1.6 Bankacılık Düzenlemeleri
1.6.3 Denetleyici Düzenlemeler
Os dicionários de Libras são materiais fundamentais para a apropriação linguística do sujeito surdo. São obras que permitirão ao aluno adquirir e aprimorar sua competência lexical tanto na sua língua materna como no português, já que os dicionários impressos de Libras usam o português como língua de entrada dos verbetes. É também um material que propicia a real educação inclusiva, no sentido que auxilia os professores e colegas ouvintes a aprender a língua de sinais e tornar o ambiente escolar propriamente bilíngue.
É evidente que os dicionários de Libras também precisam da mediação do professor para ser bem utilizados pelos alunos. Não devemos concluir que todos os alunos aprendem naturalmente a manusear o dicionário. Sobre esse assunto o documento do MEC PNLD 2012- Dicionários afirma:
Um outro momento desse convívio é, sem dúvida, o da consulta aos verbetes. Uma vez assimilada a estruturação própria dos dicionários, a consulta deve ser... ensinada. Sim, nenhum aluno saberá consultar um dicionário se não aprender como é que se faz. E a chave para tanto é a ordem alfabética, ao lado das técnicas que, sempre calcadas nela, nos permitem a localização da palavra no volume. (MEC, 2012, p. 38)
O professor deve assumir a função de promover o ensino da estrutura dos dicionários e das peculiaridades de consulta dos mesmos. O incentivo da prática através de atividades que demonstrem a utilidade dessas obras no cotidiano é uma maneira de conseguir cumprir com os objetivos de levar aos alunos o conhecimento do corpo da obra, suas funcionalidades e propósitos.
Em qualquer nível de ensino, um dicionário só será efetivamente entendido como uma ferramenta se, além de saber que essa ferramenta existe, para que serve e como “funciona”, o aluno se deparar com situações concretas em que o seu uso na escola ou em casa seria oportuno e útil. (MEC, 2012, p. 45)
Alcançada a competência na utilização dos dicionários, professor, intérprete e alunos estão prontos para utilizar os dicionários como material didático. É o que nos lembra Krieger (2012):
Em razão [da] riqueza informativa, relacionada à estrutura, aos sentidos e ao funcionamento contextualizado das palavras de um idioma, o dicionário consiste numa ferramenta de grande valor pedagógico e que favorece o desempenho cognitivo do aluno. (KRIEGER, 2012, p. 20)
Ao considerar os dicionários de Libras, além do valor pedagógico pelos motivos já explicados, podemos mencionar ainda outro motivo que o faz de presença imprescindível na sala de aula. Considerando que o dicionário é uma obra de grande autoridade linguística e social, a utilização dos dicionários de Libras reforça a legitimidade desta língua. Os dicionários revelam aos alunos, sejam eles surdos ou ouvintes, aos pais dos alunos e à comunidade escolar a autenticidade das línguas de sinais, pois, funciona como principal documento de registro lexical.
Além do seu papel como documento tipo arquivo, que cataloga e preserva a memória do componente lexical, há outras funções que o dicionário de língua têm desempenhado. Na sociedade atual, um de seus principais papeis consiste em funcionar como obra de referência do léxico de um idioma. De fato, por tudo o que reúne, por ser o catálogo das palavras, o dicionário consagrou-se como obra de consulta que oferece respostas sobre vários aspectos das palavras, expressões e sentidos desconhecidos para os seus usuários. [...] O dicionário torna-se uma espécie de autoridade, exercendo o papel de obra de referência em relação ao que é dito e ao que é consagrado como significados socialmente compartilhados. Resulta daí que o dicionário funciona como uma espécie de cartório de registro das palavras. (KRIEGER, 2012, p. 18,19)
A consagração do dicionário de língua como autoridade é também a confirmação da língua de cultura. Em tempos que familiares de surdos ainda consideram a língua de sinais como inferior às línguas orais, a atenção da comunidade escolar à Libras embasada em obras de referência tão importantes como os dicionários auxilia em muito a apropriação dessa língua pelos surdos que dependem do conhecimento de sua língua materna para ter absoluto desenvolvimento cognitivo.
3.1.2.1 Atividade 3: Ampliação do repertório lexical
Nível: Ensino Fundamental ou Médio de escolas inclusivas e específicas.
Duração: Uma aula de português (de 40 minutos a 1 hora)
Objetivo: Incentivar o processo de desenvolvimento lexical na língua materna.
Nota: A atividade visa ao estímulo do processo de aprendizado lexical da L1. O ensino do léxico em Libras é muito relevante para os alunos surdos, visto que a maioria deles não recebeu modelo de linguagem desde a infância. Como já consideramos, grande parte dos surdos aprende a língua materna mais tardiamente do que as crianças ouvintes. Isso significa que, em idade escolar, ouvintes já possuem um vasto repertório lexical, enquanto surdos terão seu repertório limitado em quantidade. Portanto, para que ampliem e desenvolvam o léxico em LP é, primeiramente necessário, desenvolver o léxico na língua materna.
Passo a passo:
1- O professor seleciona um texto de gênero específico. A seleção é feita pelo professor a partir da avaliação do nível linguístico da turma e do conteúdo programado para a turma.
2- O professor seleciona palavras/expressões presentes no texto que sejam recorrentes no gênero em estudo.
3- Em duplas ou em pequenos grupos, os alunos devem procurar as palavras no dicionário de Libras. Apropriando-se do sinal referente àquelas palavras, os surdos poderão mais facilmente compreender o significado delas.
4- O professor pede aos alunos que traduzam o texto em LP para a Libras a fim de avaliar sua compreensão do texto escrito e o uso das palavras selecionadas.
5- O professor amplia o desenvolvimento lexical dos alunos por propor um novo tema para que os alunos produzam um texto, em Libras, de mesmo gênero daquele já trabalhado em sala. O professor incentiva o uso das palavras recorrentes sugeridas pelo primeiro texto dado em sala.