BÖLÜM IV: SPOR DİSİPLİN SUÇLARI 4.1. Genel Olarak
4.7. Kural Dışı Hareket, Sert ve Ciddi Faul, Şiddetli Hareket, Saldırı Ve Kavga Kavga
4.7.2. Basketbol Disiplin Yargılamasında Kural Dışı Hareket
O ciberespaço, isto é, o meio de comunicação que surge com a interconexão mundial de computadores (LEVY, 2005), nem sempre teve a forma e os recursos que vemos e utilizamos atualmente. Ligada historicamente aos desdobramentos da Guerra Fria, a internet, ou ainda mais precisamente, a Web, tornou-se hoje um dos meios de comunicação mais popular e acessível a diferentes classes, fomentando o relacionamento entre pessoas, o comércio, o entretenimento, as pesquisas e inúmeras outras ações.
Neste contexto Spyer (2007) considera a Internet como um tipo de mídia diferente das mídias tradicionais, pois “[...] possibilita a comunicação simultânea e de duas vias entre várias pessoas. [...] Sua aplicação funde a difusão (broadcasting) que transmite informação de um ponto para muitos, com a interatividade característica da comunicação de duas vias” (SPYER, 2007, p. 21). Diante disso, o crescente número de pessoas na rede acaba por influenciar e romper com a antiga ordem de produção de conteúdos, de um para um ou muitos, voltando-se a proposta de muitos para muitos; desencadeando aos poucos as ideias de plataforma social.
A partir desse novo paradigma, e por meio de ferramentas on-line fáceis e gratuitas, é proporcionada aos utilizadores da Web uma relativa liberdade de produção de conteúdo e de seu compartilhamento, de forma colaborativa ou não, e a possibilidade de construção de comunidades virtuais as mais diversas. Este novo paradigma denomina-se Web 2.0, e se caracteriza, conforme Primo (2007), pelos aspectos colaborativos das práticas de cooperação, dos diálogos e da participação na construção do conhecimento, com a potencialização dos processos de trabalho coletivo, de troca afetiva e de produção e circulação de informações.
O conceito “Web 2.0” começou a ser discutido por O’Reilly e a MediaLive International em 2004 em uma conferência de brainstorming, na qual esboçaram-se algumas características desse conceito:
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Figura 1- Mapa de noções de Web 2.0
Fonte: O’Reilly, 2006, p.6.
Neste esquema, no qual vemos em cor verde algumas ferramentas e em lilás alguns conceitos, pode-se perceber que a Web 2.0 se volta para o usuário, para o compartilhamento e para a participação no uso e geração de conteúdos. Surgem assim os blogs, as redes sociais diversas, serviços de armazenamento e compartilhamento de arquivos, wikis, microblogs etc.
Neste contexto, segundo Marcos José Pinto (2002), um dos pioneiros no estudo e divulgação dos novos canais de comunicação Web no Brasil, a popularização dos blogs entre os anos 2000 pode ser explicada por uma demanda já existente das pessoas que tinham acesso a Web por um espaço para a expressão pessoal, desvinculado das instituições. Assim, com a sua criação, essas plataformas representaram “uma revolução
Página 46 dentro da revolução”, revigorando o movimento de livres trocas de ideias, numa época
em que a Web estava voltada, principalmente, para questões comerciais.
A designação blog foi criada em 1997, por Jorn Barger, para referir-se ao seu jornal online RobotWisdom, onde indicava links para páginas Web que achava interessante juntamente com alguns comentários, funcionando como um filtro de conteúdo. Sobre isso, Malini explica
O termo era um acrônimo derivado das palavras web e log (diário ou bloco de anotações) e expressava um site que hiperligava páginas interessantes encontradas na internet. Blog era, na prática, uma coleção de links com comentários breves. Barger ficava o dia inteiro garimpando notícias, informações, casos etc, que publicava na forma de comentários breves com disponibilização dos links desses dados, sem a existência de mecanismos de conversação com o usuário (particularmente, os comentários). (MALINI, 2008, p. 2).
Ainda para o teórico, entre os anos de 1997 a 1999, a atuação nos blogs era caracterizada pela lei “blogueiro linka blogueiro”. A ideia era a de que o editor do blog, o blogueiro, não devia se preocupar em formar opiniões, mas antes conduzir seus visitantes para outros blogs e sites. Nessa primeira época, a criação e manutenção dos primeiros blogs exigiam que seu editor dominasse a linguagem HTML.
A partir 1999, no entanto, os blogs, tal como os conhecemos hoje, surgiram e começaram a se expandir, devido ao surgimento de serviços como o Pitas, Blogger, Groksoup, Edit This Page e o Velocinews, entre outros, que permitiam ao usuário criar e manter um blog, de forma simples, escolhendo um layout e escrevendo um título, um texto e clicando em “publicar”. Essas facilidades, somadas ao aumento do público jovem, com acesso à internet, tornaram o espaço, antes voltado para o compartilhamento de links, um local de manifestação mais pessoal, no qual se comentavam o cotidiano e pensamentos do blogueiro, aos moldes de um diário pessoal, tornado público.
Nos anos 2000, várias melhorias foram feitas na interface dos blogs, tornando-os cada vez mais simples e personalizados. Nessa época também, o Blogger inovou, assim como o permalink, possibilitando que cada postagem tivesse sua própria URL, tornando essas publicações fáceis de serem tanto recuperadas por um motor de busca, quanto referenciadas. Outra mudança importante foi a criação do espaço de comentários, o que
Página 47 propiciou e fomentou o desenvolvimento de comunidades entre editores(es) e leitor(es)
de blogs.
O blog passa a se caracterizar, desde então, como uma espécie de “diário eletrônico”, no qual são colocadas mensagens, designadas como posts ou entradas, que são apresentadas em uma ordem cronológica inversa. Essas mensagens podem referir-se a um ou a vários temas, contendo diversos tipos de conteúdos como música, imagens, vídeos, entre outros conforme o interesse do blogueiro que, como afirma Silva e Cortina (2009), pode ser definido pela conjunção do trinômio “narcisismo-pseudoliberdade- ludicidade”. À medida que, apesar da variedade inesgotável de temas que podem ser trabalhados no espaço do blog, a temática pessoal, a auto-expressão, é a preferida, configurando esta mídia como a mídia do “eu”, do narcisismo; a liberdade do blogueiro para dizer o que quer e como quer é falaciosa, uma vez que a vigilância e a cumplicidade com seu público leitor impelem-no e impedem-no de adotar determinadas práticas. Quanto à ludicidade, ela se relaciona à necessidade de exposição e de espetacularização da vida cotidiana, princípios que pouco a pouco se integram duas concepções do leitor e afetam-lhe suas práticas.
Tais características, no entanto, não implicam necessariamente que os blogs não sejam um espaço de informação, uma mídia informativa. Conforme explica Malini (2009) os blogs, mais que as emissoras de televisão e portais de notícias, foram os principais responsáveis por prestar esclarecimentos e divulgar testemunhos, fotos, vídeos e áudios sobre os ataques de 11 de setembro de 2001. Esse marco cria então uma nova concepção de blogs, os warblogs, voltados de início para a cobertura da Guerra no Iraque e, posteriormente, com o deslocamento do tema ocupação do Iraque de assunto de guerra para caso policial, para a discussão política do Oriente Médio.
Por fim, a blogsfera, entendida como a comunidade que se constitui a partir dos editores e leitores dos blogs foi, desde 1997 a 2001, marcada pelo deslocamento de identidade, de público, de ação pública.