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BÖLÜM 1: LİTERATÜR VE KAVRAMSAL ÇERÇEVE: 19. YÜZYILDA

1.2. Dünyada Sanayileşme ve İşletmecilik Alanına İlişkin Görünüm

1.3.1. Ekonomi Zihniyetinin Kökenleri ve Temel Göstergeler

A evolução e o desempenho da criança, a partir do momento em que começa o processo de intervenção, geram expectativas nos pais. Verifica-se que 26,7% (8) deles formularam questões que gostariam de fazer aos profissionais, na unidade 4, em que o desenvolvimento da criança foi abordado, bem como sobre a fonoterapia, por outros 20,0% (6) das pais. Dentre as questões, perguntaram se era possível notar diferença nas atitudes da criança depois que passou a usar o aparelho.

A demora em obter resultados foi citada em uma resposta dos pais sobre as situações de comunicação, na unidade 2: "acho difícil, encontro dificuldades. Estou começando todo um trabalho...sei que vai ser longo..". A importância da identificação e início da intervenção o mais rapidamente possível tem sido defendida (Sousa et al., 1998; Gordo et al., 1994; Dows & Yoshinaga-Itano, 1999; Cherow et al., 1999; dentre outros) como modo de favorecer a reabilitação da criança deficiente auditiva. Ainda assim, os lentos resultados, a necessidade da persistência e a postura realista dos pais a esse respeito têm sido descritos (Löwe, 1990; Iervolino et al., 1996; Bevilacqua, 1998). Dentre os 30 casos estudados nesta pesquisa, 14 foram identificados antes de um ano de idade, 13, entre um e três anos e três, com mais de três anos de idade. Portanto, a grande maioria aconteceu antes dos três anos. Quanto ao tempo de espera para adaptação do aparelho, 10 crianças o receberam em até seis meses após o diagnóstico, 13, entre sete meses e três anos e sete esperaram mais de três anos pelo AASI. Além disso, 25, das 30 crianças, freqüentavam fonoterapia.

Uma análise apenas quantitativa desses números pode mostrar que as crianças estudadas estão bem assistidas, mas na análise qualitativa dos mesmos, as respostas dos pais, desde a entrevista inicial, quando foram levantadas as dificuldades e interesses, mostraram anseio por mais informações e orientações mais intensas, para

aproveitar os recursos disponíveis. Por exemplo, na unidade 4, nas perguntas que gostariam de fazer aos profissionais, 20,0% deles manifestaram interesse em "fazer mais" pela criança e solicitaram informações adicionais sobre assuntos já tratados nas unidades e nas orientações que receberam, sobre como educar e lidar com a criança.

Essa intenção dos pais pode caracterizar o estágio de ação construtiva, definido por Luterman (1979, 1999). Já no estudo de Harrison e Roush (2001), meses ou anos após o diagnóstico, os pais queriam saber sobre comunicação e fala e solicitaram materiais escritos. Desse modo, constata-se um padrão evolutivo dos pais no modo de lidar com a deficiência auditiva, atingindo condutas que colaboram para o desenvolvimento da criança, mas precisam do apoio dos profissionais especializados.

Dentre as dificuldades de comunicação que os pais enfrentavam, nas dúvidas da unidade 2 eles citaram o ensino de palavras e conceitos ("muita dificuldade em conseguir demonstrar situações de perigo, abstrato"). Na unidade 3, as dúvidas expressas após a atividade com a caixa de brinquedos trouxeram uma demonstração desse tipo de dificuldade: "como explicar que o pé de feijão não vai crescer como no livro?".

A sugestão das atividades com quantidades e tempo, na unidade 2, visou despertar os pais para as possibilidades de buscar, no ambiente doméstico, as alternativas para ensinar esses conceitos. As dúvidas que eles manifestaram em nove respostas sobre essa atividade centravam-se em ensinar às crianças número e quantidade, ontem e amanhã e mostram uma conseqüência da dificuldade de comunicação que ainda não está estabelecida. É possível que essas respostas signifiquem não a dificuldade de comunicação, mas a limitação dos pais e a sua falta de confiança na própria criatividade para explorar seus recursos, ou que esses pais ainda não foram suficientemente orientados para aproveitar tais recursos (Guarinello, 2000), uma vez que as orientações ficam restritas às estratégias conhecidas e utilizadas pelos profissionais.

Na unidade 3, a proposta da caixa de brinquedos motivou oito respostas com dúvidas dos pais, dentre as quais a falta de interesse da criança por alguns brinquedos. Em um caso, a mãe relatou que não sabia como executar a atividade no

início, mas depois teve sucesso ("no primeiro momento fiquei sem saber o que fazer, começamos fazendo roupas de papel crepom para as bonecas, brincamos, nomeamos as bonecas aí cada dia fazíamos coisas diferentes"). Entretanto, como foi solicitado aos pais que montassem a caixa com brinquedos e objetos que tivessem à mão, detalhar ou exemplificar formas de brincar com a criança fogem ao objetivo de interação livre e de acordo com os recursos disponíveis. Cabe a cada pai, mãe ou cuidador ter iniciativa para as brincadeiras. Assim fazendo, os pais podem se surpreender: "nos surpreendeu porque ele mesmo não faz, mais sabe direitinho como é que faz".

O quadro de tarefas, sugerido na unidade 3, também foi uma forma dos pais interagirem com a criança e observarem suas habilidades. Dos 24 que fizeram a atividade, oito pais identificaram algum tipo de dúvida quanto a dividir as tarefas, montar o quadro corretamente e o entendimento da criança a respeito (5), mas a expressão de surpresa também surgiu aqui: "achava que não ia dar certo mas acabou dando muito certo". É preciso destacar que nesta atividade era mais importante o reconhecimento dos pais às habilidades da criança e à possibilidade dela partilhar das atividades da casa e não a confecção do quadro.

As atividades sugeridas propiciaram que os pais assumissem um papel ativo na interação com a criança, criando oportunidades para estar com ela, brincar, conversar e, ao mesmo tempo, explorar os sons ambientais e a fala, como tem sido destacado por vários autores (Iervolino et al., 1996; Bevilacqua & Formigoni, 1997; Holzheim et al., 1997), visando favorecer o desenvolvimento da comunicação pela criança. As respostas recebidas, no entanto, indicam que os pais desconheciam muitas das possibilidades de aproveitar as alternativas disponíveis e transformá-las em situações agradáveis para estimular a criança.