BÖLÜM 1: LİTERATÜR VE KAVRAMSAL ÇERÇEVE: 19. YÜZYILDA
1.2. Dünyada Sanayileşme ve İşletmecilik Alanına İlişkin Görünüm
1.3.3. Emek Piyasası
Este trabalho teve por objetivo elaborar, implementar e avaliar um programa de orientação aos pais de crianças com deficiências auditivas de graus severo e profundo, com dois a seis anos de idade.
Foram consideradas, como temas para a elaboração das quatro unidades do programa, as orientações que os profissionais especializados de diferentes áreas, envolvidos em uma rotina de diagnóstico da deficiência auditiva e adaptação do AASI, transmitem aos pais durante os atendimentos, identificadas a partir do trabalho de Motti (2000). Para a execução do programa foram levantadas as necessidades e interesses dos pais, bem como o conhecimento anterior a respeito dos resultados das avaliações do filho e acompanhamentos indicados. Essas informações foram complementadas pelas opiniões a respeito do desempenho e necessidades da criança, deles próprios e das famílias. Assim, a pesquisa fundamentou-se nas perspectivas interdisciplinar e ecológica.
No decorrer do programa, foram levantadas dúvidas dos pais e outras manifestações destes quanto ao conteúdo que poderia ser contemplado no programa, as quais foram motivadoras para a realização deste trabalho. Ao tornar acessíveis aos cuidadores das crianças deficientes auditivas, informações básicas, úteis no dia-a-dia, um ambiente facilitador aos acompanhamentos terapêuticos e educacionais dos seus filhos deficientes auditivos estaria sendo criado.
O desafio que se adicionou ao trabalho foi o caráter não presencial, que, além de levar informações, permitisse trocar experiências e avaliar constantemente o conteúdo e os recursos utilizados no programa.
O contato com pais, familiares e profissionais que convivem e trabalham com o deficiente auditivo tem mostrado que a orientação abrangente é uma aspiração freqüente e significativa. Os obstáculos que as famílias enfrentam para conseguir as avaliações e os acompanhamentos educacional e terapêutico que o deficiente auditivo precisa para evoluir vão desde os impedimentos financeiros até a formação precária dos profissionais. Os profissionais que atuam na área, por sua vez, colocam que as
dificuldades iniciam na concepção e postura dos pais, os quais, sem suporte social adequado, tornam o trabalho difícil. Assim, constata-se que pais e profissionais têm queixas, mas partilham o mesmo ideal de auxiliar a criança deficiente auditiva, em direção ao seu crescimento e desenvolvimento.
Uma vez elaborado e aplicado o programa pensando na realidade das famílias, para avaliá-lo foi necessário considerar as dificuldades e as restrições em medir objetivamente alterações de comportamento de pais, assim como de outros membros da família e pessoas que tivessem contato com a criança. Entretanto, proporcionar estímulos e oportunidade para os pais despertarem, a partir de informações básicas, a sua própria competência em lidar e desenvolver as habilidades de suas crianças, por si só, já pode ser considerado um benefício para as famílias e os profissionais que lidam com a criança.
Na proposta deste trabalho, houve preocupação em conseguir uma base de dados confiáveis, de forma que algumas questões, isoladamente, não foram importantes para a avaliação e cuidados foram tomados para não passar aos pais a idéia de que estavam sendo avaliados, o que poderia comprometer os resultados. A análise dos resultados, ao longo da aplicação das quatro unidades do programa, possibilitou verificar que havia coerência entre as respostas fornecidas pelos pais, na maioria dos casos, pois a temática era freqüentemente retomada nas questões ou nas próprias respostas deles. A partir desses dados, foi possível verificar que o programa era satisfatório para o aproveitamento no dia-a-dia da família, podendo facilitar, gradativamente, que os pais resolvessem problemas e tomassem decisões com tranqüilidade e segurança.
Algumas questões só tiveram a intenção de que os pais pensassem a respeito dos assuntos tratados, enquanto outras solicitavam atuações por parte deles. Mesmo quando tiveram dificuldade para responder alguma questão, ou executar alguma atividade, ao tentarem trabalhar sobre o conjunto de questões propostas, os pais já estavam se envolvendo com o assunto que interessava e mais cedo ou mais tarde poderiam estar procurando meios de aplicá-lo à sua realidade ou dificuldade.
Os resultados encontrados ao longo de todo o desenvolvimento da pesquisa comprovaram que os pais ansiavam por informações claras e objetivas, que pudessem orientá-los no dia-a-dia com a criança. Também identificou-se que eles queriam sugestões de atividades práticas, que pudessem adequar à realidade de suas vidas, no contexto familiar, principalmente, para ajudar no desenvolvimento da criança.
Embora alguns pais tenham encontrado dificuldade em se expressar por escrito e realizar as atividades que requeriam algum nível de instrução, foi possível perceber, na entrevista inicial e principalmente na final, que foi mais extensa, que eles tinham menos dificuldade em se expressar oralmente.
Considerando que o objetivo desta pesquisa foi avaliar o programa quanto à possibilidade de sua aplicação para famílias, de maneira ampla, sem maiores limitações de escolaridade, acredita-se que o nível do conteúdo, como foi colocado e das tarefas sugeridas, não deve ser simplificado. Pelo contrário, alguns pais queriam mais e todos, de modo geral, no esforço de ler, compreender e realizar as tarefas, também exercitavam suas habilidades.
"...na minha opinião está tudo muito bem esclarecido pois o que queria saber vocês perguntaram, cabe a cada pai responder corretamente"(P19) A preocupação dos pais com relação à aceitação da criança pelas outras pessoas, em especial os adultos ouvintes, esteve bastante presente, qualquer que fosse a condição de vida da família. Os pais sentiam que o filho, embora se relacionasse bem com todas as crianças, de modo geral (consideravam as "brigas" normais para a idade), sofria preconceito por parte dos adultos ouvintes. A esse respeito, inclusive, manifestavam que caberia a esses adultos compreenderem a situação, se esforçarem e ajudarem a criança, ensinando-a.
O passo seguinte seria analisar a atuação deles junto a outros pais na mesma situação. Percebeu-se que alguns não se sentiam confortáveis para procurar e conversar abertamente com outros pais, mas outros, mesmo com limitações, esforçaram-se em partilhar suas experiências. Sem dúvida, trata-se de um processo de amadurecimento em relação à deficiência do filho e que, independente da
aceitação ou de como estão lidando com a criança, a iniciativa de contato com outros pais pode ser dificultada por características individuais, como timidez, vergonha de si mesmo e da condição do filho e insegurança quanto ao que está fazendo para o desenvolvimento do filho.
Este trabalho, a partir das sugestões dos próprios pais, ainda pode ser enriquecido com informações e atividades para fortalecer a auto-estima deles, a fim de que tenham confiança naquilo que já aprenderam e para que este conhecimento possa ser útil também para outros pais. Portanto, não esgota todas as possibilidades de informações que podem ser passadas aos pais para conviverem e ajudarem sua criança, mas, pelo contrário, mostra a importância (e necessidade) de se continuar investigando interesses, dificuldades e possibilidades, para atualização constante desses materiais de orientação a serem disponibilizados para eles.