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BÖLÜM 1: ÇEVİRİ TEKNOLOJİLERİ

1.4. BDÇ Araçları ve Çeviri Kuramları

A palavra “estratégia” tem sido muito utilizada nos contextos empresariais e agora acadêmicos, inclusive no Projeto Jaboticabal Sustentável, definido as diretrizes de ação para atingir os objetivos propostos.

No contexto de planejamento e administração estratégicos, uma noção bastante difundida sobre estratégias diz respeito a “planos para atingir resultados consistentes com as missões e objetivos”, simplificando o que diz WRIGHT (citado por MINTZBERG et al, 2000:17). MINTZBERG amplia essa noção ao apresentar cinco pontos que melhor definem estratégia.

O primeiro ponto entende a estratégia como um plano, que dá uma direção ou guia um curso de ação para o futuro. O segundo é de estratégia como padrão, a consistência de um comportamento ao longo do tempo. Ou seja, parte-se de um plano para o futuro com a estratégia pretendida, e em seguida vê-se o que se tornou padrão por meio das estratégias realizadas.

As estratégias pretendidas que foram realizadas podem ser entendidas como estratégias deliberadas, e as que não se concretizaram, de não-realizadas. Durante o desenvolvimento do processo podem surgir estratégias que não estavam no plano, mas foram realizadas, sendo essas, então, as estratégias emergentes. A Figura 10 auxilia visualmente no entendimento desses tipos de estratégias.

Figura 10 – Esquema de estratégias proposto por MINTZBERG et al (2000) (Adaptado pela autora).

No contexto acadêmico, a pesquisa-ação permite aos indivíduos participantes o desenvolvimento de estratégias próprias a suas visões, seus

ESTRATÉGIA PRETENDIDA (PLANO) ESTRATÉGIA REALIZADA (PADRÃO) ESTRATÉGIA DELIBERADA (PLANO/ PADRÃO) ESTRATÉGIA EMEREGENTE (NÃO-PLANO/ PADRÃO) ESTRATÉGIA NÃO REALIZADA (PLANO/NÃO- PADRÃO)

QUADRO DE ESTRATÉGIAS

objetivos e suas aspirações, que se concretizam pela implicação e negociação que regulam o processo e possibilitam seu desenvolvimento.

Nesse processo, a inflexão das operações e das reflexões permite aos poucos a transformação de conceitos iniciais em apropriações da realidade, ação individual em ação coletiva, por meio de cruzamentos de pontos de vista diversos e permanente ajuste dos meios para que se alcancem os objetivos (EL ANDALOUSSI, 2004).

Transferindo essas reflexões para o contexto do Projeto, vê-se que a noção de estratégia da pesquisa aproxima-se mais do contexto da pesquisa- ação e não tanto do planejamento estratégico, porquanto se observa que não ficaram claras as distinções entre o que seriam objetivos, metas, estratégias ou ações, verificando-se flexibilizações na utilização de termos no Projeto. Como por exemplo, “consolidação de parcerias”, que era um dos objetivos propostos pela FAPESP para a Fase 1, na Fase 2 era entendida como estratégia pela verificação dos relatos. As metas apresentadas no cronograma da Fase 1 tornaram-se estratégias e ações na Fase 2.

Para efeito de melhor compreensão dessa análise de estratégias do Projeto, os objetivos serão entendidos como o “onde se quer chegar”, que são de fato os descritos no Item 3.6.1, sendo o principal a construção do sistema de monitoramento participativo da sustentabilidade. Entendendo-se as metas como “o que se vai fazer”, então essas acabam diluídas nas ações das estratégias. As estratégias por sua vez, são “o como fazer”, “o caminho a se seguir”. Com base nesse entendimento, propõe-se o Quadro 8, que organiza o processo segundo essas noções:

Quadro 8 – Organização dos objetivos, estratégias e ações do Projeto.

Fontes: Projetos e Relatórios de Pesquisa Fases 1 e 2 (1998-2004)

Pela leitura do Quadro 8, a partir da definição dos objetivos de pesquisa e intervenção, a estratégia geral escolhida foi a produção do conhecimento simultaneamente à formação de pessoas e à intervenção.

Sendo a sustentabilidade um conceito recente e abstrato, conforme visto na revisão da literatura, a preocupação inicial dos pesquisadores foi primeiramente de deixar clara a proposta do Projeto aos parceiros, e em OBJETIVO

GERAL OBJETIVO PRINCIPAL OBJETIVOS POR ÁREA PJS ESTRATÉGIAS AÇÕES

INTERVENÇÃO Consolidação de Parcerias GAJS Capacitar técnicos do PP e representantes da SC Construção de Indicadores Seminários 2 e 3 Sensibilizar PP e SC Aumento do Conhecimento s/ Sustentabilidade Seminário 1 Cadernos PESQUISA Desenvolvimento de Processo Participativo Construção coletiva de conhecim. Consenso Sistematizar Informações Ampliação de Parcerias Mostras Encontros Propor métodos Divulgação do

Projeto Participação em Eventos; Mostras

Analisar

fenômenos Institucionalização Fórum Capacitação de pessoas da SC Oficina de ALS Melhorar a qualidade de vida da população com base em princípios e indicadores de sustentabilida de em suas várias dimensões (Proj. Fase 1) Implementar um sistema permanente de monitorament o de princípios e indicadores de sustentabilida de para gestão pública municipal com participação da sociedade organizada (Proj. Fase 1) Capacitação de Técnicos do PP

seguida, capacitá-los no entendimento sobre conceitos, princípios, dimensões e indicadores de sustentabilidade.

Conforme visto na descrição do processo, dois eixos estratégicos principais passaram a ser desenvolvidos a partir de então: a formação de pessoas e ampliação dos parceiros, de onde deriva uma terceira estratégia, que é a divulgação do Projeto para sua visibilidade na cidade. A partir desses eixos, novas estratégias e ações foram surgindo de acordo com as demandas do Projeto.

A sistematização das estratégias do Projeto segundo a classificação apresentada MINTZBERG et al (2000) (ver Figura 10), permite um melhor entendimento de como se deu essa dinâmica de estratégias no processo, conforme se pode observar no Quadro 9.

Quadro 9 - Sistematização das estratégias do Projeto segundo a classificação de MINTZBERG et al (2000)

TIPO DE

ESTRATÉGIA PRETENDIDA PLANO REALIZADA

PADRÃO

PJS ESTRATÉGIAS OPERAÇÕES

AÇÕES

Consolidação de Parcerias GAJS

Proposição de Indicadores Seminários 2 e 3

DELIBERADA SIM SIM

Capacitação de pessoas da

Sociedade Civil Oficina de ALS Aumento do Conhecimento

s/ Sustentabilidade Seminário 1 Cadernos Reuniões Desenvolvimento de

Processo Participativo Construção coletiva de conh.Consenso Ampliação de Parcerias Mostras

Encontros Divulgação do Projeto Participação em

Eventos;Mostras

EMERGENTE NÃO SIM

Institucionalização Fórum

NÃO-

Assim, dentro das estratégias, dois eixos principais de análise foram identificadas, conforme as características do processo descritas no Capítulo 3, que são:

1) Estratégia de Formação, que objetivou o aumento do conhecimento sobre sustentabilidade no município, e incluiu ações para construção coletiva de conceitos e princípios de sustentabilidade. A partir dessa estratégia, desenvolveram-se ações como reuniões, seminário, cadernos e oficinas.

2) Estratégia de Participação, que objetivou a ampliação da

participação de agentes locais no processo, e incluiu ações como o estabelecimento de parcerias, o desenvolvimento do processo participativo e a consolidação do grupo de ação local.

Além destas, observa-se no processo o surgimento de duas outras estratégias (emergentes) durante o processo: Divulgação, que enfocou a divulgação do Projeto e suas ações dentro e fora do município, por meio de mostras, promoção e participação de eventos; e de Institucionalização, que diz respeito à continuidade do Projeto, por meio da constituição de um fórum local.

Pela imbricação existente entre as duas categorias principais escolhidas, juntamente com as estratégias será analisada a categoria dos

atores (sociedade civil, poder público e pesquisadores), observando-se a

atuação dos grupos que interferiram diretamente nas estratégias implementadas e, conseqüentemente nos resultados do processo até então.