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THE BIRTH OF THE HUMAN IN YAŞAYAN ÖLÜ BY SÂMİHA AYVERDİ

B. Beşerin Ölümü İnsanın Doğuşu

Como se pode observar no Gráfico 4, os americanos apresentam uma forte e sólida tendência de possuir características de baixa hierarquização, pois 70,59% das opiniões coletadas apontam baixo distanciamento do poder contra os 29,41% que acreditam na verticalização da sociedade americana, ou seja, alto PDI.

Assim exposto inicialmente, se dividir essa análise entre as percepções coletadas dos americanos versus as opiniões reunidas pelos estrangeiros, essa mesma tendência de baixo PDI também é verificada. Nessa perspectiva, tanto os membros da cultura em questão (65%) como os brasileiros, malaios e indianos (74,19%) acreditam que a sociedade americana é composta por traços e características de baixo PDI, ou seja, a democracia prevalece em detrimento de um poder mais controlador e efetivo dos superiores. Todavia, 35% das opiniões reunidas dos americanos e 25% das percepções colhidas dos indivíduos pertencentes as outras nações participantes desse estudo identificaram os superiores dos Estados Unidos com um alto grau de poder e decisão nas atividades pertencentes ao desenvolvimento de sistemas de informação.

Gráfico 4 – Demonstrativo Consolidado da Distância do Poder – Estados Unidos

Fonte: O Autor (2015)

Em relação aos americanos que apontaram a sua nação com baixo grau de distanciamento do poder está o de número um que observa ser possível contrapor o seu superior: “[...] Eu não vejo um impacto. Eu sei que eles tentam, algumas vezes, aumentar sua influência, mas, na minha posição, eu sinto que tenho o poder de dizer não ou

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80%

Todas Nacionalidades Americanos Brasileiros, Malaios e Indianos 29.41% 35% 25.81% 70.59% 65% 74.19%

responder: não, nós não podemos afetar a fase.” Nesse mesmo sentido, o entrevistado americano de número nove completa as percepções do seu colega anterior:

[...] Mas depois das fases inicias do projeto, eu sinto que a hierarquia está lá, mas não sinto ela tão rigorosa. Quero dizer, os líderes utilizam os membros do projeto com o objetivo de ajudar eles a gerenciar os riscos e as questões e informá-los quando os membros precisam de ajuda ou apoio [...]. E assim, eu tenho uma formação militar, pois eu fui do exército e lá é muito mais estruturado hierarquicamente do que aqui. Dessa forma, você não faz nada a menos que o seu chefe aprove [...] eu estava esperando esse tipo de cultura e definitivamente não estava lá [...]. Eu posso agir de forma independente ou fazer recomendações e eu não tenho que esperar por aprovações ou movimentos dos meus superiores.

Nessa mesma perspectiva determinada pelos americanos, os estrangeiros também apontaram os Estados Unidos como um país predominantemente com traços de baixo PDI e controle por parte dos superiores. Segundo o terceiro brasileiro entrevistado: “[...] Eu acho que nos EUA é um pouco mais maduro e profissional. Eu acho que ele é um colega e tu tens todo o poder do mundo para sugerir, criticar, mas, é claro, sempre respeitando a hierarquia também." Seguindo esse mesmo raciocínio, o sétimo malaio respondeu: “[...] Nos EUA, aqueles que tem opiniões diferentes podem expor suas ideias de maneira aberta, mesmo que seja em relação ao seu superior. Não há um apreço tão grande em relação a preservar uma relação com a hierarquia superior por receio, medo, ou algo do tipo.” Complementando essas duas percepções, o primeiro indiano declarou:

Mas pensando na cultura americana, eu sinto que existe um certo grau de abertura. Primeiramente, existe menos hierarquia e os subordinados são mais abertos, mais vocais e reportam se entendem que algo está sendo feito de forma errada [...] em um ambiente americano, as pessoas podem se dirigir ao gerente e dizer: ‘eu acho que isso poderia ser feito dessa maneira, pois teria um impacto positivo em A ou B’ [...].

Já na questão sobre o nível de controle exercido sobre os pares, os americanos, ao contrário dos brasileiros, mantiveram a tendência de baixo PDI conforme relatado pelo segundo americano entrevistado: “[...] O que eu faço é dar-lhes a informação de que necessitam para fazer a tarefa. Eu vou verificar ocasionalmente apenas para verificar como as coisas estão indo e saber que ele está se movendo. Normalmente, quanto menos eu me envolver nos detalhes melhor.” Além desse, o sétimo americano respondeu: “[...] Em geral, se eu lhe disser para fazer algo, eu espero que você saiba o seu trabalho e faça ele sem eu ter que ficar lá supervisionando e tenha certeza que você está fazendo ele. Basta fazê-lo.”

No entanto e como demonstrado anteriormente, alguns entrevistados assinalaram os americanos com um nível alto de distância de poder – entendendo grau de controle como consequência direta deste aspecto – como, por exemplo, no relato do primeiro brasileiro:

“Os americanos tendem a ter o controle um pouco maior. Eles exigem um pouco mais de acompanhamento e gostam desse tipo de controle, pois eles preferem ir no detalhe e muitas vezes terem um acompanhamento bem mais presente [...].” Nesse mesmo ponto de vista, o nono americano, ao contrário da sua percepção em relação aos seus colegas, comenta como controla as atividades que são passadas para seus pares e subordinados: “[...] eu sou uma maníaca por controle. Então, eu luto com a delegação de tarefas até que eu saiba as capacidades das pessoas que estão trabalhando comigo. [...] eu não tenho certeza que esta pessoa vai fazer isso, então eu vou manter o controle bem de perto.” Findando, o primeiro malaio e o segundo indiano também acreditam no alto PDI dos americanos, isto é, os superiores procuram ter o controle dos seus subordinados, das tarefas que estão executando e procuram se manter atualizados constantemente do andamento das mesmas.

A partir do exposto acima, a seguir foi elaborado o Quadro 4 com diferentes percepções coletadas sobre a distância de poder no Estados Unidos.

Quadro 4 – Resumo de Distância de Poder – Estados Unidos

Índice Fonte Percepções

Baixo

PDI

4º Americano

"[...] Eu diria que, quando somos capazes de trabalhar com a equipe e enquanto nós estamos juntos, nós sabemos quem é capaz do quê e quem tem o conhecimento, por isso sempre que temos tarefas atribuídas aos indivíduos na equipe, o nível de controle é pequeno ou nulo. Esperando e sabendo que eles sabem como completar a tarefa [...].”

8º Americano

"[...] Eu sou muito do tipo de personalidade que você deve delegar tarefas e deixar as pessoas falhar ou ter sucesso por conta própria, tornar-se disponível para ter certeza de que eles sabem que podem vir a você se há problemas. Mas eu não sou muito, eu sei, apenas pessoalmente falando, eu odeio microgerenciamento [...]."

Alto

PDI 6º Americano

"[...] Sim, eu definitivamente acho. Eu acho que determinados projetos requerem mais posições de liderança devido ao tamanho deles [...] mas sim, eu acredito na orientação formal de hierarquia."

Baixo

PDI 10º Brasileiro

"[...] Então eu percebo que existe uma independência maior nos dos EUA para a tomada de decisão na qual o gestor, algumas vezes, é comunicado do que foi feito, desde que tenha se dado o empoderamento para as pessoas."

Fonte: O Autor (2015)

4.1.2.1 Efeitos da Distância do Poder – Estados Unidos

De acordo com o que foi apresentado na análise anterior, a cultura americana tem uma forte e sólida tendência de baixo distanciamento do poder o que, de acordo com os entrevistados, causa alguns efeitos positivos e negativos nos fatores de sucesso do processo de desenvolvimento de um SI. Dessa forma, a partir do momento em que se utiliza uma abordagem de baixa distância do poder, os impactos em um projeto serão, em um primeiro momento, maior flexibilidade, agilidade e liberdade na tomada de decisões. Essa

constatação inicial foi identificada a partir do relato do oitavo brasileiro, conforme transcrita acima nos Efeitos da Distância do Poder – Brasil, mas que também fora identificada em outras respostas como, por exemplo, na do sétimo brasileiro, do segundo e sétimo americano. Segundo o brasileiro, a partir do momento em que os americanos recebem o empoderamento do superior, eles acabam tendo uma independência maior para a tomada de decisão e o superior apenas é informado das decisões que são realizadas, ou seja, ele não faz parte do processo decisório. Corroborando com o brasileiro anterior, os dois americanos acreditam na liberdade e compromisso individual dos colegas, pois preferem passar a responsabilidade de alguma tarefa para alguém e pouco se envolverem durante o desenvolvimento da mesma, porém também estarão à disposição para sanar dúvidas e discutir acerca da solução. Assim sendo, a partir do momento em que não é preciso ter o consentimento do superior para todas as decisões necessárias, mas contando com sua disponibilidade para discutir soluções quando for necessário, o projeto acaba ganhando uma velocidade maior, isto é, os custos, prazo e desempenho individual dos participantes são impactados positivamente devido ao tipo de liberdade imposta por essa cultura. Entretanto, o risco de se tomar uma decisão errada ou acreditar friamente na posição do subordinado, conforme o quarto brasileiro, em detrimento as opiniões alheias, isso pode resultar negativamente em custos, prazo e desempenho coletivo da equipe.

Isto posto e analisado, no próximo subcapítulo desse trabalho serão analisadas as percepções coletadas dos membros dos quatro países participantes desse estudo sobre o distanciamento do poder nos Índia.