II. Ayrımcılık Nedenleri
1. Cinsiyet
tários do acordo cumprirão o disposto nos artigos 1 a 21 e no apêndice da Convenção de Berna, de modo que estão ambos os acordos indissoluvelmente associados. Para ser membro do TRIPS, portanto, é indispensável ser também signatário da Convenção de Berna.
Limitada pelo disposto nos tratados internacionais, a LDA trata, entre outras matérias, das obras protegidas e não protegidas por direitos autorais; dos direitos au- torais morais e patrimoniais; das limitações aos direitos autorais; das relações contra- tuais; da utilização das obras intelectuais e dos fonogramas; dos direitos conexos. Va- mos cuidar de alguns destes temas neste capítulo e de outros nos capítulos seguintes.
2.2. Que obras são protegidas por direitos autorais?
O art. 7º da LDA indica quais obras são protegidas pelos direitos autorais. Seus termos são os seguintes:
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fi xadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:
I — os textos de obras literárias, artísticas ou científi cas;
II — as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza;
III — as obras dramáticas e dramático -musicais;
IV — as obras coreográfi cas e pantomímicas, cuja execução cênica se fi xe por escrito ou por outra qualquer forma;
V — as composições musicais, tenham ou não letra;
VI — as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as cine- matográfi cas;
VII — as obras fotográfi cas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografi a;
VIII — as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografi a e arte cinética;
IX — as ilustrações, cartas geográfi cas e outras obras da mesma natureza;
X — os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografi a, engenharia, topografi a, arquitetura, paisagismo, cenografi a e ciência;
XI — as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais, apresentadas como criação intelectual nova;
XII — os programas de computador;
XIII — as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, di- cionários, bases de dados e outras obras, que, por sua seleção, organiza- ção ou disposição de seu conteúdo, constituam uma criação intelectual.
CAPÍTULO 2 — CONCEITOS FUNDAMENTAIS 31
Da simples leitura do caput do artigo acima transcrito, percebe -se que o legislador teve duas grandes preocupações: (i) enfatizar a necessidade de a obra, criação do espírito, ter sido exteriorizada e (ii) minimizar a importância do meio em que a obra foi expressa.
De fato, é relevante mencionar que serão protegidas apenas as obras que tenham sido exteriorizadas. No entanto, o meio em que a obra é expresso tem pouca ou nenhuma importância, exceto para se produzir prova de sua criação ou de sua anterioridade, já que não se exige a exteriorização da obra em deter- minado meio específi co para que a partir daí nasça o direito autoral. Este existe uma vez que a obra tenha sido exteriorizada, independentemente do meio.
A doutrina indica os requisitos para qu e uma obra seja protegida no âmbi- to da LDA3. São eles:
(i) Pertencer ao domínio das letras, das artes ou das ciências, conforme prescreve o inciso I do art. 7º, que determina, exemplifi cativamente, serem obras intelectuais protegidas os textos de obras literárias, artísticas e científi cas.
(ii) Originalidade: este requisito não deve ser entendido como novidade absoluta, mas sim como elemento capaz de diferenciar a obra daquele autor das demais. Aqui, há que se ressaltar que não se leva em consideração o respectivo valor ou mérito da obra.
(iii) Exteriorização, por qualquer meio, conforme visto anteriormente, obedecendo -se, assim, ao mandamento legal previsto no art.7º, caput, da LDA.
(iv) Achar -se no período de proteção fi xado pela lei, que é, atualmente, em regra, a vida do autor mais setenta anos contados da sua morte.
Pertencer ao domínio das letras, das artes ou das ciências; ser ori- ginal; ter sido exteriorizada e estar dentro do prazo legal de proteção são requisitos para se proteger uma obra por direitos autorais.
Uma vez atendidos estes requisitos, a obra gozará de proteção autoral. Não se exige que a obra que se pretende proteger seja necessariamente classifi cada entre os treze incisos do artigo 7º, já que a doutrina é unânime em dizer que o
caput deste artigo enumera as espécies de obra exemplifi cativamente.
Por outro lado, é necessário que a obra não se encontre entre as hipóteses previstas no artigo 8º da LDA, que indica o que a lei considera como não sendo objeto de proteção por direitos autorais.
2.3. Que obras não são protegidas por direitos autorais?
É muito comum as pessoas confundirem os objetos de estudo dos direitos au- torais com os demais objetos de estudo de matérias afi ns.
A propriedade intelectual é classicamente dividida em dois grandes ra- mos. Um se dedica ao estudo dos direitos autorais, e dentro das disciplinas jurídicas, aloca -se dentro do Direito Civil. O outro ramo é chamado de pro-
priedade industrial e tem seu estudo sistematizado principalmente no âmbito
do Direito Empresarial.
A propriedade industrial é disciplinada no Brasil pela lei 9.279, de 14 de maio de 1996. De acordo com seu artigo 2º:
Art. 2º: A proteção dos direitos relativos à propriedade industrial, considerado seu interesse social e o desenvolvimento tecnológico e eco- nômico do País, efetua -se mediante:
I — concessão de patentes de invenção e de modelo de utilidade; II — concessão de registro de desenho industrial;
III — concessão de registro de marca;
IV — repressão às falsas indicações geográfi cas; e V — repressão à concorrência desleal.
A propriedade industrial — que é vulgarmente chamada de “marcas e patentes”, o que é denominação restritiva e insuficiente para delimitar- -lhe a abrangência — tem um caráter visivelmente mais utilitário do que o direito autoral.
As invenções e os modelos de utilidade, por exemplo, que podem ser ob- jeto de concessão de patente, têm por fi nalidade, em regra, solucionar um pro- blema técnico4. Assim, quando o telefone foi inventado, resolvia -se com ele o problema de ser necessário deslocar -se de um lugar a outro caso se quisesse falar com pessoa ausente.
Por outro lado, a composição de uma determinada música ou a confecção de uma escultura ou de uma pintura não põe fi m a qualquer problema técnico. O que se pretende com essas obras é tão somente estimular o deleite humano, o encantamento; o que se quer é causar emoção. Embora esse requisito não seja indispensável para se proteger uma obra por direito autoral (afi nal, programas de computador são protegidos por direito autoral embora o código -fonte tenha uma função essencialmente utilitária), é um dos principais traços distintivos para que as obras sejam assim protegidas.