1.5. İkinci Dünya Savaşı Sonrasında Rumların
1.5.1. EOKA’nın Kuruluşu
Esta pesquisa possui dupla natureza: exploratória e descritiva. A parte exploratória consiste na aplicação das técnicas de focus group e q-sort, em uma etapa preliminar da pesquisa, com objetivo de explorar se as competências identificadas na literatura têm relevância no contexto contemporâneo da região Sul do Brasil. De acordo com Gil (1994, p. 45), caracterizam-se como exploratórias as pesquisas que têm como objetivo “proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou construir hipóteses, ou ainda, proporcionar o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições”.
A parte descritiva da pesquisa, implementada em uma survey, busca identificar a percepção dos gestores de TI e negócio sobre as competências dos gestores sênior de TI (CIOs) nas empresas pesquisadas. De acordo com Gil, (1994, p. 62), uma pesquisa é caracterizada como descritiva quando tem como objetivo “descrever características de determinada população ou fenômeno, ou estabelecer relações entre as variáveis”.
Em relação ao tempo, a pesquisa é do tipo corte-transversal, pois leva em conta uma amostra de dados coletados em um único momento no tempo para posterior análise.
A pesquisa foi realizada em duas etapas principais. Na primeira etapa, de caráter qualitativo, foram adotados os métodos focus group e q-sort. Na segunda etapa, de caráter quantitativo, adotou-se o método survey.
Na primeira etapa, desenvolveu-se um estudo de caráter qualitativo, usado para investigar os conceitos e explorar as variáveis a serem estudadas com maior profundidade. Segundo Gil (1994), uma pesquisa qualitativa é aplicável quando não se possui informações suficientes sobre o fenômeno, necessitando de maior aprofundamento. Os métodos usados nessa etapa foram o focus group e o q-sort. Segundo Oliveira e Freitas (1998), uma pesquisa focus group pode ser adequada para preceder um método quantitativo e pode auxiliar o
pesquisador a aprender o vocabulário ou descobrir o pensamento do público alvo, além de fornecer indícios de problemas que podem ocorrer na fase quantitativa. Segundo Brown apud Morgado (1998), a técnica q-sort é adequada para revelar, por meio da ordenação das questões, a estrutura de uma forma de pensar ou corrente de pensamento.
A segunda etapa foi um estudo de caráter quantitativo, usado para medir o grau em que algo está presente junto a um número relativamente grande de respondentes e, posteriormente, realizar análises estatísticas formais. Segundo Malhotra (2006, p. 93), “a pesquisa quantitativa procura quantificar os dados e aplicar algum tipo de análise estatística para possibilitar uma análise”. O método adotado nesta etapa foi o levantamento de informações – survey. Segundo Gil (1994, p 70), a pesquisa survey se caracteriza pela interrogação direta das pessoas, cujo comportamento se deseja conhecer. Em resumo, solicitam-se informações de um grupo significativo de pessoas sobre o problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obter conclusões a partir dos dados coletados. Na Figura 5 exibe-se o diagrama que descreve as principais etapas e atividades realizadas na condução da pesquisa. Foram adotados diferentes métodos na pesquisa: focus group e q-sort na etapa qualitativa e survey na etapa quantitativa.
Figura 5 – Desenho da pesquisa Fonte: o autor
De acordo com Hoppen (1996), a definição adequada da unidade de análise é de grande importância, sendo que esta deve possibilitar o alcance dos objetivos da pesquisa, ao
mesmo tempo em que os respondentes “devem ser representativos da unidade de análise, conhecendo bem o fenômeno estudado” (Hoppen, 1996, p. 6). Neste trabalho, a unidade de análise são os gestores seniores de TI (CIOs) de empresas brasileiras e norte-americanas, empresas que possuem em sua estrutura organizacional um departamento ou unidade responsável pela TI.
Nas seções a seguir detalham-se as etapas e atividades executadas na pesquisa.
3.1.1 Investigação do referencial teórico
Na etapa inicial da pesquisa foi realizada uma ampla investigação nas bases eletrônicas de periódicos, pelo uso das ferramentas de busca: Portal de Periódicos CAPES, EBSCO, JSTOR, Science Direct, Web of Science e Google Scholar. O critério usado foram publicações posteriores a 1990, em português ou inglês, que contivessem uma combinação das palavras chaves „chief information officer‟ com uma das seguintes palavras chave: „competency’, „competencies’, „roles’, „responsibilities’ ou „capabilities’.
Com base nas publicações recuperadas pela pesquisa foi realizada uma extensa investigação do referencial teórico, a partir da qual foram identificadas oito categorizações de competências individuais, apresentadas na Seção 2.3 deste trabalho.
A etapa de investigação do referencial teórico envolveu análise de um total de cento e quinze competências individuais, que foram consolidadas pela sua semelhança de significação, mesmo que seus enunciados fossem diferentes. Inicialmente foram comparados os enunciados principais (definições) e posteriormente foram comparadas as descrições de cada competência. Em caso de dúvida, recorreu-se à publicação original para esclarecimento.
Após sucessivas iterações, foram feitos refinamentos no conjunto inicial de competências, sendo seus enunciados reformulados para refletir sua nova significação. O resultado dessa etapa foi uma categorização composta por sessenta competências individuais (vide seção 2.4), agrupadas por afinidade em nove dimensões de competências. Essas dimensões se assemelham às dimensões propostas em pesquisas sobre competências de CIOs realizadas no Brasil (VREULS, 2009; VIEIRA et al., 2003). Essas competências são provenientes de diversos estudos realizados nos contextos da América do Norte (Estados Unidos), Europa (Itália e Reino Unido), Oceania (Austrália) e América do Sul (Brasil).
A investigação do referencial teórico ocorreu tanto na etapa inicial como também ao longo do desenvolvimento da pesquisa, na medida em que se identificava a necessidade de explorar de forma mais profunda alguma questão específica.