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Deniz Kuvvetlerinde NATO Kuvvet Yapısına Uygun Olarak Teşkilat Değişimler

Kongresi III. Ciltleri ayrı basım, Ankara, 1983, s 1572.

TÜRKİYE'Yİ ZİYARET EDEN ABD VE İNGİLİZ HARP GEMİLERİ

B. NATO İLE BİRLİKTE TEKRAR AKDENİZ’E AÇILAN TÜRK DENİZCİLERİ

1. Deniz Kuvvetlerinde NATO Kuvvet Yapısına Uygun Olarak Teşkilat Değişimler

A entrevista em grupo é uma forma de conversação conduzida por um moderador (“facilitador”), que apresenta o tema para que as pessoas, numa interação verbal e não-verbal, discutam acerca das questões que o envolvem. O grupo de discussão informal deve ser de tamanho reduzido (cinco a doze pessoas), com o propósito de obter informação qualitativa em profundidade sobre determinado assunto. O objetivo principal é revelar as percepções dos participantes sobre os tópicos em discussão. Normalmente, os participantes possuem alguma característica em comum. Na entrevista em grupo, os participantes são incentivados a conversar entre si, trocando suas experiências, relatando suas necessidades, observações etc. O moderador incentiva a interação e participação de todos, evitando que um ou outro tenha

discutimos, a partir da teoria de Melucci (2001a, 2001b), as formas de interação construídas pelos novos movimentos sociais.

20 [...] toda pesquisa empírica pode ser definida como um encontro mais ou menos direto entre os atores e os

predomínio, e conduz a discussão de modo que esta se mantenha dentro do(s) tópico(s) de interesse. Por isso, as sessões devem ser gravadas (CORRAO, 2000; CENPEC; LITTERIS, 2001; COSTA e KOSLINSKI, 2006).

O moderador tem um importante papel na pesquisa, não existe apenas como coadjuvante. Após negociar com o grupo datas e locais dos encontros, é ele quem encaminha a discussão e, de certo modo, organiza os tópicos a serem discutidos. O moderador tem uma agenda onde estão delineados os principais tópicos a serem abordados. Estes tópicos são geralmente pouco abrangentes, de modo que a conversação sobre os mesmos se torne relevante e permita a interlocução com o grupo. Por ser uma entrevista intensiva, esta técnica utiliza questões e respostas não estruturadas e evita que o moderador/facilitador force na direção de respostas pré-codificadas. Este controle limitado sobre o processo do grupo exige que o moderador esteja bem preparado para este tipo de trabalho. Em relação aos dados, estes têm a vantagem de possibilitar vários formatos de análise, ainda que esta seja mais exigente. Mas, por sua profundidade e pela peculiaridade de cada grupo, os resultados não podem ser generalizados para a população geral nem replicados em outro grupo.

Contudo, a entrevista em grupo tem algumas características que viabilizam sua utilização numa pesquisa em que se deseja maior aprofundamento na trajetória de atores coletivos. Ela possibilita que as informações, as opiniões sejam partilhadas pelo grupo, quer discordem ou concordem com determinados pontos de vista; permite emergir situações de conflito que eram “desconhecidas” pelo grupo e possibilita o reconhecimento entre pares. A interação de grupo permite que os participantes escutem uns aos outros, balançando as posturas e reduzindo a possível distorção fornecida por visões extremas. É a presença dos pares que os encoraja a falar dos temas delicados e “não autorizados”.

No caso desta pesquisa, o que agregava os entrevistados era a participação no mesmo coletivo. Ao avaliar a atividades, o grupo pesquisado afirmou que as entrevistas contribuíram na sua própria dinâmica organizativa, oportunizaram-lhes rever sua trajetória como grupo e como sujeitos, possibilitando a aproximação de jovens que estavam distanciados. Foram momentos de reencontro após um período de afastamento dos pares, condicionado por diferentes fatores: a própria dificuldade do PMMR em manter financeiramente as atividades dos núcleos de base e, principalmente, os problemas e necessidades pessoais dos jovens, como o trabalho; as demandas familiares e o interesse dos jovens em participar de outros espaços socioculturais.

Para esta pesquisa, realizamos na primeira etapa seis sessões coletivas, com uma média de 2 horas de duração, no período de março a junho de 2006. Na segunda etapa,

fizemos quatro encontros, que duraram cerca de 80 minutos cada. Por dificuldades ligadas ao trabalho e outras atividades, os jovens não participaram de todos os encontros. Registrava-se sempre a ausência de alguns membros e, no decorrer das entrevistas, o grupo compunha-se em média de oito participantes.

Nas entrevistas coletivas, pudemos abordar: a) o que significa ser jovem; b) os modos de organização deste grupo juvenil; c) qual a importância atribuída à escola e os significados atribuídos à experiência escolar; d) como enxergam a instituição escolar; e) como se relacionam com as instituições que participam na constituição de suas identidades e f) quais as possibilidades que a escolarização lhes oferece.

Durante a primeira etapa, os temas das sessões giraram em torno da identidade juvenil, suas formas de organização, a relação dos jovens com os diferentes espaços de socialização, o processo de escolarização e a experiência escolar, a relação trabalho-escola, família-escola. Já no segundo momento das entrevistas, procurei incorporar algumas questões apontadas pela banca examinadora quando da qualificação, entre elas: a desinstitucionalização da escola, as possibilidades de mobilidade social via escolarização, a constituição das identidades juvenis no interior da escola e suafunção socializadora e formativa.

No último encontro, dia 03 de julho de 2007, concluímos que houve um aprofundamento no que se refere à participação dos jovens na pesquisa. O que parecia algumas vezes desinteresse de alguns pelos temas propostos e pela discussão, era um período de maturação das idéias e de interação entre os pares. Se em alguns encontros a conversa se polarizava entre dois ou três jovens, em outros momentos a participação foi bastante homogênea, indicando o envolvimento com os temas em discussão.

Devemos salientar que houve mudanças na condução das entrevistas coletivas. Na primeira etapa, eu apresentava o tema na forma de uma pergunta ou de uma afirmação e deixava que o grupo discutisse, evitando participar do debate. Minha intervenção era no sentido de moderar, ou seja, mais voltada para garantir que todos se manifestassem, evitar polarizações em torno de uma ou duas pessoas ou mesmo evitar a dispersão do grupo. Pouco intervinha no “andamento” da discussão, evitando mesmo tecer comentários. Às indagações que me eram feitas, respondia ou discutia com o grupo no final da entrevista. Ao final desta primeira intervenção, avaliamos que este meu distanciamento negava ou contrariava minha crença na capacidade de discernimento dos sujeitos e confirmava a falsa idéia de uma possível neutralidade do pesquisador em relação aos sujeitos pesquisados. Após esta avaliação, discuti com o grupo e fiz uma alteração na dinâmica dos encontros grupais para a segunda etapa. Ao apresentar a pergunta ou a temática, eu procurava manter a distância necessária do debate,

sem interferir na dinâmica grupal. Mas, quando solicitada ou interpelada pelo grupo, respondia às perguntas, tecia comentários, registrava observações, fazia novas indagações e, quando percebia a necessidade, confrontava determinadas opiniões.

Tive confirmação da importância desta nova incursão no campo quando retomei de meus escritos o depoimento de alguns jovens no dia em que nos reencontramos. Marquei este encontro para apresentar meu trabalho e para discutir uma proposta de continuidade. Expliquei ao grupo que havia feito o exame de qualificação, como funciona este exame, o que foi apresentado, discutido e os resultados. Expliquei-lhes que um dos resultados foi a sugestão de retomar com o grupo alguns temas que ficaram em aberto e fazer algumas novas perguntas. O grupo concordou e acrescentou que esta nova etapa lhes ajudaria a rever ou confirmar os depoimentos das primeiras entrevistas.