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Deynin Deyn Karşılığı (Peşinen) Satımı (Sarf)

1. AYN-DEYN AYRIMI BAĞLAMINDA SEMEN

1.4. Deynin Deyn Karşılığı (Peşinen) Satımı (Sarf)

O questionário preparado para o visitante responder após a visita, foi baseado na lista-padrão apresentada por Parsons (1992, p.35).

A seguir, um exemplo do questionário devidamente respondido por um aluno de 10 anos de uma escola estadual de Santa Cruz do Rio Pardo, durante visita guiada no Museu do Brinquedo da FAFIL em 2008.

Exercícios sobre a apreciação do acervo do Museu do Brinquedo da FAFIL:

1. Você já tinha visitado outro museu? Qual?

Não.

2. O que achou do Museu do Brinquedo? Fez lembrar algo de sua infância? O quê?

Muito legal, interessante. Me (SIC) fez lembrar de um brinquedinho que eu queria muito e eu acabei pegando escondido de um colega meu, mais (SIC) depois eu devolvi depois de uma semana.

3. Qual foi o brinquedo que mais chamou sua atenção? Por quê?

O trenzinho elétrico, porque é uma coisa legal e interessante de ver.

4. Qual brinquedo você gostaria de ter visto neste museu?

Helicóptero que voa de controle remoto.

5. Você reparou alguma diferença entre o brinquedo antigo e o contemporâneo?

Sim, o antigo é mais detalhado e o contemporâneo não é tanto assim.

6. Qual brinquedo fez lembrar algo que gosta muito de fazer?

As miniaturas de bichinhos de desenho, como o piu-piu (SIC), o Mickey, o Fred e o Barner.

7. Você sentiu vontade de tocar nos brinquedos durante a visita?

8. Você sentiu vontade de brincar ao sair do Museu do Brinquedo?

Sim.

9. Faça uma relação do brinquedo com algum artista que conhece. Qual obra de arte130 você relaciona com o brinquedo escolhido? Escreva o nome da obra.

Dois meninos jogando bilboquê.

Como você analisa o brinquedo escolhido junto à obra? Existem muitas formas? Elas se repetem?

Não tem muitas formas. Existem muitas cores?

Sim.

Existe textura?

Sim.

O que representa para o artista esse brinquedo (ou brincadeira)?

Duas crianças brincando com um brinquedo que é da época deles.

10. Você tem algum brinquedo que quer doar ao Museu do Brinquedo? Não.

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Figura 124: Dois meninos jogando bilboquê, Belmiro de Almeida131, óleo sobre tela, sem data, 40 x 30cm

Fonte: SANTA ROSA, Nereide S. Brinquedos e Brincadeiras. São Paulo: Moderna, 2001.

130

Durante o exercício apresentado aos visitantes fizemos uma exposição no quadro negro da sala ao lado do Museu do Brinquedo com as obras de vários artistas que registraram a infância por meio da pintura como Portinari, Orlando Teruz, Alfredo Volpi, Júlio Martins da Silva, Belmiro de Almeida, José Antonio da Silva, Arnaud Julien Pallière, Carlos Scliar. Encontramos essas obras no livro SANTA ROSA, NEREIDE S. Brinquedos e brincadeiras. São Paulo: Moderna, 2001. Cacosta foi outro artista da região que, a meu convite, expôs suas obras em Santa Cruz do Rio Pardo durante o mês de abril de 2010 no Palácio da Cultura “Umberto Magnani Neto”.

131

Belmiro Barbosa de Almeida (MG, 1858-Paris, 1935), pintor, desenhista, caricaturista, escultor e professor. Viveu em Paris, França em 1884, onde teve contato com obras de artistas como Degas, Manet, além de ser um dos criadores do Salão dos Humoristas, em 1914, e membro do Conselho Superior de Belas Artes até 1925. Disponível em: http://www.escritoriodearte.com/. Acesso em: 10.jun.2010.

Após a leitura dos questionários devidamente preenchidos por 108 visitantes, tomamos aleatoriamente uma amostra de 10 entrevistados.

Depois da análise das respostas oferecidas foi possível evidenciar cinco entrevistados, aqueles que tiveram brinquedos, que com eles brincaram, que guardaram e conservaram os mesmos, se alongavam nas respostas, que eram mais completas, procurando passar certo calor e uma dose maior de emoção.

Na pergunta “O que achou do museu?” surgiram respostas como “muito interessante (04) e “ótimo, adorei” (01). Em seguida, para a pergunta “Fez lembrar algo de sua infância? O quê?”as respostas foram “sim, as bonecas (04) e “cenas de minha infância”.

Na pergunta número 3 “Qual brinquedo chamou mais sua atenção?” As respostas foram “as bonecas Barbie” (02), “o piano Hering” (02) e “jogo de cozinha em miniatura (01).

Na questão de número 5 que perguntava sobre a diferença entre brinquedo antigo e moderno, todas as respostas foram muito criativas, explicando que os brinquedos eram artesanais, sem pilhas, mais simples, e que os novos possuem pilhas e tecnologia contemporânea.

Foi perguntado da relação entre brinquedo, brincadeira e obras de arte, todos explicaram a relação com mais profundidade, citando brinquedos como pião, balanço, bonecas e autores como Portinari.

Já nas respostas dos entrevistados que não doaram brinquedos, houve certo laconismo e no final três deles disseram que nada têm para doar ou que não têm brinquedo (02).

Ao responderem a questão: “Qual brinquedo chamou mais sua atenção?”, foram sucintos dizendo Barbie (02), as motos (01), trenzinhos (01) e ursos (01).

Foi perguntado se havia diferença entre o brinquedo antigo e o contemporâneo, as respostas foram apenas “sim” (02) e “o contemporâneo é mais sofisticado (01), “eram feitos de madeira” (01), “eram feitos manualmente” (01).

Na pergunta que solicitava relação com brinquedo e obra de arte, as respostas foram “Meninos com carneiro” de Portinari, em branco (01), Menino com pião (Portinari) e Cabra Cega de Orlando Teruz (02).

Figura 125: Cabra-cega132, Figura 126: Meninos com carneiro133 Orlando Teruz, 1972, óleo sobre tela, 22 x 16cm

Os entrevistados que não têm brinquedo e, portanto, não mantiveram laços afetivos com eles desde a infância, oferecem uma quantidade menor de informações e demonstram certos posicionamentos frente aos objetos do cotidiano de todas as crianças. Parecem se restringir a uma tônica: o cumprimento da tarefa pedida, com respostas mais curtas, sem emoção, sem sentimentos. E onde ficam os espaços de arejamento, de ludicidade, de alegria e reminiscências, da relação com o outro e com as coisas boas da vida?

O lúdico vai dar uma dimensão para o indivíduo expressar-se, comunicar- se com o outro e desenvolver-se através da interação. Tudo isto passa a ter um significado e transmite sensações de alegria, magia e mistério que o indivíduo carregará para sempre.