BÖLÜM 3: SOSYAL BĐLGĐLER DERS KĐTAPLARI VE
3.2 Fertlerde Gerçekleşmesi Đstenen ve Đstenmeyen Davranışlar
3.2.3. Geçmişini Öğrenmek
No âmbito desta pesquisa, almejamos compreender alguns aspectos que circundam a prática da argumentação em aulas investigativas. Para isso, a fim de nortear a nossa investigação e busca de resultados que possam contribuir para a área de educação em ciências, colocamos, ainda no capítulo 1, a seguinte questão: Quais ações tomadas pelo professor promovem o surgimento e
desenvolvimento da argumentação pelos estudantes no contexto do ensino por investigação?
Responder a essa questão exige não só a organização das ideias ofertadas por diferentes pesquisadores, mas também a adoção e utilização de ferramentas metodológicas adequadas para investigação dos processos argumentativos que podem ocorrer em sala de aula, especificamente, em aulas pautadas nas características do ensino por investigação que é a preocupação premente deste trabalho.
É relevante destacar que, apesar de nosso objetivo compreender quais são e como se desenvolvem as ações tomadas por um professor que promover argumentação, devemos também dedicar esforços para construir entendimento sobre a capacidade de os estudantes elaborarem argumentos. Sendo assim, para alcançarmos resultados de maior proficuidade consideramos que são duas as
principais variáveis que despontam em nosso estudo: (1) quais são os argumentos elaborados pelos estudantes e (2) como ocorreu o processo pelo qual estes argumentos foram construídos.
Pesquisas que dedicam esforços para mapear, compreender e fazer inferências sobre uso e a promoção da argumentação em sala de aula, bem como sua contribuição para o aprendizado dos estudantes, utilizam de diferentes ferramentas metodológicas para coletar e analisar seus dados, geralmente oriundos de situações empíricas de sala de aula.
Há uma vasta gama de metodologias utilizadas para se obter resultados provenientes desses tipos de dados. Todavia, mesmo diante dessa diversidade de estratégias metodológicas que podem ser encontrada na literatura, há tempos que o principal referencial utilizado pelos trabalhos relacionados à argumentação no ensino de ciências é a obra Os Usos do Argumento de Stephen E. Toulmin (1958/2006).
Toulmin foi um filósofo e sua obra, publicada pela primeira vez em 1958, foi elaborada com o intuito de discutir e compreender se há e quais são os modos apropriados de criticar e avaliar uma determinada asserção.
Com relação a essa asserção propriamente dita, o autor destaca que:
Qualquer que seja a natureza da asserção específica (...) sempre se pode, em cada caso, contestar a asserção e pedir que se preste atenção aos fundamentos em que a asserção se baseia (suporte, dados, fatos evidências, indícios, considerações, traços) dos quais dependem os méritos da asserção. (TOULMIN, 2006, p. 16)
Diante do exposto podemos inferir que, devido ao fato de toda asserção ser contestável, faz-se necessária a elaboração de argumentos, denominados pelo autor como “justificatórios”, que dão validade aos posicionamentos que são proferidos por um indivíduo. É sobre esses argumentos, ditos justificatórios, e suas características que toda a obra de Toulmin é centrada, pois, conforme menciona, “podemos produzir argumentos justificatórios de muitos tipos (...)” (p. 19).
A proposição de Toulmin é feita com base no pressuposto de que, fora do contexto da lógica formal, os argumentos não podem ser enquadrados em formas semelhantes as do silogismo aristotélico que indica que toda afirmação válida é gerada com base em uma conclusão que advém da ligação entre premissas
menores e premissas maiores. Diante disso, o autor se dispõe a verificar e caracterizar elementos que podem ser comuns a todos os tipos de argumentos.
É partindo dessas conjecturas que Toulmin elabora o seu layout dos argumentos que consiste em um padrão estrutural no qual um argumento pode ser enquadrado. Esse seu modelo, conhecido na literatura como Padrão de Argumento de Toulmin (TAP, abreviação de Toulmin’s Argument Pattern, termo oriundo do idioma inglês), entre benefícios e facilidades metodológicas de pesquisa, permite que seja feita conferência de maior ou menor validade às alegações que são proferidas ao longo de um processo de argumentação e ilustra a natureza dos argumentos à luz de seis elementos complexos interligados entre si: dado (D), conclusão (C), garantia (W), apoio (B), qualificador (Q) e refutador (R).4
Como dito, Toulmin inicia sua proposição destacando que no processo de argumentação toda asserção proferida defende uma alegação. Fatos que apoiam esta alegação são os dados que, por sua vez, são subsídios que suportam uma conclusão.
É valido mencionar que a conclusão, no sentido estabelecido pelo autor, não possui um caráter finalizado, como é comumente interpretado em nosso idioma. Este elemento carrega o papel de alegação ou afirmação que compõe a asserção que está sendo apresentada. Nesse momento, com intuito de minimizar eventuais polissemias, ressaltamos que a trataremos como uma afirmação ou alegação apresentada publicamente para a aceitação ou contestação de uma determinada audiência.
Com relação ao argumento como um todo, quando estruturado de acordo com seu modelo, Toulmin expõe que:
Para haver um argumento é preciso apresentar dados de algum tipo; uma conclusão pura, sem quaisquer dados apresentados em seu apoio, não é um argumento. Mas o apoio das garantias que invocamos não tem de ser explicitado, pelo menos para começar; as garantias podem ser aceitas sem desafio, e seu apoio pode ser deixado subentendido. (2006, p.152)
Frente a essa declaração, torna-se evidente que, para ele, a garantia possui um papel fundamental em um argumento. O valor da garantia reside no
4 Os valores apresentados entre os sinais gráficos “( )” representam abreviações dos
termos precedentes e correspondem a primeira letra de palavras correlatas no idioma inglês.
fato de que este é um elemento que permite compreender de que modo o dado e a conclusão se relacionam. As garantias são caracterizadas como “(...) regras, princípios, licenças de inferência ou o que quisermos, desde que não sejam novos itens de informação” (p. 141). São elas que autorizam a passagem dos dados à conclusão e, devido as suas várias formas possíveis, “(...) podem conferir diferentes graus de força às conclusões que justificam” (p. 144).
Devido ao seu caráter justificatório, muitas vezes apenas a presença de uma garantia possibilita que se obtenha um argumento, dito, satisfatório, como destaca o próprio autor:
Uma vez que se empregue a garantia correta, qualquer argumento pode ser apresentado na forma ‘dados; garantia; logo, conclusão’, e, portanto, com a garantia correta qualquer argumento torna-se formalmente válido. Ou seja, se se escolhem as palavras adequadas, qualquer argumento pode ser expressado de tal modo que sua validade seja evidente simplesmente por sua forma; (...) (p. 171)
No entanto, como nem sempre as garantias proferidas são suficientes para tornar um argumento válido ou aceito, Toulmin considera e incorpora outros três componentes em seu modelo estrutural.
O apoio (ou conhecimento básico, conforme descrito em alguns trabalhos nacionais) que representa generalizações de explicações. É usado em casos particulares da elaboração de um argumento e está associado diretamente às garantias a quem conferem maior força e autoridade.
O refutador, ou condição de exceção, é um elemento que, em oposição ao apoio, “(...) indica circunstâncias nas quais se tem de deixar de lado a autoridade geral da garantia” (p.145), ou seja, faz com que a garantia perca força. São eles, os refutadores, que geralmente contestam diferentes suposições criadas pelas garantias e expressam situações e contextos em que o argumento não pode ser tomado como válido.
Preocupado em descrever casos em que dado, conclusão, garantia e apoio não são suficientes para tornar um argumento válido a depender da forma que o refutador se relaciona a esses elementos, Toulmin ainda propõe a existência de um último componente, denominado qualificador. São os qualificadores que indicam e explicitam a força conferida pela garantia à conclusão e, grosso modo, podem ser compreendidos como um advérbio que dá aval à alegação obtida ou,
nas palavras do próprio autor, representa a “força que a garantia empresta a conclusão” (p. 153).
Figura 3.1 – Estrutura de um argumento conforme proposto por Toulmin (2006, p. 150).
A interconexão entre D, C, W, B, R e Q pode configurar um argumento, na sua forma mais completa, representado na forma de um diagrama como o da Figura 3.1, que é frequentemente encontrado na literatura.
Dado as SEIs como o contexto de nossa pesquisa e as discussões realizadas nas seções anteriores, acreditamos que usar o Padrão de Argumento de Toulmin como uma ferramenta metodológica para análise de possíveis argumentos proferidos pelos estudantes incorreria em resultados bastante profícuos.
Julgamos importante destacar nesse ponto que utilizaremos o modelo de Toulmin de duas formas distintas: 1) Para procurar argumentos construídos pelos alunos em uma determinada situação de investigação; e 2) para qualificar o argumento que se almeja atingir como objetivo de uma aula, considerando suas particularidades.
A escolha por essas formas de utilização do TAP é decorrente da frequente forma como um argumento é encontrado nas falas dos alunos. Em uma investigação realizada em sala de aula, notamos ser frequente o aparecimento de argumentos que são menores (mais sucintos, mas não necessariamente com menor qualidade) e restritos a uma determinada situação de investigação. No entanto, no que diz respeito ao objetivo da aula e das conclusões que se almeja que os alunos construam sobre o objeto de investigação, também há argumentos maiores, que se refere aos objetivos que o professor quer atingir ao longo da aula.
D assim, Q, C já que W por conta de B a menos que R