ENERJİ TÜKETİMİ EKONOMİK BÜYÜME İLİŞKİSİ
3.3. ENERJİ VE BÜYÜME MODELLERİ
3.3.1. Enerjinin Ekonomik Büyümenin Sağlanmasındaki Rolü
3.3.1.5. Enerji Verimliliği ve Tasarrufu
Este trabalho se desenrolou a partir de um esforço simultaneamente empírico e teórico, com a utilização de diversas fontes de evidências, como efetivamente exigem os estudos de caso.36 A coleta de dados empíricos acerca do caso ocorreu, assim, paralelamente a um aprofundamento do estudo teórico de temas relacionados a ele.
O esforço teórico voltou-se à compreensão mais aprofundada dos seguintes temas: regulação bancária e financeira, regulação do terceiro setor, políticas públicas de microcrédito e microfinanças e pluralismo jurídico. Isso foi feito com base em fontes localizadas tanto na biblioteca da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, quanto em artigos, livros, textos, pesquisas, teses e dissertações localizadas em bases de dados.
Já o esforço empírico valeu-se de uma pluralidade de fontes. A mais importante delas foram as entrevistas, realizadas com atores relevantes para a compreensão do caso: os coordenadores nacionais e regionais da rede brasileira de BCDs, funcionários de alguns BCDs e membros do Poder Público, especificamente do Banco Central e da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho (SENAES/MTE).
As entrevistas foram realizadas em profundidade e em formato semi-diretivo, fazendo-se perguntas abertas que permitiam à autora ter um controle mínimo sobre os rumos da entrevista e, ao mesmo tempo, uma compreensão da percepção do entrevistado sobre os temas de interesse.37
As entrevistas foram gravadas e posteriormente transcritas, o que garantiu o seu armazenamento para posteriores consultas e verificações, contribuindo, assim, para a confiabilidade da pesquisa.38 Os participantes das entrevistas foram devidamente informados acerca dos objetivos da pesquisa, sendo-lhes solicitado o seu consentimento expresso em participar dela e facultando-lhes a manutenção da sua identidade em sigilo, caso preferissem. O consentimento foi obtido por meio de formulários escritos ou, dependendo da situação em que ocorreu a entrevista, por meio de declaração verbal gravada em arquivo de áudio. Tomou-se o cuidado de
36 Yin (2010, p. 40). 37 Poupart (2008, p. 240-243). 38
Yin (2010, p. 68). Tanto o áudio quanto as transcrições das entrevistas encontram-se arquivadas pela autora para eventual consulta.
entrevistar pessoas de diferentes contextos para tratar de uma mesma questão, de modo a evitar que as conclusões fossem distorcidas ou enviesadas.
Além das entrevistas, foram empregados outros métodos de coleta, como a análise de documentos. Termos de compromisso, convênios, relatórios e, inclusive, textos de lei foram analisados a partir de uma perspectiva crítica, levando em conta o contexto político, econômico, social e cultural de produção do texto, a identidade do autor, autenticidade e confiabilidade do texto, a sua natureza e sua lógica interna, bem como os conceitos-chave que ele traz.39
Para a coleta de informações também é importante destacar que a pesquisadora teve a oportunidade de participar do 3° encontro nacional da rede brasileira de BCDs, que aconteceu entre os dias 12 e 15 de março de 2013, em Fortaleza, no Ceará. O encontro foi organizado pelas entidades de apoio e fomento, justamente com o objetivo de avaliar as suas ações de apoio e fomento aos BCDs, desenvolvidas no âmbito de um projeto aprovado em 2010 pela SENAES.
O encontro ofereceu a possibilidade de se utilizar o método da observação participante. Procurou-se interagir com o maior número de pessoas possível – representantes dos BCDs, do governo, das universidades, do Banco Central e da Caixa Econômica Federal. Nessas interações, procurou-se sempre deixar muito claro o papel que se estava desempenhado ali – o de pesquisadora, que buscava conhecer melhor o universo da economia solidária, o funcionamento da rede brasileira de BCDs e as pessoas que a integram.
A fim de manter abertos os canais de comunicação com todos os participantes do encontro, procurou-se evitar qualquer tipo de manifestação que implicasse algum tipo de vinculação às discussões ideológicas muitas vezes travadas entre os participantes, bem como qualquer associação da pesquisadora às posições e opiniões de outros pesquisadores que já estavam envolvidos anteriormente com o movimento da economia solidária.
As falas dos participantes, a organização do evento e as interações entre pessoas de diferentes grupos forneceram uma grande quantidade de informação que foram registradas em um caderno e, posteriormente, transformadas em um diário de campo organizado por itens e temas.
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O encontro revelou-se uma importante oportunidade para conhecer os atores- chave, compreender melhor diversas questões a respeito dos BCDs e da rede brasileira de BCDs, fazer entrevistas e, sobretudo, estabelecer contatos que permitiram a realização de entrevistas posteriores.
Outra ocasião digna de nota para a pesquisa foi a participação nos debates sobre finanças solidárias, realizados no dia 23 de abril de 2013, na USP, durante o VIII Encontro dos BCDs da Região Sudeste.
O critério para encerrar a busca por novas fontes de dados foi o da saturação das informações:40 quando as informações coletadas passaram a se tornar repetitivas, considerou-se que já haviam sido coletados dados suficientes.
Como garantia da confiabilidade da pesquisa, bem como para um melhor manuseio e utilização do grande volume de dados coletados, foi criada uma base de dados em formato eletrônico contendo todas as informações brutas obtidas, sem qualquer análise ou interferência da pesquisadora: os documentos utilizados, organizados por assunto; uma lista de fontes bibliográficas; as entrevistas realizadas, em arquivo de áudio e com transcrição por escrito, bem como os formulários de consentimento assinados pelos entrevistados e os roteiros de entrevista utilizados; e o diário de campo, com as observações relativas à observação participante.