Üçüncü Bölüm
3.4. GRUPLAR ARASI KARŞILAŞTIRMALAR
Através da análise de agrupamento (Figura 72), assim como na ACP, os pontos foram separados em três grupos, de acordo com os diferentes graus de impactos.
No grupo A, fica evidente, pelos valores médios, que foram agrupados os pontos menos impactados. A correlação mais forte, isto é de menor distância euclidiana, ocorre entre os quatro principais pontos localizados na extremidade de cada microbacia (P1 – Sangradouro do Porangabussu, P7 – Sangradouro da Lagoa do Opaia, P10 e P11 – Nascente e Confluência do Parque Rio Branco, respectivamente) com os três que integram o exutório da sub-bacia B1 Figura 72 - Dendograma dos pontos de amostragem distribuídos ao longo da sub-bacia B1 correspondente a todo o período monitorado.
Fonte: Do Autor. Fonte: Do Autor.
160 (P12 – Exutório do Canal da Eduardo Girão, P13 – Exutório do Canal da Aguanambi e P14 – Exutório da sub-bacia B1).
As lagoas (P1 e P7), por serem os ecossistemas urbanos de maior capacidade aquícola e terem como principal característica a água com movimento lento (ambiente lêntico), conseguem amortizar a intensidade dos impactos ocorridos que, muitas vezes, poderiam ser catastróficos. Devido a isso, durante todo o monitoramento são classificadas como eutrofizadas. Os dois pontos que se localizam dentro do Parque (P10 e 11) são os mais preservados da sub-bacia B1, apesar de não atenderem a legislação para alguns parâmetros. Os pontos 12, 13 e 14, apesar de somarem todos os impactos que as microbacias absorvem, demonstram que no final do seu percurso ocorre a autodepuração das principais variáveis. No entanto isso, ainda não é suficiente para que os parâmetros estejam de acordo com a legislação vigente, visto que esses ecossistemas são submetidos a aporte contínuo.
Ainda nesse grupo, numa distância maior ocorre correlação entre os pontos 2, 9 e 12. Esses pontos têm em comum a presença de sais dissolvidos, como foi evidenciado na CP2.
O grupo B mostra que os pontos sofrem impacto de natureza intermediária. Os pontos 4, 5 e 6 estão localizadas em áreas bastante próximas e, praticamente, com o mesmo tipo de ocupação. Por serem ambientes lóticos e possuírem baixa vazão, os impactos não conseguem ser amortecidos como no grupo A. De acordo com os dados obtidos para cada parâmetro, é observado que os valores médios para esses pontos são intermediários.
O grupo C é o que possui características mais diferentes, pois se correlaciona com os grupos A e B numa distância de 25, enquanto que os grupos A e B se correlacionam numa distância de 5. É composto apenas pelo ponto 2. De acordo com os valores médios, é o que
possui o maior teor de DQO, DBO5, N-NH3T, PT e CTT (262mg/L; 155mg/L; 10,482mg/L;
1,658mg/L e 1,37E+106 , respectivamente), o menor teor de OD (0,5 mg/L) e a relação média
DQO/DBO5 é igual a 1,7. Desse modo, é o ponto que sofre maior impacto e sua característica
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6 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
A sub-bacia B1, integrante da bacia hidrográfica do rio Cocó, está localizada na zona urbana de Fortaleza. Quanto ao seu uso e ocupação destacam-se: residências, frigoríficos, padarias, supermercados, escolas, faculdades, hospitais, postos de gasolina, oficinas mecânicas, lava-jatos, entre outros, os quais ocupam a APP, desrespeitando a legislação vigente.
A qualidade da água da sub-bacia B1 sofre influência direta do regime hidrológico. É evidenciado, no início das chuvas, que a qualidade da água dos ecossistemas urbanos piora devido à disposição inadequada de resíduos às suas margens, que são carreados para o seu interior. Com o tempo, persistindo elevados índices pluviométricos, ocorre a diluição, com a redução das variáveis físicas, químicas e biológicas.
As variáveis físicas, químicas e biológicas mostram que todos os corpos hídricos que compõem a sub-bacia encontram-se em processo de poluição avançada. Diversos parâmetros excedem os padrões estabelecidos pelo CONAMA 357 para classe 2. Isso é devido ao aporte contínuo de poluentes, através das entradas pontuais e difusas, colocando-os em constante processo de degradação, impedindo o processo de autodepuração.
Com base nos dois IET’s (Toledo Jr. e Lamparelli) aplicados nas duas lagoas (Opaia e Porangabussu), conclui-se que ambas encontram-se classificadas como eutróficas e hipereutróficas, respectivamente, durante todo o período monitorado. Mesmo com as chuvas atípicas no período monitorado, apresentando índices pluviométricos acima da média, o caráter diluidor ocasionado pelas chuvas não conseguiu amenizar o grau de eutrofização.
A toxicidade aguda foi evidenciada apenas no período chuvoso, o que pode ser devido ao carreamento de compostos tóxicos pelas chuvas e/ou revolvimento dos sedimentos solubilizando novamente esses compostos na coluna d’água. Durante o período de estiagem, alguns pontos apresentaram apenas indícios de toxicidade. Nos pontos P7, P10, P13 e P14 não se observaram indícios de toxicidade em nenhum mês monitorado.
O fitoplâncton apresentou, pela análise qualitativa, grande diversidade nos dois períodos. A classe Clorophyceae foi a que apresentou maior diversidade. No entanto, na análise quantitativa, as Cyanobacterias lideraram, tendo a densidade sido superior ao limite legal para águas de classe 2 durante todo o período monitorado. A dominância de
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Cyanobacterias em águas de classe 2 é preocupante, visto que permite o contato primário e a
maioria das espécies presentes liberam toxinas, representando uma ameaça constante.
É necessário que a população e órgãos da PMF entendam a grande importância desses ecossistemas urbanos, pois, além de serem zonas de amortecimento de cheias, compõem o cenário da cidade, influem no microclima, funcionam como áreas de lazer e recreação, além do caráter econômico que exercem para a população de baixa renda, a qual realiza pesca para fins de subsistência.
Para recuperar esses corpos hídricos, é necessário que: seja realizada a limpeza da área; haver a desocupação das APP’s; criação de corredores ecológicos; melhorar a cobertura do sistema de esgotamento sanitário; fiscalizar e punir fontes poluidoras; criar programas de educação ambiental a fim de capacitar a população sobre temas essenciais, tais como, preservação, conservação, uso sustentável, entre outros. Além disso, é necessário que existam recursos na PMF para subsidiar estudos para fins de recuperação.
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