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II. KURAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.2. Drama Kavramı

2.2.1. Drama ve Oyun İlişkisi

As unidades terminológicas fazem parte da linguagem natural, não se considerando os termos como entidades autônomas que formam um léxico especializado diferenciado. Os termos são unidades denominativo-conceptuais que têm capacidade de referência desde que ativados em seu uso em contextos e situações determinados (CABRÉ, 2000). Quando ativados, os conceitos de um mesmo âmbito especializado mantêm entre si relações que constituem a estrutura conceptual do campo de assunto, dependendo do valor de cada termo, de sua posição relativa, tal como acontece com as unidades da linguagem geral.

A terminologia entendida como “um conjunto de termos e como um sistema para a recuperação da informação documental, respectivamente, compartilham duas funções: a função de representação e a função de transferência do conhecimento especializado” (ADELSTEIN, FELIU, 2004, p. 115).

Para cumprir essas funções: de representação e de transferência do conhecimento especializado, o terminólogo, para desenvolver um trabalho terminográfico, necessita do auxílio do especialista da área em foco em diversos momentos, que vão desde a indicação de fontes de referência de onde se coletam os candidatos a termos até a validação de termos que comporão o instrumento terminológico, dicionário ou glossário, além da participação na elaboração/validação de suas definições. No entanto, nos momentos da localização das fontes de compilação de candidatos a termos, organização das informações coletadas da área de especialidade, estruturação do instrumento, o terminólogo atua sozinho (TELINE; ALMEIDA; ALUÍSIO, 2003)

Nessa direção, entendemos que como um vértice com efeito de integração que pode ser produzido pela aproximação e compartilhamento, destacado pelos vários autores citados, e também pelo fato de o terminólogo poder contar, também com a colaboração do profissional da Documentação (Ciência da Informação) em certos momentos, tais como: acesso a recursos informacionais, altamente especializados e atualizados, colaboração na categorização temática ou funcional, além disso, na organização de diferentes formas de acesso aos conteúdos informacionais.

Ainda que não seja ocupação da Ciência da Informação construir, glossários, com certa frequência, na atividade documentária, encontram-se universos temáticos para os quais não existem vocabulários formalizados. Por esse motivo, ocasionalmente, cabe recorrer ao uso de orientações terminológicas e terminográficas para a exploração de corpus representativo e para a identificação das redes relacionais entre os termos. Esse procedimento, na visão de Lara (2006), mostra-se fundamental para melhorar o conhecimento dos universos a serem trabalhado documentariamente “visando, seja a construção de instrumentos de intermediação como os tesauros, seja a organização direta de conjuntos informacionais, como é o caso dos conteúdos de sites” (LARA, 2006).

Conforme Lara (2004, p. 233) “quando os universos-focos são especializados - domínios do saber ou áreas de atividade - o papel da Terminologia é bem claro, fornecendo referencial concreto para a interpretação dos termos, [...]”, do modo como eles são definidos em cada um dos domínios de especialidade (em suas terminologias). A autora supracitada esclarece ainda que:

As definições desses termos respaldam a organização das redes de relacionamento entre eles. Porém, mesmo quando não se trata de universos especializados, ou seja, trata-se de universos cujos contornos não são bem determinados, os princípios terminológicos, associados aos documentários, são essenciais para referir o processo de organização espacial e visual dos elementos do repertório em jogo (LARA, 2004).

A relação da Terminologia3 com a Organização e Representação da Informação envolve a possibilidade que ela tem de operacionalizar a sua organização sistêmica. De outro modo, a terminologia refere-se ao conjunto de termos de uma área de especialidade próprios de uma ciência, arte, técnica, profissão, por exemplo: a terminologia da Biblioteconomia, da Arquivologia, da Informática, do Jornalismo e outras. Enquanto a primeira dá apoio à organização estrutural de linguagens documentárias, a segunda é fundamental para a representação de sua macrorganização.

Em razão disso, as autoras Tálamo e Lara (2006; 2007), em diferentes estudos, argumentam que a Terminologia teórico-metodológica “contribui para o aperfeiçoamento das metodologias de construção de tesauros [...] porque fornece as bases para o entendimento do conceito e das unidades terminológicas, do sistema conceitual e das redes relacionais de natureza lógico-semântica e pragmática entre os termos que responde pela estruturação desses instrumentos”. Além disso, as autoras supracitadas também esclarecem que a terminologia concreta, por sua vez, “garante as referências para a interpretação dos descritores dos tesauros”.

Em confronto com a Terminologia, a Linguística Documentária propõe a questão que parece ser fundamental em nível de comunicação especializada, sobre o efetivo retorno social dos trabalhos descritivos levado a cabo sobre os textos de especialidade no que tange a sua contribuição para o desenvolvimento de efetiva cultura informacional para a sociedade e não apenas para segmentos delimitados (TÁLAMO; LARA, 2006; 2007).

Nessa direção, realiza-se o entendimento da “Linguística Documentária com a Terminologia que, enquanto campo de estudos, observa os discursos das áreas de especialidade propondo metodologias para a descrição de

      

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Terminologia com T maiúsculo abrange estudos da terminologia teórico-metodológica. Com t minúsculo diz respeito à terminologia concreta.

seus termos, com a finalidade de estruturar o campo nocional da especialidade” (LARA; TÁLAMO, 2007, grifos das autoras).

As autoras supracitadas esclarecem que os “discursos das áreas de especialidade” até bem pouco tempo eram identificados com as 'linguagens de especialidade', que se caracterizariam por 'peculiaridades especiais' como a temática, os tipos de interlocutores, as situações de comunicação e de intercâmbio, e outros (CABRÉ, 1993), são, atualmente, compreendidos como construções linguísticas em que os léxicos muitas vezes se confundem com o léxico comum (KRIEGER, 2001).

Por esse motivo, a Terminologia contemporânea propõe observar as terminologias in vivo por meio da análise de corpora discursivos (BOULANGER, 1995). Desse modo, Lara e Tálamo (2007) enfatizam que a atuação na “interface entre a Linguística Documentária e a Terminologia visa principalmente contribuir para o aperfeiçoamento das metodologias de organização da informação via linguagem documentária”.