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BÖLÜM 8. TERSİNE LOJİSTİK

7.6. Belirsizlik Altında Ters Lojistik Ağ Yapılandırması

De acordo com Creswell (2010), a abordagem sobre pesquisa envolve suposições filosóficas e também métodos e procedimentos distintos, de forma que estão envolvidos as

suposições das concepções filosóficas trazidas para o estudo, as estratégias de investigação que estão relacionadas a essa concepção e os métodos ou procedimentos de pesquisa específicos que transformam a abordagem em prática.

Destaca-se que a informação sobre a concepção filosófica da pesquisa ajuda a explicar o motivo pelo qual se adota a abordagem qualitativa, quantitativa ou mista. Nesta pesquisa, aplica-se o pragmatismo, pois enfatiza o problema e utiliza abordagens pluralistas para o seu entendimento (CRESWELL, 2010).

De acordo com Creswell (2010), o pragmatismo tem as seguintes características:

a) não está comprometido com algum sistema de filosofia e de realidade;

b) proporciona liberdade de escolha;

c) não vê o mundo como uma unidade absoluta, buscando diferentes abordagens para coletar e analisar dados; d) a verdade é o que funciona no momento, o importante é

buscar o melhor entendimento de um problema de pesquisa;

e) pesquisadores pragmáticos olham para o “que” e “como” pesquisar, porque eles intentam proporcionar o melhor entendimento de um problema de pesquisa; f) concorda que a pesquisa ocorre em contextos sociais,

históricos e políticos, entre outros;

g) abre a porta para múltiplos métodos e diferentes concepções e suposições.

As estratégias de investigação são os tipos de projetos ou modelos de métodos qualitativos, quantitativos ou mistos que proporcionam uma direção específica aos procedimentos em um projeto de pesquisa (CRESWELL, 2010).

A estratégia aqui adotada será a qualitativa, considerada como um meio para explorar e entender o significado que as pessoas ou grupos atribuem a um problema social ou humano (CRESWELL, 2010). No caso da presente pesquisa, o “significado” foi atribuído por meio de entrevista de grupo focal.

Como ponto de partida para o estabelecimento da Biblioteca Universitária no contexto da Gestão do Conhecimento, definiu-se, a partir de revisões da literatura, um Mapa Mental (Figura 21) que representasse seus diferentes papéis e funções, subsidiando a proposta do framework.

Nesse sentido, a pesquisa em questão iniciou-se com base em abordagens existentes na literatura (Seção 2), especialmente a parte específica de metodologias, frameworks e modelos conceituais (Seção 2.3.1) da qual foram extraídas informações procurando construir um novo framework que fosse capaz de dar conta da lacuna identificada na literatura para concepção e implantação da Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias. A citada lacuna refere-se à ausência de modelos ou ferramentas gerenciais capazes de apoiar a Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias, considerando-as como um todo integrado, sem preterir determinados serviços ou funções, além de definir o “terreno” conceitual em que se trabalha.

O framework proposto foi construído com base na literatura e na experiência profissional da autora como bibliotecária do Serviço de Referência na Biblioteca Universitária da UFSC, respaldada pelas lacunas encontradas na literatura, conforme descrito na introdução (Seção 1) e na justificativa (Seção 1.4). Foram unidos elementos de alguns modelos considerados relevantes e adequados para a proposta em questão com outros que são inteiramente novos, desenvolvidos de acordo com as necessidades identificadas no andamento da pesquisa (Seção 3) e das leituras.

Para a avaliação do framework, foram utilizados métodos qualitativos, que se caracterizam pela ausência de medidas numéricas e análises estatísticas, analisando aspectos mais profundos e subjetivos do tema em estudo (DIAS, 2000), nesse caso, a entrevista de grupo focal. O método empregado teve por objetivo avaliar o framework desenvolvido a partir da participação de um grupo focal (explicitado detalhadamente na Seção 3.3.1), realizado na ocasião de um evento (“I Workshop Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias”),

organizado pela autora, que teve dentre a sua programação a avaliação do modelo proposto por esta tese. A programação do workshop consta no Apêndice E.

A técnica é um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência, é a habilidade para associar esses preceitos ou normas à parte prática. Toda ciência utiliza inúmeras técnicas na obtenção de seus propósitos, quaisquer que sejam os métodos ou procedimentos empregados (MARCONI; LAKATOS, 2007).

As técnicas utilizadas foram: documentação indireta, que “implica o levantamento de dados de variadas fontes”, nesta tese, caracterizada pela pesquisa bibliográfica e observação direta intensiva, que pode ser “realizada através de duas técnicas: observação e entrevista”; no caso desta tese, optou-se pela entrevista de grupo focal. As informações específicas dos procedimentos metodológicos para a realização do grupo focal estão descritas na Seção 3.3.1 (MARCONI; LAKATOS, 2007, p. 176; 192).

A pesquisa bibliográfica (fontes secundárias) “abrange toda bibliografia já tornada pública, jornais, revistas, livros, monografias, dissertações, teses, entre outros” (MARCONI; LAKATOS, 2007, p. 185). O foco esteve nas publicações que tratavam de modelos, métodos e similares para a concepção e implantação de Gestão do Conhecimento em bibliotecas.

Após a revisão sistemática, que teve por objetivo definir o tema de pesquisa, a problemática da tese foi delineando-se, e novas áreas temáticas fizeram-se necessárias para a contextualização do problema, o que ocasionou consequentes revisões narrativas para complementação do referencial, conforme apresentado no decorrer da revisão de literatura (Capítulo 2).

Para esclarecer a trajetória da tese, a Figura 1 ilustra o caminho percorrido até a sua conclusão.

Figura 1 – Trajetória do desenvolvimento da tese

Fonte: Desenvolvido pela autora (2014).

Como apresentado na Figura 1, pode-se verificar que a partir da definição do problema de pesquisa e objetivos, novas revisões de literatura foram realizadas para compor o referencial teórico da tese. Dessa maneira, o framework começou a ser construído com base em alguns autores. Castro (2005), Dong (2008), Porumbeanu (2009), Merrick (2009) Shuhuai et al. (2009) e Corral e Sriborisutsakul (2010) trouxeram conceitos, elementos e exemplos a respeito de frameworks, metodologias e modelos conceituais para bibliotecas, que contribuíram para a constituição do framework proposto.

As Standards for Libraries in Higher Education (ACRL, 2011b), também citadas na Figura 1, trouxeram as diretrizes necessárias para que o framework proposto pudesse, além de apoiar a Gestão do Conhecimento, englobar os aspectos relativos à qualidade em serviços para Bibliotecas Universitárias. Seus princípios fornecem indicadores em nove áreas (eficácia institucional, valores profissionais, papel educativo, descoberta, coleções, espaço gestão/administração, pessoal e relações externas), os quais estão incluídos nos módulos do framework proposto. Considerando ainda aspectos sobre qualidade e avaliação de Bibliotecas Universitárias, contamos com o

“Instrumento de avaliação de cursos de graduação” (BRASIL, 2012), ferramenta nacional utilizada pelo MEC para avaliação de Bibliotecas Universitárias.

Dalkir (2011) contribuiu especialmente com o ciclo de Gestão do Conhecimento, que foi utilizado para respaldar um dos módulos do framework proposto (Módulo de Recursos de Conhecimento), além de fornecer outros aspectos teóricos a respeito da Gestão do Conhecimento.

Pacheco et al. (2009) contribui com elementos para um módulo em específico (Módulo Coordenação de Gestão de Conhecimento), em que foi utilizada uma nova leitura do ciclo Planejamento, Desenvolvimento, Checagem e Ação (PDCA) para o uso na Gestão do Conhecimento.

A Figura 1 mostra que as subsequentes revisões de literatura, além da experiência da autora, respaldaram a construção do framework, que foi submetido à avaliação por grupos focais (na ocasião do “I Workshop Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias”).

Os procedimentos metodológicos com relação à avaliação do framework realizado pelos grupos focais serão aprofundados na Seção 3.3.1.