2.4. Meydanların Niteliğini Etkileyen Faktörler
2.4.1. Doğal faktörler
SUJEITO 3
TÍTULO: ANOTAÇÕES DE UMA GINASTA: A EXPERIÊNCIA VIVIDA NO GRUPO GINÁSTICO TEREZINHA PAULINO
SUBTÍTULO: O CIRCO: NOSSO PRIMEIRO ESPETÁCULO
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
...me senti nervosa, embora estivesse segura do que tinha que fazer. Apesar de já ter apresentado essas coreografias algumas vezes, eu estava muito ansiosa. O meu coração batia forte e minhas mãos não paravam de suar. Mas foi só apresentar a minha primeira coreografia, contorcionistas indianas, que o meu nervosismo sumiu. E o que era nervosismo transformou-se em segurança.
I.Est.: Nervosismo e ansiedade são sentimentos que povoam o sujeito nessas condições. Esse estado se manifesta no corpo biológico e simbólico: “O meu coração batia forte e minhas mãos não paravam de suar”.
V.: Segurança é outro sentimento posto como inversos ao nervosismo e a ansiedade.
O fato de ficar ansiosa e nervosa deve-se ao fato do medo que senti de errar alguma coisa, contudo eu estava muito segura, pois treinamos bastante para tudo dá certo. O professor nos dá segurança e confiança nas coreografias e isso faz com que fiquemos confortáveis e confiantes durante a execução dos exercícios nas coreografias.
I.Est.: O treino enquanto condição para se ter segurança e confiança. Essa última cultivada pelo professor no decorrer do trabalho.
...interpretamos lindas e ingênuas indianas, uma coreografia cheia de contorções... Na coreografia Funâmbulos da Irlanda, eu e outras cinco meninas, mostramos a perfeita condução na execução dos exercícios com as mãos livres,... Em Farofa Carioca eu vejo a alegria estampada nos rostos de todos que se apresentaram.
I.Est.: Lindas e ingênuas; a perfeita condução na execução dos exercícios; vejo alegria estampada nos rostos: visão do sujeito quanto as coreografias executadas.
..., em todas as coreografias eu vejo o companheirismo envolvendo diferentes pessoas, através das colaborações, dos conjuntos e dos contatos e apoios, esse é preciso ainda confiança.
I.Est.: colaboração na série gíminica, uma representação o companheirismo.
Entre as coreografias que apresentei, eu prefiro as contorcionistas indianas, pois, duas grandes amigas, ...dividiam comigo essa apresentação e estivemos juntas desde o início, desde a montagem. Nós adorávamos ensaiar essa coreografia, fazíamos isso sem que o professor precisasse pedir. Procurávamos sempre apresentar melhor. Quando o professor fazia algum elogio ficávamos muito felizes e com mais estímulo de ensaiar.
V.: elogio, felicidade, estímulo.
I.Est.: O preferir está relacionado ao tipo de convivência. Não é a forma da coreografia que determina a predileção e sim as relações subjetivas entre os sujeitos da convivência.
I.Étc.: Dividir e juntas são termos que indicam conduta nas relações entre o sujeito que relata e as suas companheiras. ..., percebi nos olhares do público presente um ar de prazer.
Senti muita emoção, principalmente quando nos aplaudiram. (...) Eles realmente, estavam gostando do que estavam assistindo. Mesmo depois do tão esperado espetáculo, ainda sentia meu coração bater forte de tanta emoção.
I.Est: A leitura DA EMOÇÃO: “Mesmo depois do tão esperado espetáculo, ainda sentia meu coração bater forte de tanta emoção” e ” Percebo pelo olhar do professor” a aprovação ou não.
Percebo pelo olhar do professor Leonardo quando ele não está gostando de algo ou quando está muito alegre quando dá tudo certo. Por isso, tenho certeza que o professor gostou de tudo, assim como nós, ginastas, também gostamos. Acho o professor transparente nas suas emoções.
I.Est.: o perceber pela visão, o corpo que comunica, aprova ou reprova.
Convidei minhas colegas de sala para nos assistir no espetáculo... Essas que assistiram ficaram impressionadas com a nossa apresentação e mostraram-se muito satisfeitas por terem ido.
I.Est.:O olhar alheio, como instrumento do julgo. ...Sempre que eu ia trocar o figurino ouvia as pessoas no público
comentarem: como elas fazem isso? Olha, que show! Logo isso me deixava mais contente, principalmente porque as pessoas mostravam estar gostando do nosso espetáculo.
I.Est.: o olhar alheio como instrumento de aprovação ou não do resultado final do trabalho. A busca do belo.
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TÍTULO: ANOTAÇÕES DE UMA GINASTA: A EXPERIÊNCIA VIVIDA NO GRUPO GINÁSTICO TEREZINHA PAULINO
SUBTÍTULO: CONVIVENDO COM AS PERDAS
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
Algumas meninas tiveram que desistir da ginástica. Entre elas, duas grandes amigas... Essas dividiram comigo mais que as apresentações, nós estivemos juntas desde o início, entramos juntas na ginástica geral e também estudamos na mesma sala. Ficávamos o tempo todo no colégio falando da ginástica. Quando elas comunicaram que iriam sair do grupo, eu fiquei triste. No começo senti falta delas, mas depois, fui me acostumando.
A perda e o desistir.
I.Est.: Amizade, compartilha e companheirismo são estruturas do comportamento na convivência valorizadas, já a desistência,a tristeza e a saudade. São elementos que não repudiados, indesejados. A combinação desses elementos estabelece outros, exemplo: o desistir, associado a amizade conduziu a tristeza.
(...) Ela sofreu muito em ter que sair da ginástica. I.Est.: sofrimento associado a desvinculação da prática da
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Foi duro saber que elas não continuariam conosco no GGTP. Mesmo assim, eu continuei firme e forte no grupo, pois, o meu amor pela ginástica ainda batia forte em meu coração.
I.Étc.: Força, firmeza e perseverança são traços do comportamento do sujeito no grupo.
I.Est.: “o meu amor pela ginástica ainda batia forte em meu coração” : revela a grande importância da ginástica em sua vida ao associar o amor pela ginástica ao pulsar do órgão que nutre os tecidos do corpo.
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TÍTULO: ANOTAÇÕES DE UMA GINASTA: A EXPERIÊNCIA VIVIDA NO GRUPO GINÁSTICO TEREZINHA PAULINO
SUBTÍTULO: A NOVA GERAÇÃO E A CONSOLIDAÇÃO DE UMA GRANDE FAMÍLIA
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
... novas meninas no grupo. Todas muito legais. De longe percebíamos que elas eram muito guerreiras e talentosas também.
I.Est.: ser guerreira: o que é ser guerreira? Ser aguerrida ou guerreira é uma condição para ser uma boa ginasta.
Como nós, que já estávamos no grupo, tínhamos uma estatura maior que as meninas que entraram, todas eram novinhas e pequenininhas, o professor passou a nos chamar carinhosamente de “as grandes” e “as pequenas”.
I.Étc.: Carinho enquanto estratégia da convivência entre o docente e os alunos.
I.Est.: a dificuldade em classificar os alunos no processo. Quando as “pequenas” se apresentaram pela primeira vez
estavam tão nervosas quanto eu em minha primeira apresentação. Algumas até bem mais. Foi em Feira de Mangaio, uma coreografia alegre e agitada que fala do povo nordestino.
I.Est.: O nervosismo como característica da primeira apresentação.
I.Est.: leitura estética da coreografia: alegre e agitada. ...já tínhamos um pouco mais de experiência, por isso, estávamos
muito seguras. Isso contribuiu para fazermos um ótimo espetáculo. A nossa experiência ajudou muito as “pequenas”, fizemos de tudo para que elas se sentissem mais seguras e confortáveis nas coreografias que elas apresentaram.
I.Étc.: Experiência e solidariedade revelam traços da convivência no GGTP.
I.Est.: A experiência a serviço da solidariedade se transforma em conforto, segurança para a realização de “um ótimo espetáculo”..
Aos poucos, as “pequenas” foram se soltando e assim mostrando nos seus olhares e sorrisos a enorme felicidade por tudo, naquele instante, está dando certo. Duas coisas impressionam nas “pequenas”: o otimismo e a satisfação.
I.Est.: Otimismo e satisfação como característica das meninas iniciantes.
I.Est.: o corpo anuncia o estado emocional através da soltura, dos olhares e sorrisos.
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TÍTULO: ANOTAÇÕES DE UMA GINASTA: A EXPERIÊNCIA VIVIDA NO GRUPO GINÁSTICO TEREZINHA PAULINO
SUBTÍTULO: BREJEIRO
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
Gosto de ver outros grupos se apresentando, pois observo outros estilos e o jeito de ser dos seus componentes. Os grupos se apresentam de diferentes formas, é esse fazer que eu gosto de ver. Por isso, acho que foi importante o professor ter lhes convidado. É legal ver a diferença de estilos, algumas semelhanças entre os grupos, como também o amor que cada um tem pela arte que faz. Isso também ajuda a mostrar como cada grupo se forma, como surgem.
I.E.: o sabor pelo diferente. A percepção visual de semelhanças, diferenças, a afetividade da ginasta com o que faz. Fazer gímnico enquanto arte. Percepção da origem dos grupos; o interesse pela história.
Neste espetáculo, a segurança no que íamos fazer, os recursos de iluminação e os convidados, tudo contribuiu para o que foi a nossa maior apresentação na escola até os dias de hoje. Com isso nosso espetáculo ficou mais bonito e ainda mais interessante de se vê e de se apresentar. Com os acessórios, figurinos, além do cenário, linóleo e iluminação, e senti mais solta e alegre.
V.: segurança, alegria.
I.Est.: Mensuração “maior apresentação na escola até os dias de hoje”. As experiências conduzem as ações de comparar, qualificar e apontar interesses como o de ver e de se apresentar.
Eu me sentia mais feliz quando eu apresentava Saudade e Forró, talvez por elas serem alegres, próximo do que eu gosto que é dançar e me divertir. De todas as coreografias que apresentei, considero Retalhos, Trapos e Farrapos, a mais difícil. Nela, cada menina apresenta com dois bastões, os manipulávamos o tempo todo, fazíamos trocas e lançamentos assim como, algumas colaborações difíceis. Foi preciso muito treino, dedicação e concentração. Na hora então, muita concentração.
I.Étc.: Dedicação, trabalho, esforço e concentração antecedem a apresentação.
I.Est.: Impressão de mensuração e classificação ou servem como critérios para justificar as escolhas.
Optar pelo mais difícil requer um espírito aventureiro e ávido por desafios. Essa última condição é um rastro que caracteriza um ginasta componente do GGTP.
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Dos dois espetáculos que eu participei, o que mais gostei foi Brejeiro, pois, além das luzes e do cenário perfeitos, das lindas coreografias e dos convidados, estavam lá meus pais, alguns vizinhos e minha outra irmã querida, ...
I.Est.: Anterior aos recursos do espetáculo e as partes que a cercam está a família. A presença dos entes aumenta o significado do se apresentar, fato explicado pelos laços de afetividade. O saber do espetáculo é determinado pelo componente afetivo, quanto a PARTICIPAÇÃO da família no processo. Essa participação corresponde a condição de espectador. Esse saber se dá ao partilhar uma ação de interesse com sujeitos da referencia existencial. A família é formada por sujeitos da referencia existencial.
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TÍTULO: ANOTAÇÕES DE UMA GINASTA: A EXPERIÊNCIA VIVIDA NO GRUPO GINÁSTICO TEREZINHA PAULINO
SUBTÍTULO: ANOTAÇÕES PARA QUE MINHA IRMÃ NUNCA ESQUEÇA DE MIM
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Meus pais juntos me assistiram pela primeira vez ... Vê-los lá me deixou muito feliz.
I.Étc.: A família como componente importante na apreciação dos resultados obtidos no processo.
Na primeira sessão, eu estava muito nervosa, mas confiante e me sentindo segura do que ia fazer. Embora me sentisse segura em Retalhos, Trapos e Farrapos, eu deixei o bastão cair várias vezes. Mesmo apresentando bem as outras coreografias, sabia o que tinha errado. Sabia também que ainda havia uma outra chance de acertar na sessão da noite.
I.Est.: O nervosismo, erro ou falha são postos como componentes da estréia.
I.Étc.: Enquanto o acerto é posto como valor, o erro é posto como contra valor. A segurança também é posta como uma virtude da ginasta.
Quando vi meus pais lá, na sessão da noite, aquilo me deu uma força incrível, uma vontade a mais para me apresentar. Queria impressioná-los para que eles sentissem orgulho de mim e soubessem que tinha valido a pena toda a minha dedicação durante este ano.
I.Est.: A família fonte de força. A força que vem da família, conduz o sujeito a motivação e a dedicação no fazer gímnico.
Agora não tem mais volta, respirei, enxuguei minhas mãos e, entrei firme e concentrada, no linóleo. Só lembro do final, quando a música acabou e ficamos na pose; foi só ali que tive a certeza: deu tudo certo.
I.Est.: O desenho do nervosismo e da realização: nervosismo associado ao medo de errar; a realização associada ao acerto. É muito significante pra mim o apoio da minha família na
prática da ginástica, pois, com isso eles me ajudam a ser persistente e corajosa para enfrentar meus desafios e os medos que tenho.
I.Est.: O medo que desafia e que pode inibir é posto como um contra valor. A persistência e a coragem são postos como virtudes, principalmente por se opor ou combater o medo. I.Est.: A família impulsiona., motiva.
...procuramos crescer juntas, ou seja, vencer os obstáculos unidas, isso nos ajuda a ficar mais próximas uma da outra.
I.Est.: A união e a solidariedade como recurso para vencer os obstáculos; a ação compartilhada facilita a superação dos obstáculos.
(...) Ela faz de tudo pra me explicar e às vezes para me ensinar algum movimento ou exercício que eu ainda não sei fazer direito.
I.Étc.: Solidariedade e fraternidade são postos como valores da convivência no grupo.
(...) Aproveitamos para conversar sobre como executar melhor cada movimento nas coreografias, para nós e para o público que irá nos assistir, fazemos isso até entrarmos num consenso.
I.Est.: A busca pelo acerto, pela beleza, pela aceitação e o reconhecimento é uma constante naqueles que se dedicam ao fazer gímnico. O diálogo, o trabalho solidário são postos como valores, essenciais para atingir as metas.
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SUBTÍTULO: 2007: UM ANO DE EVOLUÇÕES: O TORNEIO
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
Todo fim de ano fico ansiosa pra saber o que vai acontecer no
ano seguinte. I.Est.: a espera da novidade provoca ansiedade.
(...) Para participar teríamos que fazer nossa própria série. Achei isso excelente, pois, nos ajudou bastante a crescer, a exercitar nossa imaginação e termos iniciativa própria.
V.: Autonomia.
I.Est.:a ginástica permite criar o que indicia autonomia. (...) No dia da competição, que durou o dia inteiro, ele [o
professor] nos chamou e nos disse que o maior valor daquele torneio não era a competição em si, mas, a possibilidade de poder divulgar o que criamos e os exercícios que aprendemos ao longo dos anos, com muita dedicação e esforço. Ele nos disse também que estávamos ali para nos divertir e que tudo não passava de uma grande brincadeira. Mas, nós levamos tudo muito a sério.
I.Est.: Embora se buscasse a superação dos traços estéticos que caracterizam uma competição, a brincadeira insurgiu enquanto matriz estética para as ações competitivas, reafirmando alguns valores éticos da competição, por exemplo: a disputa e a hierarquização. O que difere é a forma na qual se percebe o evento: ao invés da seriedade, uma brincadeira. A leveza do brincar substitui o peso de uma competição. Não existe cobrança.
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I.Est.: competição enquanto algo sério. Diversão enquanto alternativa para a competição.
Muitos alunos acompanharam a competição que aconteceu nos dois turnos. Pela manhã aconteceu a prova para as equipes e no período da tarde a para os individuais. Como só tinha eu na minha sala, competi apenas no torneio individual, no parte da tarde. Além dos alunos, acompanharam a competição alguns professores e até parte da direção, houve funcionário que deixou o trabalho para nos assistir. Por tudo isso, ficamos muito contentes.
I.Est.: O belo mobiliza, hipnotiza, atrai, imobiliza, assim como engaja o sujeito, fazendo-o participar das ações do grupo.
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TÍTULO: ANOTAÇÕES DE UMA GINASTA: A EXPERIÊNCIA VIVIDA NO GRUPO GINÁSTICO TEREZINHA PAULINO
SUBTÍTULO: 2007: UM ANO DE EVOLUÇÕES: A ESCOLHA ENTRE DOIS GRANDES SONHOS
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
..., eu precisei escolher entre dois grandes sonhos: viajar com o GGTP ou tentar ingressar numa escola profissionalizante. Entre outras pessoas, o professor me deu um grande apoio,
conversamos e, compreendemos que eu teria que ficar e lutar por um outro grande sonho meu (...)
I.Est.: Fazer escolhas e lutar por elas são traços da conduta do sujeito.
..., o grupo treinava firme, com afinco e dedicação. A incerteza causava certa angustia, aflição e ansiedade, nas meninas que treinavam pra ir,...
I.Étc.: Trabalho, firmeza /dedicação, rastro de virtudes: incerteza, angústia, aflição/ansiedade, negação da conduta virtuosa.
(...) Quando ela estava saindo de casa para o aeroporto, nos despedimos, ficamos tão emocionadas que nós nos abraçamos e choramos. Isso foi um fato marcante. Eu pensava nela o tempo todo.
I.Étc.: Companheirismo, um valor.
Outro fato marcante pra mim, foi quando minha mãe ligou e o professor atendeu, quando ouvi a voz dele falando com minha mãe, me emocionei e comecei a chorar (...)
I.Est.: o estímulo sonoro constrói imagens.
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TÍTULO: ANOTAÇÕES DE UMA GINASTA: A EXPERIÊNCIA VIVIDA NO GRUPO GINÁSTICO TEREZINHA PAULINO
SUBTÍTULO: 2007: UM ANO DE EVOLUÇÕES: AINDA 2007
UNIDADE DE ANÁLISE NÚCLEOS DE SENTIDO
2007 foi um ano ótimo para todos que participam da ginástica, pois, foi o ano em que evoluímos mais, tanto tecnicamente como na vida. Aprendemos novos exercícios, de maiores dificuldades e aprendemos coisas que melhoram o nosso caráter.
.I.Est.: O ótimo está associado a participação, evolução técnica e pessoal.
Na ginástica também acontecem às intrigas. Não sei por qual razão eu e minha irmã fomos envolvidas numa delas. Ouvia comentários e via outras meninas cochichando nos cantos; ao mesmo tempo olhares intrigantes nos vigiavam. Porém nem eu nem minha irmã demos bolas, pois tínhamos as nossas consciências limpas. Íamos pra ginástica treinar e não para falar dos outros componentes do grupo. Os boatos se espalharam e foram parar nos ouvidos do professor.
I.Étc.: intrigas e fofocas condutas indesejáveis. I.Étc.: trabalho como virtude.
I.Est.: o quadro: o sussurro; o cochicho.
(...) Entendi que respeitar é agir de modo que não prejudique e não afunda o próximo e que conviver é saber respeitar o próximo, vivendo em comum.
I.Étc.: respeito enquanto virtude.
I.Est.: Visão do sujeito quanto o respeito “é agir de modo que não prejudique e não afunda o próximo e que conviver é saber respeitar o próximo, vivendo em comum.”
Depois de uma longa conversa com o grupo, acertamos que unidos é bem melhor. Em seguida fizemos um circulo e oramos. Consequentemente o grupo ficou mais forte e ainda com mais luz. Para mim esse foi um dos momentos mais valiosos que vivi junto ao grupo.
I.Étc.: União e força postos como virtudes.
I.Est.: O apelo ao Divino, a súplica por proteção Aquele que tudo pode quando não há quem possa entre os mortais. Podemos também dizer que em 2007, foi o ano em que o
professor Leonardo sentiu mais orgulho de nós, pois ele viu o quanto nós crescemos desde o nosso primeiro dia de aula.
I.Étc.: Orgulho e evolução, postos como virtudes. I.Est.: A realização do mestre, quando ele sente orgulho do grupo.
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