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Bildirinin Gönderilmesi ve Müzakerecilerin Banka’dan Çıkışları…. 115

BÖLÜM 2: 1896 OSMANLI BANKASI BASKINI

2.6. Banka Đçerisindeki Gelişmeler

2.6.2. Bildirinin Gönderilmesi ve Müzakerecilerin Banka’dan Çıkışları…. 115

Para esta pesquisa exploratória, será utilizado o método do estudo de caso, largamente utilizado em pesquisas de natureza exploratória. Segundo Mattar (2000 p.22), o objetivo deste método é o de gerar hipóteses e não verificá-las, além de possibilitar a ampliação os conhecimentos sobre o problema.

O estudo de caso (Yin, 2001 p.27) é a estratégia escolhida ao se examinarem acontecimentos contemporâneos dentro do seu contexto da vida real, e quando não se podem manipular comportamentos relevantes, ou seja, o pesquisador não tem como alterar variáveis para verificar o efeito desta variação sobre outras variáveis do problema, como se faz num experimento, por exemplo. Além desta característica, o método do estudo de caso utiliza as técnicas de observação direta e as séries sistemáticas de entrevistas. A estratégia e as técnicas descritas enquadram-se perfeitamente no escopo do presente estudo.

Outra característica do método de estudo de caso descrita por Yin (2001), e que é obedecida no presente estudo, é a exigência de muita preparação para a determinação das questões mais relevantes sobre um determinado tema e na obtenção de certa precisão na formulação destas questões. Uma das maneiras mais indicadas para que estas exigências sejam atendidas é através de uma boa revisão da literatura já escrita sobre o tema. Mas o que deve ficar bem claro é que a revisão é um meio para atingir os objetivos, e não a finalidade em si. Nunca é demais lembrar que a revisão da literatura não fornece respostas sobre o que se sabe sobre o tema pesquisado, mas antes auxilia na formulação de questões mais objetivas e perspicazes sobre este tema. Schramm (1971 apud Yin 2001) esclarece que “...a essência de um estudo de caso é que ele tenta esclarecer uma decisão ou um conjunto de decisões: o motivo pelo qual foram tomadas, como foram implementadas e com quais resultados”. Eis aqui uma observação na qual o presente estudo enquadra-se perfeitamente: deseja-se entender a orientação de negócios dos IPTIs nacionais, as quais são fruto de decisões tomadas pelas organizações em todos os seus níveis.

Além de prestar-se à investigação de um fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto na vida real, o estudo de caso é aplicado especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos. Em outras palavras, é difícil ou impraticável enxergar o fenômeno (orientação de negócios) isolando variáveis do ambiente no qual encontram-se os IPTIs nacionais, ou mantendo-as fixas

como se faz em experimentos (Yin, 2001 p.32). Para trabalhar com estas variáveis por vezes incontroláveis ou difíceis de serem isoladas do contexto, ou seja “...haverá muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados”, o método do estudo de caso tenta fazer os dados convergirem baseando-se em várias fontes de evidência, e utiliza o proposições teóricas previamente desenvolvidas para conduzir a coleta e a análise de dados. É o que se vai procurar fazer no presente estudo.

O leque de possibilidades de caminhos a que podem ser tomados ao longo da pesquisa, e o surgimento de fatos inesperados faz com que o método de estudo de caso requeira do pesquisador habilidades específicas para julgar o que deve ser estudado e o significado dos dados que vão surgindo ao longo da pesquisa (Bonoma 1985 p.204). O método preocupa-se basicamente com a interpretação e da do significado dos dados levantados, ou seja, depende mais da percepção do pesquisador do que de uma realidade objetiva. A utilização de mais de uma fonte de evidências auxilia na convergência destas percepções.

Vários autores percebem que existe um certo preconceito no mundo acadêmico em relação ao método, baseado principalmente na suposição de que trata-se de algo que não muito flexível, pouco estruturado e carente de rigor acadêmico. Entre estes autores, Yin (2001) diz que o pesquisador que utiliza o método do estudo de caso por vezes é visto como se tivesse se desviado de suas disciplinas acadêmicas, e que suas investigações carecem de precisão, objetividade e rigor. Em seguida formula a seguinte questão: “se o método do estudo de casos apresenta sérias fragilidades, por que os pesquisadores continuam a utilizá-lo?”. O autor conclui que este estereótipo surge do desconhecimento de que é possível realizar estudos de caso como método rigoroso de pesquisa, e de como realizá-lo.

O método do estudo de caso apresenta credibilidade científica desde que sejam seguidos os passos de acordo com a metodologia, qual sejam definição do problema, demonstração da razão de adoção do método do estudo de caso, desenho da estrutura de coleta de dados, determinação das fontes de evidências e dos instrumentos de

coleta de dados, análise dos dados com base em analogias com teorias, modelos e outros casos, elaboração de conclusões que possam servir como base para futuros estudos mais abrangentes, e exposição das limitações tanto do estudo em si como as provenientes do método escolhido. É o que o presente estudo se propõe a realizar. Campomar (1991 p.95) dá como uma das explicações para a alta freqüência de estudos de caso em dissertações de pesquisadores brasileiros o fato de sermos carentes de conhecimentos sobre nossa conjuntura.

Conforme a exigência do método, os dados serão coletados em mais de uma fonte de evidências. O primeiro será o levantamento de dados em fontes secundárias. Estas fontes consistem principalmente de sites da Internet, notadamente os sites dos IPTIs pesquisados. Outras fontes consistirão de relatórios internos não confidenciais destes institutos, como planos diretores e relatórios anuais. Segundo Yin (2001 p.108) estas fontes possuem como pontos fortes:

- Estáveis: podem ser revisadas inúmeras vezes.

- Discretas: não foram criadas como resultado de estudo de caso. - Exatas: seus dados são supostamente exatos.

- Ampla cobertura: abrangem longo espaço de tempo, muitos eventos e muitos ambientes distintos.

Ainda segundo Yin (2000), estas fontes apresentam os seguintes pontos fracos: - A capacidade de recuperação pode ser baixa.

- A seletividade pode ser tendenciosa. - Reflete visões tendenciosas.

Para o presente estudo, os pontos fortes acima descritos parecem superar os pontos fracos, principalmente quando os pontos fracos são levados em conta quando da análise dos dados coletados.

Como segunda fonte de evidências serão aplicados os instrumentos de coleta de dados especificados nas páginas seguintes aos entrevistados e institutos escolhidos de acordo com o plano amostral:

- Questionário de múltipla escolha composto de 18 questões com três alternativas cada.

- Entrevista pessoal com perguntas abertas, baseadas nas respostas obtidas nos questionários de múltipla escolha. Estas perguntas formuladas no momento da entrevista têm como ponto de partida as respostas obtidas nos questionários de múltipla escolha, direcionadas para a investigação da sua orientação de negócios com base na revisão da literatura.

À utilização destas fontes de evidências, Yin (2001 p.108) relaciona os seguintes pontos fortes:

- São direcionadas, enfocando diretamente o tópico relacionado. - São perceptivas, fornecendo inferências causais percebidas. Como pontos fracos das entrevistas, Yin (2001) enumera: - Visão tendenciosa devido a questões mal elaboradas. - Respostas tendenciosas.

- Imprecisões por limitações do entrevistador.

- Reflexibilidade: o entrevistado dá ao entrevistador o que ele quer.

Estes pontos fracos fazem parte das limitações do presente estudo e estão relacionados no capítulo pertinente.

Por uma limitação de recursos, principalmente tempo (que é o ponto fraco destas fontes, segundo Yin (2001)) não serão utilizadas duas fontes de evidências importantes: observações diretas e observação participante.

As conclusões do estudo serão elaboradas a partir dos resultados obtidos pela análise dos dados coletados, à luz da revisão da literatura.