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2.5 ISO 22000:2005 Standart Maddeleri 2.6.1 Giriş

2.6.4 Gıda Güvenliği Yönetim Sistem

concorda-se na existência de dois momentos distintos da luta, um até a aprovação do projeto do regime e outro a partir dessa aprovação”.393

É antecipado, assim, o resultado da votação do projeto do governo, que só ocorrerá dois meses depois (22 de agosto) A estratégia imediata traçada é a seguinte: 394 ampliar a luta através da retomada da ofensiva e da radicalização; e colá-la ao movimento popular, único meio de debelar o risco de isolamento. É este o referencial para ampla campanha nacional, com material unificado, cujo eixo é a denúncia do “caráter odioso“ da anistia parcial. A sua mobilização - que deve ser permanente no período entre a divulgação do projeto de anistia parcial e a sua votação no Congresso - se dará em torno de quatro questões: liberdade para todos os presos políticos, volta de todos os exilados, reintegração dos trabalhadores demitidos por motivos políticos e esclarecimento da situação dos mortos e desaparecidos.

Quanto ao discurso a ser adotado, vai haver atenção especial para o esclarecimento do que

foi a luta armada e a rejeição de termos como terroristas e crimes de sangue para designar os guerrilheiros e suas ações, remetendo-os para a denúncia dos crimes da ditadura militar e do terrorismo de Estado. Diz o Manifesto à Nação aprovado no Encontro, principal peça de divulgação da campanha pela Anistia Ampla Geral e Irrestrita:

“(...)Anuncia-se que a anistia do governo excluirá opositores do regime. Um regime que processou, condenou, exilou, baniu, cassou, demitiu, perseguiu, torturou e matou, não tem legitimidade para excluir quem quer que seja. A oposição contra a ditadura implantada em 1964, quaisquer que tenham sido as formas de luta, não pode ser considerada crime, mas sim, o direito de todo o povo na defesa de seus interesses, por melhores condições de vida e por liberdades políticas. 55 presos ainda estão nos cárceres, 122 opositores estão desaparecidos, 200 mortos em decorrência de torturas e dos choques com as forças repressivas. São 4 877 cassados. 10 000 exilados.

Crime de sangue quem cometeu foi a própria ditadura. Torturando e matando. Crime contra a humanidade é submeter o povo ao violento arrocho salarial e retirar-lhe todos os canais de participação. (...)”395

3 9 3 Id. ibid., p.3; Relatório do 3o Encontro Nacional dos Movimentos de Anistia, p.2 e 3. 3 9 4 Id. ibid., p.3.

3 9 5 “Manifesto à Nação, Rio de Janeiro, 17 de junho de 1979, seguem as assinaturas das 37 entidades específicas de anistia e das três entidades nacionais presentes no 3o Encontro,

E no documento “Subsídios para discussão sobre quem são os terroristas no Brasil”, do CBA-MG:

“Para se entender porque lutamos pela ANISTIA AMPLA GERAL E IRRESTRITA implica em Ter uma concepção correta do que é o terrorismo e a quem interessa. Terrorismo político é a agressão deliberada a uma população civil não combatente, desarmada, com o objetivo de lhe arrancar pelo medo, colaboração ou neutralidade. Procura o pavor indiscriminado, onde a agressão ao não combatente deixa de ser um risco indesejado para ser o alvo em mira. Nesse sentido historicamente o uso to terror como instrumento político alcança escala máxima por parte dos poderes constituídos. (...) No Brasil terroristas têm sido pessoas e/ou organizações que através da violência física ou psicológica tentam intimidar e coagis aqueles que procuram transformar a realidade no sentido de uma sociedade onde realmente predominam as liberdades democráticas. Terroristas são os que jogam bombas em jornais da imprensa independente, nas entidades estudantis, na ABI, OAB, MFPA, nas igrejas, seqüestram bispos e militantes políticos.(...) Mais ainda, estas mãos que seqüestram e jogam bombas são as que torturam.”.396

A intensificação da luta se dará em três frentes: a popularização da bandeira e a participação dos movimentos pela anistia nas lutas populares; o estreitamento das relações com os parlamentares a partir do fornecimento de subsídios e monitoramento; e o aprofundamento das discussões jurídicas das teses sobre anistia, objetivando atuação unitária dos advogados dos presos políticos para agilizar sua libertação. Como forma de mobilização ficam marcados o dia 27 de junho como Dia Nacional de Luta, a caravana a Brasília no dia da votação, composta pelo conjunto dos setores envolvidos na luta pela anistia, um encontro nacional extraordinário a ser realizado em São Paulo no primeiro fim de semana posterior à divulgação do projeto do governo e um Encontro Nacional dos Atingidos a ser realizado em agosto.

São listadas ainda as tarefas de “médio prazo”, previstas para depois da aprovação da anistia parcial, todas elas determinadas pelo entendimento de que a luta pela anistia está ligada à luta

pelo fim da ditadura militar e pelas liberdades democráticas: 397 convocação de um Congresso Nacional pela Anistia Ampla Geral e Irrestrita para o final de 1979; intensificação da campanha pelos excluídos da anistia do regime – presos, exilados, mortos e desaparecidos; intensificação da campanha contra a legislação de exceção e pelo desmantelamento do aparelho repressivo, com ênfase na responsabilização jurídica dos torturadores; incremento da vinculação da luta pela anistia às demais lutas populares.

A grande divergência que surge na discussão das “tarefas de médio prazo” é a introdução da Assembléia Constituinte como medida que “garantiria o princípio básico de qualquer anistia, que é o princípio de lutar”, proposta defendida sobretudo por setores do Movimento Feminino pela Anistia, refutada com veemência a partir da seguinte argumentação:

“É absurdo colocar a Constituinte para garantir a Anistia. A necessidade é ampliar a luta pela Anistia, vinculando-a às lutas dos trabalhadores, visando estabelecer a hegemonia dos trabalhadores na luta pelo fim da ditadura militar. A Constituinte é errada, pois, na atual correlação de forças, ela é uma saída fác il para a própria ditadura.”398

A polêmica não é resolvida no encontro: recomenda-se que a discussão seja encaminhada mais amplamente nas bases para posterior tomada de posição no próximo Congresso Nacional pela Anistia Ampla Geral e Irrestrita. Parece, no entanto, prevalecer a tendência à rejeição de propostas que tenham o parlamento - o espaço instituído - como locus privilegiado de atuação.

A principal discussão do 3o Encontro Nacional dos Movimentos de Anistia é o ítem b.3 do temário proposto: “Anistia parcial e projeto de lei”.399 Decide- se que o anteprojeto de decreto legislativo de Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, elaborado por um grupo de juristas e militares cassados do Rio de Janeiro e apresentado pelo CBA deste estado, seria incorporado pelo movimento como contraproposta de caráter substitutivo ao projeto da ditadura militar. Os CBAs devem se mobilizar para conferir àquela peça o caráter de documento unitário da oposição, discutindo-o em todas as instâncias, com as mais diversas entidades, transformando-o em instrumento de mobilização popular permanente e de organização efetiva do Conselho Consultivo de