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BÖLÜM I GİRİŞ GİRİŞ

4.5. HÜKÜMLÜ KADINLARIN SALIVERİLME SONRASINA İLİŞKİN DUYGU VE DÜŞÜNCELERİ İLE İHTİYAÇ DUYULAN HİZMETLER VE

4.5.4. Hükümlü Kadınların Tahliye Sonrası İhtiyaç Duyacağını Düşündüğü/İhtiyaç Duyduğu Gereksinimler Duyduğu Gereksinimler

4.5.4.1. Hükümlü Kadınların Tahliye Sonrası Barınmayı Düşünme/Barınma Durumu

De acordo com o PNUMA, o foco, neste século, é fazer um investimento histórico que vise a criação de empregos verdes na cidade e no campo, a qual vai apoiar o esforço para combater a pobreza e proporcionar uma forma de minimizar a aceleração da degradação ambiental. Fala-se muito, nos últimos anos, sobre empregos verdes. Eles se apresentam como uma solução para as alterações climáticas, o desafio ambiental de nosso tempo, bem como um elemento chave de uma resposta à crise econômica que o mundo enfrenta hoje.

Mas o que são os empregos verdes? A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define empregos verdes como aqueles que reduzem o impacto ambiental de empreendimentos e setores econômicos, para a economia alcançar níveis sustentáveis. Eles ajudam a reduzir o consumo de energia, matérias-primas e água (por meio de estratégias de eficiência), frear a carbonização da economia (mediante a redução das emissões de gases de efeito estufa) e reduzir ou evitar completamente o influxo das externalidades negativas. Estes empregos também tem que oferecer salários justos, proteção social, condições de trabalho seguras e direitos para os trabalhadores. O benefício ambiental do desenvolvimento verdedos mercados traz resultados óbvios, porém as empresas se beneficiam de igual maneira, ganhando em competitividade por meio da redução do consumo de energia e matérias-primas, da mesma forma que os trabalhadores têm mais locais de trabalho estáveis e sustentáveis.

Calcula-se que aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas sofrerão escassez de água doce em 2025 e até 50 milhões de refugiados surgirão por causas ambientais. A crise na produção de alimentos está afetando, nos dias atuais, em torno de 180 milhões de pessoas, podendo atingir 600 milhões até o ano de 2080. As mudanças climáticas agravam ainda

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mais essa situação, sendo responsáveis por grandes perturbações decorrentes de eventos climáticos extremos: inundações capazes de pôr em perigo as vidas de milhões de pessoas vivendo em áreas costeiras e países insulares, cada vez maiores períodos de seca que podem prejudicar os setores econômicos vitais como a agricultura, turismo, produção industrial de certos produtos, além de gerar a indisponibilidade de recursos hídricos, e os furacões cada vez mais violentos são apenas alguns dos efeitos provocados pela degradação ambiental.

As mudanças climáticas e semelhantes problemas – contaminação da água, terra e ar, perda de biodiversidade ou esgotamento de recursos naturais, como a água potável e a terra agrícola fértil – configuram uma grave ameaça para o desenvolvimento econômico e o bem-estar da humanidade. Por outro lado, no mundo existe a possibilidade de retornos anuais de cem a duzentos por cento dos investimentos em eficiência energética que ainda não foram captados. Para Hawken et al.(1999), as medidas relativas ao aperfeiçoamento de veículos, fábricas, edifícios e à utilização de materiais de fibras e água podem economizar, nos EUA, até um trilhão de dólares por ano. Tais ganhos de eficiência ainda não foram realizados, mas se apresentam, em tese, altamente rentáveis, visto que o volume dos resíduos nos EUA pode constituir até um quarto do seu PIB. Contrariamente, nos países em desenvolvimento, o rápido crescimento dos fundos de investimento, em parte financiados por indústrias de seguros de modo a evitar as mudanças climáticas, favorece o avanço de processos relacionados com a eficiênciada energia solar, o que representa um novo mercado de 2 bilhões de dólares.

Os empregos verdes representam parte da solução para estas crises. Existem milhares de empregos verdes, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos, e o potencial de seu crescimento é enorme. Trata-se de viabilizar oportunidades para a criação de empregos em novos setores (por exemplo, na construção de novos sistemas de controle de poluição ou eficiência energética) e a substituição de materiais atualmente usados (por exemplo, a troca de combustíveis fósseis por fontes de energia renovável). Os desafios do século XXI estão focados na prevenção das alterações climáticas e na promoção do desenvolvimento sustentável. Hoje, mais de 1,3 bilhão de pessoas se encontram abaixo da linha da pobreza. Foi a partir dessa informação que a OIT no Brasil emitiu uma cartilha sobre empregos verdes. Somente na área de energia renovável, a OIT estima o número de empregos em 20 milhões até 2030. O cenário atual é de 2,5 milhões de empregos, dos quais o Brasil responde por algo em torno de 730.000 empregos na área de produção da energia hidrelétrica e biomassa.

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Empresas inovadoras envolvidas no desenvolvimento de tecnologias limpas e empresas capazes de diversificar suas atividades em indústrias sustentáveis são mais propensas a ter sucesso na transição. O mercado global de produtos e serviços ambientais vai dobrar até 2020, alcançando 2,74 bilhões de dólares. Nesse contexto, o Green New

Deal, uma analogia do New Deal que o presidente Roosevelt aprovou como resposta à crise

de 1929, é uma utopia possível: propostas de resgate da economia da União Européia e dos EUA incluem parte dessa filosofia ambientalista. Rayment et al. (2009) afirmam que o Green

New Deal representa um conjunto de opções que pode ser adaptado nos diferentes países,

a saber: a) definir um preço para o carbono - um quadro legislativo apoiado nos preços pode incluir o aumento dos impostos sobre o carbono e outros gases que provocam o efeito estufa, alto o suficiente para causar um queda drástica nas emissões; b) alocação de investimentos públicos em P & D, educação e inovação. A mudança para economias de baixo carbono exige ampla experiência, por exemplo, na engenharia; c) redução e eliminação de subsídios perversos. Há um risco de que os subsídios prejudiquem elementos do PNB, tais como subsídios agrícolas que bloqueiam formas de agricultura sustentável e subsídios aos combustíveis fósseis, que inibem a decolagem de energias renováveis; d) estabelecer impostos e incentivos. Impostos na “medida certa”. Um sistema de subsídios, impostos, e regulamentos podem ajudar a internalizar os efeitos externos e incentivar um comportamento responsável; e) estímulo fiscal setorial; f) melhorar a legislação nacional e reduzir os conflitos: guerra fiscal; e g) reforma da política internacional - este aspecto é crucial para permitir apoiar as iniciativas nacionais.