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4.9. FAALĠYET TABANLI MALĠYETLEME YÖNTEMĠNĠN

4.9.1. Faaliyetlerin Belirlenmesi

As entrevistas aos alunos foram realizadas no dia 25 de maio de 2014, já depois do estágio pedagógico ter terminado.

Foi solicitado ao professor cooperante de HGP que fosse possível realizar as mesmas durante o tempo da sua aula, numa sala à parte. Cada entrevista foi realizada em separado, estando o aluno na aula e indo realizar a entrevista quando era a sua vez.

5.1.1. Análise da entrevista ao aluno T.

O aluno T. foi um dos alunos que teve um maior número de respostas certas, por essa razão pretendia saber qual a sua vivência em relação à BD e o seu gosto pela mesma.

Com a entrevista (transcrição no apêndice 7) deu para perceber que este aluno já tinha um gosto anterior no que diz respeito à banda desenhada, para além de costumar ler livros de BD, demonstrou o seu interesse em relação também a esta banda desenhada, ao ter dito que em casa também tinha indo ler a BD que lhe tinha sido entregue.

De referir a dificuldade expressa pelo aluno em relação à dificuldade que algumas questões lhe levantavam, podendo ser uma questão de pouca clareza em algumas delas.

Salientar também o facto de neste caso o trabalho a pares, pelo que foi afirmado, ter funcionado bem, tendo havido uma cooperação entre ambos para realizarem o trabalho, o que pode ter sido também uma das razões para a prestação muito positiva em relação às respostas no guião.

5.1.2. Análise da entrevista ao aluno M.

(Transcrição da entrevista no apêndice 8)

Este aluno foi dos que sentiu mais dificuldades ao longo da realização do projeto. O aluno durante as aulas era bastante participativo e estava constantemente a colocar questões. Mostrando sempre grande interesse pelos temas, no entanto durante este trabalho parece que o seu entusiasmo foi baixo, como se pode ver ao longo da entrevista. Para além de ter afirmado que tinha achado que o texto da banda desenhada era um pouco complicado levantando-lhe dúvidas, poderá ter contribuído para isso também

70 o facto de o aluno não se ter revelado grande entusiasta de BD estando talvez menos habituado à sua linguagem, para além disso, o trabalho a pares também não terá corrido muito bem, o que pode também ter complicado ainda mais o desenrolar da atividade.

No caso deste aluno, parece que a estratégia da utilização do guião não terá sido a mais adequada, para além de que ao longo deste tempo a participação do professor foi praticamente nula, o que pode ter desmotivado o aluno M. devido à sua sede de colocar questões e tirar dúvidas, o que não foi possível em parte deste trabalho.

5.1.3. Análise da entrevista ao professor cooperante.

A entrevista ao professor cooperante (transcrição no apêndice 9) foi realizada já após o final do ano letivo. Com a mesma pretendia saber acima de tudo, qual a sua opinião sobre o projeto, o que tinha achado sobre o mesmo e sua eficácia e as sugestões para uma melhoria da utilização deste recurso.

A entrevista mostrou-se bastante rica, pela experiencia profissional do professor cooperante e pelo conhecimento que o mesmo possui tanto do ponto de vista cientifico, como pedagógico e para além de ele próprio já ter sido coautor de um livro de BD histórico-didática, dando o contributo cientifico para essa obra, as suas opiniões foram de grande clareza e sinceridade, sendo sem dúvida alguma uma excelente fonte de reflexão sobre o trabalho desenvolvido.

Foi possível notar um claro entusiasmo em relação à proposta deste projeto, onde seria utilizada a BD como recurso educativo. No entanto, a sua opinião em relação a uma das estratégias adotadas não foi a mais favorável.

Para o professor cooperante a utilização da BD através da primeira estratégia, onde se apresentaram as imagens da obra através de um PowerPoint ao grupo turma, era mais potenciadora de gerar um maior entusiasmo e maior eficácia perante os alunos. A BD como ponto de partida e potenciador de uma discussão em redor do tema a ser abordado, para o professor cooperante parece ter-se mostrado uma realidade, considerando a BD (no 5º e 6º ano) como um potenciador da aquisição de conhecimentos por parte dos (as) alunos (as).

No entanto a sua opinião sobre a segunda estratégia adotada, a utilização do guião, considerou que terá tido um efeito contrário ao que seria desejado com a utilização da BD, ou seja, em vez de atrair os alunos para um tema, suscitando-lhes um maior interesse e discussão, acabou por como que matar essa pretensão.

A utilização do guião terá acabado por levar a que os alunos, na sua opinião, achassem que o trabalho tivesse sido uma seca , tendo levado à perda de um encanto inicial da utilização de um novo recurso e que acabaria por se tornar uma forma idêntica a outras que já lhes eram familiares e pouco atrativas.

71 O guião, como o nome diz, terá acabado por levar os alunos a chegarem a um objetivo único, como se fosse também uma verdade única, o que em História muitas vezes não acontece, sendo que assim se perdeu um dos principais objetivos da História que será a sua compreensão, perceber os condicionalismos que levam a determinados acontecimentos e os diferentes pontos de vista.

Perante estes factos, não posso deixar de estar em acordo com a sua opinião, no entanto, para a realização deste trabalho em específico, onde tentei compreender a eficácia da BD como um recurso na aprendizagem, tentei em parte do projeto que a influência do professor fosse a mínima, daí ter optado pelo trabalho de investigação a pares, com a utilização de um guião. Guião esse que terá tido alguns problemas objetos de reflexão neste trabalho, na secção da Proposta Pedagógica.

Para terminar esta análise, relembrar as últimas ideias do professor cooperante, onde conclui que O que é importante em História nesta altura é passar uma mensagem e transmitir-lhes o gosto o interesse e a curiosidade, devemos por isso, socorrer-nos de todos os instrumentos e de todas as estratégias para o fazer, sob pena de falharmos naquilo que é o nosso objetivo. concordando que a BD é sem dúvida, em especial até estas faixas etárias um dos instrumentos a serem utilizados.