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3. ENERJĠ ETKĠN BĠNA VE YERLEġME BĠRĠMLERĠNDE ENERJĠ

3.1 Enerji Kullanımını ve Korunumu

3.1.3 Enerji korunumu sürecinde etkili olan faktörler

A quarta dimensão foi enquadrada como quarta categoria, tendo como parâmetro o modelo de categorização segundo Bardin (2010) e as suas subdimensões foram analisadas como indicadores.

Sendo assim, como indicadores da quarta categoria e como unidades de registro foram estabelecidas as seguintes, conforme Quadro 5 abaixo:

Quadro 5 – Dimensões da pesquisa: categoria 4

Fonte: Elaborado pela autora, adaptado de Bardin (2010)

A partir de então, segue-se às unidades de contextos, as falas propriamente ditas dos gestores acerca da quarta categoria.

No tocante ao primeiro indicador ‘Perfil do superior idoso em termos de gênero, nacionalidade, naturalidade, formação profissional, função e tempo de atuação na função e/ou na empresa’ e a sua unidade de registro ‘Características do superior em termos de: gênero, nacionalidade, naturalidade, formação profissional, função e tempo de atuação na função e/ou na empresa’.

Este indicador foi limitado ao perfil do ‘superior’ dos gestores entrevistados, exclusivamente considerados idosos por eles. Neste sentido, identifica-se uma restrição nos dados coletados, bem como deve ser ressaltado que não foi possível descrever todas as características resultantes do perfil do ‘superior’ dos

entrevistados em razão dos mesmos desconhecerem algumas delas. No entanto, mesmo com estas limitações, foi possível traçar um perfil dos superiores dos pesquisados. As descrições abaixo espelham esta percepção.

71 anos. Ele é italiano. Foi criado na Argentina. Já trabalhou em mais de 10 países ao redor do mundo. Uma experiência profissional de mais de 50 anos, 52 anos de experiência profissional se não me falha a memória. Uma capacidade de trabalho fantástica. Um exemplo, um espelho [...] Ele tem um curso técnico feito na Argentina. Um curso técnico equivaleria a um tecnólogo aqui no Brasil, que é de altíssimo nível o curso. Mas é um camarada, hoje, que é simplesmente respeitado por todos porque tem um grau de conhecimento fantástico [...] (E3).

São engenheiros, vieram de São Paulo, Rio de Janeiro. São pessoas que tem muito conhecimento na área naval ou muito conhecimento em obra [...] (E4).

É do Brasil. Do Sudeste. 67 anos de idade e com 30 a 40 anos na construção naval (E5).

[...] ele tem 60 e poucos anos de idade. É Engenheiro Químico assim como eu. Argentino [...] aproximadamente 40 anos que ele trabalha na área industrial (E6).

Ele é Engenheiro Naval. Que tempo ele tem na empresa? Três anos e meio, quatro anos também. De atividade profissional de uma forma geral? Trinta e oito anos. Ele é daqui ou de fora? Do Rio de Janeiro (E13). Ambos são engenheiros. Um é naval e o outro é engenheiro civil. Tempo aqui na empresa? Um tem três anos e o outro vai fazer um ano; Naturalidade deles? Um é carioca e o outro é pernambucano; E tempo deles no mercado de trabalho? Começou a trabalhar muito jovem então deve ser proporcional à idade (E19).

Assim, tem-se que os perfis dos superiores dos gestores pesquisados, no geral, são homens, brasileiros, naturais da região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), engenheiros das mais diversas áreas e, sobretudo, da área naval; possuem o cargo de alta gestão (diretores); tempo de atuação profissional de mais de trinta anos e tempo de empresa, numa média de 3 a 4 (três a quatro anos).

A partir deste perfil, foi possível ratificar que Bitoun et al. (2010) tem razão quando afirma que Pernambuco em razão de empreendimentos como “Refinaria Abreu e Lima, Estaleiro, montadora, siderúrgica, Cidade da Copa”, dentre outros, teve impulsionada sua economia e atraiu pessoas de outras regiões para os locais nos quais estão instalados tais empreendimentos.

Percebe-se através dos dados coletados que este público idoso que compõe o quadro da empresa é resultante de uma iniciativa do setor industrial naval em

fomentar a sua atividade na região, no entanto, tal informação não pode ser compreendida isoladamente, em razão de inúmeras áreas também terem sido influenciadas por esta demanda da ‘força de trabalho grisalha’.

O segundo indicador ‘Perfil do subordinado idoso em termos de gênero, nacionalidade, naturalidade, formação profissional, função e tempo de atuação na função e/ou na empresa’ e a sua unidade de registro ‘Características dos subordinados em termos de: gênero, nacionalidade, naturalidade, formação profissional, funçãoe tempo de atuação na função e/ou na empresa’.

Neste indicador, da mesma forma que o primeiro foi limitado ao perfil, agora dos ‘subordinados’ dos gestores entrevistados, exclusivamente considerados idosos por eles, identificou-se também uma restrição nos dados coletados, com relação à descrição das características resultantes do perfil do ‘subordinados’ dos entrevistados em razão do desconhecimento de algumas delas e principalmente no caso dos subordinados, devido ao quantitativo, bem como devido às informações estarem muito relacionadas a dados pessoais, e que não é comum este tipo de troca de informações tão pessoais. No entanto, mesmo com estas limitações, da mesma forma, foi possível traçar um perfil dos subordinados dos pesquisados. Seguem algumas falas que retratam esta percepção.

Sim, 110 subordinados. Quantos subordinados são idosos: 20 a 25 por cento. A maioria é do Rio de Janeiro. [...] Tem de Alagoas, tem daqui de Pernambuco, do grupo que veio do Rio de Janeiro pra cá tem alguns Pernambucanos [...] Mas trabalharam 30 anos na construção naval lá e eram praticamente do Rio de Janeiro (E5).

Também é mesclado, tem gente de São Paulo, tem bastante gente daqui, do local, tem gente do Rio de Janeiro, tem gente de outras localidades também, do Pará. Mas a maioria hoje é daqui. A maioria tem nível superior. Tem gente aqui com 4 anos de empresa [...] e tem gente que está a (sic) menos tempo [...] (E7).

Principalmente Rio de Janeiro, Sul, Santa Catarina, de onde trouxemos pessoas aí de outro estaleiro em Santa Catarina. Rio de Janeiro [...] e o resto é daqui. Formação de nível superior e formação técnica. A maioria tem pouco tempo, na média de 2 anos por aí, no máximo, 1 ano e pouco, 2 anos [...] (E11).

Todos técnicos, a maioria tem nível superior, nessa área é preciso o nível técnico e tem alguns que não tem nível técnico. E a média de tempo na empresa? A média de equipe como um todo, é uma média de dois anos e meio, três. A maior concentração é daqui da região ou de fora? Não do Município, mas daqui, de Recife, de Pernambuco é a maioria, e Olinda (E15).

Contudo, o perfil dos subordinados dos gestores pesquisados, são homens, brasileiros, naturais da região Sudeste e Nordeste, em sua maioria, técnicos; fazem parte do operacional; têm pouco tempo de atuação profissional e o tempo de casa é em média de 2 (dois anos). É fato que o público é bem eclético, e que outrora, já fora mais, no entanto, em razão da necessidade de se qualificar mão de obra local, os esforços aconteceram. Neste sentido, Moura, Botter e Silva (2007) estavam corretos em defender a necessidade de se qualificar a mão de obra através de cursos técnicos, superior, para suprir as necessidades do setor, e foi o que o ESA concretizou, abriu um ‘leque de possibilidades’ formou um corpo de funcionários bastante diverso e qualificado em todas as suas dimensões visíveis (etnia, gênero, idade, etc) e invisíveis (tempo de empresa, hierarquia profissional, postura ética, etc).

Por fim, antes de se passar à quinta dimensão, resta frisar que após estes achados e análise e interpretação dos indicadores desta quarta categoria Perfil dos funcionários idosos que dialogam com o entrevistado, foi possível cumprir o objetivo sob o título identificar aspectos demográficos dos trabalhadores idosos envolvidos no quadro da empresa pesquisada em termos de gênero, nacionalidade, naturalidade, formação profissional, função e tempo de atuação na função e/ou na empresa, com todas as limitações outrora relatadas. Pois, a pesquisa procurou abstrair a partir das falas dos gestores os elementos mais significativos para responder a este indicador e a partir dele foi possível mapear um pouco a respeito do universo de idosos que transitam na organização.

4.2.5 Dimensão 5 – Aspectos práticos da manutenção e/ou reinserção do