3. BÖLÜM
3.2. Finansal Entegrasyonun Avantajları ve Dezavantajları
direto com o usuário e com o espaço construído. No Brasil, as características climáticas são estudadas por diversas áreas, como a geografia física e as ciências agrárias (MENDONÇA e MONTEIRO, 2003). É desejável, no entanto, que o clima brasileiro tenha estudos aprofundados no que tange o seu impacto no ambiente construído, o que reflete esta demanda, sobretudo nas áreas de arquitetura e urbanismo, ou seja, adquira uma
dimensão bioclimática. Nesse sentido, em relação aos seus aspectos bioclimáticos, numa relação mais direta ao usuário do espaço construído, foi desenvolvida uma metodologia que subdividiu o Brasil em oito zonas bioclimática. Esses métodos partiram de pesquisas precursoras (SILVA, SATTLER e LAMBERTS, 1995) até a utilização das cartas bioclimática de Givoni e a elaboração de diretrizes construtivas para a promoção do conforto passivo das edificações. Estes estudos culminaram na Norma de Desempenho de Edificações: NBR 15.220 (ABNT, 2004).
3.2.1 Zoneamento Bioclimático Brasileiro (ZBB)
A NBR 15.220 representa o único método de zoneamento para o Brasil que é normatizado pela ABNT (ABNT, 2004). A norma foca-se especificamente em diretrizes gerais para habitação de interesse social, e ainda não contempla uma análise pormenorizada no território, uma vez que apresenta o território brasileiro dividido em 8 zonas, o que distancia-se bastante das propostas internacionais nas quais se busca um maior detalhamento das característica ambientais e climáticas do território na busca de um zoneamento que promova a produção mais eficiente do espaço. Diante disso, alguns estudos mais recentes abordam a necessidade de uma revisão na norma brasileira (RORIZ, 2012).
MAPA ABORDAGEM
Escala macroclimática. Subdivisão climática associada aos biomas brasileiros. Trata da compreensão climática para o estudo dos fenômenos associados aos fatores climáticos globais.
Quadro 5– Mapa e abordagem do mapa climático brasileiro. Fonte: INMET, 2009
MAPA ABORDAGEM
Escala bioclimática. Desenvolvimento de diretrizes para edifícios, mais especificamente para Habitação de Interesse Social. Tem vinculação às estratégias de conforto térmico.
Quadro 6 – Mapa e abordagem do Zoneamento Bioclimático Brasileiro. Fonte: ABNT, 2004
Conforme abordado, o zoneamento bioclimático brasileiro tem foco no desempenho térmico das edificações, e, de modo mais específico, dá diretrizes construtivas para habitações unifamiliares de interesse social. Diante desta limitação, discute-se a necessidade premente de um zoneamento bioclimático urbano voltado para a produção qualificada da escala intraurbana, que incorpore o meio ambiente, seu potencial energético e suas características climáticas pormenorizadas.
Ao comparar-se os dois mapas, percebem-se diferentes distribuições espaciais, o primeiro advindo do macroclima do Brasil, regido pelos fatores climáticos globais e o segundo concebido a partir de coletas de dados climáticos de estações climatológicas, que também produziu um mapa insensível às questões da microescala urbana (Quadro 5 e Quadro 6).
O objetivo desta comparação entre os dois mapas de abordagem climática no Brasil é esclarecer que com a escala em que são tratados esses dados não se consegue visualizar a caracterização climática das cidades propriamente ditas, ou seja, a influência direta dos fatores climáticos locais na composição desses microclimas. Dessa forma, o ponto de vista climático dos mapas ainda é geográfico, ou seja, mapeando, mesmo que de forma cada vez mais pormenorizada, as características ou condições de clima de uma dada cidade.
3.2.2 Proposta de revisão do ZBB
Quanto à proposta de revisão do zoneamento bioclimático brasileiro, o Prof. Maurício Roriz coordena um grupo de pesquisadores na Associação Nacional de Tecnologia no Ambiente Construído (ANTAC) cujo objetivo é aperfeiçoar os métodos de cálculo para a reformulação das fórmulas geradoras dos agrupamentos de cidades por semelhança de comportamento bioclimático.
A grande maioria dos dados climáticos registrados no Brasil trazem inúmeras lacunas e não apresentam a qualidade mínima desejável para o presente estudo. Cabe citar, como exemplo, as próprias Normais Climatológicas do período 1961-1990, que, mesmo após serem revistas pelo INMET, ainda suscitam dúvidas sobre sua plena confiabilidade (RORIZ, 2012).
A NBR 15.220 apresenta uma limitação metodológica, que fica evidenciada mais claramente em estados brasileiros que englobam mais de uma das zonas mapeadas. Esta eficiência é discutida pelos pesquisadores Rocha, Assis e Gonçalves (2009), em Minas Gerais. No Estado, discutem um novo zoneamento climático por não haver concordância com o ZBB proposto e a realidade climática vivenciada nas diversas cidades (830 municípios) do Estado, os pesquisadores sugeriram uma revisão na norma a partir de nova coleta de dados. Esta nova coleta de dados foi feita a partir de estações meteorológicas distribuídas em vários pontos do território do estado.
Neste sentido, a proposta de revisão no que tange a classificação para a cidade de Brasília, classifica a cidade de Planaltina de modo similar à cidade de Brasília, ambas da
zona bioclimática 4. Dessa forma, vê-se que não há grandes diferenças climáticas no contexto do Distrito Federal.
MAPA ABORDAGEM
Mapa de revisão do zoneamento bioclimático brasileiro. Amplia o número de estações de coleta de dados e mantém o foco climático no macroclima. Preserva o objetivo de analisar a escala do edifício no desenvolvimento de diretrizes para Habitação de Interesse Social. Tem vinculação às estratégias de conforto para edificações, por meio da análise de Graus-Hora de frio (GhF) e Graus-hora de calor (GhC).
Figura 14 – Mapa e abordagem da proposta de revisão do zoneamento bioclimático brasileiro
Fonte: RORIZ (2012, p. 12)
No caso específico do DF, a presença de áreas montanhosas e corpos d´água evidenciam situações bioclimáticas diferenciadas. No entanto, a revisão do zoneamento proposta por Roriz (2012) não contempla estas nuances bioclimática do DF enquanto diferentes arranjos urbanos, embora possua três pontos de coletas de dados em situações extremas, um a norte (Planaltina), outro no centro (Brasília) e outro a sul (Gama). Dentre todos, apenas o localizado em Brasília há dados apropriados para a composição das normais climatológicas.