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Ayrımcılık Kavramı ve Çeşitleri

de metodologia desenvolvido pela instituição:

a Casoteca Latino-Americana de Direito

e Política Pública.

METODOLOGIA DO ENSINO E CASOTECA LATINO-AMERICANA DE DIREITO E POLÍTICA PÚBLICA

A Casoteca se propunha a constituir um acervo de casos didáticos que articulassem Direito e Política Pública, o qual seria disponibili- zado livremente ao público. Ela teria por missão “constituir um re- pertório de casos competentes para instrumentalizar aulas participativas e que estimulem a formação de juízos críticos por parte dos alunos”, além de estabelecer “um diálogo teórico interdisciplinar, capaz de reavivar o intercâmbio do estudante de Direito com outras áreas do conhecimento”119.

Jean Paul Veiga da Rocha, autor do projeto, submeteu a proposta de constituição da Casoteca ao Banco Interamericano de Desenvolvi- mento, o BID, em 2004, com o fim de obter financiamento para a sua execução. A aprovação do financiamento da Casoteca pelo BID foi precedida por negociações que culminaram em uma reformulação do projeto inicialmente apresentado pela DIREITO GV.

A proposta inicial previa que os casos seriam elaborados pelos próprios professores e pesquisadores da Escola. Essa proposta, no en- tanto, não se adequava às normas de transferências de recursos do Banco, que vedava a remuneração da entidade que propusesse o pro- jeto. Para se adequar às normas do Banco, a DIREITO GV teria de contratar expertise externa. Mário Gomes Schapiro, pesquisador con- tratado à época para auxiliar Conrado Hübner Mendes na implemen- tação da Casoteca, apresenta sua impressão sobre as restrições impostas pelo BID: “No início, consideramos [as normas do BID] um ‘limão’, pois a DIREITO GV tinha um núcleo de metodologia, com quadros sendo formados há dois, três anos, que estavam familiariza- dos com a metodologia de caso. Em contrapartida, pesquisadores ex- ternos, como eu, por exemplo, não tinham muita noção do que era um ‘caso’. A FGV se viu, portanto, obrigada a contratar pessoas que talvez tivessem menor formação do que as da casa. Esse limão, no en- tanto, virou uma limonada, pois essa exigência do BID permitiu à FGV estender a Casoteca a diversos Estados do Brasil e a diversos paí- ses da América Latina, além de servir, efetivamente, para fazer dela não só um centro de produção de material didático, mas também um centro de integração pedagógica. Ao construirmos referências de casos com pessoas de fora da Escola, conseguimos que nosso centro de me- todologia se projetasse extramuros.”120

O projeto teve de ser reformulado de modo que a DIREITO GV se comprometesse a realizar um processo seletivo para a contratação

de pesquisadores externos, vinculados a outras instituições de ensino jurídico brasileiras e latino-americanas. Estabeleceu-se que a Casoteca promoveria a integração pedagógica na América Latina. Mário Gomes Schapiro explica essa finalidade: “A grande idéia era fazer da Casoteca um projeto de integração pedagógica da América Latina. A partir de uma leitura crítica do ensino jurídico, tentaríamos, juntamente com alguns centros de vanguarda da América Latina, com perfil parecido com o da DIREITO GV, produzir casos que serviriam não apenas como material didático, mas também como pretexto para a formação de uma grande rede latino-americana de integração pedagógica.”121

Ao término das negociações, foi celebrado um convênio de coo- peração técnica entre a DIREITO GV e o BID.122No instrumento de

convênio, ficou acertado que o Banco aportaria 150 mil dólares para o financiamento da Casoteca, e que a Fundação Getulio Vargas ofe- receria uma contrapartida de 184 mil dólares. Esses recursos seriam utilizados para a remuneração das pesquisas e custeio de veículos es- tratégicos de divulgação e integração das instituições de ensino en- volvidas, como os seminários regionais e a confecção de um site próprio do projeto.

As primeiras dificuldades, no entanto, surgiram logo após a cele- bração do termo de cooperação técnica com o BID, em 2005. O coor- denador do projeto Casoteca enumerou as dificuldades na elaboração do edital de seleção: “O tempo de elaboração do edital de seleção durou mais do que o previsto. Eu e o Mário Schapiro passamos várias semanas buscando definir uma série de questões, como o modelo de caso que deveria ser criado, o número de casos que seriam seleciona- dos, o valor a ser aportado para as despesas de pesquisa, para a re- muneração do pesquisador. Além disso, havia questões burocráticas a serem resolvidas. Foi preciso fazer um pequeno planejamento tribu- tário para definir o modo como seria gasto o dinheiro do BID. Tive- mos, portanto, que tomar inúmeras decisões, que atrasaram o processo de elaboração do edital”123.

O projeto desenhado por Jean Paul Veiga da Rocha previa a ela- boração de um acervo de casos elaborados para fins didáticos cujo formato se inspiraria na Casoteca da Kennedy School of Government, da Universidade de Harvard, e também no programa de Direito e Po- lítica Ambiental e de Recursos Naturais da Stanford Law School124.

da vida real, que envolvem questões jurídicas, sociais, empresariais, éticas e científicas relacionadas aos fatos descritos. Esses casos são es- pecialmente voltados para alunos de Direito e sua utilização em sala de aula exige que estes assumam uma posição de protagonistas do próprio aprendizado. Após tomar contato com o caso, o aluno deve assumir papéis profissionais em que é estimulado a desenvolver habi- lidades, como as de investigação, pesquisa jurídica, consultoria, ne- gociação, comunicação oral persuasiva, etc., e também a desenvolver competências, como mapear os problemas suscitados pela narrativa e formular estratégias adequadas para alcançar soluções eficientes para os conflitos narrados.

O programa de casos da Kennedy School of Government, por sua vez, não está diretamente comprometido com a formação jurídica. Ele se preocupa em formar quadros para a administração e governo e volta-se para questões relativas à formulação e implementação de Po- líticas Públicas. Apesar de não se preocupar com a formação jurídica, esse programa foi o que mais inspirou o projeto da Casoteca Latino- Americana, não só pelo fato de construir casos voltados para a elabo- ração de Políticas Públicas (uma formação que também é cara à DIREITO GV), mas principalmente por que se baseia em processos de construção de narrativas a partir de dados empiricamente obser- váveis. Quanto às estratégias de ensino subjacentes à utilização do caso, o programa da Kennedy School of Government previu, de forma pioneira, a adoção de técnicas participativas nas quais o professor deixa de ser o protagonista dos debates realizados em sala de aula. Cabe ao professor, nessa perspectiva, mediar, e não dirigir, a partici- pação dos alunos nos debates sobre os casos.

Inspirada nesses dois modelos, a Casoteca Latino-Americana de Direito e Política Pública foi concebida de modo a contemplar casos que seguem uma proposta pedagógica problematizante, que além de explorar as interfaces do Direito com outras ciências estimulam o de- senvolvimento de habilidades e competências voltadas à solução de problemas. Na visão de Mário: “O propósito da Casoteca não era for- mar especificamente policymakers (elaboradores de Políticas Públicas), mas indivíduos que, sendo capazes de enfrentar problemas tão difíceis quanto os que envolvem Políticas Públicas, conseguissem enfrentar qualquer tipo de problema jurídico, em qualquer área do Direito. Em outras palavras, a política pública era, na verdade, um grande pretexto

pedagógico. Vamos a um exemplo: um ex-ministro, que foi capaz de enfrentar problemas jurídico-institucionais da administração pública, será capaz de trabalhar com muita tranquilidade na iniciativa privada ou no terceiro setor. Por essa razão, entendemos que a política pública era um carro-chefe importante.”125

Essa concepção de caso não se confunde, portanto, com o método desenvolvido no século XIX pelo professor de Harvard Christopher Columbus Langdell, que deu origem a uma tradição pedagógica que se tornou hegemônica nas universidades norte-americanas, na qual a principal ferramenta de ensino é o casebook. Essa tradição, que tem por objetivo principal habilitar o estudante a raciocinar juridicamente a partir da leitura de decisões judiciais, tem sido alvo de críticas. Uma desvantagem comumente atribuída a esse método de ensino jurídico é a de que ele não conduziria os alunos a pensarem como advogados, já que a decisão judicial é apenas uma das ferramentas utilizadas pelo advogado para a resolução de problemas do seu cliente. Outra des- vantagem seria a de que as decisões judiciais não colocam o estudante em contato com os problemas reais que enfrentará em sua vida pro- fissional, que são muito mais complexos do que os conflitos jurídicos retratados nos autos de um processo judicial.126

Embora os formuladores do projeto da Casoteca tivessem clareza sobre a essência do modelo de caso que pretendiam adotar, faltava realizar uma delimitação conceitual precisa desse método de modo a impedir ruídos de comunicação que prejudicassem a elaboração dos casos. Para Mário Schapiro, essa tarefa não era trivial: “Nós sabíamos identificar o tipo de caso que queríamos, mas sentimos uma dificul- dade inicial para explicar o que seria esse caso para o público não fa- miliarizado com o tema”127.

Para construir uma referência própria sobre o caso, o coordenador de metodologia instituiu reuniões onde se discutia o material produzido pela Kennedy School e por Stanford. Nessa etapa conceitual do projeto, além de professores e pesquisadores da Escola, participou ativamente o professor Esdras Borges Costa, sobre quem Conrado Hübner Mendes faz a seguinte observação: “O professor Esdras foi o mentor e provo- cador dos nossos estudos sobre método do caso. Ele teve um papel im- portantíssimo na montagem do modelo de caso para a Casoteca”128.

Mário Gomes Schapiro descreve a dinâmica das reuniões de me- todologia ocorridas nessa época: “Promovemos encontros semanais

em que líamos casos da Harvard e Stanford com a perspectiva de fazer uma espécie de radiografia do caso: o que o caso tem, como é narrado, como é estruturado, quais são seus principais pontos, como ele é composto, etc. Líamos muitos casos e tentávamos extrair dessa leitura uma regularidade”129.

As reuniões foram decisivas para a construção de referenciais sobre o caso, os quais foram reproduzidos no edital de seleção da Ca- soteca. O edital previu que seriam selecionados casos que tratassem de experiências de implementação de Políticas Públicas ocorridas em países da América Latina. As experiências narradas nos casos, por sua vez, deveriam ter tamanha abrangência que pudessem ser utilizadas, sem necessidade de adaptações, como recurso didático em qualquer país latino-americano.

Quanto ao conceito de “Política Pública” atribuído pelo edital, ele foi definido como todo e qualquer “programa de ação governa- mental com o objetivo de coordenar os meios à disposição do Estado e as atividades privadas para a realização de objetivos socialmente re- levantes e politicamente determinados”130.

Para uma maior delimitação temática das Políticas Públicas que deveriam ser contempladas pelo projeto da Casoteca, o edital estabe- leceu áreas às quais os casos apresentados deveriam relacionar-se: Re- lações Internacionais, Diversidade de Raça e Gênero, Políticas de Bem-Estar e Direitos Econômicos, Desenvolvimento e Regulação, In- fraestrutura e Serviços Públicos, Meio Ambiente, Política Urbana, Fe- deralismo e Relações Intergovernamentais, Finanças Públicas, Reformas Institucionais e Crime e Sociedade.

Um termo de referência, anexo ao edital, estabeleceu a estrutura e metodologia que deveriam ser observadas na elaboração do caso131. O

termo de referência previu que o caso a ser elaborado pelos pesquisa- dores deveria apresentar três partes: narrativa, anexos e nota de ensino. O caso deveria ser iniciado por uma narrativa de uma situação real que envolvesse dilemas institucionais sobre Políticas Públicas na Amé- rica Latina. Como a formulação e implementação de uma política pú- blica implica a adoção, muitas vezes simultânea, de instrumentos de naturezas diversas - como a jurídica, econômica, financeira, política ou técnica - a narrativa do caso não deveria dar tratamento segmen- tado a esse conjunto de problemas, devendo ser fidedigna à complexi- dade da situação apresentada. Para ser realista, previu o edital que o

caso deveria, na medida do possível, buscar reproduzir a realidade sem mediações e simplificações. Não se admitiria, assim, que a narrativa do caso apresentasse componentes jurídicos de forma separada dos ele- mentos econômicos, administrativos, políticos, técnicos, etc, já que uma opção dessa sorte não atingiria plenamente os objetivos pedagó- gicos visados pela Casoteca, de potencializar, ao invés de reduzir arti- ficialmente, a complexidade das situações-problema apresentadas no material didático.

Dado o caráter realista do material didático privilegiado pela Ca- soteca, o termo de referência do edital estabeleceu também que o caso deveria ser elaborado a partir de um cuidadoso processo de pesquisa. A narrativa da situação-problema não poderia, dessa forma, decorrer da imaginação criativa de um autor ou de uma mera descrição de de- cisões jurisprudenciais. Ela também não se confundiria, pelos motivos já observados, com a elaboração de exercícios de interpretação de con- ceitos, proposições ou definições.132Ao contrário, a narrativa deveria

estar embasada em dados empiricamente observáveis, obtidos, sobre- tudo, a partir do emprego de técnicas de entrevista, para ouvir os ato- res sociais envolvidos, e a coleta e análise de documentos. Inspirado no modelo de caso adotado pela Kennedy School, para conferir con- cretude e veracidade à narrativa, o edital estabeleceu que os resultados da pesquisa empírica realizada pelos pesquisadores contratados deve- riam acompanhar o caso sob a forma de anexos.

Ainda em relação à delimitação conceitual do caso, o edital esta- beleceu que o material didático produzido deveria estar atrelado a um planejamento do uso desse recurso didático. O caso entregue deveria, portanto, estar acompanhado de uma nota de ensino, a qual descre- veria minuciosamente o modo como a narrativa e os documentos se- riam utilizados dentro do planejamento da aula. Como a situação conflitiva real que embasa o caso, por sua natureza, não é autoexpli- cativa, de modo que para solucioná-la não existe apenas um instru- mento de intervenção correto, o edital ofereceu diretrizes para que a nota de ensino não oferecesse respostas fechadas, excludentes e hie- rarquizadas aos casos propostos.

Além da delimitação conceitual do caso, o edital elaborado pela coordenação de metodologia estabeleceu regras indispensáveis ao pro- cesso seletivo. Ficou decidido que seriam selecionadas dez propostas de casos, apresentadas individual ou coletivamente, em grupo de até três

pesquisadores, de nacionalidade de algum país membro do BID, vincu- lados a programas de pós-graduação stricto sensu latino-americanos.133

Para cada caso, previu-se a destinação de uma dotação de dez mil dó- lares, dos quais sete mil seriam utilizados para o pagamento de despesas relacionadas à pesquisa, pagos em três fases da execução dos trabalhos, e os outros três mil dólares restantes constituiriam o prêmio aos pes- quisadores, a ser pago após a aprovação final do caso elaborado.

O edital do projeto Casoteca, redigido em português e espanhol, foi anunciado em 17 de agosto de 2005 no salão nobre da EAESP. De- pois disso, a equipe envolvida no projeto, que incluía pessoas de ins- tituições latino-americanas parceiras, trabalhou fortemente na divulgação do edital, comunicando mais de trezentas Escolas de Di- reito da América Latina sobre o processo seletivo.

A divulgação trouxe resultados positivos. A Escola de Direito re- cebeu 85 propostas de casos, 61 elaboradas por pesquisadores brasi- leiros e 24 de autoria de pesquisadores estrangeiros. A diversificação regional foi uma marca também do comitê instituído para a seleção das propostas, do qual fizeram parte os professores Martin Böhmer, da Universidad de San Andrés, de Buenos Aires; Diego Lopez Me- dina, da Universidad de Los Andes, Bogotá; Rogelio Perez Perdomo, da Universidad Metropolitana, Caracas, e Conrado Hübner Mendes, da DIREITO GV. Ao final do processo, o comitê selecionou quatro propostas brasileiras134, duas colombianas, uma argentina, uma vene-

zuelana, uma chilena e uma paraguaia, que versavam sobre os diversos temas estabelecidos no edital.

Para cada pesquisador ou equipe selecionada foi designado um interlocutor interno da DIREITO GV para acompanhar os trabalhos de elaboração do caso. A presença de um colaborador interno da DIREITO GV para a produção de cada caso foi prevista para facilitar o diálogo entre a instituição e o pesquisador contratado sobre ques- tões teóricas e metodológicas que surgissem durante a execução dos trabalhos, e também para harmonizar as características dos casos a serem produzidos. De outubro a dezembro de 2005, professores e pes- quisadores da DIREITO GV participaram de reuniões internas e de um seminário de imersão sobre método do caso para que pudessem exercer o papel de colaboradores internos do projeto.

Durante o período de elaboração dos casos, foram realizados di- versos seminários com o fim de construir entendimentos comuns e

estreitar os laços acadêmicos entre os participantes. O primeiro se- minário, realizado no salão nobre da EAESP entre 1 e 3 de fevereiro de 2006, contou com a participação de todos os pesquisadores e in- terlocutores envolvidos no projeto da Casoteca. Além de inaugurar os trabalhos, esse evento ofereceu treinamento aos pesquisadores se- lecionados, como lembra Mário Gomes Schapiro: “O primeiro semi- nário de Metodologia contou com a presença de todos os pesquisadores. Trouxemos o professor Álvaro Pires, do Canadá, um craque em metodologia empírica, para dar aulas sobre técnicas de pesquisa. O seminário consistiu em dois dias de trabalho intenso, em que socializamos muitas informações. Essa foi a primeira grande ação de coordenação dos trabalhos da Casoteca, uma tentativa de estabe- lecer parâmetros de qualidade para as investigações e estratégias de pesquisa a serem adotadas pelos participantes do projeto.”135

Outros dez seminários foram realizados em cada um dos países e Estados de origem dos pesquisadores, sempre para acompanhar o de- senvolvimento dos casos e promover a integração regional, razão pela qual participavam do evento pessoas da comunidade acadêmica local e colaboradores internos da Escola.

Para a organização e divulgação desses seminários, contava-se com a colaboração do pesquisador local. Mário Gomes Schapiro narra a participação dos professores da DIREITO GV nesses eventos locais: “Após a realização de dois seminários em São Paulo, o pro- cesso se inverteu. Todos os nossos colaboradores internos (para cada caso havia um colaborador interno que dialogava diretamente com o pesquisador), foram a todos os países e regiões brasileiras participar dos seminários com os pesquisadores e seus convidados. A idéia era acompanhar as pesquisas e também criar agentes multiplicadores dessa metodologia de caso.”136

Os casos foram concluídos ao término do primeiro semestre de 2006137e a Casoteca Latino-americana de Direito e Política Pública foi

lançada em agosto do mesmo ano. Após sua inauguração, em evento ocorrido nos dias 10 e 11 de agosto no Memorial da América Latina, em São Paulo, os casos elaborados foram disponibilizados abertamente ao público no site do projeto.138No segundo semestre de 2006, Con-

rado Hübner Mendes afastou-se da DIREITO GV para uma tempo- rada de estudos no exterior e Mário Gomes Schapiro assumiu a gestão da Casoteca, que se desvinculou da Coordenação de Metodologia.

A Casoteca ainda viria a instituir um outro processo seletivo para a contratação de outros pesquisadores. Dos 150 mil dólares aporta- dos pelo BID na primeira fase do projeto, 30 mil dólares que seriam destinados a custeio das despesas de pesquisa não foram utilizados pelos pesquisadores contratados. Mário Gomes Schapiro negociou com o Banco a prorrogação e o aditamento do convênio de coopera- ção técnica para utilizar os recursos remanescentes na elaboração de novos casos.

Caso o modelo adotado na primeira fase fosse reproduzido na nova etapa, os recursos remanescentes de origem do BID seriam sufi- cientes apenas para a elaboração de três novos casos. Valendo-se, no entanto, da experiência adquirida na primeira fase do convênio de cooperação, Mário Gomes Schapiro estipulou valores menores a serem pagos para o desenvolvimento dos casos propostos.

O segundo edital do projeto Casoteca foi lançado em janeiro de 2007. Para o caso envolvendo narração de um problema real, de for- mato idêntico ao do caso previsto no primeiro edital, o valor da bolsa