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2. İKTİSADİ EKOLLERİN PARA POLİTİKASI YAKLAŞIMLARI

3.3. Finansal Serbestleşmenin Para Politikası Strateji Tercihler

1.2.2. Finansal Serbestleşme Öncelikli Dönem (1989 Sonrası Dönem)

1.2.2.4. Finansal Serbestleşmenin Makro Ekonomik

A Região Administrativa de Marília, localizada no centro-oeste do estado de São Paulo, é composta por quatro Regiões de Governo (Marília, Assis, Ourinhos e Tupã) que englobam 51 municípios25 (Mapa 526

), ocupando aproximadamente 7,5% do território paulista.

A RA de Marília teve seu desenvolvimento fortemente baseado na cafeicultura, sobretudo os municípios da porção sul da região devido à integração dessa área à economia paulista por meio da Estrada de Ferro Sorocabana (SÃO PAULO, 2007a). Paralelamente à produção de café, nas primeiras décadas do século XX outras lavouras se destacaram, tais como o arroz, o feijão e o milho.

De acordo com a Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo (2007), o município de Marília tornou-se o principal centro regional devido à sua privilegiada localização e à extensa malha rodoviária, sendo que a Região Administrativa como um todo possui rede urbana diversificada e territorialmente distribuída.

A economia da região foi fortemente abalada pela crise de 1929 e pela queda dos preços do café, sendo que os produtores do setor foram seriamente atingidos, o que fez despontar novas culturas como alternativa de desenvolvimento econômico, dentre as quais, a cana-de-açúcar (SELANI, 2005).

25 Os 51 municípios que compõem a Região Administrativa de Marília são: Álvaro de Carvalho,

Alvinlândia, Arco Íris, Assis, Bastos, Bernardino de Campos, Borá, Campos Novos Paulista, Cândido Mota, Canitar, Chavantes, Cruzália, Echaporã, Espírito Santo do Turvo, Fernão, Florínia, Gália, Garça, Herculândia, Iacri, Ibirarema, Ipaussu, João Ramalho, Júlio Mesquita, Lupércio, Lutécia, Maracaí, Marília, Ocauçu, Óleo, Oriente, Oscar Bressane, Ourinhos, Palmital, Paraguaçu Paulista, Parapuã, Pedrinhas Paulista, Platina, Pompéia, Quatá, Queiroz, Quintana, Ribeirão do Sul, Rinópolis, Salto Grande, Santa Cruz do Rio Pardo, São Pedro do Turvo, Tarumã, Timburi, Tupã e Vera Cruz.

26 No mapa, os municípios em destaque (nomeados) são aqueles que possuem uma ou mais

A partir daquele momento, ocorreu uma diversificação na produção agrícola regional, a qual passou a agregar, sobretudo nos municípios mais ao sul, lavouras de cana-de-açúcar, mandioca, trigo, amendoim, soja e fruticultura, além da pecuária e da avicultura. Em meados da década de 1940 teve início na região a produção de algodão. Dessa forma, nota-se que a estrutura produtiva da região era, e continuar a ser, caracterizada por forte perfil agroindustrial.

A partir da década de 1950, a economia da região entrou em crise. Naquele momento, a industrialização paulista alcançava um estágio mais avançado e a RA de Marília não conseguiu acompanhar esse processo (SÃO PAULO, 2007b). Entre as décadas de 1950 e 1970, a agricultura paulista intensificou seu processo de capitalização, transferindo ainda mais algumas funções primárias para estados como Paraná, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais (CANO, 2007). Paralelamente a isso, a diversificação agrícola da RA de Marília foi cedendo lugar à agricultura intensiva para a produção de soja e trigo, especialmente nas Regiões de Governo de Assis e Ourinhos.

Na década de 1970, o complexo agroindustrial brasileiro já se encontrava consolidado. Nesse período, em que ocorreu a integração entre os capitais dos setores agrícola e industrial, a agricultura passou a depender fortemente da indústria produtora de insumos para o setor, como reflexo das transformações nas bases técnicas da produção agrícola que vinham ocorrendo desde a década de 1950 (DELGADO, 1985; MAZZALI, 2000).

A partir da década de 1980, a cana-de-açúcar ganhou grande expressão na RA de Marília, mais precisamente em municípios das Regiões de Governo de Assis e Ourinhos, seguindo a tendência de outras regiões do estado, uma vez que naquele momento já havia se tornado o principal produtor de açúcar e álcool do país. Em estudo da Secretaria de Economia e Planejamento de São Paulo (2007) foi mostrado que a produção de cana-de-açúcar tem se acentuado ao longo dos últimos anos, sendo que

A mecanização da colheita vem se difundindo e, atualmente, são realizados aprimoramentos tecnológicos, tanto nas máquinas, através do melhoramento do sistema de corte, quanto na adequação do processo produtivo agrícola ao equipamento, através de mudanças nos espaçamentos ou na seleção de variedades (SÃO PAULO, 2007a, p.5).

Apesar dessa expansão verificada nas lavouras de cana-de-açúcar, o estudo destaca que na maior parte dos municípios verifica-se o predomínio de agroindústrias de diversas naturezas, como processadoras de mandioca, de beneficiamento de cereais, de processamento de madeiras, de bebidas alcoólicas e de fios de seda, além da forte concentração de indústrias de alimentos, as quais utilizam alguns dos processados por aquelas agroindústrias. Atualmente, a região possui importante participação na produção estadual de cana-de-açúcar, carne bovina e ovos.

Podem ser destacados alguns ramos industriais na RA de Marília, como a indústria alimentícia, que é bastante forte no município-sede com fábricas de doces e biscoitos. Além dessa, a dinâmica econômica regional é bastante influenciada por indústrias de máquinas e implementos agrícolas, têxteis, de papel e papelão, de minerais não-metálicos e de materiais de construção, além do arranjo produtivo local de eletroeletrônicos voltados à segurança, localizado no município de Garça. Outra importante fonte de geração de riqueza, decorrente do alto valor agregado, são as usinas hidrelétricas Chavantes, Canoas I, Canoas II e Lucas Nogueira Garcez, que juntas são responsáveis por 6% da geração de energia elétrica do estado (SÃO PAULO, 2007b).

Merecem destaque, ainda, importantes centros universitários localizados nos municípios de Assis, Marília, Ourinhos e Tupã, com unidades da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e nos municípios de Garça, Marília e Ourinhos, que abrigam Faculdades de Tecnologia (FATEC), com cursos de graduação e de tecnologia, além de faculdades e universidades particulares nestes e em outros municípios da região.

Assim, nota-se que a RA de Marília dispõe de grande variedade de setores industriais, infra-estrutura logística (rodovias, ferrovia, hidrovia), mão-de-obra qualificada, e importantes centros de pesquisa, além de contar com um setor de serviços bastante diversificado e com um comércio suficientemente estruturado para responder à demanda regional.