ENERJİ TÜKETİMİ EKONOMİK BÜYÜME İLİŞKİSİ
4.1. MODELİN TEORİK ÇERÇEVESİ
4.1.1. Birim Kök Test
Os bancos são instituições cujas operações principais consistem em conceder empréstimos e em receber depósitos do público.44 Em sua atividade, os bancos captam o excedente de capital dos poupadores de dada sociedade e o emprestam, a juros, àqueles que dele necessitam imediatamente, seja para investir em atividades produtivas, seja para consumir bens e serviços.
Organizados como empresas com fins lucrativos, os bancos têm a sua atividade de intermediação financeira remunerada pelos juros cobrados nas operações de empréstimos e financiamentos, bem como pelo pagamento de taxas bancárias contratadas com os seus clientes.
A intermediação financeira realizada pelos bancos otimiza a alocação de recursos em uma sociedade45 ao possibilitar que recursos que não seriam utilizados por uma parcela da população sejam direcionados a uma parcela da população que deseja e pode utilizá-los de forma eficiente. Os bancos promovem, dessa forma, a conexão entre os setores deficitários e os setores superavitários da economia, permitindo um maior desenvolvimento econômico.
Uma economia subdesenvolvida, com baixa intermediação financeira, mercados financeiros pequenos e baixa liquidez, por outro lado, não consegue canalizar eficientemente suas poupanças para grandes projetos importantes para o desenvolvimento.46
Estas operações de crédito criam um risco de falta de liquidez, uma vez que é possível que os depositantes desejem sacar os seus depósitos antes que os tomadores de empréstimo tenham efetivamente devolvido o dinheiro a eles emprestado. É
44
Freixas et. al. (1997, p. 1). 45
Idem (1997, pp. 7-8). 46
possível, ainda, que os tomadores de empréstimo deixem de devolver o dinheiro emprestado conforme acordado, tornando-se inadimplentes.47
Por esse motivo, os bancos procuram gerenciar os riscos da sua atividade, minimizando os riscos de não obterem retorno dos seus empréstimos. Para tanto, costumam exigir garantias dos tomadores, bem como diversificar a sua carteira de investimentos. Ainda, ao quantificar os empréstimos e os juros a serem cobrados dos tomadores e pagos aos depositantes, os bancos diferenciam o preço dos juros.48 Os bancos também monitoram e processam as informações relativas aos tomadores de empréstimo.49
Além de desempenhar o papel de intermediadores financeiros, os bancos também oferecem aos seus clientes o acesso a um serviço de pagamentos mais eficiente do que o papel-moeda, que se mostrou inconveniente para a realização de grandes transações e pagamentos devido aos riscos e custos envolvidos no transporte do dinheiro. A criação de uma rede bancária facilitou a transferência de recursos entre os agentes econômicos, ao permitir que o dinheiro fosse transferido entre as contas correntes mantidas pelos agentes nas instituições bancárias a partir de simples registros escriturais de créditos e débitos.50
Assim, os bancos fornecem serviços de transação, oferecendo o acesso a um sistema de pagamentos e à liquidez da moeda.51 Nesse sentido, é importante esclarecer que, historicamente, a primeira função dos bancos consistiu em realizar operações de câmbio, trocando diferentes moedas e garantindo, assim, a sua liquidez.52
As instituições bancárias são, portanto, intermediadoras financeiras e fornecedoras de serviços que desempenham primordialmente quatro importantes funções econômicas: (i) oferecem acesso à liquidez e a um sistema de pagamentos; (ii) transformam ativos; (iii) gerenciam riscos; e (iv) processam informações e monitoram os tomadores de empréstimo.53
47 Idem (1997, p. 5). 48 Idem (1997, pp. 5-7). 49 Idem (1997, p. 7). 50
Macey et. al. (2001, p. 50). 51
Macey (2001, pp. 50-52). 52
Freixas et. al. (1997, p. 3). 53
A moeda, por sua vez, conforme o conceito econômico clássico, é qualquer ativo que pode ser usado facilmente para comprar bens e serviços54. Mas além de cumprir este papel essencial de instrumentalizar as trocas nos mercados de bens e serviços, a moeda possibilita, ainda, o armazenamento de poder de compra ao longo do tempo, a fixação de preços e a elaboração de cálculos econômicos55.
A moeda desempenha, portanto, três importantes funções nos mercados: funciona como meio de troca, como reserva de valor e como unidade de conta. É importante considerar, no entanto, que a moeda, tal qual utilizada atualmente, é produto de uma evolução histórica.
Inicialmente, a circulação de bens e serviços era feita por meio do escambo, vale dizer, eram realizadas trocas entre diferentes produtos, sem que houvesse um instrumento que permitisse a unificação dos preços. O escambo exigia que os agentes envolvidos na troca estivessem mutuamente interessados nos produtos ofertados pelo outro, o que dificultava as transações. Além disso, determinar qual quantidade de um produto corresponderia a determinada quantidade de outro produto não era uma tarefa simples e exigia negociação e especialização técnica.
Como meio de facilitar essas trocas, reduzindo os altos custos de transação do escambo, passou-se a utilizar a moeda-mercadoria. Nesse sistema, a moeda era um bem com um valor independente do seu papel como meio de troca. Assim, um determinado bem que tinha outros usos passou a ser utilizado como meio de troca. O ouro ou a prata foram, por excelência, utilizados em muitas sociedades como moeda- mercadoria em razão da sua durabilidade e da facilidade com que podiam ser transformados em moedas relativamente fáceis de serem transportadas. Há, no entanto, outros exemplos que vão desde o cacau no Brasil colonial, até os cigarros que serviam como dinheiro nos campos de prisioneiros da Segunda Guerra Mundial.56
A moeda surgiu, portanto, como um instrumento facilitador de trocas de bens e serviços, consistente em um bem com valor intrínseco. Com o passar do tempo, em razão da insegurança e da falta de praticidade de portar grandes quantidades de ouro ou prata, as pessoas passaram a depositá-los em instituições – os bancos – que emitiam papéis garantindo a sua troca por ouro e prata. Estes papéis passaram, então, a ser circulados, tornando-se o principal instrumento de trocas. O papel-moeda não
54
Krugman et. al. (2007. p. 630). 55
De Chiara (1986, p. 57). 56
tinha valor intrínseco, mas era totalmente garantido (lastreado) em metal ou outros bens valiosos.
A substituição da moeda-mercadoria por papel-moeda permitiu que os bancos concluíssem que, em um dado dia, somente uma parcela dos detentores de papel- moeda exigiriam a sua conversão em ouro ou prata. Eles passaram, assim, a manter somente parte do valor de suas notas em circulação na forma de ouro ou prata em seus cofres, emprestando o restante do ouro e da prata àqueles que poderiam usá-los para desenvolver atividades produtivas. Com isso, a moeda passou a ser apenas fracionariamente lastreada em metal.57
O sistema de reservas fracionárias permite que o dinheiro depositado nos bancos seja emprestado a terceiros e, assim, seja transformado em novos depósitos. Embora essa operação não aumente efetivamente a quantidade de riqueza em circulação no mundo, ela tem o efeito de aumentar a quantidade de moeda escritural em circulação. Isso significa que existe uma maior quantidade de meios de pagamento em circulação na economia do que papel-moeda. Assim, se todas as pessoas decidirem sacar os seus depósitos bancários, os bancos não terão liquidez suficiente para pagar todos os depositantes. É nesse sentido que se diz que os bancos criam moeda. Em razão desse efeito multiplicador, os bancos passaram a aumentar significativamente a massa monetária em circulação na economia.58
No sistema monetário contemporâneo a moeda já não é sequer parcialmente garantida por mercadoria. Seu valor decorre inteiramente do seu status oficial, que é decretado pelo governo, e do fato de ser geralmente aceita como meio de pagamento. Adotou-se o curso forçado da moeda, eliminando-se a possibilidade de se receber o metal que representavam.59
A moeda, em virtude da sua liquidez, ou seja, por poder ser trocada por qualquer bem que satisfaça as necessidades humanas, pode ser vista como um recurso
57
Krugman et. al. (2007, p. 631). 58
A quantidade de moeda em circulação pode ser medida de diversas maneiras. Essas quantidades, chamadas de agregados monetários, servem para garantir o acompanhamento da política monetária pelas autoridades monetárias, ao fornecer indicações acerca da liquidez da moeda e da sua multiplicação por instituições bancárias, o que garante o controle da taxa de juros. Hoje, os agregados monetários adotados pelo Banco Central do Brasil (Bacen) são os seguintes:
M1 = papel-moeda em poder do público + depósitos à vista.
M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições depositárias.
M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas registradas no Selic. M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez.
Cf. http://bit.ly/gBZ357 [último acesso em 26.04.2013]. 59
financeiro escasso sobre o qual incidem oferta e demanda. É importante esclarecer que, com a evolução do sistema de crédito bancário e de outros instrumentos financeiros que permitem o desenvolvimento da atividade econômica sem o acesso direto ao papel-moeda, a demanda sobre a moeda incide não diretamente sobre o papel-moeda, mas sim sobre o crédito.60
De todo modo, existe uma demanda por moeda ou crédito superior à sua disponibilidade.61 Criam-se, assim, as condições para o desenvolvimento de um mercado financeiro. O mercado financeiro é composto, essencialmente, por instituições de intermediação financeira e particulares que negociam recursos financeiros.
A definição legal de instituição financeira, atualmente, é dada pelo artigo 17 da Lei n° 4.595/64: “consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros”.
São instituições financeiras, portanto, aquelas que realizam,
“cumulativamente, (i) a captação de recursos de terceiros em nome próprio, (ii) seguida de repasse financeiro através de operação de mútuo, (iii) com intuito de auferir lucro derivado da maior remuneração dos recursos repassados em relação à dos recursos coletados, (iv) desde que a captação seguida de repasse se realize em caráter habitual”62.
É possível classificar as instituições financeiras em duas categorias: as bancárias e as não bancárias, que se distinguem pelo fato de que as primeiras são capazes de criar moeda e alterar as condições de liquidez da economia ao captar depósitos à vista e, simultaneamente, realizar empréstimos a prazo.63 Já as instituições financeiras não bancárias não são autorizadas, por lei, a captar poupança e, dessa
60
Idem (2007, pp. 65-66). No mesmo sentido, Stiglitz et. al. (2003, p. 16). 61
Del Masso (2007, p. 65-66). 62
Salomão Neto (2005, p. 27). 63
São instituições bancárias as “instituições creditícias de caráter genérico, cuja função é a captação e repasse de recursos sem o caráter de especialização ou preponderância de certo tipo de negócio” (Salomão Neto, 2005, p. 65).
forma, operam com ativos não monetários, como letras de câmbio, ações e debêntures.64
As instituições bancárias abrangem os bancos comerciais, as caixas econômicas, os bancos cooperativos e as cooperativas de crédito.65 Já as instituições não bancárias abrangem uma série de outras instituições mais especializadas66, como os bancos de investimento, bancos de desenvolvimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento (financeiras), sociedades de crédito ao microempreendedor e à empresa de pequeno porte (SCM), as companhias hipotecárias, as sociedades de crédito imobiliário, as associações de poupança e empréstimo e os bancos de câmbio.67
Importante esclarecer que, embora recebam o nome de banco, nem todos os bancos são, de fato, instituições bancárias no sentido estrito do termo, uma vez que nem todos eles recebem depósitos em poupança, de modo que não são capazes de multiplicar moeda. É o caso dos bancos de investimento, dos bancos de câmbio e dos bancos de desenvolvimento, por exemplo.