5. BULGULAR VE YORUMLAR
5.7. Doktorların İş Yaşantılarına İlişkin Bulgular
Nossos tempos demandam uma série de reflexões em torno de diversas questões. Várias disciplinas são chamadas para discutir sobre diversas problemáticas políticas, como a educação, a sociologia, a filosofia, a comunicação, a medicina, o direito, dentre outras. Questões como aborto, corrupção, casamento homoafetivo, mídia, religião, eutanásia, cidadania, pluralismo, etnia e raça, requerem uma discussão política no seio dos Direitos Humanos. Neste ínterim, a tolerância também tem sido pauta das questões morais e políticas.
Podemos dizer que a Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), é a principal organização internacional que trouxe novamente o tema da tolerância no seio dos direitos humanos na contemporaneidade. O primeiro movimento que influenciou o surgimento da ONU foi a Carta do Atlântico, firmada entre Reino Unido e Estados Unidos, redigida em 1941, que tinha seis princípios fundamentais: 1) o direito dos povos à segurança das fronteiras; 2) O direito do povo de escolher a forma do governo sob a qual serão submetidos; 3) A igualdade de todos os Estados de acesso à matéria prima e ao comércio; 4) A promoção das nações para obter melhores condições de trabalho, segurança e prosperidade; 5) a liberdade de navegação; 6) o desarmamento (XAVIER et.al., 2007).
O segundo movimento foi em 1942, quando 26 estados aderiram à Carta do Atlântico, principalmente com o objetivo de combater Hitler. Para tanto, foi assinada em
Washington a “Declaração das Nações Unidas”. Em 1945, mais 21 estados aderiram à luta. Em
1943, a Declaração de Moscovo estabeleceu a necessidade de fundar uma Organização Internacional que permitisse igual soberania a todos os Estados pacíficos (XAVIER et.al., 2007).
Em 1945, na Conferência de São Francisco, nasceu a Carta das Nações Unidas, que entrou em vigor em outubro de 1945. Em 1946, a sede da ONU foi fixada em Nova Iorque. De uma forma geral, podemos dizer a ONU surgiu com o interesse de deter a guerra e fornecer uma forma de abrir o diálogo dentre os países (XAVIER et.al.,2007).
A ONU é uma organização internacional que não tem objetivo de ser universal ou supranacional, mas sim intragovernamental. Embora se associe à ONU a manutenção da paz e da segurança entre os países, os seus objetivos são mais amplos, objetivando por exemplo a cooperação econômica, social, política, militar, humanitária e cultural.
O preâmbulo da Carta das Nações Unidas afirma:
A preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que por duas vezes, no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade; e a reafirmar a fé nos
direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direito dos homens e das mulheres, assim como das nações grandes e
pequenas; e a estabelecer condições sob as quais a justiça e o respeito às obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes do direito internacional possam ser mantidos; e a promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de
uma liberdade ampla. E para tais fins: praticar a tolerância e viver em paz, uns
com os outros, como bons vizinhos, e unir as nossas forças para manter a paz e a segurança internacionais, e a garantir, pela aceitação de princípios e a instituição dos métodos, que a força armada não será usada a não ser no interesse comum, a empregar um mecanismo internacional para promover o progresso econômico e social de todos os povos (XAVIER et.al., 2007, p. 33, grifos nossos).
Destarte, fica claro que a Carta das Nações Unidas escrita em 1945 teve como objetivo evitar que a guerra se prolongasse e que houvesse mais sofrimento, se baseando assim nos princípios de Direitos Humanos.
Ao longo do tempo, as primeiras afirmações em torno dos direitos dos homens se deu com as Revoluções Americana e Francesa no séc. XVIII. Antes disso, no âmbito político, existia uma discussão sobre o bom governo. Como a tirania soberana prevalecia, vários pensadores haviam se preocupado em buscar meios para derrota-la, propondo por exemplo a divisão de poderes. Neste caso, o foco era sempre os governantes. A partir das revoluções,
houve uma ênfase na promoção dos direitos do cidadão, a partir da ideia do “direito de ter direitos”, como uma base dos regimes democráticos contemporâneos. O governante, assim,
passou a ter o seu poder limitado e foi plenamente instaurado o liberalismo. A partir disso, era
melhor “contar cabeças do que cortar cabeças”. Assim, considerou-se mais importante os
conceitos de dignidade humana e de universalidade, a despeito de qualquer particularismo, inaugurando o Homem Universal (LAFER, 1995).
No plano internacional o processo se desenvolveu de forma mais lenta. Lafer (1995) lança mão de três paradigmas clássicos de convivência internacional que podem aprofundar a questão: o hobbesiano-maquiavelico, o grociano e o kantiano. O primeiro diz respeito ao estado de guerra de todos contra todos; o segundo fala sobre uma necessidade de valorização do transnacionalismo e de uma abertura sociável e solidaria, no entanto, interessada entre os Estados; o terceiro considera importante que os temas da humanidade não sejam só locais, mas globais. Na ONU, o primeiro tema global tem um ingrediente bem kantiano – sendo o problema da paz um tema que não diz somente respeito aos países do conflito, mas a todos os membros. Dessa forma, podemos dizer que os direitos humanos da Carta das Nações Unidas é um tema global à maneira kantiana. No terreno comum da carta, é possível convergir três grandes temas: direitos humanos e democracia no plano interno, e paz no plano internacional (LAFER, 1995). Em 1945, foi criada a Comissão de Direitos Humanos (CDH), a fim de organizar uma Carta Internacional de Direitos Humanos, que buscava uma elaboração de uma Declaração Universal. Em 1948, foi votada a elaboração da Declaração Universal, que deveria ter além de direitos civis e políticos, também os econômicos, sociais e culturais, se constituindo como um inimigo dos regimes totalitários, basicamente se apoiando nos princípios liberalistas.
Em relação a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é importante citar alguns artigos para nosso trabalho:
Artigo 1. Todas os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.