, com opções de menu que organizam os atributos.

Notamos também a presença nos dois infográficos do recurso de salientar informação visual como destacar as linhas de bandeiras selecionadas nas barras no infográfico 1 e destacar o dinossauro que foi fixado com o cursor no infográfico 2. Obseravamos, no teste realizado nesta pesquisa, como esse recurso interfere no processamento da informação, pois, conforme McConkie e Currie (1996) já citados, a mudança nas imagens entre a sacada de uma fixação para a outra pode comprometer e dificultar o processamento. Acreditávamos que as habilidades empreendidas na leitura dos infográficos digitais, que reúnem habilidades complexas e específicas, contribuem para a compreensão das informações que dependem desse recurso de saliência, o que se confirmou com as análises dos dados do teste realizado na pesquisa como será apresentado no capítulo 4.

A seguir apresentamos as habilidades específicas para ler o infográfico 2 no quadro 4. Devido à nossa metodologia, as habilidades complexas são as mesmas para a leitura dos dois infográficos, porém as habilidades específicas para ler o infográfico 2 foram modificadas em relação ao infográfico 1, em decorrência da diferença de assunto entre os dois infográficos.

Os dois tipos de infográficos se assemelham em relação à estrutura, ao modo como tratam a informação e ao uso de recursos do meio digital. No entanto, diferenciam-se no tocante ao tipo de visualização: o infográfico 1 contém visualização de informações inéditas, de padrão tecnológico, e o infográfico 2 contém visualização de informações de padrão naturalístico, que, em grande parte, é conhecida dos leitores, como dinossauros e o ambiente das narrativas da terceira aba, A história de um fóssil. Essa diferença entre eles motivou sua escolha. Como os dois tipos de infográficos são características a serem estudadas por nós, precisamos de infográficos similares em todos os aspectos, menos no tipo de visualização.

Quadro 4 - Habilidades para leitura do infográfico 2

Descrição navegar-localizar relacionar-avaliar compreender-usar

Habilidades específicas para o infográfico 2 Informações como alimentação dos

dinossauros estão apenas no modo verbal.

Localizar informação no modo verbal.

Fixar o cursor nos ícones e imagens. Verificar se são itens clicáveis.

Relacionar a alimentação ao nome do dinossauro e a possíveis ícones e imagens que se relacionam com a informação da alimentação.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Há informações que são possíveis de serem localizadas no modo verbal e no visual.

Localizar informação no modo verbal ou no visual.

Fixar o cursor nas legendas e no corpo do dinossauro. Localizar legenda.

Relacionar legenda com informação visual e verbal. Relacionar legenda com a imagem que a acompanha.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Há informações que precisam ser comparadas devido ao alto número delas.

Localizar e

confrontar dados no verbal ou no visual.

Localizar e clicar em aba correta. Fixar o cursor nos dinossauros alternadamente, a fim de estabelecer comparações entre suas idades, ano de descoberta e tamanho, guardando suas posições. Localizar menu vertical no canto superior esquerdo.

Relacionar as informações verbais ou visuais surgidas após fixação em dois ou mais dinossauros.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Há informações que são identificadas mais facilmente no modo visual como nas escalas, cores etc. Identificar informação no visual (espessura e escalas de tamanhos das imagens)

Fixar o cursor nos dinossauros para comparar com outros e com silhueta do homem.

Avaliar o tamanho das imagens em comparações, relacionando-as.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Algumas informações do visual são identificadas pela relação que estabelecem.

Identificar informação no visual (relação entre as imagens)

Fixar o cursor nos dinossauros, localizar posição de mais antigo e recente na linha do tempo. Localizar menu vertical no canto superior esquerdo.

Relacionar dados da linha do tempo e avaliar com a posição dos dinossauros.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Algumas informações não estão explícitas no infográfico, por isso o leitor precisa inferi-las, utilizando informações presentes no próprio texto.

Inferir a partir de informações contidas no próprio infográfico.

Fixar o cursor nos dinossauros para movimentar o ponto da linha do tempo. Escanear toda a página.

Relacionar a posição dos dinossauros na linha do tempo com o seu tamanho. Avaliar a página globalmente, sobretudo o enfileiramento de dinossauros. Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

As informações do infográfico estão distribuídas em processos maiores e menores. É preciso identificar também informações que estão nos menores, que geralmente não têm o mesmo destaque do maior.

Relacionar partes e subpartes do infográfico (processos menores encaixados nos maiores).

Localizar e clicar em aba correta. Fixar o cursor em partes como a cabeça do Tapuiassauro para ativar informações complementares.

Relacionar informações entre partes do infográfico desde o processo maior que é a imagem central com processos menores.

Compreender e usar as informações nas próximas tarefas.

Algumas informações não estão explícitas no infográfico, por isso o leitor precisa inferi-las, utilizando informações presentes no próprio texto mais o seu conhecimento prévio.

Inferir a partir das informações do infográfico mais o conhecimento de mundo.

Localizar e clicar em aba correta. Localizar o menu horizontal em numérico clicável ou utilizar setas de navegação clicáveis.

Relacionar informações de partes diversas do infográfico. Avaliar as informações das legendas.

Relacionar essas

informações com seu conhecimento prévio sobre dinossauros e fósseis Compreender e usar as informações nas próximas tarefas. Usar o conhecimento prévio.

Após a leitura do infográfico, o leitor pode opinar, criticar, posicionar-se sobre as informações do texto.

Opinar sobre o tema tratado no

infográfico.

Navegação livre. Relacionar as informações do infográfico com as que ele já possuía. Avaliar as pertinência e utilidade das informações. Demonstrar compreensão do infográfico e usar as informações produzidas.

Benzer Belgeler