ALEVĠLĠK SORUNU VE ALEVĠLERĠN ALTERNATĠF TELEVĠZYON YAYINLAR
1.ALEVĠLER: TARĠHSEL VE TOPLUMSAL ARKA PLAN
1.5. Günümüzde Alevilerin Sorunları
Feminino; 91: 83% Masculino; 19: 17% Masculino Feminino
Os dados obtidos, através do gráfico 4, nos chamam a atenção pela diferença entre número de homens e mulheres que optam por fazer Moda. Entre os nossos entrevistados, os homens constituem uma minoria (17% homens contra 83% de mulheres). E isso se verifica, observamos, também em relação ao corpo docente e à coordenação. Tal fato é reflexo, acreditamos, de os cursos de Moda serem identificados, pelos brasileiros, como uma profissão ligada à atividade das costureiras: “Acho que sou a única pessoa que não tem uma tia crocheteira !!!”, afirmou o estilista J.Pig, em entrevista para nossa pesquisa, realizada por e-mail no dia 08/05/2007.
Todavia, apesar de ser a Moda, no Brasil, a porta de entrada ao trabalho para muitas mulheres (JOFFILY,1989), a categoria masculina ainda continua tendo, a nosso ver, maior visibilidade no campo da criação de Moda (DURAND (1988), LAVER (1996), LIPOVETSKY (1989), WILSON (1985)).
Como exemplo indicativo, podemos citar, entre as 37 marcas de Moda que apresentaram suas coleções para o inverno de 2007, no SPFW, 24 são de criadores do sexo masculino, para 13 marcas assinadas por mulheres, embora a maioria das coleções (34), foram voltadas para o público feminino.
O que nos leva a pensar que a Moda ainda é controlada por um universo masculino (do mercado, da indústria, dos estilistas renomados). Às estilistas, cabem outros campos de atuação, considerados mais femininos (e também menos remunerados), como os como os de consultoria de Moda e imagem51.
51A profissão de consultoria de Moda foi criada na França, em 1952. Inicialmente, foi uma profissão exercida exclusivamente por mulheres das classes mais abastadas. A consultoria de Moda atua, basicamente, como um “radar” e mente em busca do que está em voga, mantendo-se em contato com a empresa, que adaptará suas idéias, com realismo, aos produtos fabricados em série (RICARD,1989). Hoje, portando uma bagagem cultural advinda de seu meio social e acadêmico, além de desenvolver coleções, os consultores de Moda atuam na prestação de serviços no sentido de manter as confecções e seus funcionários treinados para o atendimento ao consumidor. É uma consultoria diretamente voltada para o setor comercial da empresa e lida com previsões de vendas, imagem da marca e fidelização do cliente. Atuando como intermediários culturais, os consultores de Moda também prestam assessoria individualizada a clientes, “orientando-os” a combinar roupas de acordo com seu tipo físico e estilo de vida. É o que se chama personal stylist (SIMÕES, 1999).
Gráfico 5:
Fonte: Dados Primários (2004-2006).
O gráfico de número 5 indica a renda familiar dos graduandos. Tais números nos permitem afirmar que a maioria dos graduandos/graduados pertencem às classes média baixa e média. Esses dados parecem refletir o fato de os alunos serem provenientes de instituições particulares, em sua maioria, além de o Curso de Moda requerer certos investimentos em material (papéis, tintas, tecidos, lápis) que apresentam um custo elevado; dificultando o acesso das classes mais baixas ao mesmo. Além disso, o próprio fato de “fazer Moda” indica seu aspecto distintivo. Tais aspectos irão refletir, acreditamos, no investimento em outras línguas (gráfico 6) e nos hobbies dos graduandos (gráfico 7):
RENDA FAMILIAR DOS GRADUANDOS (nº de entrevistados)
01 2 18 45 27 11 4 2 menos de um salário mínimo de 1 a 2 salários mínimos de 2 a 3 salários mínimos de 3 a 5 salários mínimos de 5 a 10 salários mínimos de 10 a 15 slários mínimos de 15 a 20 salários mínimos 20 a 30 salários mínimos mais de 30 salários mínimos
Gráfico 6:
Fonte: Dados Primários (2004-2006).
Fonte: Dados Primários (2004-2006).
Fonte: Dados Primários (2004-2006).
O gráfico 6 aponta que a maioria dos nossos entrevistados têm o inglês (36%) como segunda língua, seguido do espanhol (16%). O francês foi citado somente por 9% dos entrevistados. É um dado que nos chama atenção, se pensarmos que, para o profissional de Moda, o entendimento da língua francesa é fundamental, uma vez que a maioria dos termos relacionados à Moda são grifados em francês. Mas como o inglês parece ser a “língua oficial” do mundo globalizado, a escolha por essa língua justifica-se, principalmente se pensarmos naqueles estilistas que trabalham com o sistema CAD/CAM, desenvolvido em inglês.
CONHECIMENTO/DOMÍNIO DE OUTROS IDIOMAS
Espanhol: 18- 16% Inglês: 39- 36% Francês: 10- 9% Italiano: 7- 6% Ainda estou cursando: 24- 22% Não domino e não estou cursando: 12- 11% Inglês Espanhol Francês Italiano
Ainda estou cursando Não domino e não estou cursando
Gráfico 7:
Fonte: Dados Primários (2004-2006).
Os dados do gráfico 7 mostram-nos os principais hobbies dos graduandos. De acordo com os dados fornecidos por esse gráfico, a Internet figura no topo das escolhas (27%), seguida da ida a bares e restaurantes (22%) e das atividades culturais (20% indicaram ida ao cinema) e 8% teatro, atividades, supomos, típicas de jovens da classe média. A prática de esportes também foi mencionada, mais do que a leitura de livros e revistas, atividades imprescindíveis para os estudantes desse curso. Neste gráfico, são representados pela categoria outros (5%).
HOBBIES DOS GRADUANDOS (principais respostas)
Assistir TV: 15- 14% Ir ao teatro: 9- 8% Ir ao cinema: 22- 20% Conectar-se à Internet: 27- 24% Ir à bares, boates, restaurantes: 24- 22% Praticar esportes: 8- 7% Outros: 5- 5% Ir ao cinema Ir ao teatro Assistir TV Conectar-se à Internet Ir à bares, boates, restaurantes Praticar esportes Outros
Gráfico 8:
Fonte: Dados Primários (2004-2006).
O gráfico nº 8 indica a relação dos parentes do entrevistado com a área de Moda. Como podemos observar, muitos alunos/estilistas são filhos de costureiras (34%) e donos de loja (26%) o que pode em certo sentido, justificar o fato de seguir carreira na mesma área que os pais.
Nasci em uma família onde quase todas as mulheres da minha linhagem materna estiveram de alguma forma ligadas à construção de tecidos, roupas e bordados. A minha referência mais próxima é de uma tia, irmã da minha mãe, que é costureira. Eu fui sua boneca preferida, construída através de vestidinhos de sonho. Cresci, portanto, em meio a linhas, cones e tecidos que mais tarde se transformaram em paixão (Irlany Donde, estilista, em depoimento para esta pesquisa, realizado no dia 03/03/2007).
Minha tia tem uma fábrica de lingerie, onde ela cria os modelos e desenvolve as modelagens. Atualmente eu trabalho com ela no setor de criação e estamos estudando a produção de catálogos, onde eu ficarei responsável pela produção (Natália, estudante de Moda, em depoimento para esta pesquisa, obtido no dia 15/09/2005).
Também 17% dos nossos entrevistados não têm nenhuma relação familiar com a Moda. Então, quais seriam as motivações destes indivíduos?